Questões de Concurso Para prefeitura de zabelê - pb

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Q4206386 Não definido

Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a unidade temática Esportes contempla práticas corporais organizadas por regras, estratégias e diferentes formas de competição e cooperação. Essas práticas possibilitam aos estudantes o desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e socioemocionais, além da compreensão crítica sobre os aspectos culturais, sociais e midiáticos do esporte.



Sobre os esportes na Educação Física escolar, segundo a BNCC, é CORRETO afirmar que: 

Alternativas
Q4206385 Não definido

Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a Educação Física é organizada em unidades temáticas que contemplam diferentes práticas da cultura corporal de movimento. Essas unidades são: Brincadeiras e Jogos, que valorizam a ludicidade e a interação social; Esportes, voltados para o aprendizado das regras, estratégias e trabalho em equipe; Ginásticas, relacionadas ao desenvolvimento corporal, saúde e qualidade de vida; Danças, que exploram expressão corporal e manifestações culturais; Lutas, que promovem disciplina, respeito e autocontrole, e Práticas Corporais de Aventura, que estimulam desafios, superação e contato com diferentes ambientes.



Sobre as Lutas na Educação Física escolar, segundo a BNCC, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q4206384 Não definido

A regulamentação da Educação Física no Brasil representou um importante marco para a consolidação da profissão e para a definição dos campos de atuação dos profissionais da área. Esse processo envolveu debates relacionados à formação acadêmica, ao reconhecimento profissional e à organização das competências atribuídas ao profissional de Educação Física. Nesse contexto, a criação de mecanismos legais e de órgãos fiscalizadores contribuiu para a valorização e normatização do exercício profissional no país.



Sobre a regulamentação da Educação Física no Brasil, analise as afirmativas a seguir:



I- A profissão de Educação Física foi regulamentada pela Lei nº 9.696/1998, que reconheceu oficialmente a profissão e criou o Sistema CONFEF/CREFs para fiscalização e organização do exercício profissional.


II- Com a regulamentação da profissão, as áreas de atuação da Educação Física foram ampliadas, passando a exigir formação em nível de Bacharelado para profissionais que atuassem com dança, lutas e outras práticas corporais, condição que permaneceu até os dias atuais.


III- Com a regulamentação da profissão, os profissionais que já atuavam com práticas relacionadas à Educação Física foram proibidos de exercer funções na área.



É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Q4206383 Não definido

A formação em Educação Física no Brasil passou por importantes mudanças ao longo do tempo, especialmente com a reorganização curricular dos cursos superiores e a divisão entre Licenciatura e Bacharelado. Essa separação buscou definir campos específicos de atuação profissional, diferenciando a formação voltada para o contexto escolar daquela direcionada aos demais espaços de intervenção da Educação Física.



Sobre a divisão entre Bacharelado e Licenciatura em Educação Física no Brasil, analise as afirmativas a seguir.



I- No final da década de 1960, a Educação Física passou a ter status de curso de ensino superior e, nesse período, surgiu a necessidade da criação do Bacharelado em Educação Física para atuação em espaços não escolares.


II- Os primeiros cursos de Bacharelado em Educação Física apresentavam duração de 1.800 horas, distribuídas ao longo de dois anos.


III- Em 1987, com a Resolução CFE nº 03/1987, houve o fim do currículo mínimo e a criação do curso de bacharelado em Educação Física, sob a justificativa de preparar profissionais para atuar nos diferentes campos fora do contexto escolar, considerando o argumento de que a formação em nível de Licenciatura já não atendia adequadamente às demandas da área.



É CORRETO o que se afirma em: 

Alternativas
Q4206382 Não definido

No Brasil, a formação do profissional de Educação Física teve início no século XX, destacando-se a criação, em 1931, da Escola de Educação Física do Estado de São Paulo como o primeiro curso civil da área no país. Sobre a formação do profissional de Educação Física no Brasil, analise as assertivas abaixo.



I- O objetivo dos primeiros cursos no Brasil era capacitar médicos interessados em atuar com esporte e reabilitação.


