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Q1631767 Português
O "cidadão de bem", os Direitos Humanos e a opinião pública

É comum que a opinião pública adote, conforme o quadro social, determinados posicionamentos que predominam nos populares. Trata-se de uma uniformização de discursos, um consenso entre a maioria dos cidadãos sobre certo assunto. É evidente que o discurso não é sempre correto. O número de pessoas que fala a mesma coisa não é capaz de alterar o mundo dos fatos. Em outras palavras, quantidade não é qualidade.
No entanto, desde os primórdios, a intelectualidade gosta de nadar contra a maré. Dizer o contrário do que a maioria da população diz e acredita já deu causa a diversas descobertas, hoje consensos: antes de Galileu Galilei, a opinião pública acreditava que a Terra era plana; antes de Copérnico, era a Terra o centro do Universo. Isso não significa, todavia, que adotar posições antagônicas à opinião pública o tornará um descobridor, um visionário. Há muitas coisas em que a opinião pública está correta. [...]
Cada dia mais há publicações irônicas acerca do chamado "cidadão de bem", questionando a diferenciação desse com relação ao marginal. Há muito tempo o conceito de criminoso nato foi abandonado. Não há traços físicos de pessoas tendentes ao cometimento de delitos. Ademais, qualquer indivíduo está sujeito ao cometimento de práticas delituosas, uma vez que os dispositivos penais nem sempre refletem o sentimento coletivo ou mesmo individual do que é, de fato, uma grave transgressão.
Não se pode desconsiderar, todavia, que a prática criminosa reiterada deriva de desvios de conduta decorrentes de uma formação moral frágil, ou da simples ausência dela. Em uma sociedade, há quem não tenha coragem de subtrair um alfinete, enquanto outros estão dispostos a matar se for preciso ("1" essa não tão latente quanto possa parecer).
João trabalha há 30 anos em uma empresa de vigilância. Exerce uma carga horária de 8 horas, de segunda a sextafeira, com uma remuneração um pouco superior a 1 salário mínimo e meio. Já foi assaltado 12 vezes e teve um filho morto em um assalto a mão armada. Pedro, por sua vez, não exerce função remunerada regular. Tem extensa ficha criminal, sobrevive com pequenos bicos e roubos a mão armada. Um deles sai à noite do trabalho temendo os altos índices de violência na cidade em que mora; o outro, é grande colaborador para os índices apontados. É fácil perceber que a arma nas mãos de um deles seria um exclusivo meio de defesa, para o outro, um objeto para práticas delituosas.
O disposto a cometer crimes, provavelmente, não se importará de transgredir outra lei penal: adquirirá ilegalmente uma arma também. Mas quem gostaria de tê-la como meio de defesa respeita as normas impostas pelo Estado e fica à mercê da criminalidade e da ineficaz segurança pública. Entre João e Pedro não é difícil visualizar qual é considerado "cidadão de bem" e qual não é.
Se a opinião pública encabeça, atualmente, um movimento cada vez mais punitivista, é porque se cansou de ficar à deriva, entre um Estado que não o protege (e não o deixa se defender) e uma criminalidade que cresce de forma exponencial. Ainda assim, toda vez que João liga a televisão, ouve ONGs de Direitos Humanos afirmando que os presídios estão superlotados; que é preciso desencarcerar; que os apenados sofrem com a opressão do Estado; que prisão não resolve, porque não cumpre sua finalidade ressocializadora.
É evidente que o indivíduo vê-se exausto de "ver prosperar a desonra, de ver crescer a injustiça" e demoniza os Direitos Humanos. Não que os Direitos Humanos em si sejam algo negativo, mas as instituições que os representam atualmente têm deturpado as suas finalidades. Há que se reconhecer o benefício histórico do movimento, sobretudo quando, em tempos sombrios, o Estado se excedia em face do indivíduo. Mas é preciso ponderação.
Os indivíduos devem deixar de transgredir por princípios morais, mas também por temer as consequências de seus atos. Se a educação não resolveu, o desvio precisa ser coibido. É preciso prevenção, mas também repressão. Por isso, a teoria não pode, jamais, desconsiderar a prática. Atacar a opinião pública sem analisar a sua perspectiva é injusto com quem é compelido a seguir os padrões morais e legais impostos pela vida em sociedade. E talvez o "cidadão de bem" não esteja tão errado assim...

Hyago de Souza Otto. Disponível em: https://hyagootto.jusbrasil.com.br/artigos/421032742/o-cidadao-de-bem-os-direitoshumanos-e-a-opiniao-publica?ref=topic_feed. Acesso em: 29/01/2019. Adaptado.
