Questões de Concurso Para if-pa

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Ano: 2022 Banca: IF-PA Órgão: IF-PA Prova: IF-PA - 2022 - IF-PA - Professor EBTT - Libras |
Q3996178 Pedagogia
A educação bilíngue de surdos, assegurada na Lei nº 14.191, de 3 de agosto de 2021, em seu capítulo V-A, art. 60-A, § 2º, refere-se:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IF-PA Órgão: IF-PA Prova: IF-PA - 2022 - IF-PA - Professor EBTT - Libras |
Q3996177 Pedagogia
A Lei nº 14.191, de 3 de agosto de 2021, trata sobre a educação bilíngue de surdos. Em seu capítulo V-A, art. 60-A, § 1º assegura que: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IF-PA Órgão: IF-PA Prova: IF-PA - 2022 - IF-PA - Professor EBTT - Libras |
Q3996176 Pedagogia
A Lei nº 14.191, de 3 de agosto de 2021, no capítulo V-A, em seu art. 60-A, trata sobre a educação bilíngue de surdos. Nesse ínterim, o Art. 60-A define que:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IF-PA Órgão: IF-PA Prova: IF-PA - 2022 - IF-PA - Professor EBTT - Libras |
Q3996175 Libras
De acordo com Góes e Campos (2014) no capítulo "Aspectos da gramática da Libras" da obra "Tenho um aluno surdo, e agora?", na história da educação de surdos tem se a figura do abade Charles Michel de L’Épée que foi um educador filantrópico francês do século XVIII conhecido como “pai dos surdos”. Os autores afirmam que:

( ) L’Épée se aproximou da comunidade surda de Paris e assim aprendeu a língua de sinais usada pelos surdos franceses.
( ) O abade em questão criou os sinais metódicos para facilitar o ensino do francês escrito aos surdos.
( ) O educador supracitado fundou em 1760 a primeira escola para surdos em Paris.
( ) O filantrópico mencionado treinou inúmeros professores para surdos e publicou um livro sobre os sinais metódicos.

Considerando que (V) é verdadeiro e (F) é falso, a sequência correta é: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IF-PA Órgão: IF-PA Prova: IF-PA - 2022 - IF-PA - Professor EBTT - Libras |
Q3996174 Libras
Góes e Campos (2014) no capítulo "Aspectos da gramática da Libras" da obra "Tenho um aluno surdo, e agora?", mostram a evolução histórica da educação de surdos no contexto mundial. De acordo com esses autores é correto afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IF-PA Órgão: IF-PA Prova: IF-PA - 2022 - IF-PA - Professor EBTT - Libras |
Q3996173 Libras
De acordo com Albres (2016), na obra intitulada "Ensino de Libras: aspectos históricos e sociais para a formação didática de professores", o primeiro curso de formação superior de professores de Libras no Brasil foi elaborado na modalidade a distância. A autora aponta que foram mais de quinhentos alunos, na primeira turma. Houve a ampliação para vinte polos, e logrou mil alunos na segunda turma. Nesse contexto de criação do curso de Letras Libras no Brasil, é válido afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IF-PA Órgão: IF-PA Prova: IF-PA - 2022 - IF-PA - Professor EBTT - Libras |
Q3996172 Pedagogia
O capítulo III, art. 5º, do Decreto 5626, de 22 de dezembro de 2005, define que a formação de professores para o ensino de Libras na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental deve ser realizada em curso de Pedagogia ou em curso normal superior. O § 2º desse artigo assegura que as pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos nesse capítulo. Desta feita, almeja-se que discentes surdos componham as turmas desses cursos. De acordo com o previsto no decreto em questão, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IF-PA Órgão: IF-PA Prova: IF-PA - 2022 - IF-PA - Professor EBTT - Libras |
Q3996171 Libras
O A criação dos cursos de graduação em licenciatura plena em Letras Libras ou Letras Libras/ Língua Portuguesa como segunda língua foi instituída no capítulo III, art. 4º, do Decreto 5626, de 22 de dezembro de 2005. O parágrafo único desse artigo assegura que as pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos nesse capítulo. Assim, vislumbra-se que os cursos de licenciatura plena em Letras Libras ou Letras Libras/ Língua Portuguesa como segunda língua tenham discentes surdos. No contexto de ensino de Libras para os alunos surdos no ensino superior, é pertinente considerar que a metodologia: 
Alternativas
Q3996170 Pedagogia
“A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). Ao longo da Educação Básica, as aprendizagens essenciais definidas na BNCC devem concorrer para assegurar aos estudantes o desenvolvimento de dez competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento. Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.” BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – Educação Infantil e Anos Iniciais. Brasília: MEC, 2018, p. 7-8.  
