Questões de Concurso Comentadas para nutricionista

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Q3649255 Português
Leia o texto e responda à questão.


O cortiço: cidade em miniatura


    No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio, vizinhança, disputas e alianças dividem o mesmo corredor. João Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel, investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes, atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de sossego e sustento.

    A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos, e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.

    O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro de café, a risada que atravessa o beco.

    Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é encarar a gênese de muitos dilemas urbanos que ainda nos desafiam.


Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado. 
O fecho interrogativo (“a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos…?”) cumpre o papel argumentativo de
Alternativas
Q3649254 Português
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O cortiço: cidade em miniatura


    No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio, vizinhança, disputas e alianças dividem o mesmo corredor. João Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel, investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes, atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de sossego e sustento.

    A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos, e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.

    O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro de café, a risada que atravessa o beco.

    Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é encarar a gênese de muitos dilemas urbanos que ainda nos desafiam.


Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado. 
No segundo parágrafo do texto, a função composicional evidencia-se em:
Alternativas
Q3649253 Português
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O cortiço: cidade em miniatura


    No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio, vizinhança, disputas e alianças dividem o mesmo corredor. João Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel, investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes, atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de sossego e sustento.

    A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos, e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.

    O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro de café, a risada que atravessa o beco.

    Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é encarar a gênese de muitos dilemas urbanos que ainda nos desafiam.


Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado. 
Marque a opção da afirmação CORRETA. Quanto às funções da linguagem, identifica-se no texto a predominância de função
Alternativas
Q3649252 Português
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O cortiço: cidade em miniatura


    No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio, vizinhança, disputas e alianças dividem o mesmo corredor. João Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel, investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes, atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de sossego e sustento.

    A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos, e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.

    O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro de café, a risada que atravessa o beco.

    Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é encarar a gênese de muitos dilemas urbanos que ainda nos desafiam.


Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado. 
A progressão temática organiza-se, do 1º ao 4º parágrafo, na seguinte afirmação:
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Q3649251 Português
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O cortiço: cidade em miniatura


    No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio, vizinhança, disputas e alianças dividem o mesmo corredor. João Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel, investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes, atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de sossego e sustento.

    A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos, e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.

    O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro de café, a risada que atravessa o beco.

    Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é encarar a gênese de muitos dilemas urbanos que ainda nos desafiam.


Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado. 
Analise as afirmações relacionadas para marcar a resposta CORRETA. O emprego de léxico de biologia (“organismo”, “alimenta-se”) sugere qual efeito interdiscursivo?
Alternativas
Q3649250 Português
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O cortiço: cidade em miniatura


    No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio, vizinhança, disputas e alianças dividem o mesmo corredor. João Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel, investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes, atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de sossego e sustento.

    A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos, e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.

    O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro de café, a risada que atravessa o beco.

    Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é encarar a gênese de muitos dilemas urbanos que ainda nos desafiam.


Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado. 
Em “um coro permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir”, a palavra “onde” desempenha que papel?
Alternativas
Q3649249 Português
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O cortiço: cidade em miniatura


    No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio, vizinhança, disputas e alianças dividem o mesmo corredor. João Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel, investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes, atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de sossego e sustento.

    A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos, e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.

    O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro de café, a risada que atravessa o beco.

    Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é encarar a gênese de muitos dilemas urbanos que ainda nos desafiam.


Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado. 
Do trecho “a virtude tem pouco espaço quando o aluguel aperta e a comida escasseia”, infere-se que
Alternativas
Q3649248 Português
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O cortiço: cidade em miniatura


    No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio, vizinhança, disputas e alianças dividem o mesmo corredor. João Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel, investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes, atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de sossego e sustento.

    A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos, e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.

    O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro de café, a risada que atravessa o beco.

    Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é encarar a gênese de muitos dilemas urbanos que ainda nos desafiam.


Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado. 
No recorte: “organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes”, marque a opção que expressa um pressuposto: 
Alternativas
Q3649247 Português
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O cortiço: cidade em miniatura


    No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio, vizinhança, disputas e alianças dividem o mesmo corredor. João Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel, investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes, atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de sossego e sustento.

    A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos, e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.

    O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro de café, a risada que atravessa o beco.

    Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é encarar a gênese de muitos dilemas urbanos que ainda nos desafiam.


Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado. 
Observe com atenção o que se apresenta em cada opção. Considerando a situação comunicativa, que caracterização é mais precisa?
Alternativas
Q3649246 Português
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O cortiço: cidade em miniatura


    No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio, vizinhança, disputas e alianças dividem o mesmo corredor. João Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel, investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes, atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de sossego e sustento.

