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Q4229776 Português
COMO O AQUECIMENTO GLOBAL PODE
DEIXAR CICLONES MAIS INTENSOS


       Um ciclone extratropical causou estragos em São Paulo e região metropolitana no dia 9 de dezembro de 2025. O fenômeno, associado a uma frente fria, derrubou mais de 330 árvores, sendo que muitas caíram sobre a rede elétrica, deixando mais de 2,2 milhões de pessoas sem energia.

      Os ventos acima de 90 km/h fizeram com que cerca de 200 voos fossem afetados em São Paulo, consequentemente causando transtornos também em outros aeroportos do país. A falta de eletricidade também prejudicou o funcionamento de semáforos e o abastecimento de água.

      Em novembro do mesmo ano, o nascimento de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul causou um tornado no Paraná que destruiu 80% da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, matando seis pessoas e ferindo 750, segundo a Defesa Civil do Estado. Em julho de 2023, um outro ciclone no Rio Grande do Sul provocou estragos em 52 cidades e uma morte na cidade de Rio Grande. O fenômeno provocou ventos de mais de 140 km/h e também atingiu o estado de São Paulo, onde duas mortes foram associadas ao ciclone.

      O ciclone extratropical é uma área de menor pressão atmosférica do que o ambiente do entorno, em que os ventos giram ao redor de um centro, no sentido horário. Esses sistemas afetam o tempo das regiões onde atuam provocando nuvens, chuva, redução da temperatura do ar e ventos fortes.

    Embora seja um fenômeno meteorológico comum na região Sul, o aumento da temperatura do ar e do oceano em consequência das mudanças climáticas pode deixar os ciclones extratropicais mais intensos, afirmam especialistas.

   Os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão atmosférica, em geral vinculados a frentes frias. Eles provocam um contraste muito grande de temperatura, umidade, chuva em seu entorno. Além disso, ventos muito intensos são gerados na direção dele, explica Tércio Ambrizzi, professor de Ciências Atmosféricas na Universidade de São Paulo. 

     Na América do Sul, um mapeamento das áreas mais ciclogenéticas – como os especialistas definem as áreas mais propensas ao fenômeno – aponta duas regiões principais. Uma fica no extremo sul, na costa da Patagônia. A outra é a região da bacia do Prata, ou seja, o sul do Brasil, Uruguai e nordeste da Argentina, explica Marcelo Seluchi, meteorologista e coordenador-geral de Operação e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

    A área sobre a Patagônia registra uma frequência maior de formação de ciclones extratropicais durante o verão. Já na região ao sul do Brasil, o fenômeno ocorre durante os meses de inverno e primavera. “Existe também uma terceira região de formação de ciclone, que é perto da costa de São Paulo e Rio de Janeiro, mas é muito raro a formação sobre o continente”, diz Seluchi.

     Um estudo feito por Tércio Ambrizzi há alguns anos mostrou que os ciclones não sofreram aumento em termos numéricos, mas em intensidade. “Em princípio, há relação com as mudanças climáticas. Com a atmosfera acumulando muito mais energia em função do aquecimento que o planeta está sofrendo por conta da emissão de gases de efeito estufa, os sistemas se tornam mais intensos”, diz.

     O impacto sobre a vida das pessoas depende da região onde o fenômeno se desenvolve. “Em junho de 2022, houve um ciclone extratropical muito intenso que se desenvolveu no oceano. O fenômeno se desenvolveu em função de um outro sistema, que foram vórtices ciclônicos de altos níveis. Naquele junho, ele se propagou na região do Atlântico. Em julho de 2023, ele se desenvolveu exatamente em cima do Rio Grande do Sul, por isso causou tanta chuva. A intensidade das chuvas e dos ventos causam muitos danos e colocam vidas em risco”, afirma Ambrizzi.

      Marcelo Seluchi destaca que, antigamente, detectar ciclones sobre os oceanos era muito difícil. “Não existiam dados observados, não havia boas imagens de satélite, então muito provavelmente houve muitos ciclones que não foram detectados no passado, que não fazem parte da série histórica”, detalha o meteorologista, pontuando que a série histórica mais confiável que registra o fenômeno reúne informações dos últimos 25 anos.

      Seluchi afirma que ainda não existem estudos muito claros sobre como as mudanças climáticas podem afetar a frequência e a intensidade dos ciclones extratropicais. As projeções feitas com base em modelos indicam que alguns ciclones tenderiam a se formar um pouco mais para o sul num cenário de aquecimento global.

     “Há um fato que pode influenciar a intensidade dos ciclones, que é justamente o aquecimento da atmosfera e do oceano. Um oceano mais quente consegue evaporar mais água. Uma atmosfera mais quente, por conta do aumento da temperatura, retém mais umidade, que é um elemento muito importante para determinar a intensidade dos ciclones”, explica Seluchi.

