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Questões Discursivas

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Q4219969 Física

Durante a montagem de um eletroímã em um experimento didático de laboratório, um técnico enrola diversas espiras de fio condutor esmaltado em torno de um núcleo ferromagnético e conecta o conjunto a uma fonte de corrente contínua ajustável. A respeito dos fenômenos eletromagnéticos envolvidos nesse sistema, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4219968 Eletrotécnica

Considerando o circuito da figura a seguir, assinale a alternativa com o valor correto da impedância vista dos terminais A e B.



Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q4219967 Eletrotécnica

Uma fonte senoidal de tensão alternada de 300 V (valor eficaz) alimenta um circuito série composto por:



• um indutor de reatância XL = 12 Ω;


• um capacitor de reatância XC = 8 Ω;


• um resistor de resistência R = 3 Ω.



Considerando regime permanente senoidal e que os valores informados correspondem às impedâncias na frequência de operação, assinale a alternativa que apresenta o valor eficaz da tensão no indutor.

Alternativas
Q4219966 Eletrotécnica

Em um laboratório de máquinas elétricas, ocorreu uma falha de isolamento em um equipamento, fazendo com que um condutor fase entrasse em contato com sua carcaça metálica. Durante a análise da ocorrência, o técnico observou que a corrente de falta escoou pela carcaça do equipamento, percorreu o condutor de proteção (PE) e retornou ao ponto de origem da instalação, onde esse condutor está interligado ao neutro do secundário do transformador de alimentação, possibilitando a atuação do dispositivo de proteção.


Esse comportamento é característico de qual esquema de aterramento?

Alternativas
Q4219965 Eletrotécnica

Em um laboratório de máquinas elétricas, será instalado um motor de indução trifásico com as seguintes características de placa:



• tensão nominal: 220/380 V;


• potência: 7,5 kW;


• fator de potência: 0,86;


• rendimento: 90%.



A rede disponível no laboratório é 380 V trifásica. Considerando condições nominais de operação, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4219964 Física

Durante um ensaio em laboratório, um técnico conecta uma fonte de corrente contínua de 24 V a um condutor metálico homogêneo. Considerando o modelo microscópico de condução elétrica em metais, sabe-se que os portadores de carga são elétrons livres. Diante desse contexto, com base nos fundamentos físicos da corrente elétrica, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.



I. O campo elétrico no interior do condutor se estabelece do terminal positivo para o terminal negativo da fonte.


II. Os elétrons livres deslocam-se no mesmo sentido do campo elétrico aplicado.


III. A corrente elétrica convencional tem sentido oposto ao movimento real dos elétrons.


IV. Se a fonte for invertida, o sentido da corrente convencional se mantém, pois depende apenas do material condutor.

Alternativas
Q4219963 Eletrotécnica

Considere o circuito da figura a seguir: 



Imagem associada para resolução da questão



Sabendo que o circuito se encontra em regime permanente, a potência fornecida pela fonte de tensão de 60 V é de

Alternativas
Q4219962 Eletricidade

Como responsável técnico por um laboratório de eletrotécnica, você foi solicitado a verificar a iluminação do ambiente após a instalação de novas luminárias no teto. Durante as aulas práticas, alunos relataram dificuldade na visualização de componentes eletrônicos sobre as bancadas devido à formação de sombras em determinadas regiões, mesmo com o ambiente aparentemente bem iluminado. Após análise, constatou-se que o nível médio de iluminância no ambiente atende ao valor recomendado para o tipo de atividade realizada.


Nesse caso, o problema relatado está mais diretamente associado ao(à)

Alternativas
Q4219961 Eletrotécnica

Um osciloscópio é conectado à saída de um gerador de sinais ajustado para fornecer uma tensão senoidal ideal com valor de pico de 127 V.


Considerando que o instrumento está corretamente calibrado, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4219960 Eletrotécnica

Em um laboratório de máquinas elétricas de uma indústria, deseja-se determinar o fator de potência de uma instalação trifásica equilibrada que alimenta diversos motores de indução. Para isso, foi utilizado o método dos dois wattímetros para medição da potência ativa total da instalação. Em seguida, um alicate amperímetro foi utilizado para medir a corrente de linha de uma das fases. Considere que:



1) a tensão de linha da instalação é de 380 V;


2) as leituras dos wattímetros são, respectivamente, 11 kW e 8 kW;


3) a leitura do amperímetro é de 30 A.



Diante do exposto, o valor aproximado do fator de potência da instalação é 

Alternativas
Q4219959 Eletrotécnica

Uma fonte trifásica equilibrada e simétrica, ligada em estrela (Y), alimenta uma carga trifásica também equilibrada, ligada em estrela (Y). A impedância por fase da carga tem módulo |Zfase| = 7 Ω. O módulo da tensão de linha da fonte é VL = 380 V.


Desprezando a impedância dos condutores, assinale a alternativa que apresenta o valor que mais se aproxima do módulo da corrente que flui em cada fase da carga.

Alternativas
Q4219958 Eletrotécnica

Um Instituto Federal está implantando um novo laboratório de eletrotécnica com dimensões de 8 m de comprimento por 6 m de largura, totalizando uma área de 48 m². Para atividades técnicas em bancada, deseja-se uma iluminância média de 500 lux sobre o plano de trabalho. Dessa forma, serão utilizadas, para essa finalidade, lâmpadas LED tubulares com fluxo luminoso nominal de 2.000 lúmens cada.


Para simplificação do projeto, considere apenas um fator de utilização (FU) igual a 0,8.


Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta o número mínimo de lâmpadas necessárias para atender ao nível de iluminância especificado. 

Alternativas
Q4219957 Eletrotécnica

Como responsável técnico por um laboratório didático, você foi encarregado de verificar o dimensionamento dos condutores fase de 5 circuitos monofásicos independentes, instalados no mesmo eletroduto embutido e operando simultaneamente. Cada circuito alimenta cargas com corrente de projeto Ib = 18 A e é protegido por um disjuntor termomagnético de corrente nominal In = 25 A (um disjuntor para cada circuito). Os condutores são de cobre, com isolação PVC (70 °C), instalados conforme o método B1. De acordo com o fabricante, a capacidade de condução de corrente Iz nas condições de referência é:



Imagem associada para resolução da questão



Para a instalação conjunta dos 5 circuitos carregados no mesmo eletroduto, deve-se aplicar um fator de correção por agrupamento F = 0,8.


Assinale a alternativa que apresenta a seção mínima adequada do condutor fase de cada um dos 5 circuitos.

Alternativas
Q4219956 Física

Durante um ensaio em laboratório de eletrotécnica, um aluno registrou em seu relatório duas correntes medidas em um circuito eletrônico:



• corrente 1: 4,2 mA;


• corrente 2: 320 µA.



Assinale a alternativa que apresenta corretamente a conversão dos valores para o Sistema Internacional de Unidades (SI), na unidade ampère (A), expressos em notação científica.

Alternativas
Q4219955 Eletrotécnica
Em um experimento de bancada, deseja-se alimentar uma resistência elétrica destinada ao aquecimento de líquidos. Para isso, utiliza-se uma fonte de alimentação monofásica, conectada à rede de 127 V (valor eficaz), cuja saída fornece 12 V em corrente contínua para a carga. A fonte apresenta rendimento constante de 80% em regime permanente, independentemente da carga, e é protegida, em sua entrada, por um fusível de 1 A, ligado em série com a rede de alimentação.

Considerando operação em regime nominal e que o fusível atua quando a corrente de entrada atinge seu valor nominal, o valor mínimo da resistência que pode ser conectada à saída da fonte, sem provocar a atuação do fusível, é aproximadamente
Alternativas
Q4219719 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


‘Acham que alguém da minha idade deve estar recolhido em casa. Não vou ser assim nunca’, diz Ney Matogrosso

Mônica Bergamo / Victória Cócolo

Em 2025 houve a estreia do filme sobre sua biografia, “Homem com H”, turnês e o projeto musical Tiny Desk. Aos 84 anos, de onde vem a energia para abraçar tantos projetos?

Eu também não sei. Na verdade, estou bem cansado. Estou louco para chegar o fim do ano para descansar. Vão ser miniférias — isso até o ano novo, em que eu vou cantar com o Gil no Rio de Janeiro. Depois, tem show marcado de janeiro até julho.

O corpo é um elemento muito presente no seu trabalho. O que você faz para se cuidar?

Faço ginástica diariamente quando estou no Rio de Janeiro, na minha casa. Não faço no hotel porque tem que vestir o modelito. Gosto de fazer exercício do jeito que estiver, só de shorts.