Acerca de elementos relacionadores presentes no Texto 1, analise as afirmações abaixo.
1. A expressão destacada no trecho “O número de pessoas que fala a mesma coisa não é capaz de alterar o mundo dos fatos. Em outras palavras, quantidade não é qualidade.” (1º §), indica que o autor pretendeu fazer uma reformulação em seu discurso, para deixar as ideias mais claras para seu interlocutor. 2. No trecho: “Cada dia mais há publicações irônicas acerca do chamado "cidadão de bem", questionando a diferenciação desse com relação ao marginal.” (3º §), o leitor deve compreender que o termo destacado faz referência à expressão “cidadão de bem”. 3. Releia: “Não há traços físicos de pessoas tendentes ao cometimento de delitos. Ademais, qualquer indivíduo está sujeito ao cometimento de práticas delituosas” (3º §). Com o termo em destaque, o autor sinaliza sua intenção de acrescentar novas informações ao seu texto. 4. No trecho: “Se a opinião pública encabeça, atualmente, um movimento cada vez mais punitivista, é porque se cansou de ficar à deriva, entre um Estado que não o protege [...]” (7º §), o referente do pronome destacado, embora não explícito, pode ser recuperado pelo leitor, que relaciona esse pronome a “indivíduo”, “cidadão”, contidos na ideia de “opinião pública”.
Estão CORRETAS:
Alternativas
Q1624635 Psicologia
Sobre o uso abusivo do álcool, analise os itens abaixo:
I. Inexistência de sintomas específicos para a abstinência. II. Pode estar associado à esquizofrenia e à bipolaridade. III. A ingestão diária é o principal critério diagnóstico. IV. Culturalmente, é um dos transtornos mais incapacitantes. V. Alguns dos seus fatores de risco são o estresse e o baixo custo.
Dessa forma, pode-se afirmar que
Alternativas
Q1624634 Psicologia
Sobre o paciente com uma doença psicossomática, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q1624633 Psicologia
Analise a seguinte descrição: “Para alcançar a _______________, a criança deve organizar um sistema operatório tal que A (rosas) + A' (outras flores que não são rosas) = B (flores), e que se A = B - A', consequentemente A < B. Assim, a _______________ desse sistema é um pré-requisito para a inclusão”. Segundo Piaget, assinale a alternativa que preenche, CORRETA e respectivamente, a lacuna da descrição acima.
Alternativas
Q1624632 Psicologia
Um estudante relata: “A aula está chata. Já sei somar e subtrair, mas parece que a tia não acredita. Ela podia colocar umas coisas novas. Eu acho que já consigo saber mais”. Supondo que a queixa do aluno seja procedente, podemos explicá-la afirmando que a professora desconhece o conceito de
Alternativas
Q1624631 Psicologia
Ainda sobre o processo de aconselhamento, é CORRETO afirmar que sua finalidade básica é prover uma relação de ajuda que auxilie o(a)
Alternativas
Q1624630 Psicologia
Em relação ao Aconselhamento Psicológico e seus objetivos, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1624629 Psicologia
Considerando as tarefas básicas associadas ao trabalho do psicólogo no âmbito hospitalar, analise os itens abaixo:
I. Coordenação de atividades relativas às atividades com os funcionários dos hospitais. II. Intervenção na qualidade do processo de adaptação e recuperação do paciente internado. III. Consultoria para colaborar com os demais profissionais a lidarem com o paciente. IV. Intervenção interdisciplinar para modificar ou instalar comportamentos adequados dos pacientes. V. Assistência direta ao paciente e a seus familiares para lhes favorecer o ajustamento emocional.
