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Q535623 Português
                     Dona Doida
Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso,
com trovoada e clarões, exatamente como chove agora.
Quando se pôde abrir as janelas,
as poças tremiam com os últimos pingos.
Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema,
decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos.
Fui buscar os chuchus e estou voltando agora,
trinta anos depois. Não encontrei minha mãe.
A mulher que me abriu a porta, riu de dona tão velha,
com sombrinha infantil e coxas à mostra.
Meus filhos me repudiaram envergonhados,
meu marido ficou triste até a morte,
eu fiquei doida no encalço.
Só melhoro quando chove.
          (PRADO, Adélia. Poesia Reunida. São Paulo, Siciliano, 1991, p. 108) 
No contexto do poema,
Alternativas
Q535622 Português
A frase escrita com clareza e atendendo às normas de concordância da norma-padrão é:
Alternativas
Q535621 Português
Está redigida com correção e clareza a frase:
Alternativas
Q535620 Português
Céu da Boca 

    Uma das sedes da nostalgia da infância, e das mais profundas, é o céu da boca. 
    A memória do paladar recompõe com precisão instantânea, através daquilo que comemos quando meninos, o menino que fomos. O cronista, se fosse escrever um livro de memórias, daria nele a maior importância à mesa de família, na cidade de interior onde nasceu e passou a meninice. A mesa funcionaria como personagem ativa, pessoa da casa, dotada do poder de reunir todas as outras, e também de separá-las, pelo jogo de preferências e idiossincrasias do paladar − que digo? da alma, pois é no fundo da alma que devemos pesquisar o mistério de nossas inclinações culinárias. 
    A mesa mineira era grande, inteiriça e de madeira clara. À esquerda e à direita, estiravam-se dois bancos compridos, em que irmãos e parentes em visita se sentavam por critério hierárquico. À cabeceira, na cadeira de jacarandá e palhinha, o pai presidia. 
    A comida, imune a influências no meio ilhado entre montanhas, era simples, simples a lembrança que deixou; e quem dela se nutriu quase sempre torce o nariz aos requintes, excentricidades ou meras variedades culinárias de outras terras.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. A bolsa e a vida. São Paulo, Companhia das Letras, 2012, p. 91-92.) 
Uma característica do gênero crônica verificável no texto é:
Alternativas
Q535619 Português
Céu da Boca 

    Uma das sedes da nostalgia da infância, e das mais profundas, é o céu da boca. 
    A memória do paladar recompõe com precisão instantânea, através daquilo que comemos quando meninos, o menino que fomos. O cronista, se fosse escrever um livro de memórias, daria nele a maior importância à mesa de família, na cidade de interior onde nasceu e passou a meninice. A mesa funcionaria como personagem ativa, pessoa da casa, dotada do poder de reunir todas as outras, e também de separá-las, pelo jogo de preferências e idiossincrasias do paladar − que digo? da alma, pois é no fundo da alma que devemos pesquisar o mistério de nossas inclinações culinárias. 
    A mesa mineira era grande, inteiriça e de madeira clara. À esquerda e à direita, estiravam-se dois bancos compridos, em que irmãos e parentes em visita se sentavam por critério hierárquico. À cabeceira, na cadeira de jacarandá e palhinha, o pai presidia. 
    A comida, imune a influências no meio ilhado entre montanhas, era simples, simples a lembrança que deixou; e quem dela se nutriu quase sempre torce o nariz aos requintes, excentricidades ou meras variedades culinárias de outras terras.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. A bolsa e a vida. São Paulo, Companhia das Letras, 2012, p. 91-92.) 
Para o autor,
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Q535618 Português
                             Zygmunt Bauman: “Vivemos o fim do futuro" 

Em 1963, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman foi censurado e afastado da Universidade de Varsóvia por causa de suas ideias, tidas como subversivas no comunismo. Hoje, aos 88 anos, é considerado um dos pensadores mais eminentes do declínio da civilização. Nesta entrevista, ele fala sobre como a vida mudou nos últimos 20 anos.

ÉPOCA – De acordo com sua análise, as pessoas vivem um senso de desorientação. Perdemos a fé em nós mesmos?

Zygmunt Bauman – Durante toda a era moderna, nossos ancestrais viveram voltados para o futuro. Eles avaliavam a virtude de suas realizações pelo modelo da sociedade que queriam estabelecer. A visão do futuro guiava o presente. Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro. Estamos mais descuidados, ignorantes e negligentes quanto ao que virá.

ÉPOCA – Os jovens podem mudar e salvar o mundo? Ou nem os jovens podem fazer algo para alterar a história?

 Bauman – Sou tudo, menos desesperançoso. Confio que os jovens possam consertar o estrago que os mais velhos fizeram. Mas, para isso, precisam recuperar a consciência da responsabilidade compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes. Também precisam trocar o mundo virtual pelo real.

                                          (Adaptado de: GIRON, Luís Antônio. In: Época. São Paulo, Globo, 19.02.2014)


Bauman – Sou tudo, menos desesperançoso.Confio que os jovens possam consertar o estrago que os mais velhos fizeram.

Essa passagem está adaptada a um artigo científico, escrito na terceira pessoa, em linguagem correta, culta e formal, em:

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Q535617 Português
                             Zygmunt Bauman: “Vivemos o fim do futuro" 

Em 1963, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman foi censurado e afastado da Universidade de Varsóvia por causa de suas ideias, tidas como subversivas no comunismo. Hoje, aos 88 anos, é considerado um dos pensadores mais eminentes do declínio da civilização. Nesta entrevista, ele fala sobre como a vida mudou nos últimos 20 anos.