       Isso ajuda a explicar o fato de a costa leste da América do Sul, a bacia do Prata e o sul do Brasil serem regiões de maior frequência de ciclones extratropicais, argumenta o meteorologista. A costa do lado do Oceano Pacífico, na área do Chile, não registra muito o fenômeno, pois é uma área que tem baixa umidade, diz Seluchi.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-oaquecimento-global-pode-deixar-ciclones-mais-intensos/a66236577>. Adaptado. Acesso em: 23 de fevereiro de 2026.
A definição de ciclone extratropical apresentada no texto tem como objetivo principal:
Alternativas
Q4229775 Português
COMO O AQUECIMENTO GLOBAL PODE
DEIXAR CICLONES MAIS INTENSOS


       Um ciclone extratropical causou estragos em São Paulo e região metropolitana no dia 9 de dezembro de 2025. O fenômeno, associado a uma frente fria, derrubou mais de 330 árvores, sendo que muitas caíram sobre a rede elétrica, deixando mais de 2,2 milhões de pessoas sem energia.

      Os ventos acima de 90 km/h fizeram com que cerca de 200 voos fossem afetados em São Paulo, consequentemente causando transtornos também em outros aeroportos do país. A falta de eletricidade também prejudicou o funcionamento de semáforos e o abastecimento de água.

      Em novembro do mesmo ano, o nascimento de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul causou um tornado no Paraná que destruiu 80% da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, matando seis pessoas e ferindo 750, segundo a Defesa Civil do Estado. Em julho de 2023, um outro ciclone no Rio Grande do Sul provocou estragos em 52 cidades e uma morte na cidade de Rio Grande. O fenômeno provocou ventos de mais de 140 km/h e também atingiu o estado de São Paulo, onde duas mortes foram associadas ao ciclone.

      O ciclone extratropical é uma área de menor pressão atmosférica do que o ambiente do entorno, em que os ventos giram ao redor de um centro, no sentido horário. Esses sistemas afetam o tempo das regiões onde atuam provocando nuvens, chuva, redução da temperatura do ar e ventos fortes.

    Embora seja um fenômeno meteorológico comum na região Sul, o aumento da temperatura do ar e do oceano em consequência das mudanças climáticas pode deixar os ciclones extratropicais mais intensos, afirmam especialistas.

   Os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão atmosférica, em geral vinculados a frentes frias. Eles provocam um contraste muito grande de temperatura, umidade, chuva em seu entorno. Além disso, ventos muito intensos são gerados na direção dele, explica Tércio Ambrizzi, professor de Ciências Atmosféricas na Universidade de São Paulo. 

     Na América do Sul, um mapeamento das áreas mais ciclogenéticas – como os especialistas definem as áreas mais propensas ao fenômeno – aponta duas regiões principais. Uma fica no extremo sul, na costa da Patagônia. A outra é a região da bacia do Prata, ou seja, o sul do Brasil, Uruguai e nordeste da Argentina, explica Marcelo Seluchi, meteorologista e coordenador-geral de Operação e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

    A área sobre a Patagônia registra uma frequência maior de formação de ciclones extratropicais durante o verão. Já na região ao sul do Brasil, o fenômeno ocorre durante os meses de inverno e primavera. “Existe também uma terceira região de formação de ciclone, que é perto da costa de São Paulo e Rio de Janeiro, mas é muito raro a formação sobre o continente”, diz Seluchi.

     Um estudo feito por Tércio Ambrizzi há alguns anos mostrou que os ciclones não sofreram aumento em termos numéricos, mas em intensidade. “Em princípio, há relação com as mudanças climáticas. Com a atmosfera acumulando muito mais energia em função do aquecimento que o planeta está sofrendo por conta da emissão de gases de efeito estufa, os sistemas se tornam mais intensos”, diz.

     O impacto sobre a vida das pessoas depende da região onde o fenômeno se desenvolve. “Em junho de 2022, houve um ciclone extratropical muito intenso que se desenvolveu no oceano. O fenômeno se desenvolveu em função de um outro sistema, que foram vórtices ciclônicos de altos níveis. Naquele junho, ele se propagou na região do Atlântico. Em julho de 2023, ele se desenvolveu exatamente em cima do Rio Grande do Sul, por isso causou tanta chuva. A intensidade das chuvas e dos ventos causam muitos danos e colocam vidas em risco”, afirma Ambrizzi.

      Marcelo Seluchi destaca que, antigamente, detectar ciclones sobre os oceanos era muito difícil. “Não existiam dados observados, não havia boas imagens de satélite, então muito provavelmente houve muitos ciclones que não foram detectados no passado, que não fazem parte da série histórica”, detalha o meteorologista, pontuando que a série histórica mais confiável que registra o fenômeno reúne informações dos últimos 25 anos.

      Seluchi afirma que ainda não existem estudos muito claros sobre como as mudanças climáticas podem afetar a frequência e a intensidade dos ciclones extratropicais. As projeções feitas com base em modelos indicam que alguns ciclones tenderiam a se formar um pouco mais para o sul num cenário de aquecimento global.

