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É CORRETO o que se afirma apenas em:
· Acélula A1 contém o valor 8. · Acélula B1 contém a fórmula: =SE(A1>7; “Aprovado”; “Reprovado”)
O resultado exibido na célula B1 será:
No Windows 10/11, o atalho que desfaz a última ação é:
I- Diminuir o consumo de banda da rede. II- Criptografar dados sensíveis. III- Reduzir o tempo de carregamento das páginas.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Texto III:
‘Mundo paralelo’: as pessoas viciadas em sonhar acordadas
Molly Gorman - BBC Future - 6 junho 2026
Contei ao psiquiatra e pesquisador americano Colin Ross que tenho sonhos vívidos e imersivos quando estou acordada, que me fazem chorar ou rir alto.
Também contei a ele que gosto desses sonhos e tenho o poder de mergulhar e sair deles quando quiser.
Ele ficou impressionado com meus “dons atléticos” e me sugeriu considerar a possibilidade de seguir carreira como atriz. Não tenho tanta certeza sobre isso, mas aceito com prazer o elogio.
Mas o que acontece se você não conseguir desligar esse cinema interno? Este é o problema vivido por pessoas que sofrem de uma condição conhecida como devaneio excessivo (maladaptive daydreaming, em inglês).
Elas costumam passar mais da metade do seu tempo acordadas criando fantasias elaboradas e incrivelmente detalhadas, com narrativas e personagens na sua mente.
Ross diz que, em casos extremos, as pessoas podem sonhar acordadas por até 12 horas por dia. E os roteiros das suas histórias podem se desenrolar por décadas.
Pode parecer maravilhoso e inspirador, mas estas pessoas ficam tão imersas no seu mundo interior que podem sofrer enormes rupturas na vida cotidiana, resultando em grave sofrimento.
O devaneio excessivo não é algo tão raro quanto pode parecer. “Provavelmente, está na faixa de 2% a 4% da população adulta”, segundo Ross.
Sonhar acordado é geralmente considerado uma atividade mental normal de quase todas as pessoas.
Pesquisadores calculam, com base em questionários preenchidos em estudos, que 30% a 50% da nossa atividade mental quando estamos acordados é gasta em pensamentos que não têm relação com o que estamos fazendo naquele momento.
Sonhar acordado pode beneficiar a regulação emocional, empatia e criatividade. E também pode reduzir o tédio e ajudar as pessoas a encontrar significado nas suas experiências de vida.
Mas o devaneio excessivo pode nos “absorver completamente”, segundo Ross.
“Ele causa desconforto e interfere com a nossa capacidade de funcionamento... mas continuamos sonhando porque ele tem características compulsivas.”E é isso que o transforma em um transtorno de adaptação.
Quando, em algum momento, as pessoas que sofrem de devaneio excessivo saem de um dos seus sonhos diurnos, elas tendem a considerar suas fantasias como algo fútil, um desperdício de tempo.
Mas a sua natureza viciante faz com que o ciclo continue e passe a ser difícil de interromper.
A experiência de Kyla Borcherds é um exemplo. Ela se lembra de criar “outros mundos” na sua cabeça, quando tinha apenas quatro anos de idade.
Isso se intensificou quando ela se mudou para uma nova escola e as outras crianças zombavam do seu sotaque. As histórias passaram a ser o seu “lugar seguro”, onde “ninguém me importunava e as pessoas gostavam de mim”.
Borcherds continuou a sonhar acordada, até que aquilo se tornou uma compulsão que durava horas de cada vez.
“Era simplesmente um desejo muito poderoso, como as pessoas dizem que têm desejo, sabe, de se encher de chocolate ou de ficar nas redes sociais”, ela conta.
É aqui que um comportamento saudável pode se tornar prejudicial.
“O problema surge quando a pessoa não domina mais a fantasia e a fantasia começa a dominar a pessoa”, explica o professor emérito de psicologia clínica Eli Somer, da Universidade de Haifa, em Israel. Ele cunhou a expressão maladaptive daydreaming em inglês e vem pesquisando esta condição há mais de duas décadas.