    A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos, e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.

    O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro de café, a risada que atravessa o beco.

    Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é encarar a gênese de muitos dilemas urbanos que ainda nos desafiam.


Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado. 
Qual opção que apresenta a classificação do gênero e da função predominante do texto?
Alternativas
Q3649245 Português
Leia o texto e responda à questão.


O cortiço: cidade em miniatura


    No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio, vizinhança, disputas e alianças dividem o mesmo corredor. João Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel, investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes, atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de sossego e sustento.

    A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos, e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.

    O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro de café, a risada que atravessa o beco.

    Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é encarar a gênese de muitos dilemas urbanos que ainda nos desafiam.


Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado. 
No plano global, como o texto constrói a ideia de que o cortiço condensa a cidade?
Alternativas
Q3648834 Nutrição
Em seres humanos, o ácido úrico é o produto final das purinas. A hiperuricemia ocorre basicamente pela excessiva produção e/ou diminuição na excreção renal. Assim, é de extrema importância restringir alguns alimentos para indivíduos que apresentam gota. Com base nessa afirmação, assinale a alternativa que apresenta todos os alimentos ricos em purinas.
Alternativas
Q3648833 Nutrição
Em pacientes oncológicos as sensações de olfato e paladar podem mudar durante a quimioterapia devido à perda ou enfraquecimento da sensação gustativa. Em relação a esse sintoma, qual alternativa descreve as recomendações nutricionais corretas? 
Alternativas
Q3648832 Nutrição
Este instrumento foi desenvolvido por pesquisadores holandeses. A avaliação de sua aplicação foi realizada em 44 hospitais, em indivíduos com idades entre 1 mês e 18 anos. É composto por itens que avaliam a presença de doença de alto risco ou cirurgia de grande porte prevista, perda de massa muscular e adiposa, por meio da avaliação clínica subjetiva, ingestão alimentar e perdas nutricionais, diminuição da ingestão alimentar, diarreia e vômito e perda ou nenhum ganho de peso em crianças menores de 1 ano. De acordo com a descrição, a qual instrumento de avaliação nutricional se refere o texto?
Alternativas
Q3648831 Nutrição
O sistema imune tem como finalidade proteger o indivíduo contra microrganismos e células tumorais. Quais são as três vitaminas do complexo B que estão envolvidas na modulação da resposta imune e na manutenção da barreira intestinal?
Alternativas
Q3648830 Nutrição
A nutrição enteral é uma forma de alimentação para pacientes que não devem ou conseguem se alimentar por via oral (boca), como em casos de cirurgia da região da cabeça e do pescoço, esôfago, estômago, etc. De acordo com essa informação, quais são os tipos de sonda? 
Alternativas
Q3648829 Nutrição
Os aditivos alimentares são classificados em três grupos diferentes de acordo com as suas funções nos alimentos: tecnologia de produção dos alimentos, conservação dos alimentos e características sensoriais dos alimentos. Segundo essa classificação, assinale a alternativa que descreve corretamente os aditivos da categoria de conservação dos alimentos. 
Alternativas
Q3648828 Nutrição
Pessoas com intolerância à lactose não conseguem digerir completamente o açúcar (lactose) do leite. A condição, também chamada de má absorção de lactose, geralmente é inofensiva, mas seus sintomas podem ser desconfortáveis. Qual alternativa descreve os sintomas da intolerância à lactose?
Alternativas
Q3648827 Nutrição
Transtornos alimentares são condições psiquiátricas que causam uma perturbação persistente na alimentação e outros comportamentos, resultando em danos significativos à saúde física e psicossocial. De acordo com esta afirmação, qual das alternativas abaixo define o Episódio de Compulsão Alimentar (ECA)?
Alternativas
Q3648826 Nutrição
A vitamina B12 é encontrada apenas em alimentos de origem animal. Alguns alimentos de origem vegetal contêm formas não ativas da vitamina B12 e, portanto, sem função no metabolismo. Em caso de bebês vegetarianos, em relação a essa vitamina, qual é a recomendação?
Alternativas
Respostas
4361: D
4362: E
4363: B
4364: A
4365: C
4366: D
4367: B
4368: E
4369: B
4370: D
4371: C
4372: A
4373: E
4374: C
4375: D
4376: B
4377: E
4378: B
4379: A
4380: B