     “Há um fato que pode influenciar a intensidade dos ciclones, que é justamente o aquecimento da atmosfera e do oceano. Um oceano mais quente consegue evaporar mais água. Uma atmosfera mais quente, por conta do aumento da temperatura, retém mais umidade, que é um elemento muito importante para determinar a intensidade dos ciclones”, explica Seluchi.

       Isso ajuda a explicar o fato de a costa leste da América do Sul, a bacia do Prata e o sul do Brasil serem regiões de maior frequência de ciclones extratropicais, argumenta o meteorologista. A costa do lado do Oceano Pacífico, na área do Chile, não registra muito o fenômeno, pois é uma área que tem baixa umidade, diz Seluchi.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-oaquecimento-global-pode-deixar-ciclones-mais-intensos/a66236577>. Adaptado. Acesso em: 23 de fevereiro de 2026.
Ao mencionar eventos ocorridos em diferentes anos e estados, o texto constrói a ideia de que: 
Alternativas
Q4229774 Português
COMO O AQUECIMENTO GLOBAL PODE
DEIXAR CICLONES MAIS INTENSOS


       Um ciclone extratropical causou estragos em São Paulo e região metropolitana no dia 9 de dezembro de 2025. O fenômeno, associado a uma frente fria, derrubou mais de 330 árvores, sendo que muitas caíram sobre a rede elétrica, deixando mais de 2,2 milhões de pessoas sem energia.

      Os ventos acima de 90 km/h fizeram com que cerca de 200 voos fossem afetados em São Paulo, consequentemente causando transtornos também em outros aeroportos do país. A falta de eletricidade também prejudicou o funcionamento de semáforos e o abastecimento de água.

      Em novembro do mesmo ano, o nascimento de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul causou um tornado no Paraná que destruiu 80% da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, matando seis pessoas e ferindo 750, segundo a Defesa Civil do Estado. Em julho de 2023, um outro ciclone no Rio Grande do Sul provocou estragos em 52 cidades e uma morte na cidade de Rio Grande. O fenômeno provocou ventos de mais de 140 km/h e também atingiu o estado de São Paulo, onde duas mortes foram associadas ao ciclone.

      O ciclone extratropical é uma área de menor pressão atmosférica do que o ambiente do entorno, em que os ventos giram ao redor de um centro, no sentido horário. Esses sistemas afetam o tempo das regiões onde atuam provocando nuvens, chuva, redução da temperatura do ar e ventos fortes.

    Embora seja um fenômeno meteorológico comum na região Sul, o aumento da temperatura do ar e do oceano em consequência das mudanças climáticas pode deixar os ciclones extratropicais mais intensos, afirmam especialistas.

   Os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão atmosférica, em geral vinculados a frentes frias. Eles provocam um contraste muito grande de temperatura, umidade, chuva em seu entorno. Além disso, ventos muito intensos são gerados na direção dele, explica Tércio Ambrizzi, professor de Ciências Atmosféricas na Universidade de São Paulo. 

     Na América do Sul, um mapeamento das áreas mais ciclogenéticas – como os especialistas definem as áreas mais propensas ao fenômeno – aponta duas regiões principais. Uma fica no extremo sul, na costa da Patagônia. A outra é a região da bacia do Prata, ou seja, o sul do Brasil, Uruguai e nordeste da Argentina, explica Marcelo Seluchi, meteorologista e coordenador-geral de Operação e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

    A área sobre a Patagônia registra uma frequência maior de formação de ciclones extratropicais durante o verão. Já na região ao sul do Brasil, o fenômeno ocorre durante os meses de inverno e primavera. “Existe também uma terceira região de formação de ciclone, que é perto da costa de São Paulo e Rio de Janeiro, mas é muito raro a formação sobre o continente”, diz Seluchi.

     Um estudo feito por Tércio Ambrizzi há alguns anos mostrou que os ciclones não sofreram aumento em termos numéricos, mas em intensidade. “Em princípio, há relação com as mudanças climáticas. Com a atmosfera acumulando muito mais energia em função do aquecimento que o planeta está sofrendo por conta da emissão de gases de efeito estufa, os sistemas se tornam mais intensos”, diz.

     O impacto sobre a vida das pessoas depende da região onde o fenômeno se desenvolve. “Em junho de 2022, houve um ciclone extratropical muito intenso que se desenvolveu no oceano. O fenômeno se desenvolveu em função de um outro sistema, que foram vórtices ciclônicos de altos níveis. Naquele junho, ele se propagou na região do Atlântico. Em julho de 2023, ele se desenvolveu exatamente em cima do Rio Grande do Sul, por isso causou tanta chuva. A intensidade das chuvas e dos ventos causam muitos danos e colocam vidas em risco”, afirma Ambrizzi.

      Marcelo Seluchi destaca que, antigamente, detectar ciclones sobre os oceanos era muito difícil. “Não existiam dados observados, não havia boas imagens de satélite, então muito provavelmente houve muitos ciclones que não foram detectados no passado, que não fazem parte da série histórica”, detalha o meteorologista, pontuando que a série histórica mais confiável que registra o fenômeno reúne informações dos últimos 25 anos.