O devaneio excessivo, muitas vezes, surge e é mantido quando ouvimos música ou praticamos atividades físicas repetitivas, como caminhar. Cerca de 80% das pessoas incorporam gestos físicos inconscientes para manter a concentração, quando estão imersos nos seus sonhos diurnos.
Para Kyla Borcherds, isso inclui subir e descer a entrada de casa com seus patins ou passar horas lançando uma bola contra a parede.
O tempo passado sonhando acordado faz com que as pessoas que sofrem de devaneio excessivo se afastem naturalmente de ocasiões sociais ou relacionamentos, passando a ficar isoladas — o que, por sua vez, gera um ciclo de vergonha e culpa.
[...]
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd0p9p9g7m5o. Acesso em: 17 jun. 2026.
I- O termo também pode ser classificado como advérbio. II- O termo que é uma conjunção subordinativa integrante. III- O termo poder é um verbo no infinitivo. IV- O termo quiser é um verbo no futuro do subjuntivo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Texto III:
‘Mundo paralelo’: as pessoas viciadas em sonhar acordadas
Molly Gorman - BBC Future - 6 junho 2026
Contei ao psiquiatra e pesquisador americano Colin Ross que tenho sonhos vívidos e imersivos quando estou acordada, que me fazem chorar ou rir alto.
Também contei a ele que gosto desses sonhos e tenho o poder de mergulhar e sair deles quando quiser.
Ele ficou impressionado com meus “dons atléticos” e me sugeriu considerar a possibilidade de seguir carreira como atriz. Não tenho tanta certeza sobre isso, mas aceito com prazer o elogio.
Mas o que acontece se você não conseguir desligar esse cinema interno? Este é o problema vivido por pessoas que sofrem de uma condição conhecida como devaneio excessivo (maladaptive daydreaming, em inglês).
Elas costumam passar mais da metade do seu tempo acordadas criando fantasias elaboradas e incrivelmente detalhadas, com narrativas e personagens na sua mente.
Ross diz que, em casos extremos, as pessoas podem sonhar acordadas por até 12 horas por dia. E os roteiros das suas histórias podem se desenrolar por décadas.
Pode parecer maravilhoso e inspirador, mas estas pessoas ficam tão imersas no seu mundo interior que podem sofrer enormes rupturas na vida cotidiana, resultando em grave sofrimento.
O devaneio excessivo não é algo tão raro quanto pode parecer. “Provavelmente, está na faixa de 2% a 4% da população adulta”, segundo Ross.
Sonhar acordado é geralmente considerado uma atividade mental normal de quase todas as pessoas.
Pesquisadores calculam, com base em questionários preenchidos em estudos, que 30% a 50% da nossa atividade mental quando estamos acordados é gasta em pensamentos que não têm relação com o que estamos fazendo naquele momento.
Sonhar acordado pode beneficiar a regulação emocional, empatia e criatividade. E também pode reduzir o tédio e ajudar as pessoas a encontrar significado nas suas experiências de vida.
Mas o devaneio excessivo pode nos “absorver completamente”, segundo Ross.
“Ele causa desconforto e interfere com a nossa capacidade de funcionamento... mas continuamos sonhando porque ele tem características compulsivas.”E é isso que o transforma em um transtorno de adaptação.
Quando, em algum momento, as pessoas que sofrem de devaneio excessivo saem de um dos seus sonhos diurnos, elas tendem a considerar suas fantasias como algo fútil, um desperdício de tempo.
Mas a sua natureza viciante faz com que o ciclo continue e passe a ser difícil de interromper.
A experiência de Kyla Borcherds é um exemplo. Ela se lembra de criar “outros mundos” na sua cabeça, quando tinha apenas quatro anos de idade.
Isso se intensificou quando ela se mudou para uma nova escola e as outras crianças zombavam do seu sotaque. As histórias passaram a ser o seu “lugar seguro”, onde “ninguém me importunava e as pessoas gostavam de mim”.
Borcherds continuou a sonhar acordada, até que aquilo se tornou uma compulsão que durava horas de cada vez.
“Era simplesmente um desejo muito poderoso, como as pessoas dizem que têm desejo, sabe, de se encher de chocolate ou de ficar nas redes sociais”, ela conta.
É aqui que um comportamento saudável pode se tornar prejudicial.
