A expressão "de que tudo é possível" tem função sintática de:
"É uma espécie de caldeirão efervescente onde se misturam hormônios, sonhos, e aquela sensação inebriante de que tudo é possível - e ao mesmo tempo, absolutamente terrível".
Laira Vieira (Revista Isto É. 05/04/2024)
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Tema central da questão: Identificação de função sintática, especificamente do complemento nominal em uma oração. Esse tema está ligado à análise dos termos que completam o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) no período, aspecto frequentemente cobrado em concursos, pois demanda detalhamento gramatical.
Justificativa para a alternativa correta (D – complemento nominal):
No trecho em análise, o termo destacado é "de que tudo é possível", que ocorre na expressão: “aquela sensação inebriante de que tudo é possível”.
O núcleo do termo é o substantivo “sensação”, um substantivo abstrato que, por seu significado, normalmente exige um complemento para especificar aquilo a que se refere. De acordo com a norma-padrão, complemento nominal é “o termo que completa o sentido de um nome, estando sempre precedido por preposição” (Celso Cunha & Lindley Cintra). A expressão “de que tudo é possível” está ligada ao substantivo “sensação” por meio da preposição “de”, revelando aquilo de que se tem a sensação. Assim, trata-se, de fato, de um complemento nominal.
Análise das alternativas incorretas:
A) Predicativo: O predicativo atribui uma característica ao sujeito ou ao objeto, geralmente por meio de um verbo de ligação. Não é o caso da expressão analisada, pois não há atribuição de estado ou qualidade, apenas um complemento para “sensação”.
B) Objeto direto: Objeto direto complementa um verbo transitivo direto, sem preposição. Aqui trata-se de complemento de um nome, não de verbo, e a preposição está presente.
C) Objeto indireto: O objeto indireto complementa um verbo transitivo indireto, exigindo preposição. No entanto, não complementamos verbo, mas sim um substantivo. Portanto, inexiste objeto indireto na expressão.
Observe: Em provas, é comum confundirem complemento nominal com objeto indireto. Fique atento à classe da palavra que recebe o complemento: Se é verbo, será objeto; se é nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), será complemento nominal.
A abordagem sintática desse tipo de construção pode ser aprofundada em gramáticas clássicas, como a de Evanildo Bechara, que reforça a importância da identificação das classes e das funções dos termos.
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