      Seluchi afirma que ainda não existem estudos muito claros sobre como as mudanças climáticas podem afetar a frequência e a intensidade dos ciclones extratropicais. As projeções feitas com base em modelos indicam que alguns ciclones tenderiam a se formar um pouco mais para o sul num cenário de aquecimento global.

     “Há um fato que pode influenciar a intensidade dos ciclones, que é justamente o aquecimento da atmosfera e do oceano. Um oceano mais quente consegue evaporar mais água. Uma atmosfera mais quente, por conta do aumento da temperatura, retém mais umidade, que é um elemento muito importante para determinar a intensidade dos ciclones”, explica Seluchi.

       Isso ajuda a explicar o fato de a costa leste da América do Sul, a bacia do Prata e o sul do Brasil serem regiões de maior frequência de ciclones extratropicais, argumenta o meteorologista. A costa do lado do Oceano Pacífico, na área do Chile, não registra muito o fenômeno, pois é uma área que tem baixa umidade, diz Seluchi.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-oaquecimento-global-pode-deixar-ciclones-mais-intensos/a66236577>. Adaptado. Acesso em: 23 de fevereiro de 2026.
O destaque dado aos números de árvores derrubadas, pessoas sem energia e voos afetados tem como principal função, no texto:
Alternativas
Q4229773 Segurança e Saúde no Trabalho
Uma auditoria técnica em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) municipal no município de Vitória analisou a conformidade operacional da rota acessível de abandono emergencial utilizada por pacientes, servidores e visitantes durante evacuação simulada em situação de incêndio. Verificou-se que o pavimento analisado possuía: população estimada de noventa e seis pessoas; corredor acessível de abandono com largura livre de 1,20 m; rampa integrante da rota de fuga com inclinação longitudinal de dez por cento; deslocamento predominante de pacientes com mobilidade reduzida; e fluxo operacional convergente para área externa segura. Durante o exercício simulado previsto no plano de emergência, o auditor adotou os seguintes parâmetros simplificados de análise operacional:

• Capacidade de escoamento da rota: 1,3 pessoa/segundo para cada metro de largura útil;
• Redução operacional de quarenta por cento da capacidade devido à presença predominante de pessoas com mobilidade reduzida;
• Tempo máximo operacional desejável para abandono do pavimento: cento e vinte segundos; e
• Agravamento operacional adicional de, aproximadamente, vinte por cento no tempo de abandono, caso haja desconformidade relevante no percurso acessível de evacuação.

Considerando exclusivamente os parâmetros apresentados, bem como os princípios de segurança aplicáveis à evacuação acessível em emergência, o auditor deverá concluir corretamente que o tempo estimado de abandono será de, aproximadamente:
Alternativas
Q4229772 Segurança e Saúde no Trabalho
Durante auditoria técnica no canteiro de obras de uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) da Prefeitura de Vitória, o engenheiro de segurança do trabalho observa que a empresa contratada, sob o regime da Lei nº 14.133/2021, iniciou a fase de estrutura. O canteiro possui trinta e cinco trabalhadores. No projeto aprovado e no Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR), estão previstos o uso de andaimes suspensos e escavações com profundidade de 2,50 metros. Ao analisar a conformidade da documentação e das instalações, o auditor identifica quatro situações. Com base na NR-18 — Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção, e, ainda, considerando as normas de licitações, assinale a afirmativa que apresenta a conformidade técnica correta para tal cenário.
Alternativas
Q4229771 Segurança e Saúde no Trabalho
Durante auditoria técnica em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em fase final de construção no município de Vitória, o engenheiro de segurança do trabalho responsável analisou, simultaneamente:

• Plano de emergência da edificação;
• Programa de brigada de incêndio;
• Acessibilidade das rotas de fuga; e
• Conformidade do projeto executivo com normas técnicas e requisitos contratuais previstos na Lei Federal nº 14.133/2021.

Sabe-se que o empreendimento possui: sistema de hidrantes; detecção automática de fumaça; sprinklers automáticos; sinalização fotoluminescente; elevador de emergência; áreas de refúgio; e circulação destinada a pacientes com mobilidade reduzida. Com base na normatização competente e em boas práticas de engenharia, marque V para as afirmativas verdadeiras e F paras as falsas.
( ) A elaboração do plano de emergência deve considerar as características construtivas da edificação, a população fixa e flutuante, os riscos específicos existentes e os procedimentos de abandono, inclusive para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
( ) Em edificações de saúde, a utilização de elevadores comuns durante evacuação de incêndio pode integrar o plano de emergência, desde que exista brigadista acompanhando o deslocamento vertical.
( ) A existência de sistema automático de sprinklers reduz a importância operacional da brigada de incêndio, permitindo redimensionamento da equipe de resposta para quantitativo inferior ao previsto na NBR 14276.
( ) As rotas acessíveis destinadas ao abandono emergencial devem manter condições de circulação compatíveis com os parâmetros de acessibilidade previstos na NBR 9050, incluindo largura, sinalização e ausência de barreiras físicas.
( ) A análise de conformidade do projeto executivo com exigências de segurança e acessibilidade integra atividade compatível com as atribuições do engenheiro de segurança do trabalho em auditorias de obras públicas.
( ) Em auditorias técnicas de obras públicas, falhas relacionadas à evacuação de pessoas com deficiência podem representar simultaneamente desconformidade contratual, inadequação normativa e risco ocupacional relevante.
( ) A Lei Federal nº 14.133/2021 estabelece que requisitos de sustentabilidade, segurança, funcionalidade e acessibilidade podem integrar critérios técnicos obrigatórios da contratação pública.
( ) A presença de sistema de detecção automática de fumaça dispensa a necessidade de realização periódica de exercícios simulados previstos no plano de emergência.

