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Q4008541 História

"O estudo das relações sociais na Idade Média Central remete-nos diretamente a um dos mais polêmicos temas da historiografia contemporânea: o do feudalismo. Desde o século XIX, são numerosas as linhas interpretativas (...). De maneira ampla, ele gira em torno de um duplo significado do termo. No sentido estrito, ele refere-se aos vínculos feudovassálicos, isto é, como veremos, às relações político-militares entre membros da aristocracia. No sentido lato, designa um tipo de sociedade com formas próprias de organização econômica, política, social e cultural."


FRANCO JÚNIOR, Hilário, A Idade Média: nascimento do ocidente / Hilário Franco Júnior. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 2001. 


"A ascensão da sociedade de corte sem dúvida está ligada ao impulso da crescente centralização do poder do Estado, à crescente monopolização das duas fontes decisivas de poder para aqueles senhores em posição central: as taxas sociais, os "impostos" como nós chamamos, e o poderio militar e policial reunidos. Contudo, raramente se coloca uma pergunta fundamental nesse contexto que permaneça sem resposta: a questão da dinâmica de desenvolvimento da sociedade, de como e por que se forma, durante determinada fase do desenvolvimento do Estado, uma posição social que concentra nas mãos de um único homem uma abundância de poder extraordinária."


ELIAS, Norbert. A Sociedade de Corte: investigação sobre a sociologia da realeza e da aristocracia de corte. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.


