Questões de Concurso Comentadas para auxiliar de serviços gerais

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Q4041957 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Por mais marmitas


   Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.


   Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.


   Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra. 


   Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso. 


Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado). 

No trecho “Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai”, as expressões destacadas foram empregadas em sentido:
Alternativas
Q4037936 Direito do Consumidor
Nos últimos anos, passaram a ser comercializados produtos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, dispositivos injetáveis que prometem auxiliar na perda de peso por meio da aplicação de substâncias análogas às utilizadas em tratamentos médicos. A respeito desse tema, julgue as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) As chamadas canetas emagrecedoras são produtos de uso livre, dispensando prescrição e acompanhamento médico.
( ) Esses dispositivos aplicam medicamentos que atuam no controle do apetite e no emagrecimento, exigindo orientação profissional.
( ) As canetas emagrecedoras não são um substituto para hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos e a alimentação equilibrada.
( ) Embora inicialmente desenvolvidas para o tratamento de diabetes, esses produtos não passam de acessórios estéticos, podendo ser usados sem a ocorrência de efeitos colaterais.

A sequência correta do preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4037935 Meio Ambiente
Ciente de que, no campo da ecologia, conservar e preservar são conceitos fundamentais (ainda que distintos) para compreender as formas de proteção do meio ambiente, assinale a alternativa que faz a correta distinção entre os dois conceitos:
Alternativas
Q4037934 Geografia
O relevo da região Nordeste do Brasil caracteriza-se por distintas formas, como planaltos, chapadas e planícies, destacando-se, entre seus exemplos, o Planalto da Ibiapaba e as Planícies Litorâneas. Com base nessas características, assinale a alternativa que contém a afirmação correta:
Alternativas
Q4037933 Biologia
Em virtude de sua localização geográfica em zona de transição entre diferentes biomas, o estado do Piauí apresenta vegetação marcadamente diversificada. Sobre as formações vegetais presentes em seu território, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4037932 Direito Tributário
Nos termos da Lei nº 15.270/2025, que instituiu mecanismo de redução do Imposto de Renda da Pessoa Física com efeitos a partir de 2026, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4037931 História
A Batalha do Jenipapo, ocorrida em 13 de março de 1823, às margens do rio Jenipapo, em Campo Maior (PI), foi um dos episódios mais sangrentos da Guerra da Independência do Brasil. Nela, piauienses, maranhenses e cearenses enfrentaram as tropas portuguesas comandadas pelo Major João José da Cunha Fidié, em defesa da libertação do país. Sobre esse acontecimento histórico, assinale a alternativa que melhor descreve a realidade dos fatos:
Alternativas
Q4037930 Português
O cinema brasileiro tem alcançado destaque internacional com produções recentes. O filme Ainda Estou Aqui (2024), dirigido por Walter Salles, venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, enquanto O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho, estrelado por Wagner Moura, foi indicado a quatro categorias no Oscar de 2026. Com base nessas informações, julgue as afirmativas a seguir:

I. Ainda Estou Aqui aborda a história de Eunice Paiva e sua luta após o desaparecimento do marido durante a ditadura.
II. O thriller político O Agente Secreto, que combina ficção e memória histórica, foi vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2026,
III. Curiosamente, ambos os filmes foram lançados no mesmo ano e ganharam o Oscar no mesmo ano.
IV. O Agente Secreto é suspense político ambientado em Recife durante a Ditadura Militar, em 1977, que mistura paranoia, perseguições e resistência.

