Questões de Concurso
Comentadas para médico gastroenterologista
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(__)Giardíase é caracterizada por acometimento preferencial do cólon e a biópsia colônica é diagnóstico de escolha quando o parasita não é isolado em fezes.
(__)Strongyloides stercoralis tem a capacidade de realizar auto-infecção interna, o que explica casos de hiperinfeção tardia décadas após exposição, especialmente sob imunossupressão com corticoide.
(__)Entamoeba histolytica, quando invade mucosa colônica, raramente causa abscesso hepático, sendo essa complicação considerada excepcional.
(__)Enterobius vermicularis pode estar associado a prurido anal noturno, e o diagnóstico clássico é por teste da fita gomada (Graham stamp test) em região perianal.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
I.Endoscopia digestiva alta (EDA) é indicada em pacientes com sinais de alarme (ex.: disfagia, perda ponderal, sangramento) ou para investigação de complicações (esofagite erosiva, estenose péptica, esôfago de Barrett), mas não é necessária de rotina em pacientes com sintomas típicos e resposta clínica a inibidor da bomba de prótons (IBP).
II.A monitorização ambulatorial do refluxo (pH-metria / impedanciopH) - preferencialmente off inibidor de ácido quando for necessário documentar exposição ácida patológica - é o teste objetivo de referência quando há dúvida diagnóstica ou antes de cirurgia/endoscopia antirrefluxo.
III.Em pacientes com resposta incompleta ao IBP em dose única, primeiro deve-se otimizar adesão e timing da medicação; as opções subsequentes incluem escalonar para IBP bid, investigar causas alternativas (hipersensibilidade visceral, refluxo não-ácido, motilidade), e considerar cirurgia (fundoplicatura) ou terapias endoscópicas após documentação objetiva de refluxo patológico e seleção adequada do paciente.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
(__)Na HDA por varizes esofágicas, o terlipressina ou octreotídeo devem ser iniciados somente após o achado endoscópico de varizes sangrantes, para evitar vasoconstrição desnecessária.
(__)Inibidor de bomba de próton (IBP) em BOLUS isolado (sem infusão) pré-endoscopia mostrou superioridade a IBP em infusão contínua para diminuir ressangramento precoce em úlcera não-varicosa.
(__)Antibiótico profilático em HDA varicosa está indicado apenas quando há febre ou sinais clínicos de infecção ativa.
(__)O escore de Glasgow-Blatchford (GBS) é utilizado na admissão para predizer necessidade de intervenção; valores 0−1 podem identificar pacientes seguros para alta e investigação ambulatorial.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
No âmbito dos Consórcios Públicos, especialmente na área da saúde, a Lei nº 11.107/2005 prevê instrumentos específicos para garantir o funcionamento e a sustentabilidade financeira das ações consorciadas. Entre esses instrumentos, destaca-se o Contrato de Rateio.
Assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE a finalidade do Contrato de Rateio no consorcio publico:
Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.
No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).
Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.
Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.
O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.
Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.
Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.
"Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.
No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele.
Fonte: Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo.
Leia o período a seguir:
“O vírus se espalha com rapidez, mas muitos casos ainda não foram identificados, porque os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças. ”
Com base nas relações de coordenação e subordinação presentes no período, assinale a alternativa correta:
Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.
No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).
Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.
Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.
O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.
Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.
Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.
"Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.
No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele.
Fonte: Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo.
Leia o fragmento adaptado:
“O vírus Oropouche tem provocado surtos em diferentes estados. Ele se espalha com rapidez, principalmente em áreas de grande circulação. Isso preocupa especialistas, que alertam: se medidas não forem adotadas, novos casos podem surgir.”
Com base nos mecanismos de coesão presentes no fragmento, assinale a alternativa correta: