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Q4285374 Pedagogia
Considerando as concepções de leitura e escrita na Educação Infantil presentes na Base Nacional Comum Curricular e no debate contemporâneo sobre a apropriação da linguagem escrita pelas crianças, analise as afirmativas a seguir.
I. Na Educação Infantil, as experiências com leitura e escrita devem integrar-se às interações, às brincadeiras e às múltiplas linguagens, envolvendo literatura, oralidade, narrativas, diferentes gêneros textuais, escrita espontânea e situações socialmente significativas de uso da linguagem escrita, de modo a respeitar os interesses, as curiosidades e as formas próprias de participação das crianças.
II. O trabalho pedagógico pode favorecer a formulação de hipóteses sobre a escrita, a exploração das relações entre oralidade e registro gráfico, a produção de textos com o professor atuando como escriba e a participação das crianças em práticas de leitura e escrita, sem que isso implique reproduzir, de forma antecipada, exercícios mecânicos e sistemáticos de alfabetização próprios do Ensino Fundamental. 
III. Embora a Educação Infantil deva assegurar o contato cotidiano das crianças com livros, narrativas e diferentes portadores textuais, a intervenção pedagógica intencional sobre a escrita deve ser postergada para o Ensino Fundamental, pois a formulação de hipóteses, a produção de registros espontâneos e a reflexão sobre palavras configuram procedimentos próprios do ensino sistemático da alfabetização.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma:
Alternativas
Q4285373 Pedagogia
CASO: Em uma turma do 6º ano do Ensino Fundamental, a professora Helena elaborou uma sequência didática interdisciplinar sobre consumo de água e sustentabilidade. Inicialmente, analisou as competências e as habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), realizou um levantamento dos conhecimentos da turma e considerou problemas relacionados ao contexto da comunidade. Em seguida, definiu os objetivos de aprendizagem, as situações didáticas, os critérios de avaliação e as evidências que permitiriam acompanhar o desenvolvimento dos estudantes. Durante a sequência, a professora utilizou registros de observação, resolução de situações-problema, pesquisas em grupo, debates, produções escritas e apresentações orais. Os critérios avaliativos foram compartilhados previamente com a turma por meio de uma rubrica. Com base nas evidências produzidas, Helena ofereceu devolutivas, propôs momentos de autoavaliação e reorganizou algumas atividades para atender às dificuldades identificadas. Ao analisar o planejamento, a coordenação pedagógica sugeriu que a professora simplificasse o processo, limitando-se a registrar os códigos das habilidades da BNCC no plano de aula e a aplicar uma prova objetiva ao final da sequência como único instrumento de avaliação.
Considerando os princípios do planejamento pedagógico e da avaliação por competências, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4285372 Pedagogia
Sobre o processo de aprendizagem e desenvolvimento, na perspectiva histórico-cultural de Lev S. Vygotsky, analise as situações a seguir. 
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Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a caracterização correta das Situações 1, 2 e 3, segundo a teoria de Vygotsky.
Alternativas
Q4285371 Pedagogia
A complexa dinâmica do desenvolvimento infantil foi amplamente estudada por Henri Wallon. Considerando a abordagem de Wallon, analise as assertivas a seguir.
I. No desenvolvimento humano podemos identificar a existência de etapas claramente diferenciadas, caracterizadas por um conjunto de necessidades e de interesses que lhe garantem coerência e unidade.
II. O desenvolvimento infantil sucede-se numa ordem na qual cada etapa é preparação dispensável para o aparecimento das seguintes.
III. O estudo da criança contextualizada possibilita que se perceba que, entre os seus recursos e os de seu meio, instala-se uma dinâmica de determinações recíprocas: a cada idade estabelece-se um tipo particular de interações entre o sujeito e seu ambiente.
IV. O ritmo pelo qual se sucedem as etapas de desenvolvimento infantil é descontínuo, marcado por rupturas, retrocessos e reviravoltas.
V. A psicogenética walloniana coaduna-se com as concepções que veem no desenvolvimento uma linearidade, e o encaram como adição de sistemas progressivamente mais complexos que resultam da reorganização de elementos presentes desde o início.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4285370 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), instituída pela Lei nº 13.146/2015, constitui importante marco jurídico para a garantia da igualdade de oportunidades, da participação social e do exercício dos direitos e das liberdades fundamentais pelas pessoas com deficiência. O § 1º do art. 4º da LBI estabelece: “[...] toda forma de distinção, restrição ou exclusão, por ação ou omissão, que tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anular o reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais de pessoa com deficiência, incluindo a recusa de adaptações razoáveis e de fornecimento de tecnologias assistivas.”


