Questões de Concurso Comentadas para nc-ufpr

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Q3509874 Direito Sanitário
A Lei n.º 8.080/1990 (Lei Orgânica da Saúde) apresenta a seguinte definição: “Entende-se por ___________ um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna, conforme a Lei n.º 8.080/1990. 
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Q3509873 Segurança e Saúde no Trabalho
A utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI) é essencial e indispensável em todas as etapas que envolvam o uso dos inseticidas, desde a preparação da calda até a lavagem de equipamentos e maquinários. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa que apresenta exemplos de EPI a serem utilizados no trabalho de controle de vetores para a proteção da saúde de agentes de combate a endemias.
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Q3509872 Saúde Pública
De acordo com as diretrizes nacionais do Ministério da Saúde para prevenção e controle de epidemias de dengue, em períodos não epidêmicos, vários métodos podem ser utilizados rotineiramente para o controle vetorial da doença. Alguns deles são executados nos domicílios, pelos próprios moradores e, complementarmente, pelo agente de combate a endemias. Diante dessas informações, assinale a alternativa que contém métodos rotineiros de controle vetorial da dengue. 
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Q3509871 Saúde Pública
A dengue é uma doença viral aguda e de rápida disseminação. A notificação oportuna dos casos é medida essencial para que a vigilância seja capaz de acompanhar o padrão de transmissão da doença na área e a curva endêmica. É uma doença de notificação compulsória e, portanto, todos os casos suspeitos (sendo ou não confirmados) devem ser, obrigatoriamente, notificados à Vigilância Epidemiológica do município. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa que abarca o Sistema de Informação em Saúde, no qual devem ser registrados todos os casos de dengue. 
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Q3509870 Saúde Pública
O agente de combate a endemias exerce atividades de vigilância, prevenção e controle de doenças e promoção da saúde, desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e sob supervisão de gestor municipal. Além das atividades mencionadas, assinale a alternativa que apresenta uma atribuição específica do agente de combate a endemias. 
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Q3509589 Saúde Pública
A Atenção Primária à Saúde (APS), também chamada de Atenção Básica (AB), desenvolve ações de diferentes complexidades no território. É correto afirmar que a APS: 
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Q3509588 Saúde Pública
Considere o seguinte texto:

A emergência e reemergência das doenças infecciosas
Doenças infecciosas emergentes e reemergentes são aquelas cuja incidência em humanos vem aumentando nas últimas duas décadas ou ameaça aumentar num futuro próximo. Ao tentar especificar mais esta noção, verificam-se dois principais focos de atenção: o surgimento ou identificação de novos problemas de saúde e novos agentes infecciosos; e a mudança no comportamento epidemiológico de doenças já conhecidas, incluindo a introdução de agentes já conhecidos em novas populações de hospedeiros suscetíveis.

LUNA, E. J. A. A emergência das doenças emergentes e as doenças infecciosas emergentes e reemergentes no Brasil. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 5, n. 3, p. 229-243, 2002. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1415-790X2002000300003. Acesso em: 31 out. 2023.

As doenças emergentes e reemergentes preocupam a Organização Mundial de Saúde e colocam em alerta os serviços de epidemiologia dos diferentes países. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa correta. 
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Q3509587 Direito Sanitário
A participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) está fundamentada na Lei n.º 8.142/1990. Sobre os Conselhos e as Conferências de Saúde, assinale a alternativa correta. 
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Q3509586 Saúde Pública
A visita domiciliar é uma das atividades mais significativas do processo de trabalho do agente comunitário de saúde (ACS), que, ao entrar na casa de uma família do território sob sua responsabilidade, conhecerá não somente a moradia da família, mas também suas histórias de vida, crenças, valores e sofrimentos. Sobre a ação do ACS durante a visita domiciliar, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3509585 Direito Sanitário
O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição Federal de 1988 e ordenado pela Lei Orgânica n.º 8.080/1990. Assinale a alternativa que apresenta os princípios fundamentais do SUS. 
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Q3509584 Saúde Pública
Sobre a cadeia epidemiológica da leptospirose, assinale a alternativa correta.
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Q3509583 Saúde Pública
A Lei Federal n.º 11.350/2006 trata das atividades do agente comunitário de saúde (ACS) e de seu exercício profissional. De acordo com essa lei, o ACS: 
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Q3509582 Saúde Pública
A febre amarela caracteriza-se como uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas formas graves. Por isso, é de grande importância para a saúde coletiva. É correto afirmar que essa patologia: 
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Q3509581 Saúde Pública
Sobre a atuação do agente comunitário de saúde (ACS) no enfrentamento da dengue, é correto afirmar que é de sua responsabilidade: 
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Q3509580 Patologia
Ao participar do processo de territorialização e construção do mapa inteligente da Unidade Básica, o agente comunitário de saúde (ACS) identificará as microáreas, as áreas de risco, os recursos comunitários, as famílias vulneráveis e os problemas ambientais que demandem sua atuação. Considerando esse processo, assinale a alternativa correta. 
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Q3509565 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    Me lembro com clareza de todas as minhas professoras, mas me lembro de uma em particular. Ela se chamava Dona Ilka. Curioso: por que escrevi “Dona Ilka” e não Ilka? Talvez por medo de que ela se materializasse aqui ao meu lado e exigisse o “Dona”, _______ se viu tratar professora pelo primeiro nome, menino? No meu tempo ainda não se usava o “tia”. Elas podiam ser boas e até maternais, _______ decididamente não eram nossas tias. A Dona Ilka não era maternal. Era uma mulher pequena com um perfil de passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E uma fera.
    Eu era aluno “bem-comportado”. Era um vagabundo, não aprendia nada, vivia distraído. Mas comportamento, 10. Por isto até hoje faço verdadeiras faxinas na memória, procurando embaixo de tudo e em todos os nichos a razão de ter sido, um dia, castigado pela Dona Ilka. Alguma eu devo ter feito, mas não consigo lembrar _______. O fato é que fui posto de castigo. Que consistia em ficar de pé num canto da sala de aula, com a cara virada para a parede. (Isto tudo, já dá pra ver, foi mais ou menos lá pela Idade Média.) Mas o que eu nunca esqueci foi a Dona Ilka ter me chamado de “santinho do pau oco”.
    Ser bem-comportado em aula não era uma decisão minha nem era nada de que me orgulhasse. Era só o meu temperamento. Mas a frase terrível da Dona Ilka sugeria que a minha boa conduta era uma simulação. Eu era um falso. Um santo falsificado! Depois disso, pelo resto da vida, não foram poucas as vezes ______ um passarinho imaginário com perfil de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido. Os santinhos do pau oco passam a vida se questionando.