A sequência está correta em 
Alternativas
Q4229770 Direito Administrativo
No contexto das contratações públicas relacionadas à adequação de edificações municipais sobre segurança do trabalho, acessibilidade, prevenção contra incêndio e evacuação emergencial, à luz da Lei Federal nº 14.133/2021, analise as afirmativas a seguir.

I. O planejamento das contratações públicas deve considerar requisitos de acessibilidade, segurança, funcionalidade e sustentabilidade, inclusive em projetos de adequação predial.
II. A elaboração do estudo técnico preliminar pode envolver análise de riscos relacionados à operação, manutenção e uso futuro da edificação pública.
III. A contratação integrada transfere à contratada a responsabilidade da Administração Pública pela verificação da conformidade técnica das soluções de engenharia por ela desenvolvidas.
IV. O fiscal do contrato pode demandar apoio técnico especializado para verificação de conformidade da execução contratual com requisitos de segurança e acessibilidade.
V. O gerenciamento de riscos previsto na Lei nº 14.133/2021 orienta a definição das estratégias de contratação e a alocação contratual dos riscos identificados, exaurindo seus efeitos após a formalização do instrumento contratual correspondente.
VI. Em obras públicas, exigências relacionadas à segurança ocupacional e acessibilidade podem integrar critérios técnicos de desempenho contratual.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4229769 Segurança e Saúde no Trabalho
Considere que a Prefeitura Municipal de Vitória planeja a composição e o treinamento da brigada de incêndio para uma de suas edificações administrativas. De acordo com a ABNT NBR 14276:2020, o dimensionamento e a estruturação do programa de brigada devem considerar a população fixa, o grupo de ocupação e o grau de risco. No que tange à organização, ao cálculo do número de brigadistas e aos critérios de treinamento, analise a situação hipotética a seguir.
“Em uma edificação classificada como Grupo D (Serviços Profissionais), com divisão D-1, população fixa de cento e vinte pessoas por pavimento em um total de três pavimentos independentes, a norma estabelece que o cálculo do número de brigadistas deve ser feito por pavimento”.
Considerando que o anexo da norma determine, para esse cenário específico, um percentual de dez por cento para os primeiros vinte ocupantes e cinco por cento para o excedente, e que a brigada deve possuir estrutura hierárquica definida, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4229766 Legislação Federal
No contexto das obrigações relacionadas à Saúde e Segurança do Trabalho (SST) no Governo Federal do Brasil, com base no Manual de Orientação do eSocial Simplificado, consolidado até a Nota Orientativa nº 05/2023, marque V paras afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Os eventos de SST possuem finalidade previdenciária predominante, mantendo vinculação principalmente com obrigações relacionadas à gestão ocupacional do trabalhador.
( ) O envio de informações ambientais relacionadas à exposição ocupacional do trabalhador pode demandar coerência técnica entre documentos como LTCAT, PGR e eventos transmitidos ao eSocial.
( ) A prestação de informações inconsistentes ou divergentes em eventos de SST pode produzir repercussões administrativas, previdenciárias e fiscais para a Administração Pública empregadora.
( ) O registro eletrônico das condições ambientais de trabalho no eSocial reduz a necessidade de manutenção de parte dos documentos técnicos ocupacionais tradicionalmente utilizados pela organização.
( ) As informações transmitidas ao eSocial relacionadas à SST podem ser utilizadas por órgãos governamentais para fins de fiscalização e cruzamento eletrônico de dados.
( ) A responsabilidade pelas informações prestadas nos eventos de SST permanece vinculada à consistência técnica dos registros ambientais e ocupacionais existentes na organização.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4229765 Segurança e Saúde no Trabalho
Um engenheiro de segurança do trabalho da Prefeitura de Vitória realiza a auditoria de um posto de trabalho em ambiente interno, sem carga solar, para fins de elaboração do Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR). A avaliação da exposição ao calor seguiu os procedimentos da NHO 06 (3a edição, 2025). Considere que as leituras foram registradas após o devido tempo de estabilização dos sensores em cada ambiente e que a jornada é composta por um ciclo de exposição de sessenta minutos, bem como pelas etapas críticas a seguir:

Etapa A (quarenta minutos): Atividade junto ao forno, com leituras de temperatura de globo (tg) de 38°C e temperatura de bulbo úmido natural (tbn) de 26°C; e
Etapa B (vinte minutos): Recuperação térmica em área de descanso ventilada, com leituras de tg = 26°C e tbn = 20°C.

