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Era assim, por exemplo, na Revolução Constitucionalista de 1932, em que “São Paulo” aparecia como sujeito coletivo encarnando um só interesse regional, deixando de levar em conta os “acordes dissonantes”. É o que vivemos, por exemplo, nas campanhas políticas proporcionais em que se costuma pedir o voto a alguém da cidade. Há a ilusão de que um candidato possa representar os interesses de todos os setores sociais da cidade, interesses muitas vezes conflitantes. O conceito de classe precisa ser obliterado no discurso regionalista, para que este possa funcionar. É assim, ainda, quando nos falam de interesses nacionais e exigem que torçamos pelo Brasil.
CERRI, L. F. Regionalismo e ensino de história. Revista de História Regional, v. 1, n. 1, p. 138, 2007. [Adaptado].
O autor aponta qual desafio para o regionalismo?