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I.A política define que o Atendimento Educacional Especializado (AEE) deve ocorrer preferencialmente no contraturno, não substituindo a escolarização em sala de aula comum.
II.A educação inclusiva pressupõe a transformação da escola para atender a todos os alunos, e não apenas a adaptação do aluno à escola.
III.O AEE é facultativo para a escola pública, que pode recusar a matrícula de alunos com deficiência se não tiver infraestrutura adequada.
IV.Na Educação Física, a inclusão implica em adaptar regras, materiais e espaços para garantir a participação de todos, respeitando as limitações e potencialidades.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
(__)A ZDP é a distância entre o nível de desenvolvimento real (o que a criança faz sozinha) e o nível de desenvolvimento potencial (o que ela faz com ajuda).
(__)Vygotsky defende que o aprendizado e o desenvolvimento são processos dissociados, onde a maturação biológica deve preceder qualquer tentativa de ensino escolar.
(__)A interação social e a mediação (pelo professor ou colegas mais experientes) são motores essenciais para transformar o desenvolvimento potencial em real.
(__)O conceito de ZDP sugere que o professor deve atuar apenas naquilo que o aluno já domina completamente, para evitar frustrações cognitivas e motoras.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
(__)Defende a justiça social e a contextualização dos conteúdos (jogo, esporte, ginástica, luta e dança) como produções históricas da humanidade.
(__)Enfatiza o desenvolvimento motor e a aptidão física como objetivos centrais, priorizando a performance biológica do aluno acima das questões sociais.
(__)Foi sistematizada na obra 'Metodologia do Ensino de Educação Física', escrita por um grupo de pesquisadores conhecido como Coletivo de Autores.
(__)Propõe que a avaliação escolar foque exclusivamente em medidas antropométricas e testes de proficiência motora padronizados.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
I.Os eixos estruturantes das práticas pedagógicas na Educação Infantil são as interações e a brincadeira.
II.A proposta curricular determina que a Educação Física na pré-escola deve funcionar como treinamento esportivo precoce, visando a detecção de talentos para o ensino fundamental.
III.O currículo deve garantir experiências que promovam o conhecimento de si e do mundo, por meio da ampliação de experiências sensoriais, expressivas e corporais.
IV.A avaliação na Educação Infantil deve ter caráter de seleção e classificação, retendo as crianças que não atingirem a maturidade motora ideal.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
(__)Tinha como objetivo central a aquisição de hábitos de higiene e saúde, valorizando a biologia e a medicina como bases do conhecimento.
(__)Considerava o aluno como um sujeito crítico e social, priorizando os jogos cooperativos e a discussão política em aula.
(__)Excluía ou segregava os alunos menos aptos fisicamente, focando naqueles que demonstravam melhores condições de saúde e performance.
(__)Foi influenciada pelos Métodos Ginásticos Europeus (como o Sueco e o Francês) e buscava a disciplinarização dos corpos.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
I.O Planejamento Escolar (ou Projeto Político-Pedagógico) é o documento mais global da escola, expressando a filosofia, diretrizes e metas da instituição.
II.O Plano de Ensino (ou Plano de Curso) é a previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para um ano ou semestre letivo, por disciplina.
III.O Plano de Aula é o detalhamento da execução de uma unidade ou tópico, prevendo o desenvolvimento da matéria e as atividades em um tempo determinado (ex: 50 min).
IV.O Planejamento de Sistema de Ensino é aquele feito exclusivamente pelo professor em sala, sem interferência da secretaria de educação.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
I.A avaliação formativa é aquela que ocorre ao longo do processo, permitindo ao professor identificar dificuldades e reorientar a prática pedagógica, e ao aluno conscientizar-se de seus avanços.
II.A avaliação somativa tem como função principal classificar os alunos ao final de um ciclo, atribuindo notas baseadas exclusivamente em testes de aptidão física (como corrida e abdominal).
III.A autoavaliação é um instrumento potente na Educação Física, pois estimula a autonomia e a reflexão do aluno sobre sua própria participação e aprendizado.
IV.Os conteúdos atitudinais (valores, normas) não podem ser avaliados na Educação Física, devendo o professor focar apenas nos conceitos (saber sobre) e procedimentos (saber fazer).
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
I. Uma das competências é reconhecer o acesso às práticas corporais como direito do cidadão, propondo e produzindo alternativas para sua realização no contexto comunitário.
II.A BNCC determina que a Educação Física deve se restringir ao ambiente escolar, evitando conexões com o lazer e a saúde fora da escola para não sobrecarregar o currículo.
III.O documento prevê que o aluno deve usufruir das práticas corporais de forma autônoma para potencializar o envolvimento em contextos de lazer e ampliar as redes de sociabilidade.
IV.A competência de interpretar e recriar os valores e sentidos das práticas corporais é exclusiva do Ensino Médio, não se aplicando ao Ensino Fundamental.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
I.A prática é facultativa ao aluno que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas.
II.A prática é facultativa ao aluno maior de trinta anos de idade.
III.A prática é facultativa ao aluno que tenha prole (filhos).
IV.A prática é facultativa ao aluno que resida a mais de 2km da escola, independente de transporte escolar.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
I.Uma urna contém 5 bolas vermelhas e 7 bolas azuis; a probabilidade de sair uma bola vermelha em um único sorteio é 5/12.
II.Se duas bolas forem retiradas com reposição, a probabilidade de ambas serem azuis é (7/12)(7/12).
III.A probabilidade de sair pelo menos uma bola vermelha em dois sorteios com reposição é 1 − (7/12)(7/12).
IV.Retirando três bolas sem reposição, a probabilidade de todas serem vermelhas é 5/12.
Está CORRETO o que se afirma em:
(__)Após o aumento de 12%, a receita passou para R$ 268.800,00.
(__)Após a redução de 10%, a receita ficou em R$ 241.920,00.
(__)A variação líquida total nos dois trimestres foi um aumento de 1%.
(__)A variação líquida final corresponde a um aumento de R$ 2.400,00 em relação ao valor inicial.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A velha
A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.
Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.
Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.
Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.
Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.
Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.
Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.
O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.
Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior.
Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos?
BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A velha
A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.
Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.
Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.
Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.
Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.
Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.
Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.
O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.
Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior.
Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos?
BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.