Considerando os textos apresentados e o debate historiográfico sobre a transição da sociedade feudal à sociedade de corte, assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Q4008539 História
“Desde a segunda metade do século XX, a ciência histórica tem alargado seus domínios abrindo a possibilidade de se trabalhar com uma grande variedade de fontes e objetos. Dentro desse campo aberto aos historiadores e pesquisadores, as obras literárias ocupam um lugar importante nas pesquisas históricas enquanto objeto de construção do conhecimento histórico. No entanto, o interesse dos historiadores pelos textos literários não é um fenômeno recente nos estudos históricos. Em se tratando da história da antiguidade – marcada pela escassez documental se comparada à abundância das épocas recentes – os textos literários antigos são, desde há muito tempo, um objeto privilegiado de pesquisa tendo em vista que, fora do campo da arqueologia, a maioria dos estudos de História Antiga são estudos de textos, estudos de representações.
Se o interesse dos historiadores pelos textos literários não é algo novo, entretanto, o que assistimos mudar desde a segunda metade do século XX – devido a uma renovação nos estudos literários que veio influenciar os estudos históricos – é essa relação entre os historiadores e os textos literários.”
SOUSA, P. Ângelo de M. O estudo da história antiga a partir de textos literários: uma proposta teórico-metodológica. Boletim de Estudos Clássicos, [S. l.], n. 60, p. 45-56, 2015. DOI: 10.14195/2183-7260_60_4. Disponível em: https:// impactum-journals.uc.pt/bec/article/view/60_4. Acesso em: 8 fev. 2026.
Com base no texto, analise as assertivas a seguir acerca das transformações epistemológicas da ciência histórica e da relação entre historiografia e literatura, assinalando V (verdadeiro) ou F (falso):
(  ) A ampliação dos domínios da ciência histórica, a partir da segunda metade do século XX, implicou o reconhecimento das obras literárias como objetos legítimos na construção do conhecimento histórico.
(  ) O texto sustenta que o interesse historiográfico por textos literários surgiu com a renovação teórica ocorrida na segunda metade do século XX.
(  ) Na História Antiga, os textos literários assumem papel privilegiado, em parte devido à escassez de documentação quando comparada às épocas mais recentes.
(  ) A mudança ocorrida na segunda metade do século XX refere-se menos à existência do interesse pelos textos literários e mais à forma como os historiadores passaram a se relacionar com eles.
(  ) O texto afirma que, na História Antiga, a maioria das pesquisas concentra-se em evidências materiais, descartando estudos de representações textuais.
Assinale a alternativa que corresponde a sequência CORRETA.
Alternativas
Q4008538 História
"O testemunho mais remoto da antiga cultura aristocrática helênica é Homero, se com este nome designamos as duas epopeias: a Ilíada e a Odisseia. Para nós, ele é ao mesmo tempo a fonte histórica da vida daqueles dias e a expressão poética imutável dos seus ideais. É preciso encará-los sob os dois pontos de vista.
Por um lado, temos de extrair dele a imagem que formamos do mundo aristocrático; por outro, inquirir como o ideal de Homero ganha forma nos poemas homéricos e como a sua estreita esfera de validade originária se alarga e se converte em força de formação de muito maior amplitude."
JAEGER, Werner Wilhelm, 1888-1961. Paideia: a formação do homem grego / Werner Wilhelm Jaeger ; [tradução Artur M. Parreira ; adaptação para a edição brasileira Mônica Stahel ; revisão de texto grego Gilson César Cardoso de Souza]. – 3. ed. – São Paulo : Martins Fontes, 1994. 
Considerando A Ilíada e A Odisseia, tradicionalmente atribuídas a Homero, e os debates historiográficos acerca de seu valor para o estudo da Grécia arcaica, assinale alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008537 História
“O recorte do tempo em períodos é necessário à história, quer seja ela considerada no sentido geral de estudo da evolução das sociedades ou no tipo particular de saber e de ensino, ou ainda no sentido de simples desenrolar do tempo. Entretanto, essa divisão não é um mero fato cronológico, mas expressa também a ideia de passagem, de ponto de origem ou até mesmo de retração em relação à sociedade e aos valores do período precedente. Por conseguinte, os períodos têm uma significação particular; em sua própria sucessão, na continuidade temporal ou, ao contrário, nas rupturas que essa sucessão evoca, eles constituem um objeto de reflexão essencial para o historiador.” 
LE GOFF, Jacques. A História deve ser dividida em pedaços? (Tradução de Nícia Adan Bonatti). São Paulo: Editora UNESP, 2015. P. 12. 
Com base na interpretação do texto sobre periodização e tempo histórico, analise as proposições a seguir:
I. Se a divisão do tempo histórico não é mero recorte cronológico, então a periodização constitui operação interpretativa vinculada a valores e perspectivas historiográficas.
II. Se a periodização é operação interpretativa, então os períodos não são dados naturais, mas construções que expressam determinadas concepções de mudança e continuidade.
III. Se os períodos são construções interpretativas, então toda narrativa histórica é arbitrária e desprovida de compromisso empírico.
IV. Se a sucessão temporal pode envolver rupturas e continuidades, então é possível articular diferentes ritmos temporais, inclusive aqueles associados à longa duração.
