Questões de Concurso Comentadas para prefeitura de santa cruz de monte castelo - pr

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Q3614565 Patologia
A fase vascular da inflamação aguda se caracteriza por alterações nos vasos sanguíneos pequenos que se encontram no local da lesão, e está marcada por edema tissular. Essa fase começa com uma _______________ momentânea, seguida rapidamente por _______________, regulada em parte por mediadores _____________ e produtos vasoativos. A alternativa que melhor completa as lacunas acima é:
Alternativas
Q3614564 Medicina
A alcalose metabólica é uma alteração sistêmica causada pelo aumento do pH plasmático devido a um excesso primário de HCO3- (Bicabornato de Sódio). Entre os fatores desencadeantes estão a Ingesta de antiácidos, vômitos e perda renal de H+. Qual alternativa corresponde as manifestações que podem ocorrer em uma situação de alcalose metabólica?
Alternativas
Q3614563 Patologia
O Câncer é uma das principais causas de morte em adultos em todo o mundo, sendo superado apenas pelas doenças cardiovasculares. Algumas características distinguem as neoplasias benignas e malignas. Com base nos conhecimentos adquiridos, analise as alternativas abaixo e, posteriormente, assinale a opção correta:

I – As neoplasias benignas possuem células bem diferenciadas, tem um crescimento progressivo e lento, podendo, inclusive, se deter e involuir em algumas ocasiões. Apresentam-se encapsuladas e não se disseminam por metástase.
II – As neoplasias malignas possuem células bem diferenciadas, tem um crescimento variável, cresce por invasão se infiltrando nos tecidos circundantes, podendo disseminar-se por metástase através dos vasos sanguíneos e linfáticos.
III – As neoplasias malignas são tumores formados por células menos diferenciadas que perderam a sua capacidade de controlar a sua proliferação e diferenciação celular, crescendo de maneira desorganizada e se disseminando por metástase, ao contrário das neoplasias benignas que não se disseminam, mas que também perderam a capacidade de controlar sua proliferação.
Alternativas
Q3614562 Medicina
Qual alternativa é melhor condizente com o quadro clínico de um paciente que chega ao atendimento de emergência apresentando intoxicação aguda por ingesta abusiva de antidepressivos tricíclicos:
Alternativas
Q3614561 Geografia
O Paraná limita-se a noroeste com o Mato Grosso do Sul, a oeste com o Paraguai, a sudoeste com a Argentina, ao sul com Santa Catarina, a leste com o oceano Atlântico e norte e leste com:
Alternativas
Q3614560 Direito Constitucional
São competências do Município, segundo a Lei Orgânica, EXCETO:
Alternativas
Q3614559 História e Geografia de Estados e Municípios
Considerando a história do município de Santa Cruz de Monte Castelo, analise as opções abaixo:

I-Pela Lei Estadual nº 13 de 05 de agosto de 1953, o patrimônio de Santa Cruz de Monte Castelo, foi elevado à categoria de Distrito Administrativo, integrando o quadro administrativo do Município de Paranavaí.
II-Em virtude da Lei Estadual nº 253/54, de 26 de novembro de 1954 Santa Cruz de Monte Castelo, atingiu a categoria de Município, com território desmembrado de Paranavaí.
III-O Município de Paranavaí, criado em virtude do desmembramento do território de Mandaguari, primeira unidade administrativa fundada no Vale dos Rios Ivaí e Tibagí, pela Companhia de Terras Noroeste do Paraná, compreendida até o ano de 1953, a vasta região de onde saíram nada menos que uma dezena de novas comunidades municipais, inclusive a de Santa Cruz de Monte Castelo.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3614558 História e Geografia de Estados e Municípios
Sobre o nome da cidade de Santa Cruz de Monte Castelo, analise as opções abaixo:

I-O nome Santa Cruz de Monte Castelo, foi extraído da primeira Companhia Imobiliária a operar na localidade que tinha o nome de "Companhia Comércio e Colonizadora Santa Cruz", e Monte Castelo, em homenagem aos pracinhas brasileiros que participaram da "Tomada de Monte Castelo," na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.
II-A denominação foi idealizada pelo Júlio Mariucci, que era de origem italiana e um dos fundadores da Cidade.
III-O nome originou dos índios que povoavam a região.

Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3614552 Português
Texto 1

As calcinhas (fragmento)

Viriato Corrêa


Não me lembro qual a minha idade quando ficou decidido que, no ano seguinte, eu entraria para a escola. 