II- As primeiras escolas de formação profissional no Brasil estavam vinculadas à área militar, a exemplo da Escola de Educação Física da Força Policial, criada em 1910.


III- No Brasil, a Constituição de 1937 tornou obrigatória a Educação Física no contexto escolar, exigindo uma formação de quatro anos para os professores desse componente curricular.


IV- Apesar da criação dos cursos no Brasil na década de 30, a regulamentação da profissão de Educação Física ocorreu apenas em 1970.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q4206381 Não definido

Em uma escola de Ensino Médio, a direção decide investir em iniciativas que visam ao ensino da importância da pontualidade, da obediência à autoridade e respeito à hierarquia, não porque estes temas constem em planos de ensino, mas porque fazem parte da estrutura organizacional e da rotina da instituição.



Na perspectiva crítica das teorias do currículo, o fenômeno descrito pode ser identificado CORRETAMENTE como: 

Alternativas
Q4206380 Não definido

As teorias da aprendizagem compreendem um vasto campo teórico que visa fornecer uma explicação para o fenômeno da aprendizagem humana com relevantes desenvolvimentos no século XX.



Sobre estas, é CORRETO o que se afirma em: 

Alternativas
Q4206379 Não definido

A avaliação da aprendizagem constitui uma das atividades docentes mais complexas. O ato de avaliar é cercado de preconceitos oriundos do senso comum e frequentemente a avaliação da aprendizagem escolar demanda discussão, reflexão e estudo por parte dos docentes. Cipriano Carlos Luckesi é um autor brasileiro que aborda a avaliação da aprendizagem escolar sob uma perspectiva crítica, distinguindo-a da tradicional pedagogia do exame.



Acerca da avaliação e considerando a obra deste autor, é CORRETO o que se afirma em: 

Alternativas
Q4206378 Não definido

Os gráficos a seguir são de elaboração do Todos pela Educação, com base em dados do INEP(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), e estão apresentados no Anuário Brasileiro da Educação Básica publicado pela referida fundação. Especificamente, estes gráficos apresentam dados da aprendizagem adequada em Língua Portuguesa e em Matemática de estudantes do 3º ano do Ensino Médio no período 2013 – 2023.



Figura 1: Alunos com aprendizagem adequada em Língua Portuguesa e em Matemática na 3ª série do Ensino Médio – Brasil (em %).



Imagem associada para resolução da questão


Fonte: Adaptado de Anuário Brasileiro da Educação Básica. Disponível em https://anuario.todospelaeducacao.org.br/2025/capitulo-4-ensino-medio.html. Acesso em 09/07/2026. 



A respeito do gráfico apresentado, analise as assertivas a seguir:



I- Em 2023, apenas 7,7% do total de estudantes (redes pública e privada) apresentaram aprendizagem adequada simultaneamente em Língua Portuguesa e em Matemática, o que evidencia que este índice ainda não recuperou o valor alcançado antes da Pandemia da Covid-19.


II- Em percentuais totais, considerados os estudantes das redes pública e privada, a aprendizagem adequada da Matemática supera a da Língua Portuguesa em 2023.


III- Existe uma diferença acentuada entre as redes pública e privada, com 28% dos alunos da rede privada com aprendizagem adequada em ambas as disciplinas, dado comparado a apenas 4,5% na rede pública, no ano de 2023.


IV- Das três séries históricas representadas nos gráficos, deduz-se que o número absoluto de estudantes do 3º ano do Ensino Médio é maior na rede pública do que na rede privada em todo o decênio considerado.



É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Q4206377 Não definido

A Resolução CNE/CP nº 2/2017 institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), definindo-a como um “documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos no âmbito da Educação Básica escolar”. Sobre a BNCC, analise as assertivas a seguir:



I- Na BNCC, o conceito de competência é fundamental, sendo a soma de conteúdos conceituais e procedimentos técnicos que devem ser assimilados pelo estudante.


II- No Ensino Fundamental, a BNCC organiza o conhecimento nas áreas de Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Ensino Religioso.