V. Se a longa duração relativiza o acontecimento singular, então a reflexão sobre rupturas perde relevância analítica. 
Alternativas
Q4008536 História
“Um fato é alguma coisa real, mas também uma construção de memória, que pode ganhar asas no discurso. A questão é não se deixar simplesmente flanar no discurso, se distanciando da referência do fato. Alguns defendem uma pós-modernidade em que a história “é” discurso. Ora, a história é discurso, sim, mas com amarras na concretude dos fatos, que embutem algo inalterável. O que se dá – a partir do fato – é que abre um campo imenso de batalha e nos desafia, tensionando nosso ofício.”
SANTOS NETO, Antônio Fonseca. A História nas mãos. Entrevista publicada da Revista Revestrés. Edição 46. Agosto de 2020. Acesso em: 07 fev. 2026. 
A partir da análise do texto, é possível identificar uma posição epistemológica que tensiona tanto o positivismo factualista, quanto determinadas vertentes da pós-modernidade. Considerando os debates historiográficos relativos ao estatuto do fato histórico, à renovação metodológica promovida pela Escola dos Annales e às formulações associadas à chamada Nova História, assinale a alternativa que melhor expressa a posição teórica presente no texto acima. 
Alternativas
Q4008535 História
“O historiador debruçado sobre as imagens como documentos do passado é um personagem acadêmico de tradição recente. Nos últimos anos, apesar da proliferação relativa de pesquisas e objetos nessa área, não consiste em exagero afirmar que continuamos a tatear em busca de um corpus teórico-metodológico sólido para o uso das imagens como forma de conhecimento. (...) Nesse percurso, as relações da história e do cinema captam a atenção do pesquisador com intensidade inaugurando as mais diferentes formas de abordagem para a efetivação, necessariamente interdisciplinar, dessa prática historiográfica.
(...) 
O olhar que o cinema devolve (ao espectador) atinge status transformador em um sentido hermenêutico. Entende-se que a imagem tem um potencial de perturbação de certezas instituídas que, no entanto, está em latência, precisa ser ativado. Como em uma experiência de intercâmbio que atravessa os tempos, o olho do cinema a partir do passado surge inquirindo o historiador e torna-se capaz de transformar o presente. Inevitavelmente dinâmica, essa relação de olhares cruzados pressupõe uma ação investigativa sempre em movimento, em vias de tornar-se. 
SILVA, Jaison Castro. A tessitura insuspeita: cosmopolitismo, cinema nacional e trajetórias do olhar em Walter Hugo Khouri e Luis Sérgio Person (1960-1968). 2014. 812f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-Graduação em História, Fortaleza (CE), 2014. 
Para o autor, as relações da história e do cinema: 
Alternativas
Q4008534 História
                                                     Imagem associada para resolução da questão
Alberto Silva durante inauguração do Estádio Albertão, Albertão 50 anos — Foto: Reprodução. Ribeiro, A. (2023, 26 de agosto). Estádio Albertão – 50 anos [Imagem]. ge.globo.com. https://ge.globo.com/pi/albertao-50-anos/noticia/2023/08/26/albertao-50-anos-veja-linha-do-tempo-desde-a-fundacao-da-maior-praca-esportiva-do-piaui.ghtml
O governo de Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) utilizou o futebol como instrumento de propaganda política reforçando a imagem de um governo moderno e progressista. Em 1971, ao assumir o governo no Piauí, Alberto Silva deu início a uma política de intervenções urbanas e grandes obras públicas que resultou na construção do Estádio Albertão inaugurado em 1973. Sobre este assunto, Cláudia Cristina Fontineles (2009) nos  diz que: “O estádio Albertão tornou-se um desses espaços de evocação dos rastros do político que lhe emprestou o nome, seja como espaço físico, seja pela denominação recebida, que provoca o tempo presente, lembrando-o constantemente do homenageado e funcionando como arquivo dessa memória.”
FONTINELES, C. O Recinto do Elogio e da Crítica: maneiras de durar de Alberto Silva na memória e na história do Piauí. Teresina: EDUFPI, 2015. p.116. 
Após a análise do trecho e da fotografia, responda: 
Alternativas
Q4008533 História
Durante o Estado Novo (1937-1945), o caráter autoritário das medidas tomadas pelo governo culminou na criação do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda responsável por censurar jornais, controlar informações e fortalecer a imagem de Getúlio Vargas nos meios de comunicação. Nesse período, também tem início um projeto de modernização das capitais do Brasil visto como símbolo de progresso e civilização. Em sua obra "A cidade sob o fogo: modernização e violência policial em Teresina" (1937-1945), Alcides Nascimento retrata alguns processos políticos e disputas frente ao processo de modernização da cidade de Teresina. 
Sobre esse assunto, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008532 História
A Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul (Truth and Reconciliation Commission – TRC) foi criada em 1995, após o fim do apartheid, com o objetivo de investigar as violações de direitos humanos cometidas entre 1960 e 1994. Depois de décadas de segregação racial e violência, o país precisava lidar com seu passado sem provocar uma nova guerra civil. 
Imagem associada para resolução da questão                                                     



Analise a charge acima e em seguida assinale a alternativa CORRETA sobre o assunto: 
Alternativas
Q4008531 História

"O século XIX foi um período de grandes transformações sociais e políticas, marcado pelo surgimento de movimentos sociais que reivindicavam direitos, justiça social e participação política em meio às mudanças trazidas pela Revolução Industrial e pelos processos revolucionários.”

HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções: 1789-1848. São Paulo: Paz e Terra, 1988. p.45


Os movimentos sociais do século XIX, como o anarquismo, as lutas operárias e a luta feminina surgem no contexto da industrialização e da consolidação do capitalismo. Estes movimentos apresentam contestações sociais que buscam direitos, igualdade e melhores condições de vida. 


Sobre esse assunto, julgue as afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F) e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA:


(  ) A luta feminina do século XIX surgiu como parte das transformações causadas pela industrialização e pelo liberalismo que ampliaram debates sobre direitos e cidadania, mas excluíam as mulheres.


(  ) Os sindicatos surgem a partir da mobilização e das lutas operárias. Podemos chamar de sindicatos uma associação de trabalhadores assalariados que têm como objetivo defender ou melhorar as condições de trabalho e de salários dos seus associados, além de instituir e administrar assistência nas áreas da saúde, justiça, lazer, educação e outros.


(  ) As ideias anarquistas surgidas no século XIX defendiam a abolição do Estado e das hierarquias políticas, mas consideravam necessária a existência da propriedade privada. A autogestão, a cooperação e a organização voluntária da sociedade seriam as formas de abolir as desigualdades sociais.


(  ) O direito ao voto foi uma causa defendida pela luta feminina somente após 1950 quando as ideias feministas ganharam força na Inglaterra e em parte dos Estados Unidos.

Alternativas
Q4008530 História
O século XIX, também conhecido como “Era das Revoluções”, foi palco do que a historiografia costuma denominar como uma das primeiras experiências de governo operário da  história: a Comuna de Paris (1871). A Comuna organizou-se de forma autônoma com membros da classe operária e membros radicais da Guarda Nacional. A fotografia a seguir retrata comunardos (revolucionários da Comuna) posicionados atrás de uma barricada e membros armados da Guarda Nacional. Essas barricadas eram erguidas nas ruas como forma de defesa urbana e resistência militar.
                                               Imagem associada para resolução da questão
ANÔNIMO. Barricade, rue de Charonne, Paris – Commune de Paris. Fotografi a em preto e branco, 18 mar. 1871. Acervo: Bibliothèque historique de la Ville de Paris / Museu Carnavalet. Disponível em: Wikimedia Commons. Acesso em: 04 fev. 2026.