Mas eu devia ser muito e muito pequeno. Tão pequenino que não pronunciava direito as palavras e ainda chupava o dedo e vestia roupinhas de menina. Mas não imaginem que eu fosse um menino excepcional, desses meninos-prodígios, ajuizados e sisudos, que não riem, não brincam e não saltam, dando à gente a impressão de que já nasceram velhos. Pelo contrário. Eu era uma criança alegre, traquinas e estouvada, que vivia correndo pelo quintal e fazendo estripulias pela casa.

Dois motivos é que me deram vontade de estudar. O primeiro deles — as calças. Desde que me entendi, tive a preocupação de ser homem e nunca me pude ajeitar nos vestidinhos rendados de menina. Sempre olhei com inveja os garotos mais taludos do que eu, não porque eles fossem maiores e gozassem regalias que os garotinhos não gozam, mas porque usavam calças. Minha mãe prometia frequentemente: 

— Quando você entrar para a escola deixará dos vestidinhos.

E, por amor às calças, comecei a mostrar amor aos livros. 

O segundo motivo é que o primeiro contato que tive com uma escola foi através de uma festa. E ficou-me na cabeça a ideia de que a escola era um lugar de alegria.

Eu conto a vocês. 

Havia outrora nos sertões do Norte uma festa que hoje não mais existe em parte nenhuma. Chamava-se "festa da palmatória". 

As escolas antigamente não tinham, às vezes, mobiliário que prestasse, material de ensino que servisse, professores que cuidassem das lições, mas... uma palmatória, rija, feita de boa madeira, não havia escola que não tivesse.

No espírito das crianças a palmatória tomava a feição de um monstro. Punham-se-lhe em cima todos os nomes feios. Chamavam-lhe a "danada", a "tirana", a "malvada", a "bandida".

A meninada vingava-se dela no fim do ano, fazendo-lhe uma festa gaiata, com algazarra e cantoria.

Era isso a 7 de dezembro, justamente no dia em que se encerravam as aulas. Festa de infinita singeleza e de infinita ingenuidade, como costumavam ser as festas infantis.

A escola amanhecia enfeitada com ramos e palmas verdes. Flores, muitas flores na mesa e na cadeira do professor. A palmatória, amarrada com laços de fita, pendia dum prego, na parede. 

Os meninos, mais bem vestidos que nos outros dias, iam cedinho para a porta da escola, brincar. 

Quando o professor apontava ao longe, cessava o brinquedo. Faziam-se alas. Ele entrava comovido, ia para junto da mesa e encerrava as aulas com um discurso.

O discurso era, palavrinha por palavrinha, quase sempre o mesmo de todos os anos. Sempre conselhos: começava desejando que os alunos fossem felizes durante as férias e terminava lembrando-lhes que não se esquecessem das lições aprendidas e de nenhum dos deveres de moral e disciplina.

Em seguida, o professor abençoava os estudantes um por um e retirava-se. 

A escola ficava entregue à pequenada. O aluno mais velho tirava a palmatória do prego, amarrava-a num cabo de vassoura e empunhava-o como se empunha um estandarte.

As crianças formavam, então, duas a duas, e saíam em passeata pelas ruas da povoação ou da vila, gritando e pulando. No começo — uma ladainha triste, cantada em coro, a chorar a morte da palmatória. Depois, as emboladas, os desafios, as cantigas alegres do sertão.

Levaram-me, naquele ano, à porta da escola para assistir à festa.

(...)


Correia, Viriato. Cazuza. Cia. Editora Nacional. 37ª ed. 1992.


Levando-se em conta os aspectos morfossintáticos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3614551 Português
Texto 1

As calcinhas (fragmento)

Viriato Corrêa


Não me lembro qual a minha idade quando ficou decidido que, no ano seguinte, eu entraria para a escola. 

Mas eu devia ser muito e muito pequeno. Tão pequenino que não pronunciava direito as palavras e ainda chupava o dedo e vestia roupinhas de menina. Mas não imaginem que eu fosse um menino excepcional, desses meninos-prodígios, ajuizados e sisudos, que não riem, não brincam e não saltam, dando à gente a impressão de que já nasceram velhos. Pelo contrário. Eu era uma criança alegre, traquinas e estouvada, que vivia correndo pelo quintal e fazendo estripulias pela casa.

