Foram encontradas 2.368 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Postula uma reestruturação do sistema educacional, ou seja, uma mudança na estruturação do ensino regular, com a finalidade de que a escola se torne um espaço democrático e capaz de trabalhar com todos os educandos, sem distinção de raça, classe, gênero ou características pessoais, tendo como referência o princípio de que a diversidade deve não só ser aceita como desejada (Brasil, 2001).
O conteúdo abordado refere-se à
A questão central para qualquer teoria que problematize o currículo é orientar a ação educativa em um dimensionamento amplo e integrado. E isso compreende muito mais do que listar conteúdos, cargas horárias e matrizes curriculares. Envolve saber, numa perspectiva política, qual conhecimento deve ser ensinado, quais as finalidades desse conhecimento, para quem ele se destina e a quem ele interessa. (IFRN, 2012, p. 37).
(Fonte: Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Projeto Político-Pedagógico do IFRN: uma construção coletiva. Documento-base. Natal: IFRN, 2012).
A definição apresentada no fragmento, retrata uma concepção curricular específica, componente de uma das teorias do currículo. De acordo com a literatura especializada sobre o tema, as teorias do currículo apresentam distinções em suas abordagens e podem ser identificadas como:
Pode ser definido como um processo socializador e sistemático que consiste na aquisição de características e capacidades específicas da profissão. Fundamenta-se na prática e na mobilização/atualização de conhecimentos especializados, além do aperfeiçoamento das capacidades necessárias à ação profissional (Imbernón, 2009).
Esse fragmento diz respeito à conceitualização de
Considerando as implicações dessas mudanças, analise as afirmativas a seguir, sobre o conceito de letramento digital e seu impacto no ensino de Língua Portuguesa, e assinale a opção correta.
Considere as seguintes obras representativas da prosa literária potiguar:
I Opúsculo Humanitário, de Nísia Floresta.
II A Princesa de Bambuluá, de Câmara Cascudo.
III Rua da Estrela, de Nei Leandro de Castro.
IV Francisca, de Ana Cláudia Trigueiro.
Analise as afirmativas, relacionando obras e autores indicados em cada item, e assinale a opção correta.
Considere a coletânea de excertos a seguir:


A poesia potiguar, segundo proposta sistematizada por Constância Lima Duarte e Diva Cunha, na obra Literatura do Rio Grande do Norte, percorre quatro grandes fases: formação, transição, modernismo e vertentes contemporâneas. A partir dos excertos colacionados, é possível observar transformações temáticas e formais nesse percurso histórico-literário. Com base nesses versos e em aspectos de cada fase, assinale a opção correta.
A partir dessas considerações, analise as descrições a seguir:
I Suas obras inovaram a estrutura narrativa ao usar a ironia como ferramenta de crítica social, desestabilizando discursos dominantes sobre classe e poder. No conto “Pílades e Orestes”, a relação entre os personagens é apresentada com forte carga emocional e interdependência, cabendo ao leitor crítico interpretar se o que os une é o amor, o desejo ou o interesse.
II Em um romance naturalista considerado pioneiro na abordagem de temas transgressores à época, o autor expõe o preconceito e a violência contra corpos dissidentes em uma sociedade rigidamente normatizada. A obra retrata a relação entre um marinheiro e um jovem grumete, sendo uma das primeiras manifestações literárias a tensionar os limites das convenções sociais do século XIX.
III Explorou de forma intensa e subjetiva as experiências afetivas e existenciais de personagens marginalizados, frequentemente atravessados pela fluidez do desejo e pela incerteza identitária. Seus contos tornaram-se referência na literatura queer brasileira ao problematizar o não pertencimento e a angústia da exclusão.
IV Construiu narrativas que evidenciam a opressão e a busca por autonomia feminina, utilizando personagens femininas que transitam entre o desejo e a repressão social. No romance As Meninas, o entrelaçamento de perspectivas evidencia conflitos de gênero e poder durante a ditadura militar.