“O problema surge quando a pessoa não domina mais a fantasia e a fantasia começa a dominar a pessoa”, explica o professor emérito de psicologia clínica Eli Somer, da Universidade de Haifa, em Israel. Ele cunhou a expressão maladaptive daydreaming em inglês e vem pesquisando esta condição há mais de duas décadas.
O devaneio excessivo, muitas vezes, surge e é mantido quando ouvimos música ou praticamos atividades físicas repetitivas, como caminhar. Cerca de 80% das pessoas incorporam gestos físicos inconscientes para manter a concentração, quando estão imersos nos seus sonhos diurnos.
Para Kyla Borcherds, isso inclui subir e descer a entrada de casa com seus patins ou passar horas lançando uma bola contra a parede.
O tempo passado sonhando acordado faz com que as pessoas que sofrem de devaneio excessivo se afastem naturalmente de ocasiões sociais ou relacionamentos, passando a ficar isoladas — o que, por sua vez, gera um ciclo de vergonha e culpa.
[...]
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd0p9p9g7m5o. Acesso em: 17 jun. 2026.
Texto III:
‘Mundo paralelo’: as pessoas viciadas em sonhar acordadas
Molly Gorman - BBC Future - 6 junho 2026
Contei ao psiquiatra e pesquisador americano Colin Ross que tenho sonhos vívidos e imersivos quando estou acordada, que me fazem chorar ou rir alto.
Também contei a ele que gosto desses sonhos e tenho o poder de mergulhar e sair deles quando quiser.
Ele ficou impressionado com meus “dons atléticos” e me sugeriu considerar a possibilidade de seguir carreira como atriz. Não tenho tanta certeza sobre isso, mas aceito com prazer o elogio.
Mas o que acontece se você não conseguir desligar esse cinema interno? Este é o problema vivido por pessoas que sofrem de uma condição conhecida como devaneio excessivo (maladaptive daydreaming, em inglês).
Elas costumam passar mais da metade do seu tempo acordadas criando fantasias elaboradas e incrivelmente detalhadas, com narrativas e personagens na sua mente.
Ross diz que, em casos extremos, as pessoas podem sonhar acordadas por até 12 horas por dia. E os roteiros das suas histórias podem se desenrolar por décadas.
Pode parecer maravilhoso e inspirador, mas estas pessoas ficam tão imersas no seu mundo interior que podem sofrer enormes rupturas na vida cotidiana, resultando em grave sofrimento.
O devaneio excessivo não é algo tão raro quanto pode parecer. “Provavelmente, está na faixa de 2% a 4% da população adulta”, segundo Ross.
Sonhar acordado é geralmente considerado uma atividade mental normal de quase todas as pessoas.
Pesquisadores calculam, com base em questionários preenchidos em estudos, que 30% a 50% da nossa atividade mental quando estamos acordados é gasta em pensamentos que não têm relação com o que estamos fazendo naquele momento.
Sonhar acordado pode beneficiar a regulação emocional, empatia e criatividade. E também pode reduzir o tédio e ajudar as pessoas a encontrar significado nas suas experiências de vida.
Mas o devaneio excessivo pode nos “absorver completamente”, segundo Ross.
“Ele causa desconforto e interfere com a nossa capacidade de funcionamento... mas continuamos sonhando porque ele tem características compulsivas.”E é isso que o transforma em um transtorno de adaptação.
Quando, em algum momento, as pessoas que sofrem de devaneio excessivo saem de um dos seus sonhos diurnos, elas tendem a considerar suas fantasias como algo fútil, um desperdício de tempo.
Mas a sua natureza viciante faz com que o ciclo continue e passe a ser difícil de interromper.
A experiência de Kyla Borcherds é um exemplo. Ela se lembra de criar “outros mundos” na sua cabeça, quando tinha apenas quatro anos de idade.
Isso se intensificou quando ela se mudou para uma nova escola e as outras crianças zombavam do seu sotaque. As histórias passaram a ser o seu “lugar seguro”, onde “ninguém me importunava e as pessoas gostavam de mim”.
Borcherds continuou a sonhar acordada, até que aquilo se tornou uma compulsão que durava horas de cada vez.