Dois motivos é que me deram vontade de estudar. O primeiro deles — as calças. Desde que me entendi, tive a preocupação de ser homem e nunca me pude ajeitar nos vestidinhos rendados de menina. Sempre olhei com inveja os garotos mais taludos do que eu, não porque eles fossem maiores e gozassem regalias que os garotinhos não gozam, mas porque usavam calças. Minha mãe prometia frequentemente: 

— Quando você entrar para a escola deixará dos vestidinhos.

E, por amor às calças, comecei a mostrar amor aos livros. 

O segundo motivo é que o primeiro contato que tive com uma escola foi através de uma festa. E ficou-me na cabeça a ideia de que a escola era um lugar de alegria.

Eu conto a vocês. 

Havia outrora nos sertões do Norte uma festa que hoje não mais existe em parte nenhuma. Chamava-se "festa da palmatória". 

As escolas antigamente não tinham, às vezes, mobiliário que prestasse, material de ensino que servisse, professores que cuidassem das lições, mas... uma palmatória, rija, feita de boa madeira, não havia escola que não tivesse.

No espírito das crianças a palmatória tomava a feição de um monstro. Punham-se-lhe em cima todos os nomes feios. Chamavam-lhe a "danada", a "tirana", a "malvada", a "bandida".

A meninada vingava-se dela no fim do ano, fazendo-lhe uma festa gaiata, com algazarra e cantoria.

Era isso a 7 de dezembro, justamente no dia em que se encerravam as aulas. Festa de infinita singeleza e de infinita ingenuidade, como costumavam ser as festas infantis.

A escola amanhecia enfeitada com ramos e palmas verdes. Flores, muitas flores na mesa e na cadeira do professor. A palmatória, amarrada com laços de fita, pendia dum prego, na parede. 

Os meninos, mais bem vestidos que nos outros dias, iam cedinho para a porta da escola, brincar. 

Quando o professor apontava ao longe, cessava o brinquedo. Faziam-se alas. Ele entrava comovido, ia para junto da mesa e encerrava as aulas com um discurso.

O discurso era, palavrinha por palavrinha, quase sempre o mesmo de todos os anos. Sempre conselhos: começava desejando que os alunos fossem felizes durante as férias e terminava lembrando-lhes que não se esquecessem das lições aprendidas e de nenhum dos deveres de moral e disciplina.

Em seguida, o professor abençoava os estudantes um por um e retirava-se. 

A escola ficava entregue à pequenada. O aluno mais velho tirava a palmatória do prego, amarrava-a num cabo de vassoura e empunhava-o como se empunha um estandarte.

As crianças formavam, então, duas a duas, e saíam em passeata pelas ruas da povoação ou da vila, gritando e pulando. No começo — uma ladainha triste, cantada em coro, a chorar a morte da palmatória. Depois, as emboladas, os desafios, as cantigas alegres do sertão.

Levaram-me, naquele ano, à porta da escola para assistir à festa.

(...)


Correia, Viriato. Cazuza. Cia. Editora Nacional. 37ª ed. 1992.


Sobre os aspectos morfossintáticos e semânticos presentes no fragmento 1, assinale a única alternativa correta.
Alternativas
Q3614550 Português
Texto 1

As calcinhas (fragmento)

Viriato Corrêa


Não me lembro qual a minha idade quando ficou decidido que, no ano seguinte, eu entraria para a escola. 

Mas eu devia ser muito e muito pequeno. Tão pequenino que não pronunciava direito as palavras e ainda chupava o dedo e vestia roupinhas de menina. Mas não imaginem que eu fosse um menino excepcional, desses meninos-prodígios, ajuizados e sisudos, que não riem, não brincam e não saltam, dando à gente a impressão de que já nasceram velhos. Pelo contrário. Eu era uma criança alegre, traquinas e estouvada, que vivia correndo pelo quintal e fazendo estripulias pela casa.

Dois motivos é que me deram vontade de estudar. O primeiro deles — as calças. Desde que me entendi, tive a preocupação de ser homem e nunca me pude ajeitar nos vestidinhos rendados de menina. Sempre olhei com inveja os garotos mais taludos do que eu, não porque eles fossem maiores e gozassem regalias que os garotinhos não gozam, mas porque usavam calças. Minha mãe prometia frequentemente: 

— Quando você entrar para a escola deixará dos vestidinhos.

E, por amor às calças, comecei a mostrar amor aos livros. 

O segundo motivo é que o primeiro contato que tive com uma escola foi através de uma festa. E ficou-me na cabeça a ideia de que a escola era um lugar de alegria.

Eu conto a vocês. 

