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Q3413202 Terapia Ocupacional
O uso do exercício terapêutico é essencial para a prática terapêutica ocupacional em diversas áreas de atuação, especialmente na área de Reabilitação Física. Há diversos tipos de programas de exercícios e protocolos a serem seguidos para atender às necessidades de cada paciente.

Considerando às precauções necessárias que o terapeuta ocupacional precisa tomar ao escolher um programa de exercício aos seus pacientes, assinale a alternativa correta quanto à associação adequada entre o tipo de programa de exercício e o tipo de precaução a ser tomada em cada um dos programas.


I − Exercício passivo.

 II − Exercício ativo-assistido isotônico.

 III − Exercício ativo isotônico.

 IV − Exercício isométrico sem resistência.


1 − Quando a área a ser movimentada apresenta tônus muscular fraco, o terapeuta ocupacional precisa garantir que o tipo de exercício seja feito num plano que elimine a gravidade.


2 − O terapeuta ocupacional precisa tomar cuidado ao aplicar este tipo de exercício para articulações que permaneceram imobilizadas por considerável período de tempo (por exemplo, algumas semanas).


3 − Não há precauções a serem tomadas neste tipo de exercício.


4 − O terapeuta ocupacional precisa tomar cuidado ao aplicar este tipo de exercício para pacientes hipertensos e cardíaco

Alternativas
Q3413201 Terapia Ocupacional
O uso do exercício terapêutico é essencial para a prática terapêutica ocupacional em diversas áreas de atuação, especialmente na área de Reabilitação Física. Há diversos tipos de programas de exercícios e protocolos a serem seguidos para atender às necessidades de cada paciente.

Sobre o tipo de resistência aplicável a cada programa de exercício, assinale a alternativa que apresenta à associação correta.


I − Exercício passivo.


II − Exercício resistido isotônico.


III − Exercício resistido isométrico.


IV − Exercício isocinético.


1 − A resistência aplicada ao exercício é controlada por um equipamento e varia na mesma proporção da mudança que ocorre no comprimento do músculo durante a amplitude de movimento.


2 − A resistência aplicada ao exercício pode ser uma superfície imóvel (por exemplo, empurrar uma parede com a palma da mão).


3 − A resistência aplicada ao exercício é obtida através de bandagem elástica.


4 − Não há resistência aplicada ao exercício. 

Alternativas
Q3413197 Legislação dos Municípios do Estado do Pará
Sobre a "Carreira" prevista na Lei Municipal n. 003, de 04 de fevereiro de 1999, apenas não se pode afirmar: 
Alternativas
Q3413185 Português

"É uma espécie de caldeirão efervescente onde se misturam hormônios, sonhos, e aquela sensação inebriante de que tudo é possível - e ao mesmo tempo, absolutamente terrível".



Laira Vieira (Revista Isto É. 05/04/2024)

De "tudo é possível" é incorreto afirmar que:
Alternativas
Q3413183 Português

"É uma espécie de caldeirão efervescente onde se misturam hormônios, sonhos, e aquela sensação inebriante de que tudo é possível - e ao mesmo tempo, absolutamente terrível".



Laira Vieira (Revista Isto É. 05/04/2024)

 A expressão "de que tudo é possível" tem função sintática de:
Alternativas
Q3413179 Português

Momentos fora de série


Há algo inegavelmente mágico em mergulhar nas profundezas do universo da adolescência. É uma espécie de caldeirão efervescente onde se misturam hormônios, sonhos, e aquela sensação inebriante de que tudo é possível — e ao mesmo tempo, absolutamente terrível. E é nesse turbilhão de emoções que a diretora Olivia Wilde (Não se Preocupe, Querida; Wake Up) decide nos lançar em seu filme Fora de Série (2019) - disponível no Prime. Uma obra que não é apenas comédia, mas sim um espelho perspicaz da juventude contemporânea. 


A trama nos guia através da vida de duas melhores amigas, Molly (Beanie Feldstein) e Amy (Kaitlyn Dever), que estão prestes a se formar no Ensino Médio - e determinadas a provar que não são apenas nerds - e, então, decidem extravasar em uma noite de festa antes da formatura. Elas subitamente se dão conta de que passaram os últimos anos tão focadas nos estudos, que perderam todas as experiências típicas da adolescência, e assim, embarcam numa jornada hilariante e tocante, repleta de reviravoltas e autoconhecimento.


Olivia Wilde captura com maestria a essência da juventude, com todas as suas contradições e complexidades, sem jamais perder de vista o humor e as emoções que tornam essa fase da vida tão única e inesquecível. Os típicos estereótipos desse gênero de filme são questionados e quebrados — uma refrescante surpresa.


Os ritos de passagem do amadurecimento são explorados sem subestimar a inteligência do público nem cair nos clichês habituais. Sexo e drogas estão presentes, mas não de forma glamorizada; ao contrário, são tratados com naturalidade, e é essa abordagem autêntica e despretensiosa que torna a obra cativante. Os adultos também têm o seu espaço na película, mas não como meros antagonistas unidimensionais - eles são retratados de maneira realista, com todas as suas falhas e inseguranças, mas também com amor e compreensão. É um lembrete para os adolescentes que criticam os mais velhos, como se não fossem envelhecer também. Todos nós enfrentamos desafios similares nessa fase da vida.


Cada personagem é como um fragmento de uma memória, uma lembrança dos momentos "que contando ninguém acredita" pelos quais todos já passamos ao deixar os livros de lado e sair para nos divertir. E se você não se identificar com pelo menos um desses personagens, então talvez não tenha realmente aproveitado sua adolescência.


O longa-metragem nos convida a relembrar nossos próprios dias de escola, repletos de sonhos e desafios e - é claro - muita diversão. Então, se você está pronto para uma dose de nostalgia e diversão sagaz, não deixe de assistir Fora de Série. E, lembre-se, que nunca é tarde para vivenciarmos momentos fora de série.



Laira Vieira (Revista Isto É. 05/04/2024)

Assinale a alternativa que contém monossílabo acentuado não pela regra geral. 
Alternativas
Q3413177 Português

Momentos fora de série


Há algo inegavelmente mágico em mergulhar nas profundezas do universo da adolescência. É uma espécie de caldeirão efervescente onde se misturam hormônios, sonhos, e aquela sensação inebriante de que tudo é possível — e ao mesmo tempo, absolutamente terrível. E é nesse turbilhão de emoções que a diretora Olivia Wilde (Não se Preocupe, Querida; Wake Up) decide nos lançar em seu filme Fora de Série (2019) - disponível no Prime. Uma obra que não é apenas comédia, mas sim um espelho perspicaz da juventude contemporânea. 


A trama nos guia através da vida de duas melhores amigas, Molly (Beanie Feldstein) e Amy (Kaitlyn Dever), que estão prestes a se formar no Ensino Médio - e determinadas a provar que não são apenas nerds - e, então, decidem extravasar em uma noite de festa antes da formatura. Elas subitamente se dão conta de que passaram os últimos anos tão focadas nos estudos, que perderam todas as experiências típicas da adolescência, e assim, embarcam numa jornada hilariante e tocante, repleta de reviravoltas e autoconhecimento.


Olivia Wilde captura com maestria a essência da juventude, com todas as suas contradições e complexidades, sem jamais perder de vista o humor e as emoções que tornam essa fase da vida tão única e inesquecível. Os típicos estereótipos desse gênero de filme são questionados e quebrados — uma refrescante surpresa.


Os ritos de passagem do amadurecimento são explorados sem subestimar a inteligência do público nem cair nos clichês habituais. Sexo e drogas estão presentes, mas não de forma glamorizada; ao contrário, são tratados com naturalidade, e é essa abordagem autêntica e despretensiosa que torna a obra cativante. Os adultos também têm o seu espaço na película, mas não como meros antagonistas unidimensionais - eles são retratados de maneira realista, com todas as suas falhas e inseguranças, mas também com amor e compreensão. É um lembrete para os adolescentes que criticam os mais velhos, como se não fossem envelhecer também. Todos nós enfrentamos desafios similares nessa fase da vida.


Cada personagem é como um fragmento de uma memória, uma lembrança dos momentos "que contando ninguém acredita" pelos quais todos já passamos ao deixar os livros de lado e sair para nos divertir. E se você não se identificar com pelo menos um desses personagens, então talvez não tenha realmente aproveitado sua adolescência.


O longa-metragem nos convida a relembrar nossos próprios dias de escola, repletos de sonhos e desafios e - é claro - muita diversão. Então, se você está pronto para uma dose de nostalgia e diversão sagaz, não deixe de assistir Fora de Série. E, lembre-se, que nunca é tarde para vivenciarmos momentos fora de série.



Laira Vieira (Revista Isto É. 05/04/2024)

O adjetivo que condensaria o título do texto é: 
Alternativas
Q3413176 Português

Momentos fora de série


Há algo inegavelmente mágico em mergulhar nas profundezas do universo da adolescência. É uma espécie de caldeirão efervescente onde se misturam hormônios, sonhos, e aquela sensação inebriante de que tudo é possível — e ao mesmo tempo, absolutamente terrível. E é nesse turbilhão de emoções que a diretora Olivia Wilde (Não se Preocupe, Querida; Wake Up) decide nos lançar em seu filme Fora de Série (2019) - disponível no Prime. Uma obra que não é apenas comédia, mas sim um espelho perspicaz da juventude contemporânea. 


A trama nos guia através da vida de duas melhores amigas, Molly (Beanie Feldstein) e Amy (Kaitlyn Dever), que estão prestes a se formar no Ensino Médio - e determinadas a provar que não são apenas nerds - e, então, decidem extravasar em uma noite de festa antes da formatura. Elas subitamente se dão conta de que passaram os últimos anos tão focadas nos estudos, que perderam todas as experiências típicas da adolescência, e assim, embarcam numa jornada hilariante e tocante, repleta de reviravoltas e autoconhecimento.


Olivia Wilde captura com maestria a essência da juventude, com todas as suas contradições e complexidades, sem jamais perder de vista o humor e as emoções que tornam essa fase da vida tão única e inesquecível. Os típicos estereótipos desse gênero de filme são questionados e quebrados — uma refrescante surpresa.


Os ritos de passagem do amadurecimento são explorados sem subestimar a inteligência do público nem cair nos clichês habituais. Sexo e drogas estão presentes, mas não de forma glamorizada; ao contrário, são tratados com naturalidade, e é essa abordagem autêntica e despretensiosa que torna a obra cativante. Os adultos também têm o seu espaço na película, mas não como meros antagonistas unidimensionais - eles são retratados de maneira realista, com todas as suas falhas e inseguranças, mas também com amor e compreensão. É um lembrete para os adolescentes que criticam os mais velhos, como se não fossem envelhecer também. Todos nós enfrentamos desafios similares nessa fase da vida.


Cada personagem é como um fragmento de uma memória, uma lembrança dos momentos "que contando ninguém acredita" pelos quais todos já passamos ao deixar os livros de lado e sair para nos divertir. E se você não se identificar com pelo menos um desses personagens, então talvez não tenha realmente aproveitado sua adolescência.


O longa-metragem nos convida a relembrar nossos próprios dias de escola, repletos de sonhos e desafios e - é claro - muita diversão. Então, se você está pronto para uma dose de nostalgia e diversão sagaz, não deixe de assistir Fora de Série. E, lembre-se, que nunca é tarde para vivenciarmos momentos fora de série.



Laira Vieira (Revista Isto É. 05/04/2024)

Assinale a alternativa em que ocorre catacrese: metáfora que pelo uso constante perdeu valor estilístico.
Alternativas
Q3413171 Português

Momentos fora de série


Há algo inegavelmente mágico em mergulhar nas profundezas do universo da adolescência. É uma espécie de caldeirão efervescente onde se misturam hormônios, sonhos, e aquela sensação inebriante de que tudo é possível — e ao mesmo tempo, absolutamente terrível. E é nesse turbilhão de emoções que a diretora Olivia Wilde (Não se Preocupe, Querida; Wake Up) decide nos lançar em seu filme Fora de Série (2019) - disponível no Prime. Uma obra que não é apenas comédia, mas sim um espelho perspicaz da juventude contemporânea. 


A trama nos guia através da vida de duas melhores amigas, Molly (Beanie Feldstein) e Amy (Kaitlyn Dever), que estão prestes a se formar no Ensino Médio - e determinadas a provar que não são apenas nerds - e, então, decidem extravasar em uma noite de festa antes da formatura. Elas subitamente se dão conta de que passaram os últimos anos tão focadas nos estudos, que perderam todas as experiências típicas da adolescência, e assim, embarcam numa jornada hilariante e tocante, repleta de reviravoltas e autoconhecimento.


Olivia Wilde captura com maestria a essência da juventude, com todas as suas contradições e complexidades, sem jamais perder de vista o humor e as emoções que tornam essa fase da vida tão única e inesquecível. Os típicos estereótipos desse gênero de filme são questionados e quebrados — uma refrescante surpresa.


Os ritos de passagem do amadurecimento são explorados sem subestimar a inteligência do público nem cair nos clichês habituais. Sexo e drogas estão presentes, mas não de forma glamorizada; ao contrário, são tratados com naturalidade, e é essa abordagem autêntica e despretensiosa que torna a obra cativante. Os adultos também têm o seu espaço na película, mas não como meros antagonistas unidimensionais - eles são retratados de maneira realista, com todas as suas falhas e inseguranças, mas também com amor e compreensão. É um lembrete para os adolescentes que criticam os mais velhos, como se não fossem envelhecer também. Todos nós enfrentamos desafios similares nessa fase da vida.


Cada personagem é como um fragmento de uma memória, uma lembrança dos momentos "que contando ninguém acredita" pelos quais todos já passamos ao deixar os livros de lado e sair para nos divertir. E se você não se identificar com pelo menos um desses personagens, então talvez não tenha realmente aproveitado sua adolescência.


O longa-metragem nos convida a relembrar nossos próprios dias de escola, repletos de sonhos e desafios e - é claro - muita diversão. Então, se você está pronto para uma dose de nostalgia e diversão sagaz, não deixe de assistir Fora de Série. E, lembre-se, que nunca é tarde para vivenciarmos momentos fora de série.



Laira Vieira (Revista Isto É. 05/04/2024)

O texto enquadra-se na classificação de:
Alternativas
Q3412874 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão.


Durante dez anos, Jacinta ouvira críticas à sua omelete. Quando Luiz Augusto anunciara que encontrara uma mulher que fazia omeletes perfeitas — melhores, inclusive, que as do Caio Ribeiro — e que iria morar com ela, acrescentou: — Você não pode dizer que não lhe dei todas as chances, Cintinha.

Os verbos “ouvira”, “anunciara” e “encontrara”, que ocorrem no excerto apresentado, estão conjugados no tempo: 
Alternativas
Q3412873 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão.


Durante dez anos, Jacinta ouvira críticas à sua omelete. Quando Luiz Augusto anunciara que encontrara uma mulher que fazia omeletes perfeitas — melhores, inclusive, que as do Caio Ribeiro — e que iria morar com ela, acrescentou: — Você não pode dizer que não lhe dei todas as chances, Cintinha.

Dentre todas as palavras que ocorrem no excerto apresentado, pertencem à classe gramatical das preposições: 
Alternativas
Q3412872 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão.


Durante dez anos, Jacinta ouvira críticas à sua omelete. Quando Luiz Augusto anunciara que encontrara uma mulher que fazia omeletes perfeitas — melhores, inclusive, que as do Caio Ribeiro — e que iria morar com ela, acrescentou: — Você não pode dizer que não lhe dei todas as chances, Cintinha.

No contexto apresentado, em relação à classe gramatical, os vocábulos “que” em destaque atuam, respectivamente, como: 
Alternativas
Q3412870 Português

Leia o texto para responder à questão.


Omelete 


Pior foi Jacinta, que perdeu o marido para uma omelete. Quando alguém — desinformado ou desalmado — perguntava perto da Jacinta se “omelete” era masculino ou feminino, ela respondia “feminino, feminino”. Depois suspirava e dizia: “Eu è que sei”. As amigas tentaram convencer Jacinta de que o Luiz Augusto não merecia um suspiro. O que se poderia dizer de um homem que tinha abandonado a mulher de dez anos de casamento, para não falar em cotas num condomínio horizontal da zona Sul, por uma omelete bemfeita? Mas Jacinta não se conformava. Foi procurar um curso de culinária. Pediu aulas particulares e específicas. Queria aprender a fazer omelete. A professora começou com um histórico da omelete e sua força metafórica. Uma omelete justificava a violência feita aos ovos. Uma omelete... Mas Jacinta não queria saber da história da omelete. Queria aprender a fazer.


 — Bem — disse a professora —, a omelete perfeita...


— Eu sei, eu sei — interrompeu Jacinta.


Sabia como era a omelete perfeita. Durante todos os seus anos de casada tinha ouvido a descrição da omelete perfeita. Luiz Augusto não se cansava de repetir que a omelete perfeita devia ser tostada por fora e úmida por dentro. Que seu interior devia se desmanchar, e espalhar-se pelo prato como baba. “Baveuse, entende? Baveuse.” Durante dez anos, Jacinta ouvira críticas à sua omelete. Quando Luiz Augusto anunciara que encontrara uma mulher que fazia omeletes perfeitas — melhores, inclusive, que as do Caio Ribeiro — e que iria morar com ela, acrescentou: — Você não pode dizer que não lhe dei todas as chances, Cintinha. 


Jacinta sabia a teoria da omelete perfeita. Queria a prática. Precisava aprender. O curso intensivo durou duas semanas. No fim do curso, a professora recomendou que Jacinta comprasse uma frigideira especial, de ferro, para garantir a omelete perfeita. Não havia como errar. Jacinta telefonou para a casa de Beatriz e pediu para falar com Luiz Augusto.


— Precisamos conversar.


— Está bem.


— Aqui.


— Certo.


— Outra coisa.


— O quê?


— Não coma nada antes.


Quando Luiz Augusto chegou, Jacinta não disse uma palavra. Apontou para a mesa, onde estava posto um lugar. Luiz Augusto sentou-se. Jacinta desapareceu na cozinha. Reapareceu quinze minutos depois com uma omelete dentro de uma frigideira nova. Serviu a omelete e ficou esperando, de pé, enquanto Luiz Augusto dava a primeira garfada. Luiz Augusto disse: — Você chama isto de baveuse?


— Não — disse Jacinta —, eu chamo isto de baveuse.


E acertou com a frigideira a cabeça de Luiz Augusto, que caiu morto com a cara na omelete.





VERISSIMO, L. F. (Adaptado). Verissimo antolÛgico — meio sÈculo de crÙnicas, ou coisa parecida. S„o Paulo: Objetiva, 2020

Das associações sobre as personagens propostas nas alternativas a seguir, aquela que pode ser depreendida corretamente do texto é:
Alternativas
Q3412868 Português

Leia o texto para responder à questão.


Omelete 


Pior foi Jacinta, que perdeu o marido para uma omelete. Quando alguém — desinformado ou desalmado — perguntava perto da Jacinta se “omelete” era masculino ou feminino, ela respondia “feminino, feminino”. Depois suspirava e dizia: “Eu è que sei”. As amigas tentaram convencer Jacinta de que o Luiz Augusto não merecia um suspiro. O que se poderia dizer de um homem que tinha abandonado a mulher de dez anos de casamento, para não falar em cotas num condomínio horizontal da zona Sul, por uma omelete bemfeita? Mas Jacinta não se conformava. Foi procurar um curso de culinária. Pediu aulas particulares e específicas. Queria aprender a fazer omelete. A professora começou com um histórico da omelete e sua força metafórica. Uma omelete justificava a violência feita aos ovos. Uma omelete... Mas Jacinta não queria saber da história da omelete. Queria aprender a fazer.


 — Bem — disse a professora —, a omelete perfeita...


— Eu sei, eu sei — interrompeu Jacinta.


Sabia como era a omelete perfeita. Durante todos os seus anos de casada tinha ouvido a descrição da omelete perfeita. Luiz Augusto não se cansava de repetir que a omelete perfeita devia ser tostada por fora e úmida por dentro. Que seu interior devia se desmanchar, e espalhar-se pelo prato como baba. “Baveuse, entende? Baveuse.” Durante dez anos, Jacinta ouvira críticas à sua omelete. Quando Luiz Augusto anunciara que encontrara uma mulher que fazia omeletes perfeitas — melhores, inclusive, que as do Caio Ribeiro — e que iria morar com ela, acrescentou: — Você não pode dizer que não lhe dei todas as chances, Cintinha. 


Jacinta sabia a teoria da omelete perfeita. Queria a prática. Precisava aprender. O curso intensivo durou duas semanas. No fim do curso, a professora recomendou que Jacinta comprasse uma frigideira especial, de ferro, para garantir a omelete perfeita. Não havia como errar. Jacinta telefonou para a casa de Beatriz e pediu para falar com Luiz Augusto.