“Era simplesmente um desejo muito poderoso, como as pessoas dizem que têm desejo, sabe, de se encher de chocolate ou de ficar nas redes sociais”, ela conta.
É aqui que um comportamento saudável pode se tornar prejudicial.
“O problema surge quando a pessoa não domina mais a fantasia e a fantasia começa a dominar a pessoa”, explica o professor emérito de psicologia clínica Eli Somer, da Universidade de Haifa, em Israel. Ele cunhou a expressão maladaptive daydreaming em inglês e vem pesquisando esta condição há mais de duas décadas.
O devaneio excessivo, muitas vezes, surge e é mantido quando ouvimos música ou praticamos atividades físicas repetitivas, como caminhar. Cerca de 80% das pessoas incorporam gestos físicos inconscientes para manter a concentração, quando estão imersos nos seus sonhos diurnos.
Para Kyla Borcherds, isso inclui subir e descer a entrada de casa com seus patins ou passar horas lançando uma bola contra a parede.
O tempo passado sonhando acordado faz com que as pessoas que sofrem de devaneio excessivo se afastem naturalmente de ocasiões sociais ou relacionamentos, passando a ficar isoladas — o que, por sua vez, gera um ciclo de vergonha e culpa.
[...]
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd0p9p9g7m5o. Acesso em: 17 jun. 2026.
Texto III:
‘Mundo paralelo’: as pessoas viciadas em sonhar acordadas
Molly Gorman - BBC Future - 6 junho 2026
Contei ao psiquiatra e pesquisador americano Colin Ross que tenho sonhos vívidos e imersivos quando estou acordada, que me fazem chorar ou rir alto.
Também contei a ele que gosto desses sonhos e tenho o poder de mergulhar e sair deles quando quiser.
Ele ficou impressionado com meus “dons atléticos” e me sugeriu considerar a possibilidade de seguir carreira como atriz. Não tenho tanta certeza sobre isso, mas aceito com prazer o elogio.
Mas o que acontece se você não conseguir desligar esse cinema interno? Este é o problema vivido por pessoas que sofrem de uma condição conhecida como devaneio excessivo (maladaptive daydreaming, em inglês).
Elas costumam passar mais da metade do seu tempo acordadas criando fantasias elaboradas e incrivelmente detalhadas, com narrativas e personagens na sua mente.
Ross diz que, em casos extremos, as pessoas podem sonhar acordadas por até 12 horas por dia. E os roteiros das suas histórias podem se desenrolar por décadas.
Pode parecer maravilhoso e inspirador, mas estas pessoas ficam tão imersas no seu mundo interior que podem sofrer enormes rupturas na vida cotidiana, resultando em grave sofrimento.
O devaneio excessivo não é algo tão raro quanto pode parecer. “Provavelmente, está na faixa de 2% a 4% da população adulta”, segundo Ross.
Sonhar acordado é geralmente considerado uma atividade mental normal de quase todas as pessoas.
Pesquisadores calculam, com base em questionários preenchidos em estudos, que 30% a 50% da nossa atividade mental quando estamos acordados é gasta em pensamentos que não têm relação com o que estamos fazendo naquele momento.
Sonhar acordado pode beneficiar a regulação emocional, empatia e criatividade. E também pode reduzir o tédio e ajudar as pessoas a encontrar significado nas suas experiências de vida.
Mas o devaneio excessivo pode nos “absorver completamente”, segundo Ross.
“Ele causa desconforto e interfere com a nossa capacidade de funcionamento... mas continuamos sonhando porque ele tem características compulsivas.”E é isso que o transforma em um transtorno de adaptação.
Quando, em algum momento, as pessoas que sofrem de devaneio excessivo saem de um dos seus sonhos diurnos, elas tendem a considerar suas fantasias como algo fútil, um desperdício de tempo.
Mas a sua natureza viciante faz com que o ciclo continue e passe a ser difícil de interromper.
A experiência de Kyla Borcherds é um exemplo. Ela se lembra de criar “outros mundos” na sua cabeça, quando tinha apenas quatro anos de idade.
Isso se intensificou quando ela se mudou para uma nova escola e as outras crianças zombavam do seu sotaque. As histórias passaram a ser o seu “lugar seguro”, onde “ninguém me importunava e as pessoas gostavam de mim”.