Havia outrora nos sertões do Norte uma festa que hoje não mais existe em parte nenhuma. Chamava-se "festa da palmatória". 

As escolas antigamente não tinham, às vezes, mobiliário que prestasse, material de ensino que servisse, professores que cuidassem das lições, mas... uma palmatória, rija, feita de boa madeira, não havia escola que não tivesse.

No espírito das crianças a palmatória tomava a feição de um monstro. Punham-se-lhe em cima todos os nomes feios. Chamavam-lhe a "danada", a "tirana", a "malvada", a "bandida".

A meninada vingava-se dela no fim do ano, fazendo-lhe uma festa gaiata, com algazarra e cantoria.

Era isso a 7 de dezembro, justamente no dia em que se encerravam as aulas. Festa de infinita singeleza e de infinita ingenuidade, como costumavam ser as festas infantis.

A escola amanhecia enfeitada com ramos e palmas verdes. Flores, muitas flores na mesa e na cadeira do professor. A palmatória, amarrada com laços de fita, pendia dum prego, na parede. 

Os meninos, mais bem vestidos que nos outros dias, iam cedinho para a porta da escola, brincar. 

Quando o professor apontava ao longe, cessava o brinquedo. Faziam-se alas. Ele entrava comovido, ia para junto da mesa e encerrava as aulas com um discurso.

O discurso era, palavrinha por palavrinha, quase sempre o mesmo de todos os anos. Sempre conselhos: começava desejando que os alunos fossem felizes durante as férias e terminava lembrando-lhes que não se esquecessem das lições aprendidas e de nenhum dos deveres de moral e disciplina.

Em seguida, o professor abençoava os estudantes um por um e retirava-se. 

A escola ficava entregue à pequenada. O aluno mais velho tirava a palmatória do prego, amarrava-a num cabo de vassoura e empunhava-o como se empunha um estandarte.

As crianças formavam, então, duas a duas, e saíam em passeata pelas ruas da povoação ou da vila, gritando e pulando. No começo — uma ladainha triste, cantada em coro, a chorar a morte da palmatória. Depois, as emboladas, os desafios, as cantigas alegres do sertão.

Levaram-me, naquele ano, à porta da escola para assistir à festa.

(...)


Correia, Viriato. Cazuza. Cia. Editora Nacional. 37ª ed. 1992.


Levando em conta os aspectos morfossintáticos presentes no fragmento, assinale a única alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3614549 Português
Texto 1

As calcinhas (fragmento)

Viriato Corrêa


Não me lembro qual a minha idade quando ficou decidido que, no ano seguinte, eu entraria para a escola. 

Mas eu devia ser muito e muito pequeno. Tão pequenino que não pronunciava direito as palavras e ainda chupava o dedo e vestia roupinhas de menina. Mas não imaginem que eu fosse um menino excepcional, desses meninos-prodígios, ajuizados e sisudos, que não riem, não brincam e não saltam, dando à gente a impressão de que já nasceram velhos. Pelo contrário. Eu era uma criança alegre, traquinas e estouvada, que vivia correndo pelo quintal e fazendo estripulias pela casa.

Dois motivos é que me deram vontade de estudar. O primeiro deles — as calças. Desde que me entendi, tive a preocupação de ser homem e nunca me pude ajeitar nos vestidinhos rendados de menina. Sempre olhei com inveja os garotos mais taludos do que eu, não porque eles fossem maiores e gozassem regalias que os garotinhos não gozam, mas porque usavam calças. Minha mãe prometia frequentemente: 

— Quando você entrar para a escola deixará dos vestidinhos.

E, por amor às calças, comecei a mostrar amor aos livros. 

O segundo motivo é que o primeiro contato que tive com uma escola foi através de uma festa. E ficou-me na cabeça a ideia de que a escola era um lugar de alegria.

Eu conto a vocês. 

Havia outrora nos sertões do Norte uma festa que hoje não mais existe em parte nenhuma. Chamava-se "festa da palmatória". 

As escolas antigamente não tinham, às vezes, mobiliário que prestasse, material de ensino que servisse, professores que cuidassem das lições, mas... uma palmatória, rija, feita de boa madeira, não havia escola que não tivesse.

No espírito das crianças a palmatória tomava a feição de um monstro. Punham-se-lhe em cima todos os nomes feios. Chamavam-lhe a "danada", a "tirana", a "malvada", a "bandida".

A meninada vingava-se dela no fim do ano, fazendo-lhe uma festa gaiata, com algazarra e cantoria.

