Questões de Concurso Comentadas para prefeitura de paramoti - ce

Foram encontradas 724 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3652258 Pedagogia
A escola pública é reconhecida como um direito social fundamental e um espaço privilegiado de democratização do conhecimento. Essa função se concretiza quando a instituição
Alternativas
Q3652257 Pedagogia
A gestão democrática é um princípio constitucional, CF/1988, art. 206, VI, e diretriz da LDB nº 9.394/1996. No âmbito da escola pública, sua materialização ocorre quando
Alternativas
Q3652256 Pedagogia
Nos últimos anos, diferentes estados brasileiros implementaram políticas de ampliação da jornada escolar como o Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, instituído pela Lei nº 13.415/2017. Sobre essa orientação educacional está CORRETA a afirmação:
Alternativas
Q3652255 Pedagogia
Leia a situação hipotética a seguir.

Uma rede pública de ensino inicia um programa de alfabetização de jovens e adultos em comunidades rurais. A equipe pedagógica organiza círculos de cultura com codificações/decodificações de situações do cotidiano, selecionando temas geradores a partir de entrevistas e diários de campo.

Observando esta afirmação, é CORRETO afirmar que, a Pedagogia Freiriana baseia-se na
Alternativas
Q3652254 Pedagogia
A LDB nº 9.394/1996 consolidou a ideia de regime de colaboração entre União, Estados e Municípios, mas sua aplicação prática tem sido alvo de disputas sobre a autonomia e as responsabilidades de cada ente federativo. Considerando essa afirmação, a função normativa da União no âmbito educacional é
Alternativas
Q3652253 Pedagogia
Para Peter Senge (2005), a sala de aula deve configurarse como um “espaço aprendente”. Considerando essa concepção, na gestão da sala de aula é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q3652252 Pedagogia
De acordo com os fundamentos teórico-metodológicos da avaliação da aprendizagem, uma concepção de avaliação formativa pressupõe
Alternativas
Q3652251 Pedagogia
Analise as alternativas a seguir e assinale a que apresenta uma compreensão CORRETA dos fundamentos epistemológicos da educação, da pedagogia e da didática no campo das ciências da educação.
Alternativas
Q3652250 Pedagogia
Segundo Vasconcellos (2000), a relação entre planejamento estratégico da escola, PPP e planejamento da ação docente requer um sistema de alinhamento que integra 
Alternativas
Q3652249 Pedagogia
Leia a situação hipotética a seguir.

Na Escola Estadual Mendes Pimentel, em 2025, foi realizada uma pesquisa com a turma do 2º ano do Ensino Médio onde foi constatado que: 62% dos alunos trabalham no contraturno; 38% dos alunos possuem acesso compartilhado à internet em casa e 27% dos alunos apresentam defasagem idade–série.

Considerando esses dados, e os pressupostos da didática, o plano de ensino deve contemplar
Alternativas
Q3652248 Gestão de Pessoas
Em equipes, resultados sustentáveis dependem de relações de trabalho bem cuidadas. Qual a prática com maior potencial de reduzir atritos e elevar desempenho? 
Alternativas
Q3652247 Pedagogia
Assinale a prática mais coerente com multiculturalismo e tolerância na educação.
Alternativas
Q3652246 Meio Ambiente
Em termos gerais, o que se entende por desenvolvimento sustentável?
Alternativas
Q3652245 Direito Internacional Público
Sobre o escopo das ordens da Corte Internacional de Justiça relacionadas ao confronto Israel–Gaza, marque a afirmação CORRETA.
Alternativas
Q3652244 História e Geografia de Estados e Municípios
Qual foi a base econômica histórica do território que deu origem a Paramoti/CE?
Alternativas
Q3652243 Geografia
A adoção do topônimo “Paramoti” reflete qual aspecto histórico-cultural?
Alternativas
Q3652242 Geografia
Sobre o clima e a cobertura vegetal de Paramoti/CE, marque a afirmação CORRETA.
Alternativas
Q3652231 Português
Leia o texto e resposta à questão.


“Conto de escola”: a lição que não estava no quadro


    Na manhã de uma segunda-feira de 1840, um menino indeciso caminha pelas ruas do Rio de Janeiro com a cabeça dividida entre a liberdade do campo e a obrigação da aula. Ele se chama Pilar e, embora costume acabar as lições mais depressa que os colegas, carrega ainda no corpo a lembrança das surras que o pai dá quando ele mata aula. A escola, num sobrado de grade de pau, parece menor do que a cidade que o cerca; ainda assim, é ali que Pilar vai descobrir que existem faltas mais difíceis de apagar do que um erro de conta.