Fonte: BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Brasília, DF: Presidência da República, 2015.


Considerando a terminologia expressamente adotada pela Lei 13.146/2015, o conceito apresentado no trecho corresponde a:

Alternativas
Q4285369 Pedagogia
No planejamento escolar, o Projeto Político-Pedagógico (PPP) é o documento que articula currículo e didática. Segundo a perspectiva da pedagogia crítica, o planejamento deve:
Alternativas
Q4285368 Pedagogia
O Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) é uma abordagem fundamental para a prática pedagógica inclusiva. Sobre seus princípios básicos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4285367 Pedagogia
O pensamento pós-moderno, influenciado por filósofos como Jean-François Lyotard, exerce impacto na educação contemporânea ao questionar as chamadas ‘metanarrativas’. No contexto pedagógico, essa perspectiva implica: 
Alternativas
Q4285366 Pedagogia
António Nóvoa afirma que a formação de professores deve tocar a "pessoa" que o professor é, dividindo o desenvolvimento profissional em dimensões como o produzir-se na profissão e o socializar-se. No âmbito de uma formação multidimensional, a dimensão ético-política exige do educador: 
Alternativas
Q4285365 Pedagogia
Na relação entre Educação, Sociedade e Estado, as chamadas Teorias Crítico-Reprodutivistas (como as de Louis Althusser, Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron) exerceram forte impacto no pensamento pedagógico na segunda metade do século XX. Segundo essa perspectiva teórica, assinale a alternativa que apresenta a principal função da escola na sociedade capitalista sob a égide do Estado.
Alternativas
Q4285363 Matemática
O louva-a-deus é um animal que possui um dos movimentos mais rápidos do reino animal. Ele consegue capturar sua presa com um bote que dura cerca de 60 milésimos de segundo, sendo mais rápido que um piscar de olhos humano. Assinale a alternativa que representa corretamente essa duração.
Alternativas
Q4285362 Raciocínio Lógico
Médicos estão avaliando as reações adversas de um tratamento experimental em 50 pacientes oncológicos. Após a aplicação da medicação, verificou-se que: 12 pacientes sentiram problemas intestinais severos; 8 pacientes sentiram fadiga e 4 pacientes sentiram simultaneamente problemas intestinais severos e fadiga. Quantos pacientes não sentiram nenhum dos dois problemas relatados?
Alternativas
Q4285361 Raciocínio Lógico
Assinale a alternativa que indica a negação da proposição composta:
“Se Fábio não trabalha com telemarketing, então não pode ser comunicador”
Alternativas
Q4285360 Raciocínio Lógico
Considere as seguintes proposições simples a seguir:
m: Luiz é estudante de Medicina. n: Luiz não é paraibano.
A recíproca da contrapositiva da proposição condicional m→n é: 
Alternativas
Q4285359 Segurança da Informação
Analise as afirmativas a seguir:
I. Uma passkey utiliza criptografia assimétrica para autenticação.
II. O TOTP gera códigos temporários válidos por um período limitado.
III. O uso de 2FA exige a combinação de dois fatores distintos de autenticação.
IV. Um gerenciador de senhas pode auxiliar na criação e armazenamento de senhas fortes.
V. O uso de VPN garante proteção contra todos os tipos de ataques cibernéticos.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4285358 Noções de Informática
Uma empresa deseja disponibilizar documentos corporativos para acesso remoto por usuários autorizados, permitindo sincronização automática entre dispositivos e compartilhamento controlado de arquivos sem a necessidade de servidores locais. Assinale a alternativa que indica qual tecnologia atende diretamente a esse objetivo.
Alternativas
Q4285357 Noções de Informática
Uma organização decidiu migrar parte de sua infraestrutura de TI para a computação em nuvem. Para isso, contratou um provedor que disponibiliza recursos computacionais sob demanda, incluindo máquinas virtuais, capacidade de processamento, memória, armazenamento e redes virtuais. Nesse ambiente, a própria organização é responsável pela instalação, configuração e manutenção dos sistemas operacionais e das aplicações que serão executadas. Considerando os modelos de serviço em computação em nuvem, assinale a alternativa que identifica corretamente a solução descrita. 
Alternativas
Q4285354 Noções de Informática
Analise as afirmativas sobre correio eletrônico:
I. O campo Cc permite enviar cópia visível da mensagem para outros destinatários.
II. O campo Cco (ou Bcc) oculta os destinatários incluídos nesse campo dos demais destinatários.
III. Webmail é um serviço acessado normalmente por meio de um navegador web.
IV. Clientes de e-mail, como Outlook e Thunderbird, podem ser configurados para acessar caixas postais remotas.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4285349 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.

Além do tempo de tela: o que os mais jovens têm feito no celular?

Qualidade da interação e dos conteúdos acessados precisa estar no centro do debate sobre saúde mental entre crianças e adolescentes

Por Luiz Zoldan*

        Reduzir a crise de saúde mental entre jovens ao “tempo de tela” é uma explicação confortável – e perigosamente insuficiente. O debate público precisa de um ajuste urgente: mais do que contar horas, é preciso entender a qualidade da interação desses adolescentes com os dispositivos digitais. 

        Em consultórios, escolas e ambientes de trabalho, a constatação é recorrente: a forma como os jovens se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o mundo mudou profundamente. E as telas ocupam um papel central nessa transformação. 

        Vivemos em uma realidade na qual nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos a fatores que afetam a saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes.

        A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais, com perda de controle e consequências negativas no dia a dia. 

        Estudos consistentes associam o uso excessivo de telas à piora nos indicadores de saúde mental. Cerca de 25% dos adolescentes que passam mais de 4 horas diárias em frente a telas apresentam sintomas recentes de ansiedade ou depressão. Evidências longitudinais também confirmam que o aumento do tempo de exposição está ligado a um maior risco de sofrimento emocional a longo prazo. 

        O Brasil figura entre os países com maior tempo de tela no mundo, ultrapassando 5 horas diárias apenas em smartphones. Entre os adolescentes brasileiros, os números são ainda mais alarmantes, chegando a quase 6 horas em dias de semana e ultrapassando 8 horas nos fins de semana.

        O cenário nacional é marcado por três desafios: o acesso a smartphones em idades cada vez mais precoces, a desigualdade no acesso à educação digital e a fragilidade na mediação por parte de famílias e escolas. Diante disso, cresce a percepção entre os próprios jovens de que algo não vai bem: quase metade deles já considera que as redes sociais impactam negativamente pessoas da sua idade. 

        Ainda assim, é crucial qualificar a leitura desses dados. A própria ciência mostra que o impacto não é uniforme. O uso passivo, caracterizado pela rolagem infinita e pela comparação social, está mais associado ao malestar. Por outro lado, usos mais ativos e focados na conexão podem ter um efeito protetor. O problema central, portanto, não é apenas o tempo, mas o padrão de uso. Comportamentos compulsivos e de dependência estão mais ligados a desfechos negativos do que o número absoluto de horas.