Após fazer uma leitura crítica em relação aos trechos da BNCC alocados acima, tendo por base os pressupostos da Educação do Campo, leia as assertivas abaixo:
I. Ao avançar a barreira dos “parâmetros”, a exemplo dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a BNCC, revestida de caráter normativo e estrutura rígida (apesar de se rotular como flexível), com pormenores e designações esmiuçadas ao longo do documento, torna infactível a construção coletiva dos saberes e conteúdos formativos da Educação do Campo.
II. O que se anuncia com a BNCC, como é pregado pelos arautos do capital, não é somente uma alteração metodológica; mas sim um projeto apropriação e controle da formação docente pelo capital, tornando-o um mero repetidor do que está posto no documento sob os auspícios das “competências gerais” e suas habilidades, valores, atitudes, entre outros, que solapam a autonomia do professor do campo e, consequentemente, do sujeito do campo.
III. A BNCC, apesar de seu caráter normativo, traz espaços dentro da lei que permitem a autonomia do saber docente, bem como a construção curricular coletiva. Dessa forma, está condizente com a proposta da Educação do Campo e da formação de seus educadores.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3996169 Pedagogia
 “... definimos política curricular como um processo histórico em que diferentes protagonistas, imbuídos de seus projetos culturais/sociais, produzem tensões em torno da produção, circulação e consolidação de significados no currículo escolar. Por isso, entendemos a política curricular como uma política cultural.” OZERINA, Victor de Oliveira e DESTRO e Denize de Souza. Política Curricular como Política Cultural: uma Abordagem Metodológica de Pesquisa. In: Perspectiva, Florianópolis, v. 28, p. 140-151, Jan /Fev /Mar /Abr. 2005, p. 148.
“As políticas e práticas curriculares devem se alicerçar no reconhecimento e na afirmação da diversidade sociocultural, contribuindo com uma formação pautada na convivência das diferenças e na participação do conjunto de seus sujeitos, grupos e populações nos rumos de um projeto amazônico de educação e de desenvolvimento territorial inclusivo, sustentável e solidário.” HAGE, Salomão Mufarrej. Por uma escola do campo de qualidade social: transgredindo o paradigma (multi)seriado de ensino. Brasília, v. 24, n. 85, p. 97-113, abr/ 2011, p. 109.
A partir dos textos acima, é perceptível a íntima relação entre Educação do Campo, Currículo (ou política curricular) e Política Cultural. Na mesma consonância, é correto dizer que:
I. Quando se pensa em política curricular tendendo a se transformar em uma política cultural, deve-se levar em consideração que não é uma mera questão de adequação ou adaptação de uma cultura à outra no currículo, mas sim de explicitar, demarcar e reconhecer o valor das distinções socioculturais e identitárias.
II. Os processos culturais constituidores da política curricular emergem do conflito de forças econômicas antes mesmo do cultural, não havendo relação entre dominação cultural e dominação econômica; por isso mesmo, a Educação do Campo, devido ao teor marxista de seus princípios, tangencia a política curricular como política cultural.
III. A hegemonia cultural imposta pelo modelo da Ciência Moderna refletiu diretamente na escola do século XX; entretanto, à medida que a denominada “Educação 4.0” foi absorvida pela Educação do Campo no início deste século, a política cultural se sobrepôs à política curricular excludente.
Após ler as assertivas acima, é correta afirmar que:  
Alternativas
Q3996168 Pedagogia
“Lutar pela escola – escola do campo no campo – e pela universidade tem sido uma das fronteiras mais disputadas nas lutas dos vários movimentos sociais, o que repõe lutar pelo direito ao conhecimento socialmente produzido, aprendido na especificidade dessas lutas. Há produções sobre essa centralidade política dada pelos movimentos sociais ao direito ao conhecimento e à cultura, aos valores.” ARROYO, Miguel G. Os Movimentos Sociais e a construção de outros currículos. In: Educar em Revista., n. 55, p. 47-68, jan./mar. Curitiba: Editora UFPR. 2015, p. 54. 