— Precisamos conversar.


— Está bem.


— Aqui.


— Certo.


— Outra coisa.


— O quê?


— Não coma nada antes.


Quando Luiz Augusto chegou, Jacinta não disse uma palavra. Apontou para a mesa, onde estava posto um lugar. Luiz Augusto sentou-se. Jacinta desapareceu na cozinha. Reapareceu quinze minutos depois com uma omelete dentro de uma frigideira nova. Serviu a omelete e ficou esperando, de pé, enquanto Luiz Augusto dava a primeira garfada. Luiz Augusto disse: — Você chama isto de baveuse?


— Não — disse Jacinta —, eu chamo isto de baveuse.


E acertou com a frigideira a cabeça de Luiz Augusto, que caiu morto com a cara na omelete.





VERISSIMO, L. F. (Adaptado). Verissimo antolÛgico — meio sÈculo de crÙnicas, ou coisa parecida. S„o Paulo: Objetiva, 2020

De acordo com o texto, conclui-se que:
Alternativas
Q3411428 Terapia Ocupacional
A Paralisia Cerebral Infantil (PC) constitui uma das condições neurológicas mais prevalentes e desafiadoras que afetam a infância. Esta condição, muitas vezes associada a complicações obstétricas, eventos perinatais adversos, impõe uma carga significativa sobre crianças e suas famílias, exigindo uma abordagem multifacetada para seu tratamento. Desafios identificados nas terapias convencionais destacam a necessidade de uma abordagem mais personalizada, adaptando estratégias terapêuticas para atender às necessidades específicas de cada criança. O acompanhamento de terapia ocupacional desempenha um papel fundamental no desenvolvimento destas crianças, sendo que algumas estratégias adaptativas e personalizadas, como a implementação e uso das tecnologias assistivas são uma área de destaque para atender às complexas demandas da PC. Analise as afirmativas a seguir sobre a Tecnologia Assistiva (TA):

I. Proporcionam melhoria da independência funcional, inclusão social e qualidade de vida.

II. Oferecem novas oportunidades para superar barreiras físicas e melhorar a qualidade de vida, promovendo a participação ativa em atividades cotidianas.

III. Tem como propósito único e primordial a ampliação da comunicação, a mobilidade e o controle de ambiente.

IV. Pode ser entendida como um auxílio para promover a capacidade funcional, possibilitando a realização de uma função pretendida; no entanto, inviabilizada por uma deficiência ou mesmo pelo envelhecimento.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3411427 Terapia Ocupacional
A Portaria SAS/MS n.º 661, de 2 de dezembro de 2010, reconhece o direito de terapeutas ocupacionais prescreverem Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção (OPMAL). A cadeira de rodas faz parte do arsenal de recursos da tecnologia assistiva e, sendo um equipamento que auxilia a locomoção das pessoas com mobilidade reduzida, pode ser utilizada por pessoas que apresentam impossibilidade, temporária ou definitiva, de se deslocar, utilizando os membros inferiores e permitindo, assim, sua mobilidade durante a realização das atividades. Relacione os tipos de cadeira de rodas a seguir às suas respectivas indicações: 

1. Cadeira de rodas motorizada. 2. Cadeira de rodas com tilt ou recline. 3. Cadeira de rodas com adaptações personalizadas. 
( ) Indicada para usuários que apresentam deformidades estruturadas e que não auferem conforto, estabilidade postural e função com modelos fabricados em larga escala.
( ) Indicada para usuários com maior comprometimento motor, como instabilidade de controle cervical, e em associação com outros fatores clínicos funcionais.
( ) Indicada para usuários com nível de compreensão e coordenação motora compatível para seu acionamento com segurança por meio de botões ou joystick.

Assinale a opção que apresenta a relação CORRETA, segundo a ordem de cima para baixo: 
Alternativas
Q3411426 Terapia Ocupacional

Assinale a opção que indica o instrumento utilizado na prática clínica terapêutica ocupacional, especificamente para avaliar a capacidade funcional do indivíduo, nas seis funções básicas de vida diária, que são elas: banho, vestir-se, usar o banheiro, transferência, continência e alimentação e classifica o indivíduo como independente, dependente parcial ou total para realizar essas atividades e auxilia na construção de ações para melhorar sua qualidade de vida.  

Alternativas
Q3411425 Terapia Ocupacional
No Brasil, a promulgação da Lei 10.2016, em 06 de abril de 2001, permitiu a regularização de mudanças e a adesão de estratégias que possibilitaram o desenvolvimento de serviços de base territorial, o processo de desinstitucionalização, assim como a implantação da Rede de Atenção Psicossocial, em 2008. Julgue as afirmativas abaixo em V (verdadeiro) ou F (falso) em relação aos serviços e tecnologias que estão sendo oferecidos no cuidado da pessoa com transtorno mental ou sofrimento psíquico:

( ) Operacionalização da assistência em saúde mental no território, visando à reinserção social e preservando o respeito às singularidades dos usuários, compreendendo os aspectos biopsicossociais, culturais e espirituais, contempla-se o efetivo exercício da lógica do cuidado psicossocial no mundo.

( ) A Reforma Psiquiátrica Brasileira oferta diversas tecnologias de cuidado para que seja possível promover a integração da pessoa enquanto ser social, protagonista de sua história, da incorporação da família, comunidade e equipe multi/interdisciplinar como sistema de apoio dentro das intervenções que proporcionem a integralidade.

( ) Utilização de tecnologias em saúde mental tem consonância com a perspectiva emancipatória da reforma psiquiátrica. Essas tecnologias são classificadas em leves, leveduras e duras.

( ) As tecnologias leves envolvem as relações interpessoais, construção de vínculos, autonomização e acolhimento. As leveduras são compostas por equipamentos, normas e estruturas organizacionais. As duras são baseadas em conhecimentos estruturados, como clínica médica, epidemiologia e clínica psicanalítica.

( ) O acolhimento é a principal tecnologia de cuidado à Saúde Mental. A utilização dessa tecnologia possibilita a construção de um cuidado longitudinal, multidimensional, considerando a subjetividade do sujeito, promovendo uma relação terapêutica baseada na confiança, diálogo e parceria, fortalecendo a participação ativado sujeito no processo de saúde.


A seguir, marque a alternativa que corresponde à sequência CORRETA, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3411424 Saúde Pública
O Sistema Único de Saúde (SUS) é composto pelo Ministério da Saúde, Estados e Municípios, conforme determina a Constituição Federal. De acordo com a estruturação desse sistema, correlacione as colunas de acordo com a corresponsabilidade de cada setor: 

1. Ministério da Saúde 2. Secretaria Estadual de Saúde 3. Secretaria Municipal de Saúde 
( ) Gestor, formula, normatiza, fiscaliza, monitora e avalia políticas e ações, em articulação com o Conselho Nacional de Saúde. Atua no âmbito da Comissão Intergestores Tripartite para pactuar o Plano Nacional de Saúde. Integram sua estrutura: Fiocruz, Funasa, Anvisa, ANS, Hemobrás, Inca, Into e oito hospitais federais.

( ) Planeja, organiza, controla, avalia e executa as ações e serviços de saúde em articulação com o conselho municipal e a esfera estadual para aprovar e implantar o plano municipal de saúde.

( ) Participa da formulação das políticas e ações de saúde, presta apoio aos municípios em articulação com o conselho estadual e participa da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) para aprovar e implementar o plano estadual de saúde. 


A seguir, marque a alterativa correspondente: 
Alternativas
Q3411423 Psicologia
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) apresenta como critérios um padrão raivoso ou irritável, de comportamento questionador e desafiante, ou índole vingativa com duração de pelo menos seis meses com pelo menos um indivíduo, excetuando-se um irmão. Crianças e adolescentes podem apresentar reações rápidas, intensas e inconsequentes com baixo limiar à frustração, características que aparecem no início do desenvolvimento cognitivo. Aversão à espera e impulsividade agravam essas características. Em alguns casos, a quebra das regras e o comportamento antissocial é bem arquitetado, e frequentemente associado à frieza. Assinale, a seguir, a alternativa que se refere a esse transtorno do desenvolvimento:
Alternativas
Respostas
3961: C
3962: C
3963: A
3964: D
3965: D
3966: A
3967: D
3968: B
3969: D
3970: C
3971: E
3972: A
3973: A
3974: D
3975: A
3976: A
3977: C
3978: D
3979: B
3980: C