Luis Fernando Verissimo. O nariz e outra crônicas. São Paulo: Ática, 1995. Adaptado. 
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem no texto. 
Alternativas
Q3509563 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Literatura para ver

Georgina Martins

    “Mas eles não são cegos, como é que não conseguem ler Machado de Assis?” Em 2008, esta foi a minha resposta ao pedido de ajuda de uma aluna do curso de especialização em literatura infantil e juvenil da Faculdade de Letras da UFRJ. Ela era professora do Ensino Médio da rede pública e precisava de sugestões metodológicas para ensinar literatura aos seus alunos surdos. Minha resposta, na verdade, minha pergunta, foi resultado do meu primeiro espanto diante de uma questão a qual sequer poderia supor que se tornaria minha principal indagação e meu maior desafio na prática docente.
    A professora desejava que seus alunos surdos lessem Machado de Assis, o que, para minha ignorância, não se constituía em um problema diferente daqueles que a grande maioria dos professores de literatura enfrenta. Por isso me pus a sugerir os mais batidos conselhos: ler com eles, explicar a sintaxe de Machado, mostrar que a estrutura frasal é mais complexa do que a dos textos com os quais estão acostumados, fazer um passeio pelo contexto histórico e cultural do Brasil do século XIX, e, principalmente, fazê-los acreditar que a professora deles é uma leitora, e todo aquele papo de educação pelo exemplo.
    A professora me repetiu que os alunos eram surdos e que, por isso, tinham muitas dificuldades com a leitura, logo, ensinar literatura para eles não era uma tarefa fácil. Confesso que não entendi quase nada do problema, porque minha ignorância no assunto me fazia pensar que a surdez não se configurava em impedimento para o aprendizado da língua portuguesa.
    Movida pela curiosidade em adentrar em um universo de novas possibilidades e pelo desejo de ajudar a tal aluna, procurei auxílio com a professora Deize Santos, que, à época, atuava no departamento de linguística da Faculdade de Letras. Coincidentemente, ela estava às voltas com a aprovação de dois importantes cursos nessa área – uma graduação em Letras-Libras e uma pós-graduação em tradução e interpretação em língua de sinais – e não mediu esforços em partilhar todo conhecimento que havia acumulado sobre o tema. Três anos depois, por ocasião da aprovação do curso de “pós”, convidou-me para ministrar a disciplina de literatura infantil e juvenil para a turma de surdos e ouvintes que começava na Faculdade de Letras. A experiência não só me fez rever toda prática de ensino, como ainda proporcionou minha plena realização profissional, confirmando a crença de que ensinar literatura é preciso e aprender literatura é um direito de todo ser humano.
    Tenho por hábito começar minhas aulas buscando esclarecer a origem e a natureza do objeto sobre o qual vamos nos debruçar durante o período letivo, daí a necessidade de começar investigando, juntamente com a turma, os diferentes modos de conceituar literatura e seus principais gêneros discursivos, como poesia e prosa, para, logo em seguida, entrar na discussão sobre o literário e o literal, tendo como suporte as noções linguísticas de denotação e conotação. Mas como fazer isso com alunos surdos que não têm a língua portuguesa como primeira língua?
    Descobri que os surdos acabam por ser estrangeiros na própria pátria. Era preciso pensar o ensino de literatura de outro modo, uma literatura para ver, e só depois para ler […]


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/literatura-para-ver/. Adaptado. 
As expressões logo e porque, destacadas no texto, podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido, por, respectivamente: 
Alternativas
Q3509371 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Ex•tin•ção