As afirmativas corretas são:
Alternativas
Q4037929 Administração Geral
A organização do ambiente de trabalho constitui fator essencial para a eficiência operacional, a segurança e a qualidade dos serviços prestados, estando diretamente relacionada à adoção de práticas sistematizadas de ordenação, limpeza e padronização. À luz desses princípios, classifique as assertivas abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F), depois assinale a sequência correta:

( ) A padronização na disposição de materiais e equipamentos contribui para a otimização do tempo, a redução de riscos e a melhoria da eficiência no ambiente de trabalho.
( ) A organização do ambiente de trabalho pressupõe a disposição racional de materiais, a manutenção da limpeza e a adoção de rotinas padronizadas que favoreçam a produtividade e a segurança.
( ) A responsabilidade pela organização do ambiente laboral restringe-se aos profissionais encarregados da limpeza, não se estendendo aos demais integrantes da equipe.
( ) A manutenção de materiais e equipamentos fora de seus locais previamente definidos pode ser tolerada, desde que não prejudique o acesso rápido durante a rotina de trabalho.
Alternativas
Q4037928 Ética na Administração Pública
Considerando que a Ética Profissional corresponde ao conjunto de princípios que orienta a conduta no ambiente de trabalho — pautada pelo respeito, pela responsabilidade e pela integridade —, assinale a alternativa que melhor expressa esses fundamentos no exercício da função pública.
Alternativas
Q4037926 Segurança e Saúde no Trabalho
Dentre os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) listados abaixo, identifique aquele considerado indispensável para quem realiza limpeza com produtos químicos e agentes contaminantes:
Alternativas
Q4037925 Direito Constitucional
A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu art. 5º, direitos e deveres individuais e coletivos fundamentais a todos os cidadãos; enquanto, em seu art. 37, dispõe sobre os princípios que regem a administração pública direta e indireta de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Com base nesses dispositivos constitucionais, é correto afirmar:

I. O art. 5º garante, dentre outras coisas, que ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante, salvo quando determinado por lei.
II. O art. 37 impõe à administração pública os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
III. O art. 5º assegura, dentre outras coisas, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição.
IV. O art. 37 permite irrestritamente a acumulação remunerada de cargos públicos, desde que haja compatibilidade de horários.

Assinale: 
Alternativas
Q4037922 Segurança e Saúde no Trabalho
A higienização das mãos é considerada uma das medidas mais importantes para evitar a transmissão de doenças. Sendo assim, o momento mais estratégico para proceder à limpeza das mãos durante o trabalho é quando houver maior risco de contaminação, a saber: 
Alternativas
Q4037731 Português
Assinale a alternativa em que a divisão silábica da palavra "indústria" está correta:
Alternativas
Q4037730 Português

Torcedor vira operador de mídias, e o consumo de esportes muda para sempre

Aline SordiliColunista do UOL 01/04/2026 05h30


1  Durante décadas, a indústria esportiva funcionou em um modelo relativamente estável: a partida em campo, a transmissão empacotada para a TV e o público como audiência passiva. Mas esse arranjo deixou de ser suficiente. Nesta terceira e última coluna-reportagem sobre esportes, mídia e IA, o espectador — ou fã — surge como peça central e operador da experiência da competição.

2   A audiência escolhe tela, ângulo, ritmo, contexto, comunidade, estatística e até a camada de informação que deseja consumir. O esporte, nessa nova configuração, deixa de ser apenas um evento e vira interface. E a mídia esportiva, cada vez menos um canal linear de distribuição, torna-se um sistema navegável de dados, vídeo, conversa e participação.

3   Esse movimento se sustenta em três eixos. O primeiro é o das interfaces de controle da experiência: multiview, segunda tela, streaming personalizado, streaming interativo e realidade aumentada. O segundo é o da arquitetura da jornada do fã, que passa a ocorrer em múltiplas plataformas, com conteúdo vertical, creators e comunidades, antes, durante e depois do apito final.

4   O terceiro é o da economia do fandom, em que o valor deixa de estar apenas no alcance bruto e passa a se estender à intensidade do vínculo, à recorrência da atenção e à disposição para agir — seja para comprar, comentar, compartilhar ou se identificar com uma marca.