Com qual dos projetos você se divertiu mais neste ano?

Eu gostei de tudo, mas demanda energia. Todos os projetos me interessavam muito, então eu me envolvi mesmo. Por exemplo: com o filme ‘Homem com H’, eu li 12 roteiros, acompanhei três dias de gravação, com filmagens de 12 horas. Eu tenho prazer trabalhando.

Sobre o filme, como foi se ver projetado numa tela de cinema? É estranho? 

Muito estranho. Mas o Jesuíta Barbosa [protagonista de “Homem com H”] é muito bom, um ator maravilhoso. Tinha horas em que, vendo o filme, eu pensava: será que eles pegaram um pedaço de mim de verdade e colocaram no filme?

Você declarou que o filme foi um marco e que antes podia sair na rua, mas agora é abordado o tempo todo. Como tem sido essa experiência?

Eu sempre andei na rua, aqui no Leblon, estão todos acostumados. Mas, subitamente, agora vem falar comigo gente que nunca teria se aproximado. Ontem [quarta, dia 10] eu saí e, quando estava voltando, veio um casal de adolescentes. Um devia ter uns 15 anos, a namorada uns 14. Vieram me pedir uma foto e, enquanto isso, estava passando um casal de senhores que disse: “Vocês têm muito bom gosto”. Eu achei tudo muito engraçado. Eu lá, parado no meio da rua fazendo foto, e o casal passando e falando dos meninos. Foi ótimo. 

E qual é a sua relação com a finitude e a morte? Você pensa sobre a morte?

Normal. Eu aceito. Estou convivendo com isso: minha mãe está com 103 anos, não se levanta mais da cama, e eu estou vendo que é isso que vai acontecer com ela — e tenho que aceitar a minha morte também. Eu não sou paranoico, não sou grilado com a realidade da vida.

Você canta algumas músicas da Rita Lee no seu show. Isso te faz se sentir mais perto dela, especialmente agora que ela se foi?

Acho que sim. Para mim, é um prazer enorme cantar a Rita. Nós éramos o mesmo lado da moeda. Nosso jeito de ver o mundo era muito parecido.

Tem alguma música do seu repertório que mudou de sentido ao longo dos anos?

“Sangue Latino”. Quando lancei, era uma música normal. Com o passar do tempo, ela significa cada vez mais para mim. Parece que eu já estava falando de mim mesmo. Naquela época, eu não tinha meus mortos, meus caminhos tortos, agora eu tenho.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/autores/victoriacocolo.shtml. Acesso em: 25 maio 2026. 
Assinale a alternativa em que é facultativo o uso da(s) vírgula(s). 
Alternativas
Q4219718 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


‘Acham que alguém da minha idade deve estar recolhido em casa. Não vou ser assim nunca’, diz Ney Matogrosso

Mônica Bergamo / Victória Cócolo

Em 2025 houve a estreia do filme sobre sua biografia, “Homem com H”, turnês e o projeto musical Tiny Desk. Aos 84 anos, de onde vem a energia para abraçar tantos projetos?

Eu também não sei. Na verdade, estou bem cansado. Estou louco para chegar o fim do ano para descansar. Vão ser miniférias — isso até o ano novo, em que eu vou cantar com o Gil no Rio de Janeiro. Depois, tem show marcado de janeiro até julho.

O corpo é um elemento muito presente no seu trabalho. O que você faz para se cuidar?

Faço ginástica diariamente quando estou no Rio de Janeiro, na minha casa. Não faço no hotel porque tem que vestir o modelito. Gosto de fazer exercício do jeito que estiver, só de shorts.

Com qual dos projetos você se divertiu mais neste ano?

Eu gostei de tudo, mas demanda energia. Todos os projetos me interessavam muito, então eu me envolvi mesmo. Por exemplo: com o filme ‘Homem com H’, eu li 12 roteiros, acompanhei três dias de gravação, com filmagens de 12 horas. Eu tenho prazer trabalhando.

Sobre o filme, como foi se ver projetado numa tela de cinema? É estranho? 

Muito estranho. Mas o Jesuíta Barbosa [protagonista de “Homem com H”] é muito bom, um ator maravilhoso. Tinha horas em que, vendo o filme, eu pensava: será que eles pegaram um pedaço de mim de verdade e colocaram no filme?