Sobre a relação existente entre Educação do campo e Movimentos Sociais, muito bem explicitada no texto acima, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q3996167 Pedagogia
“Uma das aspirações básicas do programa pro-diversidade nasce da rebelião ou da resistência às tendências homogeneizadoras provocadas pelas instituições modernas regidas pela pulsão de estender um projeto com fins de universalidade que, ao mesmo tempo, tende a provocar a submissão do que é diverso e contínuo, ‘normalizando-o’ e distribuindo-o em categorias próprias de algum tipo de classificação. Ordem e caos, unidade e diferença, inclusão e exclusão em educação são condições contraditórias da orientação moderna. E, se a ordem é o que mais nos ocupa, a ambivalência é o que mais nos preocupa. A modernidade abordou a diversidade de duas formas básicas: assimilando tudo que é diferente a padrões unitários ou “segregando-o” em categorias fora da ‘normalidade’ dominante.” SACRISTÁN, José Gimeno. Políticas de la diversidad para uma educación democrática igualizadora; In: SIPÁN COMPAÑE, A. (coord.) Educar para la diversidad en el siglo XXI Zaragoza: Mira Editores, 2001, p. 123-124.
No texto acima, Sacristán alerta para a questão de se romper com a lógica homogeneizadora da modernidade. Trazendo esta questão para a Educação do Campo, pode-se afirmar que:
I. A Educação do Campo perpassa tangencialmente a Interculturalidade, pois o conceito de campo nega os povos que, mesmo com diferenças culturais marcantes, vivem na cidade.
II. A Educação do Campo é regida pelo princípio da igualdade e do respeito à diversidade cultural; portanto, se insere na resistência a esse modelo homogeneizador ao qual se refere Sacristán.
III. A relação entre Educação do Campo e Interculturalidade vai além de, meramente, reconhecer as diferenças culturais; deve ser engendrada na luta pela justiça, legitimidade e legalidade dos direitos constitucionais e das diferenças identitárias dos povos do campo, respeitando suas condições sociais e econômicas.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3996166 Pedagogia
 “Em relação à Pedagogia da Alternância, ficou evidenciada a valorização que lhe é atribuída, pois ela permite aos jovens que moram no campo combinar a formação escolar com as atividades desenvolvidas na propriedade familiar, sem se desligarem da família e da cultura do campo. A alternância entre o meio escolar assegura ao estudante a formação teórica e prática, o fazer e o pensar, ação-reflexão-ação.” ARAÚJO, Sandra Regina Magalhães. A Alternância na formação do jovem do campo: o caso da escola Família Agrícola de Angical (BA). In. Educação na Alternância: cidadania, e inclusão social no meio rural Brasileiro. OLIVEIRA, Adão Francisco de; NASCIMENTO, Claudemiro Godoy do (orgs.). Goiânia: Ed. da UCG, 2007, p. 63.
“Assumindo o trabalho como princípio educativo, a Pedagogia da Alternância permite aos jovens do campo a possibilidade de continuar os estudos e de ter acesso aos conhecimentos científicos e tecnológicos não como algo dado por outrem, mas como conhecimentos conquistados e construídos a partir da problematização de sua realidade, que passa pela pesquisa, pelo olhar distanciado do pesquisador sobre o seu cotidiano.” CORDEIRO, Giorgina N. Kalife; HAGE, Salomão Mufarrej; REIS, Neila da Silva. Pedagogia da Alternância e seus desafios para assegurar a formação humana dos sujeitos e a sustentabilidade do campo. In: Em Aberto, v. 24, n. 85, p. 115-125. Brasília, abr. 2011, p. 116.
A Pedagogia da Alternância é claramente a modalidade pedagógica que mais se enquadra nos projetos educacionais de Educação do Campo pelo Brasil a fora por motivos já esclarecidos nos textos acima. São princípios da Pedagogia da Alternância:
I. Formação profissional do ser humano voltada para as demandas do mercado de trabalho.
II. Articulação dos tempos e dos espaços de formação.
III. Princípio da cooperação, de ação e de autonomia.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:  
Alternativas
Q3996165 Pedagogia
 “... é preciso encontrar/construir com urgência e paciência caminhos firmes para um vínculo orgânico das escolas do campo com processos de trabalho e de luta que estão construindo a agricultura camponesa agroecológica como parte da alternativa do trabalho à ordem do capital. No plano formativo e pedagógico, este vínculo nos aproxima das formulações sobre educação politécnica, iniciadas por Marx no bojo de sua análise das contradições do capitalismo e das necessidades de formação dos trabalhadores para superá-lo.” CALDART, Roseli. Trabalho, Agroecologia e Educação Politécnica nas Escolas do Campo. IN: Trabalho, Agroecologia e Estudo nas Escolas do Campo. Roseli Caldart (Org.). São Paulo. Editora Expressão Popular, 2017, p. 117.
A relação entre Educação do Campo e Agroecologia, conforme aponta Caldart no texto acima, está pautada em princípios comuns às duas áreas, tais como:

( 1 ) Princípio da vida
( 2 ) Princípio da diversidade
( 3 ) Princípio da complexidade
( 4 ) Princípio da transformação  

(___) Desenvolvimento de análises da realidade a partir de uma abordagem sistêmica e holística.