5   A mudança fica evidente quando se olha para a atuação da Fifa na Copa do Mundo do Qatar de 2022. Durante o torneio, a entidade lançou o Fifa+, que virou o "companheiro digital" do evento, com clipes de melhores momentos poucos minutos após o apito final, estatísticas oficiais em tempo real e cobertura editorial direta dos estádios e das fan fests. A plataforma permitia personalização, com escolha de time preferido, notificações e replays em língua de sinais. O ponto mais relevante, no entanto, foi a Fifa+ Stadium Experience, uma experiência de segunda tela com realidade aumentada dentro do estádio. Pelo aplicativo, o torcedor podia apontar o celular para o gramado e visualizar, em tempo real, overlays com estatísticas dos jogadores, mapas de calor, velocidade, alinhamentos táticos, replays de múltiplos ângulos e decisões do VAR. O torcedor na arquibancada passou a acessar, ali mesmo, uma camada de leitura do jogo antes restrita à transmissão e aos analistas. Para quem estava em casa, um aplicativo de realidade aumentada transformava a sala de estar em um centro de dados 3D, onde o fã interagia com tabelas de estatísticas e informações ao redor do ambiente.

6   A Fifa forneceu ainda às emissoras parceiras serviços de multiângulo, estatísticas sincronizadas, clipes near-live e gráficos interativos para seus próprios aplicativos. O resultado é uma mudança que deixa de empurrar uma narrativa única para todos e passa a oferecer uma infraestrutura capaz de sustentar experiências sob demanda, imersivas e moduladas pelo próprio usuário. (...)

7   O esporte vende narrativa, identidade e pertencimento. E a indústria que entender isso definirá o próximo ciclo da economia esportiva. Para isso, será preciso medir intensidade emocional em vez de impressões brutas, desenhar interfaces em vez de grades lineares e tratar o torcedor como operador, e não apenas como espectador.

Extraído de: https://economia.uol.com.br/colunas/aline-sordili/2026/04/01/torcedor-vira-operador-de-midias-e-o-consumo-de-esportesmuda-para-sempre.htm 

No trecho "O torcedor na arquibancada passou a acessar...", o verbo destacado está conjugado no: 
Alternativas
Q4037729 Português

Torcedor vira operador de mídias, e o consumo de esportes muda para sempre

Aline SordiliColunista do UOL 01/04/2026 05h30


1  Durante décadas, a indústria esportiva funcionou em um modelo relativamente estável: a partida em campo, a transmissão empacotada para a TV e o público como audiência passiva. Mas esse arranjo deixou de ser suficiente. Nesta terceira e última coluna-reportagem sobre esportes, mídia e IA, o espectador — ou fã — surge como peça central e operador da experiência da competição.

2   A audiência escolhe tela, ângulo, ritmo, contexto, comunidade, estatística e até a camada de informação que deseja consumir. O esporte, nessa nova configuração, deixa de ser apenas um evento e vira interface. E a mídia esportiva, cada vez menos um canal linear de distribuição, torna-se um sistema navegável de dados, vídeo, conversa e participação.

3   Esse movimento se sustenta em três eixos. O primeiro é o das interfaces de controle da experiência: multiview, segunda tela, streaming personalizado, streaming interativo e realidade aumentada. O segundo é o da arquitetura da jornada do fã, que passa a ocorrer em múltiplas plataformas, com conteúdo vertical, creators e comunidades, antes, durante e depois do apito final.

4   O terceiro é o da economia do fandom, em que o valor deixa de estar apenas no alcance bruto e passa a se estender à intensidade do vínculo, à recorrência da atenção e à disposição para agir — seja para comprar, comentar, compartilhar ou se identificar com uma marca.

5   A mudança fica evidente quando se olha para a atuação da Fifa na Copa do Mundo do Qatar de 2022. Durante o torneio, a entidade lançou o Fifa+, que virou o "companheiro digital" do evento, com clipes de melhores momentos poucos minutos após o apito final, estatísticas oficiais em tempo real e cobertura editorial direta dos estádios e das fan fests. A plataforma permitia personalização, com escolha de time preferido, notificações e replays em língua de sinais. O ponto mais relevante, no entanto, foi a Fifa+ Stadium Experience, uma experiência de segunda tela com realidade aumentada dentro do estádio. Pelo aplicativo, o torcedor podia apontar o celular para o gramado e visualizar, em tempo real, overlays com estatísticas dos jogadores, mapas de calor, velocidade, alinhamentos táticos, replays de múltiplos ângulos e decisões do VAR. O torcedor na arquibancada passou a acessar, ali mesmo, uma camada de leitura do jogo antes restrita à transmissão e aos analistas. Para quem estava em casa, um aplicativo de realidade aumentada transformava a sala de estar em um centro de dados 3D, onde o fã interagia com tabelas de estatísticas e informações ao redor do ambiente.