Desconsiderando a taxa metabólica para essa etapa estrita do cálculo e, ainda, focando apenas na determinação do índice ambiental, é correto afirmar que o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo Médio Exposto (IBUTGm) para o período avaliado é de: 
Alternativas
Q4229763 Segurança e Saúde no Trabalho
O caso hipotético contextualiza a questão. Leia-o atentamente.

Durante inspeção em um almoxarifado da Prefeitura Municipal de Vitória, o responsável pela de segurança do trabalho verifica que servidores realizam, diariamente, a retirada manual de caixas de materiais de expediente armazenadas no fundo de prateleiras. As caixas pesam, em média, 18 kg e são manuseadas individualmente várias vezes ao longo da jornada. Para alcança-las, o trabalhador precisa projetar os braços para frente, mantendo a carga a aproximadamente 70 cm do corpo, além de realizar leve flexão do tronco. A chefia argumenta que o peso é “baixo” e que, por isso, a atividade pode continuar sem alteração.
Considerando o disposto no Capítulo V, do Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com redação dada pela Lei nº 6.514/1977, e admitindo-se que a atividade do texto base seja realizada por trabalhadores do sexo masculino, maiores de 18 anos e em condições normais de saúde, o peso máximo que cada trabalhador pode remover individualmente, sem auxílio mecânico, é:
Alternativas
Q4229762 Segurança e Saúde no Trabalho
O caso hipotético contextualiza a questão. Leia-o atentamente.

Durante inspeção em um almoxarifado da Prefeitura Municipal de Vitória, o responsável pela de segurança do trabalho verifica que servidores realizam, diariamente, a retirada manual de caixas de materiais de expediente armazenadas no fundo de prateleiras. As caixas pesam, em média, 18 kg e são manuseadas individualmente várias vezes ao longo da jornada. Para alcança-las, o trabalhador precisa projetar os braços para frente, mantendo a carga a aproximadamente 70 cm do corpo, além de realizar leve flexão do tronco. A chefia argumenta que o peso é “baixo” e que, por isso, a atividade pode continuar sem alteração.
Sobre a atitude da chefia, com base na Norma Regulamentadora nº 17, analise as afirmativas correlatas e a relação proposta entre elas.

I. “À luz da legislação brasileira, especialmente da NR-17, a atividade realizada apresenta irregularidade ergonômica.”
PORQUE
II. “É vedado o levantamento não eventual de cargas que possa comprometer a saúde e a segurança do trabalhador quando a distância de alcance horizontal da pega for superior a 50 cm em relação ao corpo.”

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4229761 Segurança e Saúde no Trabalho
Durante a manutenção corretiva em determinado reservatório subterrâneo de água potável pertencente a um hospital público, uma equipe terceirizada foi contratada para executar limpeza, lixamento e pintura interna da estrutura. O reservatório possui uma abertura superior para acesso, ventilação natural insuficiente e histórico de redução da concentração de oxigênio em intervenções anteriores. O engenheiro responsável determinou que dois trabalhadores treinados ingressassem simultaneamente no reservatório utilizando respiradores semifaciais com filtros químicos, enquanto o vigia permaneceria em uma sala próxima, realizando, também, atividades administrativas e mantendo contato com os trabalhadores apenas por rádio. À luz das disposições da NR-33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados, o procedimento está:
Alternativas
Q4229760 Segurança e Saúde no Trabalho
A técnica de acesso por cordas é amplamente empregada em trabalhos em altura, como pintura e manutenção predial, permitindo movimentação vertical, horizontal ou inclinada em locais de difícil acesso, dispensando a necessidade de montagem de andaimes convencionais. Com base no Anexo I da NR-35 – Trabalho em altura (acesso por cordas), analise as afirmativas a seguir.

I. Durante a execução da atividade, o trabalhador deve estar conectado a pelo menos duas cordas em pontos de ancoragem independentes, não sendo permitida em qualquer atividade em altura a execução com o trabalhador conectado apenas a uma corda.
II. Os equipamentos e cordas devem ser inspecionados antes da utilização e, periodicamente, com periodicidade mínima de doze meses; em função do tipo de utilização ou exposição a agentes agressivos, o intervalo entre inspeções deve ser reduzido.
III. Quando houver exposição a agentes químicos que possam comprometer a integridade das cordas ou equipamentos, devem ser adotadas medidas adicionais em conformidade com as recomendações do fabricante, considerando as tabelas de incompatibilidade dos produtos identificados com as cordas e equipamentos.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4229759 Segurança e Saúde no Trabalho
Um trabalhador contratado por empresa terceirizada presta serviços de apoio operacional para determinada prefeitura municipal. No exercício habitual de suas funções, ele realiza limpeza e desobstrução manual de galerias pluviais e caixas de passagem contaminadas por esgoto, em contato frequente com resíduos orgânicos e agentes biológicos. Além disso, no mesmo contrato, também executa o abastecimento de máquinas e equipamentos utilizados na manutenção urbana, permanecendo em área de risco em razão da presença de inflamáveis líquidos. Após inspeção técnica, o laudo pericial concluiu que:
• Há exposição habitual a agentes biológicos caracterizadores de insalubridade;
• Há exposição habitual a condições de risco com inflamáveis, caracterizadoras de periculosidade;
• As medidas de proteção existentes não neutralizam integralmente os riscos;
• O trabalhador possui salário contratual de R$ 2.800,00;
• Considera-se, para fins da questão, salário-mínimo de R$ 1.500,00; e
• Inexiste norma coletiva estabelecendo base de cálculo mais favorável para o adicional de insalubridade.