III- Na estruturação e descrição das habilidades, a BNCC utiliza códigos alfanuméricos que definem apenas o conteúdo, sem referência ao processo cognitivo.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q4206376 Não definido

O uso crescente da Inteligência Artificial (IA) na educação por gestores, docentes e, sobretudo, estudantes, tem levantado preocupações sobre a possibilidade de comprometimento do processo ensino-aprendizagem. Sobre este tema, analise as assertivas a seguir:



I- O uso educacional da IA pode favorecer o processo ensino-aprendizagem, possibilitando aos docentes melhor planejamento e ampliação da oportunidade de aprendizagem dos estudantes, desde que observados princípios éticos, transparência, revisão e supervisão humana, bem como o objetivo educacional do desenvolvimento do pensamento crítico.


II- Uma vez que as ferramentas de IA produzem respostas baseadas em grandes volumes de dados, suas informações devem ser consideradas cientificamente corretas, não sendo necessária a verificação por docentes e estudantes.


III- Os usos educacionais da IA têm apontado para a necessidade do desenvolvimento de competências de letramento digital em IA que possam permitir a estudantes e docentes não somente o uso adequado das ferramentas, como também a avaliação crítica da qualidade e confiabilidade das respostas fornecidas pelas ferramentas de IA.



É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Q4206375 Não definido

As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, Resolução CNE/CEB nº 7/2010, orientam e organizam o Ensino Fundamental nesta idade no Brasil, inclusive, pautando os seus princípios e definindo sua estrutura curricular. Considerando as Diretrizes referidas, analise as assertivas a seguir:



I- As Diretrizes estabelecem que “a educação de qualidade, como um direito fundamental, é, antes de tudo, relevante, pertinente e equitativa”, traduzindo-se a equidade na “importância de tratar de forma diferenciada o que se apresenta como desigual no ponto de partida”, visando-se assim a promoção de aprendizagens equiparáveis.


II- De acordo com as Diretrizes, o currículo da Base Nacional Comum do Ensino Fundamental estabelece como não obrigatório o ensino da Arte e da Educação Física.


III- O currículo do Ensino Fundamental deve ser composto de uma Base Nacional Comum e de uma parte diversificada, cuja função é assegurar a contextualização dos conhecimentos em face das diferentes realidades sociais, culturais e econômicas regionais, formando, com a primeira, blocos distintos.



É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Q4206374 Não definido

Segundo José Carlos Libâneo, acerca das tendências pedagógicas na prática escolar, em sua obra Democratização da Escola Pública – a pedagogia crítico-social dos conteúdos, não há neutralidade na atuação docente, sobre a qual sempre agem condicionantes sociopolíticos e visões específicas da sociedade.



Considerando a tese referida pelo autor, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q4206373 Não definido

Acerca das teorias do currículo, analise as assertivas a seguir.



I- Ao pensar o currículo, a perspectiva pós-estruturalista compreende que, na relação teoria-realidade, a teoria não descobre a realidade, mas a produz em suas descrições.


II- No campo das teorias pós-críticas do currículo, são conceitos centrais “eficiência, objetivos, planejamento e organização”.


III- Na obra “Documentos de identidade”, de Tomaz Tadeu da Silva, a conclusão acerca do que fundamenta qualquer teoria do currículo está relacionada à pergunta: “Que conhecimento deve ser ensinado, isto é, o que eles ou elas devem saber?”.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q4206372 Não definido

À luz do que estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei 9.394/1996, considere os casos hipotéticos ocorridos em contexto escolar a seguir.



CASO 1: Em uma reunião de conselho escolar, um docente propõe limitar a participação, em feira de ciências da escola, aos estudantes com as maiores notas, apenas.



CASO 2: Ao procurar uma escola privada para matricular o seu filho surdo no Ensino Médio, uma mãe é orientada pela direção da escola a procurar uma escola especial, sob a justificativa de que no estabelecimento não haveria professores bilíngues.



A partir deste contexto, analise as afirmativas a seguir.



I- No CASO 1, o conselho escolar deve decidir a favor da proposta do docente com base no conceito de meritocracia.


II- No CASO 1, o conselho escolar deve recusar a proposta do docente com base em princípios constantes na LDB relacionados à igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e do pleno desenvolvimento do educando.