Borcherds continuou a sonhar acordada, até que aquilo se tornou uma compulsão que durava horas de cada vez.
“Era simplesmente um desejo muito poderoso, como as pessoas dizem que têm desejo, sabe, de se encher de chocolate ou de ficar nas redes sociais”, ela conta.
É aqui que um comportamento saudável pode se tornar prejudicial.
“O problema surge quando a pessoa não domina mais a fantasia e a fantasia começa a dominar a pessoa”, explica o professor emérito de psicologia clínica Eli Somer, da Universidade de Haifa, em Israel. Ele cunhou a expressão maladaptive daydreaming em inglês e vem pesquisando esta condição há mais de duas décadas.
O devaneio excessivo, muitas vezes, surge e é mantido quando ouvimos música ou praticamos atividades físicas repetitivas, como caminhar. Cerca de 80% das pessoas incorporam gestos físicos inconscientes para manter a concentração, quando estão imersos nos seus sonhos diurnos.
Para Kyla Borcherds, isso inclui subir e descer a entrada de casa com seus patins ou passar horas lançando uma bola contra a parede.
O tempo passado sonhando acordado faz com que as pessoas que sofrem de devaneio excessivo se afastem naturalmente de ocasiões sociais ou relacionamentos, passando a ficar isoladas — o que, por sua vez, gera um ciclo de vergonha e culpa.
[...]
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd0p9p9g7m5o. Acesso em: 17 jun. 2026.
I- Aautora do Texto III tem uma condição conhecida como devaneio excessivo, considerada prejudicial. II- Sonhar acordado é considerado um comportamento saudável. III- O isolamento social é um dos problemas relativos ao devaneio excessivo.
É CORRETO o que se afirma em:
Texto III:
‘Mundo paralelo’: as pessoas viciadas em sonhar acordadas
Molly Gorman - BBC Future - 6 junho 2026
Contei ao psiquiatra e pesquisador americano Colin Ross que tenho sonhos vívidos e imersivos quando estou acordada, que me fazem chorar ou rir alto.
Também contei a ele que gosto desses sonhos e tenho o poder de mergulhar e sair deles quando quiser.
Ele ficou impressionado com meus “dons atléticos” e me sugeriu considerar a possibilidade de seguir carreira como atriz. Não tenho tanta certeza sobre isso, mas aceito com prazer o elogio.
Mas o que acontece se você não conseguir desligar esse cinema interno? Este é o problema vivido por pessoas que sofrem de uma condição conhecida como devaneio excessivo (maladaptive daydreaming, em inglês).
Elas costumam passar mais da metade do seu tempo acordadas criando fantasias elaboradas e incrivelmente detalhadas, com narrativas e personagens na sua mente.
Ross diz que, em casos extremos, as pessoas podem sonhar acordadas por até 12 horas por dia. E os roteiros das suas histórias podem se desenrolar por décadas.
Pode parecer maravilhoso e inspirador, mas estas pessoas ficam tão imersas no seu mundo interior que podem sofrer enormes rupturas na vida cotidiana, resultando em grave sofrimento.
O devaneio excessivo não é algo tão raro quanto pode parecer. “Provavelmente, está na faixa de 2% a 4% da população adulta”, segundo Ross.
Sonhar acordado é geralmente considerado uma atividade mental normal de quase todas as pessoas.
Pesquisadores calculam, com base em questionários preenchidos em estudos, que 30% a 50% da nossa atividade mental quando estamos acordados é gasta em pensamentos que não têm relação com o que estamos fazendo naquele momento.
Sonhar acordado pode beneficiar a regulação emocional, empatia e criatividade. E também pode reduzir o tédio e ajudar as pessoas a encontrar significado nas suas experiências de vida.
Mas o devaneio excessivo pode nos “absorver completamente”, segundo Ross.
“Ele causa desconforto e interfere com a nossa capacidade de funcionamento... mas continuamos sonhando porque ele tem características compulsivas.”E é isso que o transforma em um transtorno de adaptação.
Quando, em algum momento, as pessoas que sofrem de devaneio excessivo saem de um dos seus sonhos diurnos, elas tendem a considerar suas fantasias como algo fútil, um desperdício de tempo.
Mas a sua natureza viciante faz com que o ciclo continue e passe a ser difícil de interromper.
A experiência de Kyla Borcherds é um exemplo. Ela se lembra de criar “outros mundos” na sua cabeça, quando tinha apenas quatro anos de idade.
Isso se intensificou quando ela se mudou para uma nova escola e as outras crianças zombavam do seu sotaque. As histórias passaram a ser o seu “lugar seguro”, onde “ninguém me importunava e as pessoas gostavam de mim”.
Borcherds continuou a sonhar acordada, até que aquilo se tornou uma compulsão que durava horas de cada vez.
“Era simplesmente um desejo muito poderoso, como as pessoas dizem que têm desejo, sabe, de se encher de chocolate ou de ficar nas redes sociais”, ela conta.
É aqui que um comportamento saudável pode se tornar prejudicial.
“O problema surge quando a pessoa não domina mais a fantasia e a fantasia começa a dominar a pessoa”, explica o professor emérito de psicologia clínica Eli Somer, da Universidade de Haifa, em Israel. Ele cunhou a expressão maladaptive daydreaming em inglês e vem pesquisando esta condição há mais de duas décadas.
O devaneio excessivo, muitas vezes, surge e é mantido quando ouvimos música ou praticamos atividades físicas repetitivas, como caminhar. Cerca de 80% das pessoas incorporam gestos físicos inconscientes para manter a concentração, quando estão imersos nos seus sonhos diurnos.
Para Kyla Borcherds, isso inclui subir e descer a entrada de casa com seus patins ou passar horas lançando uma bola contra a parede.
O tempo passado sonhando acordado faz com que as pessoas que sofrem de devaneio excessivo se afastem naturalmente de ocasiões sociais ou relacionamentos, passando a ficar isoladas — o que, por sua vez, gera um ciclo de vergonha e culpa.
[...]
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd0p9p9g7m5o. Acesso em: 17 jun. 2026.
Texto I:
PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil
Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.
O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.
Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.
Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos
O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.
“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.
A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.
A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.
A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.
As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.
Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.
“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.
[...]
Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.
“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira”.
O termo Isso, no contexto, funciona como:
Texto I:
PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil
Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.
O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.
Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.
Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos
O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.
“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.
A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.
A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.
A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.
As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.
Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.
“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.
[...]
Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.
Texto I:
PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil
Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.
O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.
Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.
Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos
O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.
“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.
A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.
A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.
A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.
As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.
Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.
“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.
[...]
Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.
Texto I:
PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil
Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.
O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.
Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.
Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos
O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.
“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.
A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.
A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.
A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.
As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.
Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.
“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.
[...]
Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.
Sobre o uso de “Apesar de”, analise as assertivas a seguir.
I- Apresenta uma informação que poderia suscitar uma expectativa de melhora generalizada das condições de trabalho, contrariada por informação subsequente. II- Contribui para a progressão temática do texto. III- Poderia ser substituída por “uma vez que”, sem alteração significativa de sentido.
É CORRETO o que se afirma em:
A partir desses documentos, analise as assertivas a seguir.
I- Na lógica do texto, não basta a/o assistente social “não ser racista”: deve incentivar o desenvolvimento de ações antirracistas, ou seja, o desenvolvimento de uma atuação consciente para reduzir desigualdades raciais e promover equidade.
II- No trabalho profissional, a coleta do quesito raça/cor/etnia se caracteriza como um procedimento meramente técnico.
III- A autora considera como típicas expressões do racismo institucional a recusa reiterada de introdução da coleta do quesito raça/cor/etnia, a atribuição da classificação a partir da percepção das/os profissionais, a desqualificação da informação no momento da pergunta, no âmbito das diversas instituições, visto que isso inviabiliza o acesso em condições de igualdade aos grupos, em virtude da sua cor, raça ou etnia, nas diversas faixas etárias.
IV- O critério adotado na coleta do quesito raça/cor/etnia deve ser o da heterodeclaração, o que significa que a própria pessoa tem autonomia para indicar a própria cor/raça/etnia e a profissional assume a responsabilidade de dialogar sobre eventuais dúvidas e/ou incômodos em relação à pergunta.
É CORRETO o que se afirma em: