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Um currículo comprometido com a formação de jovens e adultos trabalhadores com autonomia intelectual, ética e política exige assumir contornos de uma educação sólida e de uma qualificação profissional que conduza esses sujeitos à compreensão das relações sociais, à leitura de mundo e à efetiva participação nos processos sociais (Silva, 2019, p. 177).
(Fonte: SILVA, José. A Educação de Jovens e Adultos integrada à Educação Profissional no Brasil: 13 anos depois. Cadernos de Pesquisa. v. 26. n. 4. out./dez., 2019).
A afirmação de Silva (2019) aponta que a educação de jovens e adultos integrada à formação profissional e tecnológica apresenta a necessidade de
1. Propicia o acesso aos conhecimentos teóricos e práticos específicos da profissão, bem como aos princípios e normas que constituem o fazer profissional.
2. Possibilita uma ampliação dos conhecimentos profissionais tendo como base as demandas, reflexões e especificidades oriundas da prática.
Essas definições retratam, respectivamente, a formação
Por razões pedagógicas e técnico-administrativas, inerentes ao compromisso da escola com a educação e o ensino, são reforçados hoje a necessidade e o desafio de cada escola construir e administrar seu próprio projeto político-pedagógico (Bussmann, 2009, p. 37).
(Fonte: BUSSMANN, Antônia. Projeto político-pedagógico e a gestão da escola. In: VEIGA, Ilma. (org.). Projeto políticopedagógico da escola: uma construção possível. 26 ed. Campinas: Papirus, 2009)
A ênfase dada por Bussmann (2009) sobre a importância da escola construir seu próprio projeto político-pedagógico tem como fundamento
Postula uma reestruturação do sistema educacional, ou seja, uma mudança na estruturação do ensino regular, com a finalidade de que a escola se torne um espaço democrático e capaz de trabalhar com todos os educandos, sem distinção de raça, classe, gênero ou características pessoais, tendo como referência o princípio de que a diversidade deve não só ser aceita como desejada (Brasil, 2001).
O conteúdo abordado refere-se à
A questão central para qualquer teoria que problematize o currículo é orientar a ação educativa em um dimensionamento amplo e integrado. E isso compreende muito mais do que listar conteúdos, cargas horárias e matrizes curriculares. Envolve saber, numa perspectiva política, qual conhecimento deve ser ensinado, quais as finalidades desse conhecimento, para quem ele se destina e a quem ele interessa. (IFRN, 2012, p. 37).
(Fonte: Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Projeto Político-Pedagógico do IFRN: uma construção coletiva. Documento-base. Natal: IFRN, 2012).
A definição apresentada no fragmento, retrata uma concepção curricular específica, componente de uma das teorias do currículo. De acordo com a literatura especializada sobre o tema, as teorias do currículo apresentam distinções em suas abordagens e podem ser identificadas como:
Pode ser definido como um processo socializador e sistemático que consiste na aquisição de características e capacidades específicas da profissão. Fundamenta-se na prática e na mobilização/atualização de conhecimentos especializados, além do aperfeiçoamento das capacidades necessárias à ação profissional (Imbernón, 2009).
Esse fragmento diz respeito à conceitualização de
Considerando as implicações dessas mudanças, analise as afirmativas a seguir, sobre o conceito de letramento digital e seu impacto no ensino de Língua Portuguesa, e assinale a opção correta.
Considere as seguintes obras representativas da prosa literária potiguar:
I Opúsculo Humanitário, de Nísia Floresta.
II A Princesa de Bambuluá, de Câmara Cascudo.
III Rua da Estrela, de Nei Leandro de Castro.
IV Francisca, de Ana Cláudia Trigueiro.
Analise as afirmativas, relacionando obras e autores indicados em cada item, e assinale a opção correta.
Considere a coletânea de excertos a seguir:


A poesia potiguar, segundo proposta sistematizada por Constância Lima Duarte e Diva Cunha, na obra Literatura do Rio Grande do Norte, percorre quatro grandes fases: formação, transição, modernismo e vertentes contemporâneas. A partir dos excertos colacionados, é possível observar transformações temáticas e formais nesse percurso histórico-literário. Com base nesses versos e em aspectos de cada fase, assinale a opção correta.
A partir dessas considerações, analise as descrições a seguir:
I Suas obras inovaram a estrutura narrativa ao usar a ironia como ferramenta de crítica social, desestabilizando discursos dominantes sobre classe e poder. No conto “Pílades e Orestes”, a relação entre os personagens é apresentada com forte carga emocional e interdependência, cabendo ao leitor crítico interpretar se o que os une é o amor, o desejo ou o interesse.
II Em um romance naturalista considerado pioneiro na abordagem de temas transgressores à época, o autor expõe o preconceito e a violência contra corpos dissidentes em uma sociedade rigidamente normatizada. A obra retrata a relação entre um marinheiro e um jovem grumete, sendo uma das primeiras manifestações literárias a tensionar os limites das convenções sociais do século XIX.
III Explorou de forma intensa e subjetiva as experiências afetivas e existenciais de personagens marginalizados, frequentemente atravessados pela fluidez do desejo e pela incerteza identitária. Seus contos tornaram-se referência na literatura queer brasileira ao problematizar o não pertencimento e a angústia da exclusão.
IV Construiu narrativas que evidenciam a opressão e a busca por autonomia feminina, utilizando personagens femininas que transitam entre o desejo e a repressão social. No romance As Meninas, o entrelaçamento de perspectivas evidencia conflitos de gênero e poder durante a ditadura militar.
V Sua literatura flerta com o fantástico e com a exploração de arquétipos femininos, em um universo em que o feminino ora se impõe como resistência, ora se vê subjugado pelo patriarcado. No conto “A Moça Tecelã”, apresenta um olhar sensível sobre a complexidade das relações interpessoais e as imposições sobre as mulheres.
VI Em sua obra Amora, revisita e ressignifica experiências femininas e queer por meio de contos que desafiam a heteronormatividade e evidenciam a pluralidade da experiência de ser mulher no Brasil contemporâneo.
As descrições acima referem-se, respectivamente, aos seguintes autores e às suas obras: