Questões de Concurso Comentadas para coordenador

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Q2607341 Português

O dono do livro



        Li outro dia um fato real narrado pelo escritor moçambicano Mia Couto. Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado.


        Mas logo o menino mostrou o que tinha em mãos: um livro do próprio Mia Couto. Esse livro é seu? perguntou o menino. Sim, respondeu o escritor. Vim devolver. O garoto explicou que horas antes estava na rua quando viu uma moça com aquele livro nas mãos, cuja capa trazia a foto do autor.


        O garoto reconheceu Mia Couto pelas fotos que já havia visto em jornais. Então perguntou para a moça: Esse livro é do Mia Couto?. Ela respondeu: É. E o garoto mais que ligeiro tirou o livro das mãos dela e correu para a casa do escritor para fazer a boa ação de devolver a obra ao verdadeiro dono.


        Uma história assim pode acontecer em qualquer país habitado por pessoas que ainda não estejam familiarizadas com os livros – aqui no Brasil, inclusive. De quem é o livro? A resposta não é a mesma de quando se pergunta: “Quem escreveu o livro?”.


        O autor é quem escreve, mas o livro é de quem lê, e isso de uma forma muito mais abrangente do que o conceito de propriedade privada – comprei, é meu. O livro é de quem lê mesmo quando foi retirado de uma biblioteca, mesmo que seja emprestado, mesmo que tenha sido encontrado num banco de praça.


        O livro é de quem tem acesso às suas páginas e através delas consegue imaginar os personagens, os cenários, a voz e o jeito com que se movimentam. São do leitor as sensações provocadas, a tristeza, a euforia, o medo, o espanto, tudo o que é transmitido pelo autor, mas que reflete em quem lê de uma forma muito pessoal. É do leitor o prazer. É do leitor a identificação. É do leitor o aprendizado. É do leitor o livro.


        Dias atrás gravei um comercial de rádio em prol do Instituto Estadual do Livro em que falo aos leitores exatamente isso: os meus livros são os seus livros. E são, de fato. Não existe livro sem leitor. Não existe. É um objeto fantasma que não serve pra nada.


        Aquele garoto de Moçambique não vê assim. Para ele, o livro é de quem traz o nome estampado na capa, como se isso sinalizasse o direito de posse. Não tem ideia de como se dá o processo todo, possivelmente nunca entrou numa livraria, nem sabe o que é tiragem.


        Mas, em seu desengano, teve a gentileza de tentar colocar as coisas em seu devido lugar, mesmo que para isso tenha roubado o livro de uma garota sem perceber.


        Ela era a dona do livro. E deve ter ficado estupefata. Um fã do Mia Couto afanou seu exemplar. Não levou o celular, a carteira, só quis o livro. Um danado de um amante da literatura, deve ter pensado ela. Assim são as histórias escritas também pela vida, interpretadas a seu modo por cada dono. 


MEDEIROS, Martha. JORNAL ZERO HORA. Revista O Globo.

No processo de construção textual, várias estratégias são empregadas para o desenvolvimento temático pretendido pelo autor. Nesse sentido, pode-se observar que há uma estratégia de uma experiência vivida pela autora como estratégia de construção textual no parágrafo:
Alternativas
Q2607340 Português

O dono do livro



        Li outro dia um fato real narrado pelo escritor moçambicano Mia Couto. Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado.


        Mas logo o menino mostrou o que tinha em mãos: um livro do próprio Mia Couto. Esse livro é seu? perguntou o menino. Sim, respondeu o escritor. Vim devolver. O garoto explicou que horas antes estava na rua quando viu uma moça com aquele livro nas mãos, cuja capa trazia a foto do autor.


        O garoto reconheceu Mia Couto pelas fotos que já havia visto em jornais. Então perguntou para a moça: Esse livro é do Mia Couto?. Ela respondeu: É. E o garoto mais que ligeiro tirou o livro das mãos dela e correu para a casa do escritor para fazer a boa ação de devolver a obra ao verdadeiro dono.