Você declarou que o filme foi um marco e que antes podia sair na rua, mas agora é abordado o tempo todo. Como tem sido essa experiência?

Eu sempre andei na rua, aqui no Leblon, estão todos acostumados. Mas, subitamente, agora vem falar comigo gente que nunca teria se aproximado. Ontem [quarta, dia 10] eu saí e, quando estava voltando, veio um casal de adolescentes. Um devia ter uns 15 anos, a namorada uns 14. Vieram me pedir uma foto e, enquanto isso, estava passando um casal de senhores que disse: “Vocês têm muito bom gosto”. Eu achei tudo muito engraçado. Eu lá, parado no meio da rua fazendo foto, e o casal passando e falando dos meninos. Foi ótimo. 

E qual é a sua relação com a finitude e a morte? Você pensa sobre a morte?

Normal. Eu aceito. Estou convivendo com isso: minha mãe está com 103 anos, não se levanta mais da cama, e eu estou vendo que é isso que vai acontecer com ela — e tenho que aceitar a minha morte também. Eu não sou paranoico, não sou grilado com a realidade da vida.

Você canta algumas músicas da Rita Lee no seu show. Isso te faz se sentir mais perto dela, especialmente agora que ela se foi?

Acho que sim. Para mim, é um prazer enorme cantar a Rita. Nós éramos o mesmo lado da moeda. Nosso jeito de ver o mundo era muito parecido.

Tem alguma música do seu repertório que mudou de sentido ao longo dos anos?

“Sangue Latino”. Quando lancei, era uma música normal. Com o passar do tempo, ela significa cada vez mais para mim. Parece que eu já estava falando de mim mesmo. Naquela época, eu não tinha meus mortos, meus caminhos tortos, agora eu tenho.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/autores/victoriacocolo.shtml. Acesso em: 25 maio 2026. 
Assinale a alternativa que analisa corretamente o excerto “Parece que eu já estava falando de mim mesmo. Naquela época, eu não tinha meus mortos, meus caminhos tortos, agora eu tenho.”.  
Alternativas
Q4219717 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


‘Acham que alguém da minha idade deve estar recolhido em casa. Não vou ser assim nunca’, diz Ney Matogrosso

Mônica Bergamo / Victória Cócolo

Em 2025 houve a estreia do filme sobre sua biografia, “Homem com H”, turnês e o projeto musical Tiny Desk. Aos 84 anos, de onde vem a energia para abraçar tantos projetos?

Eu também não sei. Na verdade, estou bem cansado. Estou louco para chegar o fim do ano para descansar. Vão ser miniférias — isso até o ano novo, em que eu vou cantar com o Gil no Rio de Janeiro. Depois, tem show marcado de janeiro até julho.

O corpo é um elemento muito presente no seu trabalho. O que você faz para se cuidar?

Faço ginástica diariamente quando estou no Rio de Janeiro, na minha casa. Não faço no hotel porque tem que vestir o modelito. Gosto de fazer exercício do jeito que estiver, só de shorts.

Com qual dos projetos você se divertiu mais neste ano?

Eu gostei de tudo, mas demanda energia. Todos os projetos me interessavam muito, então eu me envolvi mesmo. Por exemplo: com o filme ‘Homem com H’, eu li 12 roteiros, acompanhei três dias de gravação, com filmagens de 12 horas. Eu tenho prazer trabalhando.

Sobre o filme, como foi se ver projetado numa tela de cinema? É estranho? 

Muito estranho. Mas o Jesuíta Barbosa [protagonista de “Homem com H”] é muito bom, um ator maravilhoso. Tinha horas em que, vendo o filme, eu pensava: será que eles pegaram um pedaço de mim de verdade e colocaram no filme?

Você declarou que o filme foi um marco e que antes podia sair na rua, mas agora é abordado o tempo todo. Como tem sido essa experiência?

Eu sempre andei na rua, aqui no Leblon, estão todos acostumados. Mas, subitamente, agora vem falar comigo gente que nunca teria se aproximado. Ontem [quarta, dia 10] eu saí e, quando estava voltando, veio um casal de adolescentes. Um devia ter uns 15 anos, a namorada uns 14. Vieram me pedir uma foto e, enquanto isso, estava passando um casal de senhores que disse: “Vocês têm muito bom gosto”. Eu achei tudo muito engraçado. Eu lá, parado no meio da rua fazendo foto, e o casal passando e falando dos meninos. Foi ótimo. 

E qual é a sua relação com a finitude e a morte? Você pensa sobre a morte?

Normal. Eu aceito. Estou convivendo com isso: minha mãe está com 103 anos, não se levanta mais da cama, e eu estou vendo que é isso que vai acontecer com ela — e tenho que aceitar a minha morte também. Eu não sou paranoico, não sou grilado com a realidade da vida.

Você canta algumas músicas da Rita Lee no seu show. Isso te faz se sentir mais perto dela, especialmente agora que ela se foi?

Acho que sim. Para mim, é um prazer enorme cantar a Rita. Nós éramos o mesmo lado da moeda. Nosso jeito de ver o mundo era muito parecido.

Tem alguma música do seu repertório que mudou de sentido ao longo dos anos?

“Sangue Latino”. Quando lancei, era uma música normal. Com o passar do tempo, ela significa cada vez mais para mim. Parece que eu já estava falando de mim mesmo. Naquela época, eu não tinha meus mortos, meus caminhos tortos, agora eu tenho.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/autores/victoriacocolo.shtml. Acesso em: 25 maio 2026. 
A qual gênero textual o texto pertence?
Alternativas
Q4219716 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


‘Acham que alguém da minha idade deve estar recolhido em casa. Não vou ser assim nunca’, diz Ney Matogrosso

Mônica Bergamo / Victória Cócolo

Em 2025 houve a estreia do filme sobre sua biografia, “Homem com H”, turnês e o projeto musical Tiny Desk. Aos 84 anos, de onde vem a energia para abraçar tantos projetos?

Eu também não sei. Na verdade, estou bem cansado. Estou louco para chegar o fim do ano para descansar. Vão ser miniférias — isso até o ano novo, em que eu vou cantar com o Gil no Rio de Janeiro. Depois, tem show marcado de janeiro até julho.

O corpo é um elemento muito presente no seu trabalho. O que você faz para se cuidar?

Faço ginástica diariamente quando estou no Rio de Janeiro, na minha casa. Não faço no hotel porque tem que vestir o modelito. Gosto de fazer exercício do jeito que estiver, só de shorts.

Com qual dos projetos você se divertiu mais neste ano?

Eu gostei de tudo, mas demanda energia. Todos os projetos me interessavam muito, então eu me envolvi mesmo. Por exemplo: com o filme ‘Homem com H’, eu li 12 roteiros, acompanhei três dias de gravação, com filmagens de 12 horas. Eu tenho prazer trabalhando.

Sobre o filme, como foi se ver projetado numa tela de cinema? É estranho? 

Muito estranho. Mas o Jesuíta Barbosa [protagonista de “Homem com H”] é muito bom, um ator maravilhoso. Tinha horas em que, vendo o filme, eu pensava: será que eles pegaram um pedaço de mim de verdade e colocaram no filme?

Você declarou que o filme foi um marco e que antes podia sair na rua, mas agora é abordado o tempo todo. Como tem sido essa experiência?

Eu sempre andei na rua, aqui no Leblon, estão todos acostumados. Mas, subitamente, agora vem falar comigo gente que nunca teria se aproximado. Ontem [quarta, dia 10] eu saí e, quando estava voltando, veio um casal de adolescentes. Um devia ter uns 15 anos, a namorada uns 14. Vieram me pedir uma foto e, enquanto isso, estava passando um casal de senhores que disse: “Vocês têm muito bom gosto”. Eu achei tudo muito engraçado. Eu lá, parado no meio da rua fazendo foto, e o casal passando e falando dos meninos. Foi ótimo. 

E qual é a sua relação com a finitude e a morte? Você pensa sobre a morte?

Normal. Eu aceito. Estou convivendo com isso: minha mãe está com 103 anos, não se levanta mais da cama, e eu estou vendo que é isso que vai acontecer com ela — e tenho que aceitar a minha morte também. Eu não sou paranoico, não sou grilado com a realidade da vida.

Você canta algumas músicas da Rita Lee no seu show. Isso te faz se sentir mais perto dela, especialmente agora que ela se foi?

Acho que sim. Para mim, é um prazer enorme cantar a Rita. Nós éramos o mesmo lado da moeda. Nosso jeito de ver o mundo era muito parecido.