        Nesse contexto, avanços como a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao ambiente digital são essenciais, pois reconhecem a vulnerabilidade de crianças e adolescentes nesse ecossistema. Essas iniciativas buscam responsabilizar as plataformas, proteger dados e reduzir a exposição a conteúdos nocivos. Contudo, a regulação, sozinha, não resolve. Ela cria um ambiente mais seguro, mas não substitui a educação, o vínculo afetivo e o desenvolvimento de repertório emocional.

        Durante anos, a principal recomendação foi limitar o tempo de tela. Embora essa abordagem continue relevante, especialmente para crianças mais novas, hoje sabemos que é insuficiente. O verdadeiro problema não é apenas o que acontece nas telas, mas o que deixa de acontecer fora delas: sono de qualidade, atividade física, convivência e a própria construção da identidade são processos insubstituíveis para o desenvolvimento psíquico. 

        O uso excessivo de telas, por exemplo, está diretamente ligado a um sono mais curto e de pior qualidade – um dos principais gatilhos para o sofrimento mental. Idealmente, um uso de qualidade envolve interações sociais reais, consumo de conteúdos educativos ou criativos e intencionalidade, sem prejudicar o sono. Em contrapartida, a utilização de risco é aquela em que há comportamento compulsivo, comparação social constante, exposição a conteúdos negativos e a substituição de experiências presenciais por virtuais.

        Com base em evidências científicas e na prática clínica, algumas medidas são fundamentais. Para as famílias, é preciso estabelecer acordos claros, evitar o uso de aparelhos antes de dormir (especialmente porque um terço dos adolescentes os utiliza depois da meia-noite), acompanhar os conteúdos acessados e, acima de tudo, dar o exemplo. Isso implica reconhecer que muitos adultos também mantêm uma relação excessiva, distraída e pouco saudável com as telas, o que compromete o ensino da autorregulação.

        Nas escolas, o desafio vai além da simples restrição: passa pela promoção da alfabetização digital e midiática, pelo desenvolvimento de competências socioemocionais e pela criação de espaços de convivência offline que favoreçam o pertencimento, o diálogo e a construção da identidade. Isso inclui a promoção de conversas qualificadas sobre corpo, gênero, autoestima e relações sociais, temas profundamente atravessados pela lógica das redes. 

        Para os profissionais de saúde, investigar o padrão de uso digital tornou-se parte indispensável da avaliação clínica, assim como sono, alimentação e atividade física. Ainda assim, o enfrentamento desse problema não é responsabilidade somente de indivíduos, famílias e consultórios. O desafio exige que empresas de tecnologia e políticas públicas atuem de forma mais firme na limitação de mecanismos de design viciantes e persuasivos e na implementação de estratégias integradas entre saúde, educação e regulação digital.

        A relação entre os jovens e a tecnologia não é um “problema” a ser eliminado, mas uma realidade a ser gerenciada com inteligência. É preciso superar a lógica simplista de “mais ou menos tempo de tela” e adotar uma abordagem mais sistêmica e que considere o  contexto, o conteúdo e a intenção de cada interação. No fim das contas, o maior indicador de sucesso não é quantas horas um jovem passa conectado, mas sua capacidade de se desconectar com liberdade, propósito e, acima de tudo, saúde mental.

*Luiz Zoldan é psiquiatra e gerente médico do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/alem-dotempo-de-tela-o-que-os-mais-jovens-tem-feito-no-celular/.
Observe as palavras destacadas em negrito do trecho do texto: “O verdadeiro problema não é apenas o que acontece nas telas, mas o que deixa de acontecer fora delas: sono de qualidade, atividade física, convivência e a própria construção da identidade são processos insubstituíveis para o desenvolvimento psíquico.”. Identifique a opção que apresenta a classificação morfológica das palavras destacadas em negrito, conforme o contexto em que se encontram, e na ordem em que ocorrem. 
Alternativas
Respostas
421: C
422: C
423: A
424: D
425: E
426: E
427: C
428: D
429: A
430: B
431: C
432: B
433: A
434: C
435: D
436: B
437: C
438: E
439: C
440: B