        Uma história assim pode acontecer em qualquer país habitado por pessoas que ainda não estejam familiarizadas com os livros – aqui no Brasil, inclusive. De quem é o livro? A resposta não é a mesma de quando se pergunta: “Quem escreveu o livro?”.


        O autor é quem escreve, mas o livro é de quem lê, e isso de uma forma muito mais abrangente do que o conceito de propriedade privada – comprei, é meu. O livro é de quem lê mesmo quando foi retirado de uma biblioteca, mesmo que seja emprestado, mesmo que tenha sido encontrado num banco de praça.


        O livro é de quem tem acesso às suas páginas e através delas consegue imaginar os personagens, os cenários, a voz e o jeito com que se movimentam. São do leitor as sensações provocadas, a tristeza, a euforia, o medo, o espanto, tudo o que é transmitido pelo autor, mas que reflete em quem lê de uma forma muito pessoal. É do leitor o prazer. É do leitor a identificação. É do leitor o aprendizado. É do leitor o livro.


        Dias atrás gravei um comercial de rádio em prol do Instituto Estadual do Livro em que falo aos leitores exatamente isso: os meus livros são os seus livros. E são, de fato. Não existe livro sem leitor. Não existe. É um objeto fantasma que não serve pra nada.


        Aquele garoto de Moçambique não vê assim. Para ele, o livro é de quem traz o nome estampado na capa, como se isso sinalizasse o direito de posse. Não tem ideia de como se dá o processo todo, possivelmente nunca entrou numa livraria, nem sabe o que é tiragem.


        Mas, em seu desengano, teve a gentileza de tentar colocar as coisas em seu devido lugar, mesmo que para isso tenha roubado o livro de uma garota sem perceber.


        Ela era a dona do livro. E deve ter ficado estupefata. Um fã do Mia Couto afanou seu exemplar. Não levou o celular, a carteira, só quis o livro. Um danado de um amante da literatura, deve ter pensado ela. Assim são as histórias escritas também pela vida, interpretadas a seu modo por cada dono. 


MEDEIROS, Martha. JORNAL ZERO HORA. Revista O Globo.

A autora defende a ideia principal de que:
Alternativas
Q2607339 Português

O dono do livro



        Li outro dia um fato real narrado pelo escritor moçambicano Mia Couto. Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado.


        Mas logo o menino mostrou o que tinha em mãos: um livro do próprio Mia Couto. Esse livro é seu? perguntou o menino. Sim, respondeu o escritor. Vim devolver. O garoto explicou que horas antes estava na rua quando viu uma moça com aquele livro nas mãos, cuja capa trazia a foto do autor.


        O garoto reconheceu Mia Couto pelas fotos que já havia visto em jornais. Então perguntou para a moça: Esse livro é do Mia Couto?. Ela respondeu: É. E o garoto mais que ligeiro tirou o livro das mãos dela e correu para a casa do escritor para fazer a boa ação de devolver a obra ao verdadeiro dono.


        Uma história assim pode acontecer em qualquer país habitado por pessoas que ainda não estejam familiarizadas com os livros – aqui no Brasil, inclusive. De quem é o livro? A resposta não é a mesma de quando se pergunta: “Quem escreveu o livro?”.


        O autor é quem escreve, mas o livro é de quem lê, e isso de uma forma muito mais abrangente do que o conceito de propriedade privada – comprei, é meu. O livro é de quem lê mesmo quando foi retirado de uma biblioteca, mesmo que seja emprestado, mesmo que tenha sido encontrado num banco de praça.


        O livro é de quem tem acesso às suas páginas e através delas consegue imaginar os personagens, os cenários, a voz e o jeito com que se movimentam. São do leitor as sensações provocadas, a tristeza, a euforia, o medo, o espanto, tudo o que é transmitido pelo autor, mas que reflete em quem lê de uma forma muito pessoal. É do leitor o prazer. É do leitor a identificação. É do leitor o aprendizado. É do leitor o livro.


