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Alguns livros didáticos e os professores da rede escolar relatam o que aconteceu com a população negra – como sinônimo de escravizada – até o dia da abolição oficial do regime de cativeiro no Brasil, em 13 de maio de 1888. A partir daí, dão um salto para falar da situação das pessoas negras na atualidade, quando não abordam o período do pós-Abolição superficialmente. O que ocorreu com a população negra a partir de 14 de maio de 1888 em diante do ponto de vista social, político, cultural, religioso? De 1888 até 2025, passaram-se 137 anos e várias pesquisas já se debruçaram sobre as experiências da população negra no pós-Abolição. Esse conhecimento acumulado chega em dissonância à esfera do ensino e aos suportes didáticos, embora, ultimamente, esse quadro apresente sinais de mudanças.
DOMINGUES, P. A Lei 10.639/03 e o ensino de história e cultura afrobrasileira. Cadernos de Pesquisa, v. 55, e11162, p. 5, 2025. [Adaptado].
O texto apresenta qual desafio para o ensino de História e Cultura Afro-brasileira?
Era assim, por exemplo, na Revolução Constitucionalista de 1932, em que “São Paulo” aparecia como sujeito coletivo encarnando um só interesse regional, deixando de levar em conta os “acordes dissonantes”. É o que vivemos, por exemplo, nas campanhas políticas proporcionais em que se costuma pedir o voto a alguém da cidade. Há a ilusão de que um candidato possa representar os interesses de todos os setores sociais da cidade, interesses muitas vezes conflitantes. O conceito de classe precisa ser obliterado no discurso regionalista, para que este possa funcionar. É assim, ainda, quando nos falam de interesses nacionais e exigem que torçamos pelo Brasil.
CERRI, L. F. Regionalismo e ensino de história. Revista de História Regional, v. 1, n. 1, p. 138, 2007. [Adaptado].
O autor aponta qual desafio para o regionalismo?
A relação entre memória e história no trabalho de produção de sentido indica os limites de uma história da produção do conhecimento histórico, o que obriga a incluir o memorialismo como parte integrante da reflexão historiográfica. Uma saída fácil seria indicar que a memória se constitui em fonte para reflexão do historiador, o que subtrai dela a capacidade de produção de sentido. Assim, essa inclusão nada teria de problemática, dada a posição de subalternidade a que foi submetida. Partilho de convicção distinta, a de que a memória organiza uma outra percepção do acontecimento, o que permite vislumbrar a multiplicidade do tempo histórico e até mesmo sugerir a especificidade da reflexão do memorialista na composição de uma consciência histórica (Rüsen, 2001). A memória inscreve o seu lugar de produção.
SANDES, Noé Freire. 1930: entre a memória e a história. História Revista, Goiânia, v. 8, n. 1, p. 153, 2010.
O texto reforça qual característica da memória no saber histórico?
Energia para administrar fazendas, como as das Joaquinas do Pompeu; energia para dirigir a política partidária da família, em toda uma região, como as das Franciscas do Rio Formoso; energia guerreira, como a das matronas pernambucanas que se distinguiram durante a guerra contra os holandeses, não só nas duas marchas, para as Alagoas e para a Bahia, pelo meio das matas e atravessando rios fundos, como em Tejucupapo, onde é tradição que elas lutaram bravamente contra os hereges. Langsdorff, nos princípios do século XIX, visitou uma fazenda no Mato Grosso, onde o homem da casa era uma mulher. Vasta matrona de cinco pés e oito polegadas, o corpo proporcionado à altura, um colar de ouro no pescoço. Mulher já de seus cinquenta anos, andava entretanto por toda parte, a pé ou a cavalo, dando ordens aos homens com a sua voz dominadora, dirigindo o engenho, as plantações, o gado, os escravos.
FREYRE, Gilberto. Sobrados e mucambos - Decadência do patriarcado rural e desenvolvimento do urbano. Ed. Comemorativa, São Paulo: Global, 2013. p. 209. [Adaptado].
Gilberto Freyre usa exemplos como os do texto para
O avanço nas pesquisas do Grupo de Trabalho Interinstitucional Memorial DOI-Codi permitiu identificar, com base em evidências materiais, o espaço onde ocorreram mortes já reconhecidas como simuladas durante a Ditadura Militar brasileira. O estudo identificou que José Ferreira de Almeida e o jornalista Vladimir Herzog estiveram na mesma cela do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo, conectando os dois casos a partir de elementos físicos do ambiente. A identificação foi possível a partir da reavaliação de laudos da época combinada com uma análise comparativa de remanescentes materiais. Os pesquisadores mapearam correspondências estruturais entre os ambientes descritos nos documentos oficiais, observando elementos como disposição de portas, grades, marcas nas paredes e características arquitetônicas do espaço. A convergência desses fatores permitiu associar ambos os casos à chamada “cela especial nº 1” e determinar sua localização no interior do prédio 2-A do conjunto do antigo DOI-Codi.
GABRIELLI, Ligia. Departamento de Comunicação da UNIFESP, 19 maio 2026. Disponível em: https://dci.unifesp.br/assessoria-de-imprensa-ejornalismo/releases/pesquisa-reconstroi-espaco-mortes-ditadura. Acesso em: 20 mai. 2026. [Adaptado].
O texto revela qual característica do período da Ditadura Militar?