(___) Sustentabilidade nas dimensões ecológica, econômica, social, cultural, política e ética.
(___) A escola como o lócus para reflexão e ação transformadora sobre os problemas sociais e ecológicos geradores da insustentabilidade do planeta.
(___) Reconhecimento e valorização dos povos e comunidades tradicionais do campo e da cidade e os diferentes movimentos e organizações sociais, considerando as questões de gênero, diversidade sexual, étnica e geracional e reafirmando o território como espaço de identidades e de culturas

Enumere a segunda coluna, relacionando-a com os princípios constantes na primeira coluna; posteriormente, marque a sequência numérica da segunda coluna de cima para baixo:  
Alternativas
Q3996164 Pedagogia
 “... a escola muitas vezes trabalha conteúdos fragmentados, ideias soltas, sem relação entre si e muito menos com a vida concreta; são muitos estudos e atividades sem sentido, fora de uma totalidade, que deveria ser exatamente a de um projeto de formação humana.” Caldart, Roseli Salete. Por Uma Educação do Campo: traços de uma identidade em construção. In Kolling, E. J., Cerioli, P. R., & Caldart, R. S. (Orgs.). Educação do Campo: identidade e políticas públicas. Brasília – DF, 2002, p.25.
Para evitar “conteúdos fragmentados, ideias soltas, sem relação entre si e muito menos com a vida concreta”, conforme aponta Caldart no texto acima, a Educação do Campo se relaciona intrinsecamente com Currículo integrado e interdisciplinaridade. Sobre isso, podemos dizer:
I. A relação intrínseca entre Educação do Campo, Currículo Integrado e Interdisciplinaridade ganha respaldo na indispensabilidade de um currículo que rompa com os modelos de disciplinas herméticos e subordinados entre si.
II. A relação intrínseca entre Educação do Campo, Currículo Integrado e Interdisciplinaridade ganha respaldo na indispensabilidade de um currículo que integre saberes e vivências advindas da realidade concreta dos sujeitos, respeitando suas especificidades sociais e culturais.
III. A relação intrínseca entre Educação do Campo, Currículo Integrado e Interdisciplinaridade ganha respaldo na indispensabilidade de um currículo que proporcione a construção dialógica dos saberes pelos sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem a partir de vivências educacionais relevantes e emancipatórias.
Após ler as assertivas acima, é correta afirmar que:  
Alternativas
Q3996163 Pedagogia
“O povo brasileiro que vive e trabalha no campo tem uma raiz cultural própria, um jeito de viver e de trabalhar, distinta do mundo urbano, e que inclui diferentes maneiras de ver e de se relacionar com o tempo, o espaço, o meio ambiente, bem como de viver e de organizar a família, a comunidade, o trabalho e a educação.”CONFERÊNCIA NACIONAL POR UMA EDUCAÇÃO DO CAMPO, 2. Luziânia. Por uma política pública de educação do campo. Goiás: Luziânia, 2004. p. 02. 
Tomando-se por base o texto acima, que explicita as especificidades do “povo brasileiro que vive e trabalha no campo”, a Educação do Campo apresenta princípios que respeitam tais especificidades; dentre estes princípios, destaca-se:
I. A formação integral do ser humano, ou seja, uma educação que dê conta de todas as dimensões que comporte a vida humana.
II. A emancipação da sociedade, ou seja, uma educação emancipatória, libertadora, que propicie a análise crítica e comprometida com um projeto de sociedade em prol dos sujeitos oprimidos e da transformação das realidades opressoras.
III. Valorização da terra como meio de vida, de cultura e de capitalização.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3996162 Pedagogia
“É importante ter presente que está em questão na Educação do Campo, pensada na tríade Campo – Política Públicas – Educação e desde os seus vínculos sociais de origem, uma política de educação da classe trabalhadora no campo, para a construção de um outro projeto de campo, de país, e que pelas circunstâncias sociais objetivas de hoje, implica na formação dos trabalhadores para lutas anticapitalistas, necessárias a sua própria sobrevivência: como classe, mas também como humanidade. Formação que inclui a afirmação de novos protagonistas para pensar/construir esta política: os próprios trabalhadores do campo como sujeitos construtores de seu projeto de formação.”  CALDART, Roseli Salete. Sobre Educação do Campo. In: Educação do campo: campo – políticas públicas – educação. Clarice Aparecida dos Santos (org). Brasília: INCRA, MDA (NEAD Especial), 2008, p. 72. 
A assertiva que mais resume o texto acima, de Roseli Salete Caldart, é: 
Alternativas
Q3996161 Pedagogia
“A Educação do Campo, que tem sido tratada como educação rural na legislação brasileira, tem um significado que incorpora os espaços da floresta, da pecuária, das minas e da agricultura, mas os ultrapassa ao acolher em si os espaços pesqueiros, caiçaras, ribeirinhos e extrativistas. O campo, nesse sentido, mais do que um perímetro não urbano, é um campo de possibilidades que dinamizam a ligação dos seres humanos com a própria produção das condições da existência social e com as realizações da sociedade humana.” ARROYO, Miguel Gonsalez; CALDART, Roseli; CASTAGNA, Mônica (organizadores). FERNANDES, Bernado M.; CERIOLI; Paulo R.; CALDART, Roseli S. Primeira Conferência Nacional “Por Uma Educação Básica do Campo”, 2004, p. 176.
Em consonância com o texto acima, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q3996160 Pedagogia
A Educação do Campo se encontra respaldada no artigo 205 da Constituição Federal de 1988, nos artigos 23º e 28º da Lei de Diretrizes e Bases 9394/1996, nas Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo de 2002 e 2008. Entretanto, a BNCC (2017) alterou a LDB e impôs novas leis obrigando a reformulação da Educação Básica e Superior, alinhando a formação inicial (Parecer 02/20019) e continuada (Parecer 02/2021) com a educação básica (BNCC, 2017). Isso configura a existência de dois projetos em disputa: o da Educação do Campo e o da BNCC (CURADO, 2018).
Após a leitura crítica do texto da autora, leia e análise as assertivas abaixo:
I. O projeto de Educação do Campo está contido na legislação da educação brasileira, porém o artigo 5º das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo de 2002 expressa a concepção das propostas pedagógicas das escolas do campo, as quais “contemplarão a diversidade do campo em todos os seus aspectos: sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia”.
II. A BNC formação de professores (2019) e a BNC formação continuada docente (2021) estão alinhadas com a BNCC da educação básica, tendo como objetivo favorecer a padronização de um currículo nacional prescrito, o qual centraliza a formação e a avaliação e descentraliza as responsabilidades pedagógica dos gestores e professores, a partir do padrão de qualidade do capital internacional (CURADO, 2018).
III. A BNCC (2017) atende às demandas da reestruturação produtiva em nível global, portanto a uma agenda global dos organismos internacionais e multilaterais, interferindo no perfil de homem /mulher e de sociedade, a partir de um perfil de competência para o século XXI que atende aos interesses do capital (CURADO, 2018).
IV. A Educação do Campo se configura em um projeto antagônico ao projeto da BNCC, pois segundo Katia Curado (2018) esses projetos estão em disputa na educação brasileira.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3996159 Pedagogia
Uma análise cuidadosa da escola do campo possibilita identificar que o relativismo tanto em seu aspecto epistemológico como no cultural incide diretamente sobre o currículo escolar, acarretando a fragmentação e levando a uma ausência de referências para a definição do que ensinar na escola às novas gerações. Se existem milhares de culturas particulares, existirão milhares de currículos (DUARTE, 2008). Diante dessa afirmação podemos considerar que:
I. O currículo como política cultural é composto por diversidades e se coloca no contexto da discussão sobre a desigualdade e marginalização daqueles que, historicamente, foram excluídos da educação e/ou da sociedade (DUARTE, 2008).
II. O currículo como política cultural considera a diversidade como reconhecimento histórico, cultural e sociopolítico das diferenças e rechaça as tentativas de homogeneização de ideias e sujeitos. Nesse sentido, a educação do campo se coloca na perspectiva de direito à vida e à cidadania plena (DUARTE, 2008).
III. O currículo como política cultural rechaça a mera transposição de propostas pedagógicas das escolas urbanas para as escolas do campo, o aligeiramento ou a superficialização do conhecimento (DUARTE, 2008).
IV. O currículo como política cultural organiza propostas pedagógicas que integram desenvolvimento humano e tecnológico, que superam a dicotomia urbano-rural, o que pressupõe uma mudança curricular e no trabalho pedagógico, prevê a diversificação dos espaços de aprendizagem e a realização da avaliação formativa e concebe teoria e prática como dimensões inseparáveis do processo pedagógico (DUARTE, 2008).
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:  
Alternativas
Respostas
961: X
962: D
963: A
964: E
965: A
966: D
967: D
968: A
969: A
970: D
971: E
972: E
973: E
974: D
975: D
976: C
977: E
978: D
979: E
980: E