        Dias atrás gravei um comercial de rádio em prol do Instituto Estadual do Livro em que falo aos leitores exatamente isso: os meus livros são os seus livros. E são, de fato. Não existe livro sem leitor. Não existe. É um objeto fantasma que não serve pra nada.


        Aquele garoto de Moçambique não vê assim. Para ele, o livro é de quem traz o nome estampado na capa, como se isso sinalizasse o direito de posse. Não tem ideia de como se dá o processo todo, possivelmente nunca entrou numa livraria, nem sabe o que é tiragem.


        Mas, em seu desengano, teve a gentileza de tentar colocar as coisas em seu devido lugar, mesmo que para isso tenha roubado o livro de uma garota sem perceber.


        Ela era a dona do livro. E deve ter ficado estupefata. Um fã do Mia Couto afanou seu exemplar. Não levou o celular, a carteira, só quis o livro. Um danado de um amante da literatura, deve ter pensado ela. Assim são as histórias escritas também pela vida, interpretadas a seu modo por cada dono. 


MEDEIROS, Martha. JORNAL ZERO HORA. Revista O Globo.

A tipologia de um texto pode ser híbrida, coexistindo mais de uma em um mesmo texto. Assim, nessa obra de Martha Medeiros, sobressaem as tipologias: 
Alternativas
Q2561319 Matemática

Observe o segmento de retas abaixo:


Imagem associada para resolução da questão


Determine o valor de x, sabendo que as retas “g” e “h” são paralelas.