6   A Fifa forneceu ainda às emissoras parceiras serviços de multiângulo, estatísticas sincronizadas, clipes near-live e gráficos interativos para seus próprios aplicativos. O resultado é uma mudança que deixa de empurrar uma narrativa única para todos e passa a oferecer uma infraestrutura capaz de sustentar experiências sob demanda, imersivas e moduladas pelo próprio usuário. (...)

7   O esporte vende narrativa, identidade e pertencimento. E a indústria que entender isso definirá o próximo ciclo da economia esportiva. Para isso, será preciso medir intensidade emocional em vez de impressões brutas, desenhar interfaces em vez de grades lineares e tratar o torcedor como operador, e não apenas como espectador.

Extraído de: https://economia.uol.com.br/colunas/aline-sordili/2026/04/01/torcedor-vira-operador-de-midias-e-o-consumo-de-esportesmuda-para-sempre.htm 

Assinale a opção que mantém a concordância correta, baseando-se nas regras da língua portuguesa:
Alternativas
Q4037728 Português

Torcedor vira operador de mídias, e o consumo de esportes muda para sempre

Aline SordiliColunista do UOL 01/04/2026 05h30


1  Durante décadas, a indústria esportiva funcionou em um modelo relativamente estável: a partida em campo, a transmissão empacotada para a TV e o público como audiência passiva. Mas esse arranjo deixou de ser suficiente. Nesta terceira e última coluna-reportagem sobre esportes, mídia e IA, o espectador — ou fã — surge como peça central e operador da experiência da competição.

2   A audiência escolhe tela, ângulo, ritmo, contexto, comunidade, estatística e até a camada de informação que deseja consumir. O esporte, nessa nova configuração, deixa de ser apenas um evento e vira interface. E a mídia esportiva, cada vez menos um canal linear de distribuição, torna-se um sistema navegável de dados, vídeo, conversa e participação.

3   Esse movimento se sustenta em três eixos. O primeiro é o das interfaces de controle da experiência: multiview, segunda tela, streaming personalizado, streaming interativo e realidade aumentada. O segundo é o da arquitetura da jornada do fã, que passa a ocorrer em múltiplas plataformas, com conteúdo vertical, creators e comunidades, antes, durante e depois do apito final.

4   O terceiro é o da economia do fandom, em que o valor deixa de estar apenas no alcance bruto e passa a se estender à intensidade do vínculo, à recorrência da atenção e à disposição para agir — seja para comprar, comentar, compartilhar ou se identificar com uma marca.

5   A mudança fica evidente quando se olha para a atuação da Fifa na Copa do Mundo do Qatar de 2022. Durante o torneio, a entidade lançou o Fifa+, que virou o "companheiro digital" do evento, com clipes de melhores momentos poucos minutos após o apito final, estatísticas oficiais em tempo real e cobertura editorial direta dos estádios e das fan fests. A plataforma permitia personalização, com escolha de time preferido, notificações e replays em língua de sinais. O ponto mais relevante, no entanto, foi a Fifa+ Stadium Experience, uma experiência de segunda tela com realidade aumentada dentro do estádio. Pelo aplicativo, o torcedor podia apontar o celular para o gramado e visualizar, em tempo real, overlays com estatísticas dos jogadores, mapas de calor, velocidade, alinhamentos táticos, replays de múltiplos ângulos e decisões do VAR. O torcedor na arquibancada passou a acessar, ali mesmo, uma camada de leitura do jogo antes restrita à transmissão e aos analistas. Para quem estava em casa, um aplicativo de realidade aumentada transformava a sala de estar em um centro de dados 3D, onde o fã interagia com tabelas de estatísticas e informações ao redor do ambiente.