V Sua literatura flerta com o fantástico e com a exploração de arquétipos femininos, em um universo em que o feminino ora se impõe como resistência, ora se vê subjugado pelo patriarcado. No conto “A Moça Tecelã”, apresenta um olhar sensível sobre a complexidade das relações interpessoais e as imposições sobre as mulheres.
VI Em sua obra Amora, revisita e ressignifica experiências femininas e queer por meio de contos que desafiam a heteronormatividade e evidenciam a pluralidade da experiência de ser mulher no Brasil contemporâneo.
As descrições acima referem-se, respectivamente, aos seguintes autores e às suas obras:
Considerando essa perspectiva, assinale a opção que associa, corretamente, o estilo de época e sua relação com a questão da identidade nacional.
A concepção de sociedade, a partir da qual esse ensino de língua foi proposto, anunciava a condição de subordinação das classes populares às classes dominantes. Parte desta proposta pedagógica envolvia estigmatizar as(os) estudantes das camadas mais populares, desqualificando os seus dialetos, os seus registros linguísticos, [...]
O fragmento destacado evidencia a heterogeneidade enunciativa constitutiva, pois
[...] o que a humanidade foi construindo como saber,[1] como experiência,[1] como conhecimento,[1] como marco civilizatório [...]
Por muitos anos,[2] o país construiu uma proposta pedagógica de ensino de Língua Portuguesa muito mais sustentada [...]
[...] utilizar a própria língua de forma escrita do que para fortalecer,[3] de fato,[3] os seus saberes e conhecimentos sobre ela [...]
Se a língua é o nosso instrumento mais importante de significação, representação e relação com o mundo,[4] a forma como a escola ensina essa língua será decisiva [...]
Assinale a opção em que se justifica, adequada e respectivamente, o uso da vírgula nos casos numerados em cada excerto.
Uma postura de genuíno respeito ao saber linguístico da(o) aluna(o) deve estar intrinsecamente ligada ao compromisso ético de garantir que a(o)[1] estudante compreenda a diversidade linguística que nos[2] constitui, e tenha a oportunidade de ter um ensino de língua de qualidade teórica, pedagógica e humana. Isso[3] significa criar as condições adequadas para que ela(ele) possa pensar, de forma sistematizada, a gramática da própria língua, os gêneros textuais/discursivos, as suas[4] convenções e regras de funcionamento, e possa conhecer, apropriar-se e fazer uso do que alguns autores convencionaram chamar de dialeto-padrão, não como um dialeto superior ao seu, mas como o dialeto necessário ao exercício da cidadania, necessário para que essa(esse) estudante conquiste melhores e mais amplas condições de participação social, política e cultural.
Entre os elementos linguísticos em destaque, o termo encapsulador está indicado em
O que se deve buscar nessa leitura, como nos adverte o grande mestre Paulo Freire, é “uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo” (Freire, 1989, p. 23).
O modo de citação empregado nesse excerto é
[...] significa criar as condições adequadas para que ela(ele) possa pensar, de forma sistematizada, a gramática da própria língua, os gêneros textuais/discursivos, as suas convenções e regras de funcionamento, [...].
A partir desse excerto, depreende-se que o ensino de Língua Portuguesa pode
A concepção de sociedade, a partir da qual esse ensino de língua foi proposto, anunciava a condição de subordinação das classes populares às classes dominantes. Parte desta proposta pedagógica envolvia estigmatizar as(os) estudantes das camadas mais populares, desqualificando os seus dialetos, os seus registros linguísticos, e apresentando o Português como uma língua dominada apenas por um grupo seleto. Também é importante relacionar essa concepção de ensino de língua com a nossa herança colonial. Sendo o Brasil um país de base histórica escravocrata e racista, muitas das teorias produzidas para pensar a educação brasileira, bem como o ensino de línguas, eram reproduções de ideias europeias que partiam da compreensão de que os grupos sociais miscigenados eram considerados incapazes (Patto, 2015).
A construção textual do excerto, considerando o contexto em que ele foi inserido, orienta-se para