ÉPOCA – De acordo com sua análise, as pessoas vivem um senso de desorientação. Perdemos a fé em nós mesmos?

Zygmunt Bauman – Durante toda a era moderna, nossos ancestrais viveram voltados para o futuro. Eles avaliavam a virtude de suas realizações pelo modelo da sociedade que queriam estabelecer. A visão do futuro guiava o presente. Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro. Estamos mais descuidados, ignorantes e negligentes quanto ao que virá.

ÉPOCA – Os jovens podem mudar e salvar o mundo? Ou nem os jovens podem fazer algo para alterar a história?

 Bauman – Sou tudo, menos desesperançoso. Confio que os jovens possam consertar o estrago que os mais velhos fizeram. Mas, para isso, precisam recuperar a consciência da responsabilidade compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes. Também precisam trocar o mundo virtual pelo real.

                                          (Adaptado de: GIRON, Luís Antônio. In: Época. São Paulo, Globo, 19.02.2014)


Considere a seguinte passagem do texto:


... nossos ancestrais viveram voltados para o futuro. Eles avaliavam a virtude de suas realizações pelo modelo da sociedade que queriam estabelecer. A visão do futuro guiava o presente.


Essa passagem está corretamente reescrita, preservando-se o sentido e as relações sintáticas e coesivas, em: 

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Q535616 Português
                             Zygmunt Bauman: “Vivemos o fim do futuro" 

Em 1963, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman foi censurado e afastado da Universidade de Varsóvia por causa de suas ideias, tidas como subversivas no comunismo. Hoje, aos 88 anos, é considerado um dos pensadores mais eminentes do declínio da civilização. Nesta entrevista, ele fala sobre como a vida mudou nos últimos 20 anos.

ÉPOCA – De acordo com sua análise, as pessoas vivem um senso de desorientação. Perdemos a fé em nós mesmos?

Zygmunt Bauman – Durante toda a era moderna, nossos ancestrais viveram voltados para o futuro. Eles avaliavam a virtude de suas realizações pelo modelo da sociedade que queriam estabelecer. A visão do futuro guiava o presente. Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro. Estamos mais descuidados, ignorantes e negligentes quanto ao que virá.

ÉPOCA – Os jovens podem mudar e salvar o mundo? Ou nem os jovens podem fazer algo para alterar a história?

 Bauman – Sou tudo, menos desesperançoso. Confio que os jovens possam consertar o estrago que os mais velhos fizeram. Mas, para isso, precisam recuperar a consciência da responsabilidade compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes. Também precisam trocar o mundo virtual pelo real.

                                          (Adaptado de: GIRON, Luís Antônio. In: Época. São Paulo, Globo, 19.02.2014)


Zygmunt Bauman expressa a opinião de que
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Q535615 Português
Há ocorrência de verbos na voz passiva na seguinte frase:
Alternativas
Q535614 Português
Imagem associada para resolução da questão


É correto afirmar que o efeito cômico da tira está associado à  


Alternativas
Q535613 Português
Está redigida corretamente, quanto à ortografia e à acentuação gráfica, a frase:
Alternativas
Q535612 Português
A frase escrita corretamente, no que se refere ao emprego dos sinais de pontuação, é:
Alternativas
Q535611 Português
     A Universidade Jiujiang, da província chinesa de Jiangxi, realizou a primeira aula dada por uma professora robô do país.

     Xiaomei, como é chamada a professora robô, organizou sua primeira aula em uma apresentação de PowerPoint* e, enquanto ensinava a lição, gesticulava com seus braços articulados e se deslocava pela sala. 

    A robô, projetada por uma equipe de pesquisa da universidade, é capaz não só de ensinar as lições para as quais foi programada, mas também de estabelecer interações simples com os estudantes que formam sua audiência. 


(Disponível em: htttp://exame.abril.com.br/tecnologia/ noticias/universidade-chinesa-realiza-1a-aula-ministrada-por-umrobo. Acesso em: 04.06.2015) 


* PowerPoint: programa de computador que permite a criação de materiais que podem ser apresentados por meio de um projetor.


O assunto central da notícia diz respeito ao fato de ter sido a primeira vez que  


Alternativas
Q535470 Direito Processual do Trabalho
Em relação à execução provisória os recursos serão interpostos por simples petição e terão efeito meramente
Alternativas
Q535469 Direito Processual do Trabalho
Em relação à sentença no Processo do Trabalho, a decisão
Alternativas
Q535466 Direito Processual do Trabalho
Em relação à prova documental no Processo do Trabalho,
Alternativas
Q535464 Direito Processual do Trabalho
Em relação à capacidade postulatória na Justiça do Trabalho,
Alternativas
Q535462 Direito Processual do Trabalho
Em relação à competência e às formas de atuação, compete ao Ministério Público do Trabalho
Alternativas
Q535461 Direito Processual do Trabalho
Em relação às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho,
Alternativas
Q535460 Direito Processual do Trabalho
Em relação à competência material da Justiça do Trabalho:
Alternativas
Respostas
1281: B
1282: C
1283: A
1284: D
1285: A
1286: E
1287: C
1288: C
1289: D
1290: A
1291: B
1292: B
1293: E
1294: E
1295: D
1296: B
1297: E
1298: B
1299: A
1300: C