6   A Fifa forneceu ainda às emissoras parceiras serviços de multiângulo, estatísticas sincronizadas, clipes near-live e gráficos interativos para seus próprios aplicativos. O resultado é uma mudança que deixa de empurrar uma narrativa única para todos e passa a oferecer uma infraestrutura capaz de sustentar experiências sob demanda, imersivas e moduladas pelo próprio usuário. (...)

7   O esporte vende narrativa, identidade e pertencimento. E a indústria que entender isso definirá o próximo ciclo da economia esportiva. Para isso, será preciso medir intensidade emocional em vez de impressões brutas, desenhar interfaces em vez de grades lineares e tratar o torcedor como operador, e não apenas como espectador.

Extraído de: https://economia.uol.com.br/colunas/aline-sordili/2026/04/01/torcedor-vira-operador-de-midias-e-o-consumo-de-esportesmuda-para-sempre.htm 

Na frase "O esporte vende narrativa identidade e pertencimento", as palavras em negrito pertencem à classe dos:
Alternativas
Q4037727 Português

Torcedor vira operador de mídias, e o consumo de esportes muda para sempre

Aline SordiliColunista do UOL 01/04/2026 05h30


1  Durante décadas, a indústria esportiva funcionou em um modelo relativamente estável: a partida em campo, a transmissão empacotada para a TV e o público como audiência passiva. Mas esse arranjo deixou de ser suficiente. Nesta terceira e última coluna-reportagem sobre esportes, mídia e IA, o espectador — ou fã — surge como peça central e operador da experiência da competição.

2   A audiência escolhe tela, ângulo, ritmo, contexto, comunidade, estatística e até a camada de informação que deseja consumir. O esporte, nessa nova configuração, deixa de ser apenas um evento e vira interface. E a mídia esportiva, cada vez menos um canal linear de distribuição, torna-se um sistema navegável de dados, vídeo, conversa e participação.

3   Esse movimento se sustenta em três eixos. O primeiro é o das interfaces de controle da experiência: multiview, segunda tela, streaming personalizado, streaming interativo e realidade aumentada. O segundo é o da arquitetura da jornada do fã, que passa a ocorrer em múltiplas plataformas, com conteúdo vertical, creators e comunidades, antes, durante e depois do apito final.

4   O terceiro é o da economia do fandom, em que o valor deixa de estar apenas no alcance bruto e passa a se estender à intensidade do vínculo, à recorrência da atenção e à disposição para agir — seja para comprar, comentar, compartilhar ou se identificar com uma marca.

5   A mudança fica evidente quando se olha para a atuação da Fifa na Copa do Mundo do Qatar de 2022. Durante o torneio, a entidade lançou o Fifa+, que virou o "companheiro digital" do evento, com clipes de melhores momentos poucos minutos após o apito final, estatísticas oficiais em tempo real e cobertura editorial direta dos estádios e das fan fests. A plataforma permitia personalização, com escolha de time preferido, notificações e replays em língua de sinais. O ponto mais relevante, no entanto, foi a Fifa+ Stadium Experience, uma experiência de segunda tela com realidade aumentada dentro do estádio. Pelo aplicativo, o torcedor podia apontar o celular para o gramado e visualizar, em tempo real, overlays com estatísticas dos jogadores, mapas de calor, velocidade, alinhamentos táticos, replays de múltiplos ângulos e decisões do VAR. O torcedor na arquibancada passou a acessar, ali mesmo, uma camada de leitura do jogo antes restrita à transmissão e aos analistas. Para quem estava em casa, um aplicativo de realidade aumentada transformava a sala de estar em um centro de dados 3D, onde o fã interagia com tabelas de estatísticas e informações ao redor do ambiente.

6   A Fifa forneceu ainda às emissoras parceiras serviços de multiângulo, estatísticas sincronizadas, clipes near-live e gráficos interativos para seus próprios aplicativos. O resultado é uma mudança que deixa de empurrar uma narrativa única para todos e passa a oferecer uma infraestrutura capaz de sustentar experiências sob demanda, imersivas e moduladas pelo próprio usuário. (...)