Era isso a 7 de dezembro, justamente no dia em que se encerravam as aulas. Festa de infinita singeleza e de infinita ingenuidade, como costumavam ser as festas infantis.

A escola amanhecia enfeitada com ramos e palmas verdes. Flores, muitas flores na mesa e na cadeira do professor. A palmatória, amarrada com laços de fita, pendia dum prego, na parede. 

Os meninos, mais bem vestidos que nos outros dias, iam cedinho para a porta da escola, brincar. 

Quando o professor apontava ao longe, cessava o brinquedo. Faziam-se alas. Ele entrava comovido, ia para junto da mesa e encerrava as aulas com um discurso.

O discurso era, palavrinha por palavrinha, quase sempre o mesmo de todos os anos. Sempre conselhos: começava desejando que os alunos fossem felizes durante as férias e terminava lembrando-lhes que não se esquecessem das lições aprendidas e de nenhum dos deveres de moral e disciplina.

Em seguida, o professor abençoava os estudantes um por um e retirava-se. 

A escola ficava entregue à pequenada. O aluno mais velho tirava a palmatória do prego, amarrava-a num cabo de vassoura e empunhava-o como se empunha um estandarte.

As crianças formavam, então, duas a duas, e saíam em passeata pelas ruas da povoação ou da vila, gritando e pulando. No começo — uma ladainha triste, cantada em coro, a chorar a morte da palmatória. Depois, as emboladas, os desafios, as cantigas alegres do sertão.

Levaram-me, naquele ano, à porta da escola para assistir à festa.

(...)


Correia, Viriato. Cazuza. Cia. Editora Nacional. 37ª ed. 1992.


Sobre as palavras acentuadas no texto, assinale a única alternativa correta. 
Alternativas
Q3614548 Português
Texto 1

As calcinhas (fragmento)

Viriato Corrêa


Não me lembro qual a minha idade quando ficou decidido que, no ano seguinte, eu entraria para a escola. 

Mas eu devia ser muito e muito pequeno. Tão pequenino que não pronunciava direito as palavras e ainda chupava o dedo e vestia roupinhas de menina. Mas não imaginem que eu fosse um menino excepcional, desses meninos-prodígios, ajuizados e sisudos, que não riem, não brincam e não saltam, dando à gente a impressão de que já nasceram velhos. Pelo contrário. Eu era uma criança alegre, traquinas e estouvada, que vivia correndo pelo quintal e fazendo estripulias pela casa.

Dois motivos é que me deram vontade de estudar. O primeiro deles — as calças. Desde que me entendi, tive a preocupação de ser homem e nunca me pude ajeitar nos vestidinhos rendados de menina. Sempre olhei com inveja os garotos mais taludos do que eu, não porque eles fossem maiores e gozassem regalias que os garotinhos não gozam, mas porque usavam calças. Minha mãe prometia frequentemente: 

— Quando você entrar para a escola deixará dos vestidinhos.

E, por amor às calças, comecei a mostrar amor aos livros. 

O segundo motivo é que o primeiro contato que tive com uma escola foi através de uma festa. E ficou-me na cabeça a ideia de que a escola era um lugar de alegria.

Eu conto a vocês. 

Havia outrora nos sertões do Norte uma festa que hoje não mais existe em parte nenhuma. Chamava-se "festa da palmatória". 

As escolas antigamente não tinham, às vezes, mobiliário que prestasse, material de ensino que servisse, professores que cuidassem das lições, mas... uma palmatória, rija, feita de boa madeira, não havia escola que não tivesse.

No espírito das crianças a palmatória tomava a feição de um monstro. Punham-se-lhe em cima todos os nomes feios. Chamavam-lhe a "danada", a "tirana", a "malvada", a "bandida".

A meninada vingava-se dela no fim do ano, fazendo-lhe uma festa gaiata, com algazarra e cantoria.

Era isso a 7 de dezembro, justamente no dia em que se encerravam as aulas. Festa de infinita singeleza e de infinita ingenuidade, como costumavam ser as festas infantis.

A escola amanhecia enfeitada com ramos e palmas verdes. Flores, muitas flores na mesa e na cadeira do professor. A palmatória, amarrada com laços de fita, pendia dum prego, na parede. 

Os meninos, mais bem vestidos que nos outros dias, iam cedinho para a porta da escola, brincar. 

Quando o professor apontava ao longe, cessava o brinquedo. Faziam-se alas. Ele entrava comovido, ia para junto da mesa e encerrava as aulas com um discurso.