III- No CASO 2, a escola não pode negar matrícula ao estudante com deficiência, haja vista estabelecer a LDB, dentre outros dispositivos legais, que a educação especial deve ser oferecida preferencialmente na rede regular de ensino.


IV- No CASO 2, a escola pode recusar a matrícula se demonstrada a inexistência de profissional qualificado em seus quadros para receber o estudante deficiente.



É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Q4206371 Não definido

Leia o Texto II para responder à questão.


Texto II





No que se refere à classificação morfológica dos vocábulos e às funções sintáticas por eles desempenhadas nos fragmentos destacados, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4206370 Não definido

Leia o Texto II para responder à questão.


Texto II





O Texto II retrata uma situação comunicativa que simula uma interação entre terapeuta e paciente. A partir das falas presentes no Texto II, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.



I- O Texto II explora a ambiguidade gerada pela referência do pronome “ela”, que pode retomar mais de um termo anteriormente mencionado.



PORQUE



II- O humor decorre da inversão da ordem direta da oração, dificultando a compreensão da mensagem.



A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q4206369 Não definido

Leia o Texto I para responder à questão:


Texto I



O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.



O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.



    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.

    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.

    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.

    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.

    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. Asegunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.

    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”.

    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.



Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado]. 

Analise as assertivas que seguem acerca da adequação da linguagem às diferentes situações de comunicação e da tipologia textual predominante no Texto I.



I- Por tratar de uma política pública, o texto adota exclusivamente linguagem técnico-jurídica, marcada pela presença constante de termos especializados e períodos excessivamente rebuscados.


II- A linguagem utilizada caracteriza-se pela informalidade típica das conversas espontâneas, com recorrente emprego de abreviações, estrangeirismos e desvios da norma-padrão.


III- O texto emprega predominantemente registro formal, mas incorpora, pontualmente, expressões mais próximas da oralidade e do cotidiano, adequando a linguagem ao propósito de divulgação para um público amplo.


IV- Do ponto de vista da tipologia textual, há um predomínio da tipologia expositiva, ao apresentar informações sobre a Política Nacional de Linguagem Simples.


V- Predomina a tipologia descritiva, própria dos verbetes enciclopédicos, tendo em vista a caracterização detalhada da Política Nacional de Linguagem Simples.



É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Q4206368 Não definido

Leia o Texto I para responder à questão:


Texto I



O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.



O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.



    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.

    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.

    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.

    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.

    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. Asegunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.

    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”.

    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.



Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado]. 

Assinale a alternativa CORRETA a respeito da pontuação empregada no fragmento abaixo destacado, extraído do Texto I.



“Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, (1) contratos, (2) portais de internet, (3) apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, (4) por exemplo, (5) marcar um exame no SUS, (6) matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz” (1º parágrafo).



I- A vírgula (6) é facultativa, pois sua função é apenas indicar uma pausa estilística do autor, sem relação com a organização sintática do período.


II- As vírgulas (1) e (2) são empregadas para separar elementos que compõem uma enumeração.


III- As vírgulas (4) e (5) isolam a expressão “por exemplo”, de valor exemplificativo.


IV- As vírgulas (4) e (5) poderiam ser suprimidas sem qualquer prejuízo à correção gramatical ou à clareza do enunciado.


V- A vírgula (6) separa orações que compartilham o mesmo valor sintático dentro da enumeração iniciada por “marcar um exame no SUS”.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q4206367 Não definido

Leia o Texto I para responder à questão:


Texto I



O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.



O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.



    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.

    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.

    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.

    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.

    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. Asegunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.

    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”.

    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.



Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado]. 

Leia os fragmentos A, B e C, abaixo apresentados, e assinale a alternativa CORRETA acerca do valor semântico dos conectivos destacados.



A- “Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa” (7º parágrafo)


B - “tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso” (7º parágrafo)


C - “Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins” (6º parágrafo) 

Alternativas
Respostas
221: A
222: C
223: E
224: C
225: B
226: D
227: D
228: B
229: A
230: E
231: E
232: A
233: C
234: B
235: C
236: A
237: B
238: D
239: E
240: D