7   O esporte vende narrativa, identidade e pertencimento. E a indústria que entender isso definirá o próximo ciclo da economia esportiva. Para isso, será preciso medir intensidade emocional em vez de impressões brutas, desenhar interfaces em vez de grades lineares e tratar o torcedor como operador, e não apenas como espectador.

Extraído de: https://economia.uol.com.br/colunas/aline-sordili/2026/04/01/torcedor-vira-operador-de-midias-e-o-consumo-de-esportesmuda-para-sempre.htm 

Passe a frase "A Fifa forneceu serviços de multiângulo" para a voz passiva: 
Alternativas
Q4037726 Português

Torcedor vira operador de mídias, e o consumo de esportes muda para sempre

Aline SordiliColunista do UOL 01/04/2026 05h30


1  Durante décadas, a indústria esportiva funcionou em um modelo relativamente estável: a partida em campo, a transmissão empacotada para a TV e o público como audiência passiva. Mas esse arranjo deixou de ser suficiente. Nesta terceira e última coluna-reportagem sobre esportes, mídia e IA, o espectador — ou fã — surge como peça central e operador da experiência da competição.

2   A audiência escolhe tela, ângulo, ritmo, contexto, comunidade, estatística e até a camada de informação que deseja consumir. O esporte, nessa nova configuração, deixa de ser apenas um evento e vira interface. E a mídia esportiva, cada vez menos um canal linear de distribuição, torna-se um sistema navegável de dados, vídeo, conversa e participação.

3   Esse movimento se sustenta em três eixos. O primeiro é o das interfaces de controle da experiência: multiview, segunda tela, streaming personalizado, streaming interativo e realidade aumentada. O segundo é o da arquitetura da jornada do fã, que passa a ocorrer em múltiplas plataformas, com conteúdo vertical, creators e comunidades, antes, durante e depois do apito final.

4   O terceiro é o da economia do fandom, em que o valor deixa de estar apenas no alcance bruto e passa a se estender à intensidade do vínculo, à recorrência da atenção e à disposição para agir — seja para comprar, comentar, compartilhar ou se identificar com uma marca.

5   A mudança fica evidente quando se olha para a atuação da Fifa na Copa do Mundo do Qatar de 2022. Durante o torneio, a entidade lançou o Fifa+, que virou o "companheiro digital" do evento, com clipes de melhores momentos poucos minutos após o apito final, estatísticas oficiais em tempo real e cobertura editorial direta dos estádios e das fan fests. A plataforma permitia personalização, com escolha de time preferido, notificações e replays em língua de sinais. O ponto mais relevante, no entanto, foi a Fifa+ Stadium Experience, uma experiência de segunda tela com realidade aumentada dentro do estádio. Pelo aplicativo, o torcedor podia apontar o celular para o gramado e visualizar, em tempo real, overlays com estatísticas dos jogadores, mapas de calor, velocidade, alinhamentos táticos, replays de múltiplos ângulos e decisões do VAR. O torcedor na arquibancada passou a acessar, ali mesmo, uma camada de leitura do jogo antes restrita à transmissão e aos analistas. Para quem estava em casa, um aplicativo de realidade aumentada transformava a sala de estar em um centro de dados 3D, onde o fã interagia com tabelas de estatísticas e informações ao redor do ambiente.

6   A Fifa forneceu ainda às emissoras parceiras serviços de multiângulo, estatísticas sincronizadas, clipes near-live e gráficos interativos para seus próprios aplicativos. O resultado é uma mudança que deixa de empurrar uma narrativa única para todos e passa a oferecer uma infraestrutura capaz de sustentar experiências sob demanda, imersivas e moduladas pelo próprio usuário. (...)

7   O esporte vende narrativa, identidade e pertencimento. E a indústria que entender isso definirá o próximo ciclo da economia esportiva. Para isso, será preciso medir intensidade emocional em vez de impressões brutas, desenhar interfaces em vez de grades lineares e tratar o torcedor como operador, e não apenas como espectador.