Sobre a Comuna de Paris (1871), assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008529 História
"O nacionalismo moderno é em grande parte um produto do século XIX, e muitos dos movimentos nacionalistas dessa época foram promovidos por elites políticas que procuravam construir identidades coletivas e legitimar novos Estados.” 
HOBSBAWM, Eric. Nações e nacionalismo desde 1780: programa, mito, realidade. Cambridge: Cambridge University Press, 1990. 
Durante a Idade Moderna, os Estados começaram a se configurar espacial e politicamente e esse processo só se consolidou no século XIX. Sobre o movimento nacionalista do século XIX, julgue os itens e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
I. Os envolvidos nos projetos nacionalistas do século XIX resgataram tradições e narrativas do passado para criar um sentimento de identificação entre as populações que eles queriam organizar em um Estado-nação.
II. Os movimentos nacionais europeus surgiram como projetos de pequenas elites intelectuais, antes de ganharem alcance junto aos movimentos de massa.
III. Com o objetivo de aumentar os seus territórios e suas riquezas, os países europeus utilizaram os nacionalismos para legitimar seu expansionismo territorial e comercial. 
Alternativas
Q4008528 História
"Imperador de 1840 a 1889, D. Pedro II teve sua vida contada a partir de episódios repletos de dramaticidade e destacada com base neles. Primeiro monarca nascido no Brasil, Pedro de Alcântara foi comparado ao Menino Jesus na tradição portuguesa, revisto como Imperador do Divino na ladainha brasileira, entendido como um novo D. Sebastião pelos últimos fiéis das previsões de Vieira. Filho de Bragança, Habsburgo e parente direto dos Bourbon, D. Pedro era reconhecido como um pequeno deus europeu, cercado por mestiços. Órfão de mãe com um ano, de pai aos dez, imperador aos catorze e exilado aos 64, no seu caminho é difícil notar onde se inicia a fala mítica da memória, quando acaba o discurso político e ideológico; onde começa a história, onde fica a metáfora.” 
SCHWARCZ, Lilia Moritz. As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 21.
No trecho apresentado, Lilia Moritz Schwarcz discute a trajetória de Dom Pedro II a partir de uma narrativa marcada por imagens míticas, religiosas e simbólicas, que se entrelaçam com discursos políticos e ideológicos. Com base na interpretação do texto, é CORRETO afirmar que a autora: 
Alternativas
Q4008527 História
"Embora tenha sido amistosa a coluna por Oeiras, houve um fato muito constrangedor que conta que Siqueira Campos, um homem inquieto e guerreiro, quis entrar na igreja nossa Senhora da Vitória para tirar a custódia uma peça valiosíssima material e espiritualmente para todos da cidade. O padre tinha fugido e o sacristão receoso trancou a porta da frente e sumiu. Campos se dirigiu a uma mercearia e de posse de várias latas de gasolina, derramou na entrada do templo com o intuito de provocar um incêndio e assim derrubar mais facilmente a porta. Ao ser informado, Prestes que estava ao lado no Palácio Episcopal, chamou Siqueira Campos ao QG e os dois entraram numa violenta discussão testemunhada por Possidônio Queiroz, que estava em pé na esquina do Palácio. Luiz Carlos Prestes, católico e devoto de São José, evitou com isso uma grande perca para a comunidade. Hoje, a custódia de uma fina joia de ouro cravejada de brilhante, faz parte do acervo do museu de arte Sacra de Oeiras."
CASTRO, Chico. A Coluna Prestes no Piauí: a república do vintém. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2008. p.225
Com base nesse episódio sobre a Coluna Prestes, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4008525 História
Durante o julgamento, em Jerusalém, de um dos responsáveis administrativos pelos crimes cometidos pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial, a filósofa Hannah Arendt desenvolveu uma interpretação que provocou intenso debate sobre responsabilidade, obediência e violência de Estado. A análise resultou na formulação do conceito conhecido como “banalidade do mal”, amplamente discutido na teoria política e na historiografia contemporânea.
ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
Com base nessa problemática, assinale a alternativa que melhor expressa o sentido do conceito:
Alternativas
Q4008524 História
TEXTOS PARA A QUESTÃO  Imagem associada para resolução da questão
Sinopse: Rio de Janeiro, início dos anos 1970. O país enfrenta o endurecimento da ditadura militar. Os Paiva — Rubens, Eunice e seus cinco filhos — vivem na frente da praia, numa casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice, cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas, é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos. Baseado no livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva.
Imagem associada para resolução da questão
Sinopse: Em 1977, Marcelo trabalha como professor especializado em tecnologia. Ele decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega À capital pernambucana em plena semana de Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.
A leitura do Brasil republicano, articulada às mensagens das produções fílmicas, compreendidas como construções narrativas, estéticas e políticas sobre um passado autoritário mobilizado a partir das disputas do presente, permite compreender o cinema como: 
Alternativas
Q4008522 História

Leia a letra da Cantiga Popular: 


O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Seu moço inteligente Faz favô de mi dizê Em riba daquele morro Quantos capim há de tê Se o raio não cortou Se o gado não comeu Em riba daquele morro Tem o capim que nasceu.

O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Me arresponda sem tretê Mas me arresponda já O que é que a gente vê E que não pode pegá? Aquilo que a gente vê E que não pode pegá É a lua e as estrela Que no céu tão a briá.

O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Vou lhe fazê uma pregunta Pra suncê me arrespondê Vinte e cinco par de gato Quantas unha deve tê? Intrei no raio de sol Saí no raio de lua Vinte e cinco par de gato Com certeza tem mil unha.

O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Em riba daquela serra Tem um sino sem badalo E uma arroba de capim Pra você comê, ó cavalo

Em riba daquela serra Tem um sino ferrugento Se eu hei de comê capim Coma você, ó seu jumento.