    Ao subir a escada, Pilar encontra o filho do professor, Raimundo, um menino pálido e aplicado, que entende as coisas devagar e teme o pai severo. Raimundo se aproxima, hesitante, como quem pede segredo antes de pedir favor. Entre olhares furtivos e silêncios, ele oferece uma moedinha de prata para que Pilar lhe sopre a lição de aritmética. Pilar hesita: a mão aceita o brilho, mas o estômago embrulha. A tentação parece pequena e privada; afinal, é só uma ajuda rápida, um empurrão nos números que tanto custam a Raimundo. Ninguém notará, pensa.

    Na sala, as carteiras rangem, a palmatória adormece sobre a mesa, e o professor, grave, distribui tarefas como se fossem sentenças. Entre os meninos, um se destaca: Curvelo, atento como quem fareja vantagem. É ele quem percebe os sussurros entre Pilar e Raimundo, é ele quem mede o valor do silêncio e da palavra, e é dele que sai a delação que rompe a frágil barraca de feira em que a pequena corrupção tentava se esconder. De súbito, tudo para: o mestre fixa os olhos pontudos em Pilar e no próprio filho, pedindo explicações que as bocas não sabem dar.

    A punição vem pública e certeira. Não é apenas a dor física que arde, mas a vergonha que se espalha pela sala como tinta derramada. A palmatória, instrumento pedagógico daquela época, marca não só as mãos: grava, sobretudo, a memória de que atos discretos podem ter consequências amplas. Pilar, castigado ao lado de Raimundo, percebe que o pequeno “acordo” tinha um preço que o brilho da moeda não mostrava. Entre o castigo do corpo e o silêncio pesado do professor, descobre-se algo sobre lealdade, medo e responsabilidade — lições que não estavam no quadro-negro.

    Anos depois, ao narrar o episódio, Pilar já entende o que naquela manhã escapava: a escola é também uma arena de escolhas morais, onde convivem o impulso de ajudar, a procura de atalhos e a sombra da delação. O saldo da história não é tanto a matemática que faltou, mas a ética que, a duras penas, se aprendeu. E essa lição, que começou com uma moeda miúda, termina maior do que o sobrado da Rua do Costa, porque segue valendo fora da sala, onde os olhos alheios muitas vezes pesam menos do que a própria consciência.


Fonte: Machado de Assis, “Conto de escola”, em Várias histórias (1896) Adaptado.
Quanto aos processos de formação de palavras, assinale a afirmação CORRETA.
Alternativas
Q3652230 Português
Leia o texto e resposta à questão.


“Conto de escola”: a lição que não estava no quadro


    Na manhã de uma segunda-feira de 1840, um menino indeciso caminha pelas ruas do Rio de Janeiro com a cabeça dividida entre a liberdade do campo e a obrigação da aula. Ele se chama Pilar e, embora costume acabar as lições mais depressa que os colegas, carrega ainda no corpo a lembrança das surras que o pai dá quando ele mata aula. A escola, num sobrado de grade de pau, parece menor do que a cidade que o cerca; ainda assim, é ali que Pilar vai descobrir que existem faltas mais difíceis de apagar do que um erro de conta.

    Ao subir a escada, Pilar encontra o filho do professor, Raimundo, um menino pálido e aplicado, que entende as coisas devagar e teme o pai severo. Raimundo se aproxima, hesitante, como quem pede segredo antes de pedir favor. Entre olhares furtivos e silêncios, ele oferece uma moedinha de prata para que Pilar lhe sopre a lição de aritmética. Pilar hesita: a mão aceita o brilho, mas o estômago embrulha. A tentação parece pequena e privada; afinal, é só uma ajuda rápida, um empurrão nos números que tanto custam a Raimundo. Ninguém notará, pensa.

    Na sala, as carteiras rangem, a palmatória adormece sobre a mesa, e o professor, grave, distribui tarefas como se fossem sentenças. Entre os meninos, um se destaca: Curvelo, atento como quem fareja vantagem. É ele quem percebe os sussurros entre Pilar e Raimundo, é ele quem mede o valor do silêncio e da palavra, e é dele que sai a delação que rompe a frágil barraca de feira em que a pequena corrupção tentava se esconder. De súbito, tudo para: o mestre fixa os olhos pontudos em Pilar e no próprio filho, pedindo explicações que as bocas não sabem dar.

    A punição vem pública e certeira. Não é apenas a dor física que arde, mas a vergonha que se espalha pela sala como tinta derramada. A palmatória, instrumento pedagógico daquela época, marca não só as mãos: grava, sobretudo, a memória de que atos discretos podem ter consequências amplas. Pilar, castigado ao lado de Raimundo, percebe que o pequeno “acordo” tinha um preço que o brilho da moeda não mostrava. Entre o castigo do corpo e o silêncio pesado do professor, descobre-se algo sobre lealdade, medo e responsabilidade — lições que não estavam no quadro-negro.

    Anos depois, ao narrar o episódio, Pilar já entende o que naquela manhã escapava: a escola é também uma arena de escolhas morais, onde convivem o impulso de ajudar, a procura de atalhos e a sombra da delação. O saldo da história não é tanto a matemática que faltou, mas a ética que, a duras penas, se aprendeu. E essa lição, que começou com uma moeda miúda, termina maior do que o sobrado da Rua do Costa, porque segue valendo fora da sala, onde os olhos alheios muitas vezes pesam menos do que a própria consciência.


Fonte: Machado de Assis, “Conto de escola”, em Várias histórias (1896) Adaptado.
O uso do travessão em “— lições que não estavam no quadro-negro” cumpre qual função de pontuação?
Alternativas
Q3652229 Português
Leia o texto e resposta à questão.


“Conto de escola”: a lição que não estava no quadro


    Na manhã de uma segunda-feira de 1840, um menino indeciso caminha pelas ruas do Rio de Janeiro com a cabeça dividida entre a liberdade do campo e a obrigação da aula. Ele se chama Pilar e, embora costume acabar as lições mais depressa que os colegas, carrega ainda no corpo a lembrança das surras que o pai dá quando ele mata aula. A escola, num sobrado de grade de pau, parece menor do que a cidade que o cerca; ainda assim, é ali que Pilar vai descobrir que existem faltas mais difíceis de apagar do que um erro de conta.

    Ao subir a escada, Pilar encontra o filho do professor, Raimundo, um menino pálido e aplicado, que entende as coisas devagar e teme o pai severo. Raimundo se aproxima, hesitante, como quem pede segredo antes de pedir favor. Entre olhares furtivos e silêncios, ele oferece uma moedinha de prata para que Pilar lhe sopre a lição de aritmética. Pilar hesita: a mão aceita o brilho, mas o estômago embrulha. A tentação parece pequena e privada; afinal, é só uma ajuda rápida, um empurrão nos números que tanto custam a Raimundo. Ninguém notará, pensa.

    Na sala, as carteiras rangem, a palmatória adormece sobre a mesa, e o professor, grave, distribui tarefas como se fossem sentenças. Entre os meninos, um se destaca: Curvelo, atento como quem fareja vantagem. É ele quem percebe os sussurros entre Pilar e Raimundo, é ele quem mede o valor do silêncio e da palavra, e é dele que sai a delação que rompe a frágil barraca de feira em que a pequena corrupção tentava se esconder. De súbito, tudo para: o mestre fixa os olhos pontudos em Pilar e no próprio filho, pedindo explicações que as bocas não sabem dar.

    A punição vem pública e certeira. Não é apenas a dor física que arde, mas a vergonha que se espalha pela sala como tinta derramada. A palmatória, instrumento pedagógico daquela época, marca não só as mãos: grava, sobretudo, a memória de que atos discretos podem ter consequências amplas. Pilar, castigado ao lado de Raimundo, percebe que o pequeno “acordo” tinha um preço que o brilho da moeda não mostrava. Entre o castigo do corpo e o silêncio pesado do professor, descobre-se algo sobre lealdade, medo e responsabilidade — lições que não estavam no quadro-negro.

    Anos depois, ao narrar o episódio, Pilar já entende o que naquela manhã escapava: a escola é também uma arena de escolhas morais, onde convivem o impulso de ajudar, a procura de atalhos e a sombra da delação. O saldo da história não é tanto a matemática que faltou, mas a ética que, a duras penas, se aprendeu. E essa lição, que começou com uma moeda miúda, termina maior do que o sobrado da Rua do Costa, porque segue valendo fora da sala, onde os olhos alheios muitas vezes pesam menos do que a própria consciência.


Fonte: Machado de Assis, “Conto de escola”, em Várias histórias (1896) Adaptado.
Em qual alternativa a concordância verbal e nominal está inteiramente de acordo com a norma culta?
Alternativas
Respostas
181: C
182: D
183: B
184: E
185: C
186: B
187: D
188: E
189: C
190: D
191: C
192: B
193: E
194: D
195: A
196: B
197: C
198: B
199: E
200: D