Tem alguma música do seu repertório que mudou de sentido ao longo dos anos?

“Sangue Latino”. Quando lancei, era uma música normal. Com o passar do tempo, ela significa cada vez mais para mim. Parece que eu já estava falando de mim mesmo. Naquela época, eu não tinha meus mortos, meus caminhos tortos, agora eu tenho.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/autores/victoriacocolo.shtml. Acesso em: 25 maio 2026. 
Assinale a alternativa em que a reescrita fornecida está de acordo com as regras de concordância verbal da norma-padrão.
Alternativas
Q4219715 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


‘Acham que alguém da minha idade deve estar recolhido em casa. Não vou ser assim nunca’, diz Ney Matogrosso

Mônica Bergamo / Victória Cócolo

Em 2025 houve a estreia do filme sobre sua biografia, “Homem com H”, turnês e o projeto musical Tiny Desk. Aos 84 anos, de onde vem a energia para abraçar tantos projetos?

Eu também não sei. Na verdade, estou bem cansado. Estou louco para chegar o fim do ano para descansar. Vão ser miniférias — isso até o ano novo, em que eu vou cantar com o Gil no Rio de Janeiro. Depois, tem show marcado de janeiro até julho.

O corpo é um elemento muito presente no seu trabalho. O que você faz para se cuidar?

Faço ginástica diariamente quando estou no Rio de Janeiro, na minha casa. Não faço no hotel porque tem que vestir o modelito. Gosto de fazer exercício do jeito que estiver, só de shorts.

Com qual dos projetos você se divertiu mais neste ano?

Eu gostei de tudo, mas demanda energia. Todos os projetos me interessavam muito, então eu me envolvi mesmo. Por exemplo: com o filme ‘Homem com H’, eu li 12 roteiros, acompanhei três dias de gravação, com filmagens de 12 horas. Eu tenho prazer trabalhando.

Sobre o filme, como foi se ver projetado numa tela de cinema? É estranho? 

Muito estranho. Mas o Jesuíta Barbosa [protagonista de “Homem com H”] é muito bom, um ator maravilhoso. Tinha horas em que, vendo o filme, eu pensava: será que eles pegaram um pedaço de mim de verdade e colocaram no filme?

Você declarou que o filme foi um marco e que antes podia sair na rua, mas agora é abordado o tempo todo. Como tem sido essa experiência?

Eu sempre andei na rua, aqui no Leblon, estão todos acostumados. Mas, subitamente, agora vem falar comigo gente que nunca teria se aproximado. Ontem [quarta, dia 10] eu saí e, quando estava voltando, veio um casal de adolescentes. Um devia ter uns 15 anos, a namorada uns 14. Vieram me pedir uma foto e, enquanto isso, estava passando um casal de senhores que disse: “Vocês têm muito bom gosto”. Eu achei tudo muito engraçado. Eu lá, parado no meio da rua fazendo foto, e o casal passando e falando dos meninos. Foi ótimo. 

E qual é a sua relação com a finitude e a morte? Você pensa sobre a morte?

Normal. Eu aceito. Estou convivendo com isso: minha mãe está com 103 anos, não se levanta mais da cama, e eu estou vendo que é isso que vai acontecer com ela — e tenho que aceitar a minha morte também. Eu não sou paranoico, não sou grilado com a realidade da vida.

Você canta algumas músicas da Rita Lee no seu show. Isso te faz se sentir mais perto dela, especialmente agora que ela se foi?

Acho que sim. Para mim, é um prazer enorme cantar a Rita. Nós éramos o mesmo lado da moeda. Nosso jeito de ver o mundo era muito parecido.

Tem alguma música do seu repertório que mudou de sentido ao longo dos anos?

“Sangue Latino”. Quando lancei, era uma música normal. Com o passar do tempo, ela significa cada vez mais para mim. Parece que eu já estava falando de mim mesmo. Naquela época, eu não tinha meus mortos, meus caminhos tortos, agora eu tenho.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/autores/victoriacocolo.shtml. Acesso em: 25 maio 2026. 
Assinale a alternativa que analisa corretamente o verbo auxiliar em destaque.
Alternativas
Respostas
441: E
442: B
443: D
444: C
445: E
446: B
447: E
448: D
449: A
450: E
451: C
452: D
453: A
454: C
455: C
456: C
457: E
458: A
459: C
460: D