Alternativas
Q2561307 Direito Constitucional
Conforme a Constituição Federal, é livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, observados os seguintes preceitos, EXCETO:
Alternativas
Q2561303 Conhecimentos Gerais
Hortência de Fátima Marcari é uma ex-jogadora brasileira, considerada uma das maiores esportistas da modalidade que praticava de todos os tempos. É uma das maiores pontuadoras da história da seleção feminina, tendo disputado cinco mundiais, além de ter sido titular da seleção brasileira desde os 16 anos. Qual esporte Hortência praticava?
Alternativas
Q2514100 Pedagogia
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma das adaptações que os sistemas de ensino devem promover na oferta de educação básica para a população rural, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Alternativas
Q2514099 Pedagogia
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional apresenta regras comuns para a organização da educação básica nos níveis fundamental e médio. Assinale a alternativa que apresenta corretamente duas dessas regras comuns de acordo com a Lei:
Alternativas
Q2514098 Legislação Federal
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional define os conteúdos mínimos para a formação básica comum, incluindo as disciplinas obrigatórias e a importância de se abordar temas relacionados ao contexto social, político e cultural do país. A LDB também orienta sobre a organização curricular.
Fonte: BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. LDB - Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996.
Assinale a alternativa correta acerca da orientação sobre o ensino da arte presente na respectiva Lei.
Alternativas
Q2514097 Pedagogia
A gestão escolar constitui uma dimensão importantíssima da educação, uma vez que, por meio dela, se observa a escola e os problemas educacionais globalmente. Contudo, é importante destacar que os mecanismos da gestão escolar assumem diferentes formas, conforme a concepção que se tenha das finalidades sociais e políticas da educação em relação à sociedade e à formação dos estudantes. Libâneo, Oliveira e Toschi (2009) definem duas concepções acerca da gestão democrática: a científico-racional e a sociocrática.
Fonte: LIBÂNEO, José Carlos; OLIVEIRA, João Ferreira; TOSCHI, Mirza Seabra. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2009.
Assinale a alternativa que apresenta as características de uma gestão sociocrática, de acordo com os autores.
Alternativas
Q2514096 Pedagogia
De acordo com Vasconcelos (2013), na educação escolar existem tipos de planejamento, organizados em função dos diferentes níveis de abrangência. Temos, por exemplo, planejamentos mais amplos, como o dos sistemas de educação, e planejamentos mais focalizados, como o planejamento curricular. Entre eles, temos o planejamento da escola, materializado por meio do Projeto Político-Pedagógico.
Fonte: VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico, 22a ed. São Paulo: Libertad, 2013.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente as características do Projeto Político-Pedagógico, de acordo com o autor.
Alternativas
Q2514095 Pedagogia
De acordo com Tomaz Tadeu da Silva (2017) "Os conceitos de uma teoria organizam e estruturam nossa forma de ver a "realidade”. Assim, uma forma útil de distinguirmos as diferentes teorias do currículo é através do exame dos diferentes conceitos que elas empregam” (Silva, 2017 p. 17).
Fonte: SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.
Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta os conceitos empregados pelas teorias tradicionais do currículo de acordo com o autor.
Alternativas
Q2514094 Pedagogia
O planejamento permite que os professores desenvolvam estratégias e metodologias adequadas e eficazes para o processo de ensino e aprendizagem do conteúdo curricular. Nesse sentido, de acordo com Libâneo (2013), existem pelo menos três níveis de planos: o plano da escola, o plano de ensino e o plano de aula.
Fonte: LIBÂNEO, J.C. Didática. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2013.
Assinale a alternativa que apresenta as características do plano de aula, de acordo com esse autor. 
Alternativas
Q2514093 Pedagogia
De acordo com a Resolução nº 1, de 17 de junho de 2024, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das relações Étnico-Raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana: “a Educação das Relações Étnico-Raciais e o estudo de História e Cultura Afro Brasileira, e História e Cultura Africana será desenvolvida por meio de conteúdos, competências, atitudes e valores” (BRASIL, 2004). 
Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução nº 1, de 17 de junho de 2004. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 22 jun. 2004.
Tais ações deverão ser estabelecidas pelas instituições de ensino e seus professores, com o apoio e supervisão dos sistemas de ensino, entidades mantenedoras e coordenações pedagógicas. Nesse sentido, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q2514092 Pedagogia
Assinale a alternativa que apresenta corretamente de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional a composição do Conselho Escolar.
Alternativas
Q2514091 Pedagogia
A avaliação da aprendizagem pode ser definida como “um julgamento de valor sobre manifestações relevantes da realidade tendo em vista uma tomada de decisões” (Cipriano Carlos Luckesi).
Fonte: LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. 12. ed. São Paulo: Cortez, 2003.
Considerando as suas funções e finalidades, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2514090 Pedagogia
“[...] Ademais, salienta-se que o trabalho interdisciplinar instiga o educando a inter-relacionar saberes, a mobilizar e a articular atitudes, valores e habilidades em prol do desenvolvimento de competências cognitivas e socioemocionais.” (adaptado de Fazenda, 2008)
Fonte: FAZENDA, Ivani (org.). O que é interdisciplinaridade? São Paulo: Cortez, 2008.
Assinale a alternativa que indica corretamente um dos objetivos de uma proposta de trabalho interdisciplinar.
Alternativas
Q2514089 Pedagogia
O Ensino Fundamental é uma etapa da educação nacional prevista para ser cumprida em nove anos. Nesse período, os estudantes passam por uma série de mudanças físicas, cognitivas e emocionais, o que tem reflexo na organização pedagógica e curricular desta etapa. De acordo com a BNCC, o Ensino Fundamental é organizado em duas fases: os anos iniciais e os anos finais, nas quais considera-se esse período de transição e mudanças.
Fonte: BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf (mec.gov.br)
Assinale a alternativa que indica corretamente as orientações da BNCC para o trabalho no Ensino Fundamental - Anos Iniciais.
Alternativas
Q2514088 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069/1990, dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente. Em seu Capítulo IV, trata do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer. Assinale a alternativa que apresenta corretamente, de acordo com esta Lei, os casos os quais os dirigentes de estabelecimentos de Ensino Fundamental deverão comunicar ao Conselho Tutelar.
Alternativas
Q2514087 Pedagogia
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em seu artigo 21 trata das composições dos níveis escolares. De acordo com esta lei, é correto afirmar que a educação escolar é composta por:
Alternativas
Respostas
481: E
482: B
483: D
484: B
485: E
486: E
487: B
488: A
489: E
490: B
491: A
492: D
493: C
494: B
495: A
496: A
497: A
498: B
499: E
500: A