    Extinguir é apagar um incêndio. Essa é a primeira acepção do verbo latino “exstinguere”, daí o nosso “extintor” vermelhinho. O fogo aparece exaustivamente como metáfora do amor e da vida: “que não seja imortal, posto que é chama”, reza o verso de Vinicius de Moraes; “a chama dele se apagou”, dizemos quando alguém morre. E assim o sentido de “extinguir” também se alastra, de “apagar a vida do fogo” para “apagar o fogo da vida”. Extinguir é ______, ______, ______, ______.
    Hoje, um dos maiores incêndios que o homem precisa apagar é a própria extinção: o apagamento iminente de 1 milhão de espécies de animais e vegetais do planeta. Nunca na história da humanidade tantos seres vivos estiveram ameaçados, conforme mostra o relatório lançado em maio de 2019 pela IPBES, uma plataforma de pesquisa das Nações Unidas. Extinguir também é destingir: o mundo vai perdendo seu colorido e ficando desbotado.
    Quase sempre, entendemos “extinguir” como verbo reflexivo, e isso nos leva a acreditar que as espécies se extinguem sozinhas. Ou ainda adotamos uma frase feita na voz passiva, “as espécies estão ameaçadas de extinção”, que omite o agente: ameaçadas por quem?


Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/lexico/2019/06/09/A-chama-que-o-homem-apaga.-E-com-ela-vai-a-vida-no-planeta. Adaptado. 
Do último parágrafo do texto, é possível depreender a definição de verbo reflexivo e de voz passiva: ação do sujeito que reflete sobre ele mesmo e ação em que se omite o agente, respectivamente. O autor utiliza a construção desse parágrafo para:  
Alternativas
Q3509370 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Ex•tin•ção

    Extinguir é apagar um incêndio. Essa é a primeira acepção do verbo latino “exstinguere”, daí o nosso “extintor” vermelhinho. O fogo aparece exaustivamente como metáfora do amor e da vida: “que não seja imortal, posto que é chama”, reza o verso de Vinicius de Moraes; “a chama dele se apagou”, dizemos quando alguém morre. E assim o sentido de “extinguir” também se alastra, de “apagar a vida do fogo” para “apagar o fogo da vida”. Extinguir é ______, ______, ______, ______.
    Hoje, um dos maiores incêndios que o homem precisa apagar é a própria extinção: o apagamento iminente de 1 milhão de espécies de animais e vegetais do planeta. Nunca na história da humanidade tantos seres vivos estiveram ameaçados, conforme mostra o relatório lançado em maio de 2019 pela IPBES, uma plataforma de pesquisa das Nações Unidas. Extinguir também é destingir: o mundo vai perdendo seu colorido e ficando desbotado.
    Quase sempre, entendemos “extinguir” como verbo reflexivo, e isso nos leva a acreditar que as espécies se extinguem sozinhas. Ou ainda adotamos uma frase feita na voz passiva, “as espécies estão ameaçadas de extinção”, que omite o agente: ameaçadas por quem?


Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/lexico/2019/06/09/A-chama-que-o-homem-apaga.-E-com-ela-vai-a-vida-no-planeta. Adaptado. 
As metáforas do amor e da vida apresentadas no texto são um tipo de figura de linguagem, ou seja, formas de expressão que destoam da linguagem comum ou denotativa. Além desse, há outros tipos de figuras de linguagem.

Diante do exposto, a palavra “fogo” NÃO está sendo utilizada como figura de linguagem em:
Alternativas
Q3509369 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Ex•tin•ção

    Extinguir é apagar um incêndio. Essa é a primeira acepção do verbo latino “exstinguere”, daí o nosso “extintor” vermelhinho. O fogo aparece exaustivamente como metáfora do amor e da vida: “que não seja imortal, posto que é chama”, reza o verso de Vinicius de Moraes; “a chama dele se apagou”, dizemos quando alguém morre. E assim o sentido de “extinguir” também se alastra, de “apagar a vida do fogo” para “apagar o fogo da vida”. Extinguir é ______, ______, ______, ______.
    Hoje, um dos maiores incêndios que o homem precisa apagar é a própria extinção: o apagamento iminente de 1 milhão de espécies de animais e vegetais do planeta. Nunca na história da humanidade tantos seres vivos estiveram ameaçados, conforme mostra o relatório lançado em maio de 2019 pela IPBES, uma plataforma de pesquisa das Nações Unidas. Extinguir também é destingir: o mundo vai perdendo seu colorido e ficando desbotado.
    Quase sempre, entendemos “extinguir” como verbo reflexivo, e isso nos leva a acreditar que as espécies se extinguem sozinhas. Ou ainda adotamos uma frase feita na voz passiva, “as espécies estão ameaçadas de extinção”, que omite o agente: ameaçadas por quem?


Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/lexico/2019/06/09/A-chama-que-o-homem-apaga.-E-com-ela-vai-a-vida-no-planeta. Adaptado. 
No texto, a palavra “iminente” significa:  
Alternativas
Respostas
141: D
142: B
143: A
144: C
145: E
146: C
147: D
148: B
149: E
150: C
151: D
152: E
153: A
154: A
155: B
156: E
157: B
158: A
159: B
160: D