O discurso era, palavrinha por palavrinha, quase sempre o mesmo de todos os anos. Sempre conselhos: começava desejando que os alunos fossem felizes durante as férias e terminava lembrando-lhes que não se esquecessem das lições aprendidas e de nenhum dos deveres de moral e disciplina.

Em seguida, o professor abençoava os estudantes um por um e retirava-se. 

A escola ficava entregue à pequenada. O aluno mais velho tirava a palmatória do prego, amarrava-a num cabo de vassoura e empunhava-o como se empunha um estandarte.

As crianças formavam, então, duas a duas, e saíam em passeata pelas ruas da povoação ou da vila, gritando e pulando. No começo — uma ladainha triste, cantada em coro, a chorar a morte da palmatória. Depois, as emboladas, os desafios, as cantigas alegres do sertão.

Levaram-me, naquele ano, à porta da escola para assistir à festa.

(...)


Correia, Viriato. Cazuza. Cia. Editora Nacional. 37ª ed. 1992.


Depois de ler o fragmento do capítulo As calcinhas, do livro Cazuza, de Viriato Corrêa, assinale a única alternativa correta, levando-se em conta os aspectos gramaticais presentes no fragmento.
Alternativas
Q3614467 Educação Física
A Capoeira esta presente no âmbito escolar, sendo um conteúdo cultural muito importante a ser trabalhado, na qual busca desenvolver habilidades que vão além das capacidades físicas, podendo ser trabalhada de forma lúdica para que os alunos tomem consciência do seu corpo, contribuindo para o desenvolvimento nas esferas física, afetiva e social. Mediante, assinale a alternativa que traz corretamente a qual cultura a Capoeira pertence. 
Alternativas
Q3614466 Educação Física
Em atividades que exigem maior esforço físico e controle emocional, acabam se tornando mais emocionantes, portando sendo consideradas mais perigosas. Consequentemente levando seus praticantes a estarem expostos a mais riscos, como por exemplo nos quesitos de velocidade e altura. Mediante a estas características citadas acima, assinale a alternativa correta em relação a classificação destes esportes. 
Alternativas
Q3614465 Educação Física
Alicia, professora de Educação Física do 9º ano “C”, esta trabalhando os seguintes fundamentos: arremesso, bandeja, manejo de bola, controle do corpo, drible, passe, jump e rebote. Assinale a alternativa que traz corretamente o esporte que a professora esta trabalhando com esta turma. 
Alternativas
Q3614464 Educação Física
João Pedro, professor de Educação Física do 6º ano “A”, esta trabalhando os seguintes fundamentos: saque, manchete, toque e bloqueio. Assinale a alternativa que traz corretamente o esporte que o professor esta trabalhando com esta turma. 
Alternativas
Q3614463 Pedagogia
Sergio aluno com deficiência física, esta matriculado no 3º ano do Ensino Fundamental. Seu professor esta trabalhando o conteúdo de "Jogos e Brincadeiras" com a atividade de “Boliche Adaptado”, e seu objetivo é trabalhar a precisão de movimentos do arremesso, força, preensão palmar, coordenação motora fina, entre outros mais benefícios como motor, social e intelectual. Porém, devido a lesão medular que Sergio apresenta, suas habilidades motoras precisas de lançar a bolinha em direção aos pinos de boliche, não são combinadas. Marque a alternativa que traz como exemplo correto de adaptação para que o aluno consiga realizar o arremesso com bolinha em direção aos pinos de boliche.
Alternativas
Q3614462 Educação Física
Os Esportes de Marca são caracterizados pelo esforço dos atletas em tentarem superar seus limites, como por exemplo em provas que medem: tempo, distância e peso. Assim, assinale a alternativa que traz como exemplos corretos os "Esportes de Marca”. 
Alternativas
Q3614461 Pedagogia
Jogos de Tabuleiro são práticas corporais que envolvem um tabuleiro para simbolizar o campo ou cenário do jogo. Assim, os jogadores faz-se do uso de peças, dados e cartas para realizar as jogadas e alcançar seus objetivos no jogo. Desta forma, assinale a alternativa que traz como exemplos corretos de jogos de tabuleiros trabalhados na disciplina de Educação Física. 
Alternativas
Respostas
321: D
322: A
323: E
324: C
325: B
326: E
327: D
328: C
329: A
330: B
331: D
332: E
333: C
334: D
335: C
336: D
337: C
338: A
339: E
340: B