Com base na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e nas Normas Regulamentadoras aplicáveis, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O trabalhador, por estar exposto simultaneamente a agentes insalubres e perigosos, tem direito ao recebimento cumulativo dos adicionais de insalubridade e de periculosidade.
( ) Considerando-se apenas a exposição a agentes biológicos decorrente do contato com esgoto em galerias e caixas contaminadas, desconsiderando a periculosidade citada, a atividade caracteriza insalubridade em grau máximo, assegurando adicional de quarenta por cento sobre o salário-mínimo adotado para fins da questão, ou seja, grau máximo.
( ) O trabalhador tem direito ao adicional correspondente, mas não pode acumular insalubridade e periculosidade, devendo optar por um deles; no caso apresentado, o adicional de periculosidade é financeiramente mais vantajoso.
( ) O trabalhador deve receber obrigatoriamente apenas o adicional de insalubridade em grau máximo, pois a exposição a agentes biológicos prevalece sobre o risco decorrente de inflamáveis.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4229758 Segurança e Saúde no Trabalho
Em determinada prefeitura municipal, o departamento de manutenção de obras públicas opera uma usina de concreto – carga instalada de, aproximadamente, 240 kW; painel elétrico de 440 V para o controle de motores e equipamentos. Três funcionários concursados, sem formação específica na área elétrica, foram submetidos ao treinamento básico de capacitação da NR-10 (quarenta horas), ministrado por empresa especializada, recebendo autorização formal da prefeitura para executar manobras e inspeções visuais nos painéis elétricos, sob a responsabilidade técnica do engenheiro eletricista do departamento. Com base na NR-10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, analise as afirmativas a seguir.

I. O treinamento de reciclagem deve ter a mesma carga horária do treinamento básico (quarenta horas) e ser ministrado por instituição ou profissional autorizado, não podendo ser reduzido; deve ser realizado anualmente.
II. É considerado trabalhador capacitado aquele que recebe capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e autorizado; e, ainda, que trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado. A capacitação só terá validade para a empresa que o capacitou e nas condições estabelecidas pelo profissional habilitado e autorizado responsável pela capacitação.
III. Por se tratar de um estabelecimento com carga instalada superior a 75 kW, são obrigatórias a constituição e a manutenção do Prontuário de Instalações Elétricas (PIE), organizado e mantido atualizado pelo empregador ou pessoa formalmente designada, devendo permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos com instalações e serviços em eletricidade.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4229757 Segurança e Saúde no Trabalho
Durante inspeção técnica em um galpão industrial, constatou-se que uma equipe realizava a instalação de telhas metálicas na cobertura a, aproximadamente, 12 m do nível inferior. A organização forneceu cinturões de segurança tipo paraquedista e talabartes duplos com absorvedor de energia, orientando os trabalhadores a manterem-se conectados durante o deslocamento. Entretanto, não havia sistema de ancoragem projetado (linha de vida/cabo-guia, pontos de ancoragem estruturais, trilho ou dispositivo equivalente, por exemplo) e os trabalhadores foram instruídos a se conectar diretamente em perfis metálicos da própria cobertura, os quais ainda não estavam completamente fixados e não possuíam verificação documental de resistência, memorial de cálculo, ART/registro de responsabilidade técnica ou evidência de atendimento a requisitos normativos aplicáveis. Na condição de engenheiro de segurança do trabalho, à luz da NR-35 e de seus anexos, assinale a alternativa que fundamenta corretamente a decisão de interditar/embargar a atividade até a implementação de medidas de controle adequadas.
Alternativas
Q4229756 Segurança e Saúde no Trabalho
Durante investigação de um quase-acidente em determinada indústria de alimentos, constatou-se que um operador acessou uma área de manutenção sem bloqueio e etiquetagem (LOTO) implementados no painel, com iluminação deficiente no setor e piso com presença de óleo. Em entrevista, apurou-se que o operador estava no fim do turno, sob pressão para liberar a linha, relatando fadiga intensa e “confiança” por já ter executado aquela intervenção diversas vezes. Diante do fato apresentado, analise as definições técnicas apresentadas, abordando conceitos de presentes na NBR 14280 (2001) e demais literaturas associadas à engenharia de segurança do trabalho.

• D1 – Fator pessoal de insegurança: qualquer característica/estado do trabalhador (fadiga, excesso de confiança, desatenção, desconhecimento, imprudência, por exemplo) que predispõe à prática de desvios e aumenta a probabilidade de acidentes.
• D2 – Ato inseguro: ação ou omissão do trabalhador que contraria norma, procedimento ou prática segura, expondo a si ou a terceiros ao risco (intervir sem LOTO, retirar proteção, improvisar, por exemplo).
• D3 – Condição ambiente de insegurança: situação material/organizacional do ambiente ou do processo (piso escorregadio, iluminação insuficiente, proteções ausentes, arranjo físico inadequado, por exemplo) que aumenta a probabilidade de ocorrência de evento indesejado.
• D4 – Quase acidente: também chamado de incidente, gera um dano ou prejuízo material (como bater um carro ou quebrar um equipamento); enquanto o acidente impessoal é um susto ou situação de perigo em que nenhuma pessoa e nenhum patrimônio são danificados.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4229755 Segurança e Saúde no Trabalho
Uma multinacional do setor financeiro possui mil e duzentos funcionários distribuídos em centros de atendimento telefônico, agências e sede administrativa. Durante a verificação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), constatou-se que o inventário de riscos contemplava adequadamente agentes físicos, químicos, biológicos e ergonômicos tradicionais. Na investigação complementar, o profissional de segurança do trabalho identificou as seguintes situações:

Call center com metas diárias de trezentos atendimentos por operador, tempo máximo de dois minutos por chamada, sistema de monitoramento em tempo real e rankings de desempenho afixados publicamente;
• Rotatividade anual de quarenta e cinco por cento no call center, com sessenta por cento dos desligamentos por iniciativa do empregado;
• Pesquisa interna de clima revelou que setenta e oito por cento dos funcionários do call center relatam pressão excessiva e sessenta e cinco por cento consideram o ritmo de trabalho insustentável; e
• Registros médicos ocupacionais indicam aumento de cento e vinte por cento nos afastamentos por transtornos mentais e comportamentais (CID F40-F48) nos últimos vinte e quatro meses.

À luz da Portaria MTE nº 1.419/2024 (alteração da NR-01 com vigência em 26 de maio de 2026) e dos princípios do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A ausência de fatores psicossociais no PGR configura não conformidade normativa, pois a NR-01 exige identificação, avaliação e controle de riscos ergonômicos, incluindo fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho, independentemente do porte ou setor da organização.
( ) A inclusão de fatores psicossociais no PGR somente é obrigatória para empresas com mais de duzentos funcionários ou atividades de alto risco psicossocial (hospitais, presídios, bombeiros), sendo facultativa para o setor financeiro.
( ) Os dados apresentados (alta rotatividade, pesquisa de clima, afastamentos) constituem indicadores de saúde ocupacional individual, não caracterizando fatores de risco psicossocial organizacional passíveis de inclusão no inventário de riscos do PGR.
( ) O GRO deve abranger os riscos que decorrem dos agentes físicos, químicos e biológicos; riscos de acidentes; e riscos relacionados aos fatores ergonômicos, incluindo os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4229754 Segurança e Saúde no Trabalho
À luz da legislação brasileira aplicável à caracterização do acidente do trabalho e de seus equiparados, conforme a Lei nº 8.213/1991, analise as afirmativas a seguir.

I. O acidente do trabalho não se restringe a eventos com lesão imediata e evidente (quedas e cortes, por exemplo), podendo abranger ocorrências como queimaduras, intoxicações, choque elétrico e agressões sofridas no exercício do trabalho, desde que presentes os requisitos legais de nexo com o trabalho e repercussão na capacidade laborativa ou na saúde do segurado.
II. O acidente de trajeto equipara-se ao acidente do trabalho quando ocorrido no deslocamento entre a residência e o local de trabalho. Também se equipara ao acidente do trabalho o evento ocorrido no deslocamento do trabalho para a instituição de ensino (faculdade) do empregado, bem como em qualquer deslocamento do empregado no exercício de atividade externa, independentemente de vinculação com a execução do serviço.
III. Doenças como lombalgias associadas à sobrecarga biomecânica, perda auditiva induzida por níveis elevados de pressão sonora, dermatoses ocupacionais e doenças respiratórias relacionadas à exposição a agentes nocivos podem ser caracterizadas como doença do trabalho ou doença profissional, as quais, nos termos da lei, equiparam-se ao acidente do trabalho, desde que atendidos os critérios de nexo com a atividade e ausência de hipóteses legais de exclusão.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Respostas
2601: A
2602: D
2603: C
2604: D
2605: D
2606: B
2607: B
2608: C
2609: C
2610: B
2611: D
2612: B
2613: D
2614: A
2615: C
2616: D
2617: D
2618: C
2619: B
2620: C