Extraído de: https://economia.uol.com.br/colunas/aline-sordili/2026/04/01/torcedor-vira-operador-de-midias-e-o-consumo-de-esportesmuda-para-sempre.htm 

No trecho "...restrita à transmissão e aos analistas", o uso do acento indicativo de crase ocorre porque: 
Alternativas
Q4037725 Português

Torcedor vira operador de mídias, e o consumo de esportes muda para sempre

Aline SordiliColunista do UOL 01/04/2026 05h30


1  Durante décadas, a indústria esportiva funcionou em um modelo relativamente estável: a partida em campo, a transmissão empacotada para a TV e o público como audiência passiva. Mas esse arranjo deixou de ser suficiente. Nesta terceira e última coluna-reportagem sobre esportes, mídia e IA, o espectador — ou fã — surge como peça central e operador da experiência da competição.

2   A audiência escolhe tela, ângulo, ritmo, contexto, comunidade, estatística e até a camada de informação que deseja consumir. O esporte, nessa nova configuração, deixa de ser apenas um evento e vira interface. E a mídia esportiva, cada vez menos um canal linear de distribuição, torna-se um sistema navegável de dados, vídeo, conversa e participação.

3   Esse movimento se sustenta em três eixos. O primeiro é o das interfaces de controle da experiência: multiview, segunda tela, streaming personalizado, streaming interativo e realidade aumentada. O segundo é o da arquitetura da jornada do fã, que passa a ocorrer em múltiplas plataformas, com conteúdo vertical, creators e comunidades, antes, durante e depois do apito final.

4   O terceiro é o da economia do fandom, em que o valor deixa de estar apenas no alcance bruto e passa a se estender à intensidade do vínculo, à recorrência da atenção e à disposição para agir — seja para comprar, comentar, compartilhar ou se identificar com uma marca.

5   A mudança fica evidente quando se olha para a atuação da Fifa na Copa do Mundo do Qatar de 2022. Durante o torneio, a entidade lançou o Fifa+, que virou o "companheiro digital" do evento, com clipes de melhores momentos poucos minutos após o apito final, estatísticas oficiais em tempo real e cobertura editorial direta dos estádios e das fan fests. A plataforma permitia personalização, com escolha de time preferido, notificações e replays em língua de sinais. O ponto mais relevante, no entanto, foi a Fifa+ Stadium Experience, uma experiência de segunda tela com realidade aumentada dentro do estádio. Pelo aplicativo, o torcedor podia apontar o celular para o gramado e visualizar, em tempo real, overlays com estatísticas dos jogadores, mapas de calor, velocidade, alinhamentos táticos, replays de múltiplos ângulos e decisões do VAR. O torcedor na arquibancada passou a acessar, ali mesmo, uma camada de leitura do jogo antes restrita à transmissão e aos analistas. Para quem estava em casa, um aplicativo de realidade aumentada transformava a sala de estar em um centro de dados 3D, onde o fã interagia com tabelas de estatísticas e informações ao redor do ambiente.

6   A Fifa forneceu ainda às emissoras parceiras serviços de multiângulo, estatísticas sincronizadas, clipes near-live e gráficos interativos para seus próprios aplicativos. O resultado é uma mudança que deixa de empurrar uma narrativa única para todos e passa a oferecer uma infraestrutura capaz de sustentar experiências sob demanda, imersivas e moduladas pelo próprio usuário. (...)

7   O esporte vende narrativa, identidade e pertencimento. E a indústria que entender isso definirá o próximo ciclo da economia esportiva. Para isso, será preciso medir intensidade emocional em vez de impressões brutas, desenhar interfaces em vez de grades lineares e tratar o torcedor como operador, e não apenas como espectador.

Extraído de: https://economia.uol.com.br/colunas/aline-sordili/2026/04/01/torcedor-vira-operador-de-midias-e-o-consumo-de-esportesmuda-para-sempre.htm 

No trecho "em um modelo relativamente estável", o antônimo da palavra em destaque é:
Alternativas
Respostas
81: B
82: A
83: B
84: C
85: E
86: D
87: B
88: C
89: B
90: E
91: A
92: B
93: C
94: E
95: B
96: B
97: C
98: A
99: A
100: C