O meu boi morreu, que será de mim, Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piaui. 
Autoria: Autor desconheido Domínio Público / Cultura Popular 
Na cultura sertaneja nordestina, especialmente nas regiões marcadas historicamente pela pecuária extensiva, o boi assume centralidade não apenas econômica, mas também simbólica. O verso popular “O meu boi morreu, o que será de mim? Manda buscar outro, oh maninha, lá no Piauí”, quando interpretado à luz da formação histórica e cultural do Piauí, expressa principalmente:

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Q4008521 História
Engenheiro, intelectual negro, abolicionista e integrante de redes políticas e intelectuais do Segundo Reinado, André Rebouças atuou de modo central nos debates sobre escravidão, cidadania e projeto nacional no Brasil do século XIX. Próximo da Corte imperial e de Dom Pedro II, participou de iniciativas de modernização do Estado e defendeu a abolição da escravidão associada a reformas estruturais, como o acesso à terra e a ampliação de direitos civis. Após a Proclamação da República, Rebouças optou pelo exílio, expressando, em diários e correspondências, forte crítica ao novo regime, que considerava incapaz de enfrentar as desigualdades herdadas do período escravista. Essa trajetória revela tensões entre sua defesa  da justiça social, sua crítica à escravidão e sua permanência, até o fi m do Império, no interior da Monarquia constitucional.
REBOUÇAS, André. Cartas da África – Registro de correspondência, 1891–1893. Org. Hebe Mattos. São Paulo: Chão Editora, 2022. ; GHESTI, Letícia Geraldi. Os Ilustres Irmãos Rebouças. Curitiba: Solar do Rosário, 2022. 
À luz da trajetória intelectual e política de André Rebouças e da historiografia sobre o abolicionismo e a crise do Império, sua posição diante da Monarquia e da República pode ser interpretada, de forma historicamente consistente, como: 
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Q4008520 História
Ao longo dos séculos XVII e XVIII, a expansão da colonização portuguesa sobre o território que hoje corresponde ao Piauí esteve profundamente vinculada às guerras indígenas, à política de aldeamentos e à aplicação de dispositivos legais, como o Regimento das Missões (1686) e o Diretório dos Índios (1757). Longe de se configurarem apenas como espaços de submissão passiva, os aldeamentos e os pactos firmados entre povos indígenas — como Gueguê, Akroá e outros grupos Jê — e a Coroa portuguesa... 
MORI, Robert. Mundos em transformação: guerras e alianças entre os Jê e os luso-brasileiros nos sertões da América portuguesa – século XVIII. 2020. 247 f. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2020.
Considerando essa dinâmica histórica, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação historiográfica contemporânea sobre a presença indígena no Piauí colonial: 
Alternativas
Q4008519 História
O sítio histórico de Frecheiras, localizado no atual município de Cocal, no norte do Piauí, consta nos inventários de bens culturais da Secretaria da Cultura do Estado do Piauí (SECULT-PI), em função da presença de uma igreja colonial e de vestígios de um antigo núcleo de povoamento e de atividade econômica. 

                                                  Imagem associada para resolução da questão
Foto: Rede Pense Piauí. “Expedição visita patrimônio colonial e natural do Piauí”. Portal Cidade Verde. Disponível em: https://cidadeverde.com/noticias/300490/expedicao-visita-patrimonio-colonial-e-natural-do-piaui. Acesso em: 01 fev. 2026.
Dentre os diversos debates que marcam a construção historiográfica do Piauí, destacam-se as teses relativas ao processo de ocupação e colonização do território no período colonial.  Tradicionalmente, a interpretação consolidada defende que a colonização teria se iniciado a partir do sul do atual estado, por meio da expansão dos currais de gado, tendo Oeiras como núcleo organizador e símbolo da centralização administrativa.
Em contraposição, outra vertente historiográfica sustenta a chamada “tese do Norte”, que enfatiza a ocupação por meio das zonas litorâneas e dos espaços ligados às atividades costeiras, atribuindo aos grupos parnaibanos papel fundamental nesse processo. Essa perspectiva desloca o foco da colonização para áreas tradicionalmente consideradas periféricas pela narrativa oficial.
Dessa forma, o uso do sítio histórico de Frecheiras, no debate historiográfico sobre a colonização do Piauí: 
Alternativas
Respostas
641: D
642: B
643: A
644: A
645: C
646: B
647: C
648: E
649: D
650: A
651: D
652: D
653: B
654: C
655: E
656: C
657: B
658: D
659: C
660: C