Dessa forma, pode-se afirmar que
Alternativas
Q1624628 Psicologia
Em relação aos princípios e objetivos que orientam o cuidado paliativo, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1624627 Psicologia
Analise a seguinte afirmativa: “Não há solução para a morte, mas se pode ajudar a morrer bem, com dignidade, facilitando os processos de finalização. O que se propõe como cuidados no fim da vida é que não deveria haver atitudes autoritárias e paternalistas, e sim movimentos de solidariedade, compromisso e compaixão. O grande desafio é permitir que se viva com qualidade a própria morte; que se tenha uma “boa morte””. É CORRETO afirmar que o conteúdo do texto está diretamente veiculado à(ao)
Alternativas
Q1624626 Psicologia
Considerando as repercussões do diagnóstico e tratamento da criança com câncer e seu sistema familiar, analise as afirmações abaixo, colocando V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
( ) Em geral, é bastante comum que os pais vivenciem um processo de negação, o qual tanto pode se apresentar como positivo ou negativo. ( ) Os sentimentos vivenciados podem ter um duplo efeito; por um lado, contribuir para aumentar a coesão do ambiente familiar e, por outro, diminuí-lo ou, até mesmo, rompê-lo. ( ) Os irmãos de crianças com câncer podem vivenciar sentimentos de rejeição e alienação diante dos familiares e culpa e vergonha diante do irmão doente.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Alternativas
Q1624624 Psicologia
No âmbito da psicopatologia, distinguimos um sinal de um sintoma, em função de uma condição psicopatológica ser uma manifestação
Alternativas
Q1624623 Psicologia
Sobre a esquizofrenia, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q1624622 Psicologia
Em certo momento, Freud descreve o Eu como “um monarca constitucional sem cuja sanção nada pode transformar-se em lei, mas que reflete longamente antes de opor seu veto a uma proposta do parlamento. Assim, vemos esse mesmo Eu como uma pobre criatura que tem que servir a três senhores e, por conseguinte, sofre a ameaça de três perigos”. Segundo Freud, assinale a alternativa que identifica, CORRETAMENTE, os “três senhores” que podem ameaçar e colocar o Eu em perigo.
Alternativas
Q1624621 Psicologia
Analise o seguinte exemplo: “Quando se quer a exclusão de alguém do grupo, devemos pensar sobre o que o grupo está comunicando nesse momento. Uma hipótese corrente é a de que haja uma dificuldade do grupo inteiro de lidar com algum aspecto que aquela pessoa mobiliza; poderíamos também pensar que haja aí uma fantasia, por exemplo, a purificação do grupo através da expulsão de um membro”. No âmbito do grupo operativo, como proposto por Pichon-Rivière, tal pessoa é o
Alternativas
Q1624620 Psicologia
Considere a seguinte descrição: “No desenvolvimento da terapia na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), é necessário considerar, dentre outros, três aspectos fundamentais, ou seja: a ___________ (capacidade de captar com precisão os sentimentos vivenciados pelo cliente), a ___________ (capacidade de o terapeuta simbolizar suas experiências no contato com o cliente) e a ___________ (consideração genuína pelo cliente e suas experiências)”. Em relação à descrição acima, assinale a alternativa que preenche, CORRETA e respectivamente, as suas lacunas.
Alternativas
Q1624619 Psicologia
Segundo as características que definem a psicoterapia breve, especialmente aquela de base analítica, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q1624618 Psicologia
Em relação ao estresse, considerando sua definição e características, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1624617 Psicologia
Considere a seguinte descrição: “Uma campanha, que divulgará a nova coleção de roupas da empresa Ele e Ela, está sendo preparada e discutida entre os seus dois principais organizadores da equipe de marketing: Paulo e João. O primeiro entende que o objetivo da campanha deveria ressaltar o custo do produto, sua qualidade e maior acessibilidade. O segundo, por sua vez, discorda, e propõe outro objetivo: desfocar o caráter restritivo de gênero presente na marca, para associá-la a uma maior diversidade de público, inclusive de orientação sexual”. Segundo a situação descrita, temos um conflito de
Alternativas
Q1624616 Psicologia
No âmbito organizacional, qualquer que seja o cargo ocupado, em maior ou menor medida, todos podem ser provocados a tomar uma decisão. Sobre tal processo, analise os itens abaixo:
I. Está associado à ocorrência de um problema, ou seja, quando se observa uma discrepância entre um estado atual das coisas e o estado desejável. II. Um dos fatores que favorece tal processo é a análise das alternativas existentes, baseada na superestimação da confiança e do otimismo. III. Sua ocorrência deve, sempre, estar apoiada num fundamento ético, o utilitarista, que visa produzir o maior resultado para o maior número de pessoas. IV. O caráter de racionalidade de uma decisão, portanto, pouco limitada intuitivamente, demonstra sua fundamentação numa análise lógica e não criativa. V. Dependendo de como o indivíduo experimenta e lida com suas emoções, estas podem assumir tanto um caráter funcional como disfuncional durante a decisão.
Dessa forma, pode-se afirmar que
Alternativas
Respostas
12181: E
12182: C
12183: D
12184: E
12185: C
12186: A
12187: C
12188: E
12189: A
12190: A
12191: E
12192: A
12193: D
12194: A
12195: B
12196: A
12197: B
12198: D
12199: E
12200: B