Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q4261496 Português
Assinale a alternativa que NÃO apresenta erro no uso do acento grave.
Alternativas
Q4260356 Português
TEXTO I


A SOMBRA DO ICE NOS JOGOS DA COPA


    A poucos dias da Copa do Mundo de 2026, a atuação de agentes do Serviço de Imigração e Fronteiras, o ICE, nas 11 cidades que sediam os jogos nos Estados Unidos da América (EUA) preocupa torcedores estrangeiros e entidades de direitos humanos. Mais de 120 grupos emitiram um alerta de viagem dirigido a 10 milhões de visitantes sobre violação de direitos de imigrantes, embora autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, assegurem que os temidos agentes do ICE não vão atuar dentro de estádios.
    O tema carrega um peso traumático, dada a violência das operações anti-imigração. De acordo com uma pesquisa do jornal The Washington Post em parceria com a University of Maryland, 65% dos americanos se opõem à presença de agentes do ICE nos estados durante o torneio, que terá 78 das 104 partidas nos EUA. Em Los Angeles, que sediará oito jogos, um sindicato que representa dois mil funcionários no SoFi Stadium ameaçou entrar em greve caso os agentes do ICE fossem enviados para lá. O temor se deve à grande maioria de seus trabalhadores, que é de estrangeiros. O secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, confirmou a presença atuante dos agentes do ICE em todos os jogos, mas observou que seu objetivo é combater “ingressos falsificados, tráfico de pessoas, contrabando de drogas e produtos falsificados”. Mas o ceticismo de quem se habituou com a truculência de agentes mascarados para intimidar e prender imigrantes põe em dúvida suas declarações.


Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2026/06/06/a-sombra-do-ice-preocupa-e-afasta-torcedores-dos-jogos-da-copa.ghtml Acesso em : 6 jun. 2026 (adaptado).
No trecho “65% dos americanos se opõem à presença de agentes do ICE”, o acento gráfico indicativo de crase se justifica porque:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: CAU-SP Prova: VUNESP - 2026 - CAU-SP - Advogado |
Q4260297 Português
As cidades que decidiram banir o Airbnb

        Em 2024, o prefeito de Barcelona, na Espanha, Jaume Collboni, anunciou seus planos de proibir aluguéis de imóveis de curto prazo na cidade, a partir de novembro de 2028. A decisão pretende solucionar o que Collboni descreve como “o maior problema de Barcelona” — a crise de moradia que retirou moradores e trabalhadores do mercado habitacional, devido aos altos preços dos imóveis. A medida irá devolver ao mercado de moradia os 10 mil apartamentos destinados atualmente a aluguel de curto prazo.

        Barcelona não é a única cidade a criar regulamentações rigorosas — ou até proibições — para os aluguéis de curto prazo. Desde setembro de 2023, é ilegal alugar apartamentos por curto prazo em Nova York, nos Estados Unidos, a menos que o proprietário tenha domicílio na cidade e esteja presente no imóvel quando ele for alugado. Essa medida também foi tomada para reduzir a crise habitacional da cidade.

        A capital alemã, Berlim, proibiu os aluguéis de curto prazo já em 2014. Eles retornaram em 2018, com sérias restrições. Também muitas cidades litorâneas da Califórnia, nos Estados Unidos, incluindo Santa Mônica, proíbem ou impõem fortes restrições aos aluguéis de curto prazo.

        Todo esse movimento faz parte de uma questão mais ampla: quem se beneficia com o turismo e onde fica o equilíbrio entre os benefícios para os turistas e para os moradores locais. O mercado de aluguel de curto prazo desregulou enormemente o setor do turismo. São oferecidas acomodações flexíveis em cidades de todo o mundo, com a promessa de “morar como um habitante local”, que os hotéis não conseguem atender.

        Mas por que os responsáveis pelo turismo e os conselhos municipais recorrem a proibições? O real motivo talvez não seja apenas questão de números, mas a forma como os moradores locais se sentem em relação ao turismo. Em cidades lotadas de turistas, os moradores locais são rotineiramente excluídos do mercado habitacional, devido aos altos preços. Eles são forçados a morar em carros ou enfrentar horas de transporte para trabalhar todos os dias. Nessa situação, parece imensamente injusto encontrar cidades tomadas por imóveis para aluguel de temporada, que permanecem fechados na maior parte do ano e poderiam beneficiar os moradores locais.

(BBC, “As cidades que decidiram banir o Airbnb”. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw8y78j41z4o. Adaptado)
Assinale a alternativa que está redigida em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa. 
Alternativas
Q4259000 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali. E a insistente pergunta martelando, martelando. De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusativo. Então eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?


Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe, aprendi a conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela.


Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe; às vezes, essas histórias confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida.


(Conceição Evaristo, “Olhos d’água”, 19.05.2023. Disponível em: https://files.ufgd.edu.br. Adaptado)

Observe a seguir os trechos em destaque na passagem do 1° parágrafo:
Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali.
A substituição desses trechos atende à norma-padrão de regência e de crase, respectivamente, em:
Alternativas
Q4258731 Português
Leia o texto para responder à questão.

IA é usada por técnicos, equipe médica e gestores de times de futebol

        As decisões estratégicas dentro das quatro linhas do campo de futebol sempre foram baseadas em observação direta, experiência acumulada e intuição do treinador. O avanço da ciência da computação nos últimos anos vem alterando esse quadro. Novas pesquisas na área da inteligência artificial (IA) têm disponibilizado ferramentas que podem ampliar o repertório dos técnicos, munindo esses profissionais com sistemas capazes de analisar milhares de dados por partida, identificar padrões coletivos de jogo e apoiar decisões técnicas e gerenciais.
    
        A análise dos dados de jogadores nos jogos – movimentação, capacidade de explosão, roubos de bola e outras características importantes – é uma das grandes vantagens da integração da IA no futebol, segundo um artigo de revisão elaborado por um grupo de pesquisadores do Brasil, de Portugal e do Reino Unido, que analisou 32 estudos feitos na área.
  
        “A revisão mostra que os modelos de inteligência artificial conseguem transformar dados complexos das partidas em informação útil para os treinadores. Tudo de maneira muito rápida”, contou à Pesquisa FAPESP o cientista do esporte Luís Branquinho, do Instituto Politécnico de Portalegre, em Portugal, um dos autores do estudo. As informações fornecidas pelos modelos de IA, ele explica, indicam a posição dos jogadores e da bola em cada milissegundo da partida, indo muito além do que o auxiliar técnico pode perceber, anotar e analisar depois, mesmo com o apoio de outros membros da comissão técnica.
    
        A IA também pode beneficiar os departamentos médicos dos times de futebol – e, em última instância, o setor financeiro do clube – com a prevenção de lesões nos jogadores. “As novas técnicas não impedem uma lesão súbita, mas permitem acompanhar a evolução de possíveis danos no corpo do atleta”, conta Branquinho.

(Enrico Di Gregorio. https://revistapesquisa.fapesp.br/, maio de 2026. Adaptado)
Pesquisadores do Brasil, de Portugal e do Reino Unido dedicaram-se _________ análise de 32 estudos feitos na área da IA no futebol e concluíram ___________ os modelos de inteligência artificial conseguem transformar dados complexos das partidas em informação útil para os treinadores.

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q4258726 Português
Leia o texto para responder à questão.

Técnicos e lâminas

        Os técnicos de futebol entendem os fabricantes de aparelhos de barbear. O problema deles é igual. O futebol também é, basicamente, o mesmo desde que foi inventado. Não há muito que fazer para mudá-lo, fora detalhes. O modo de jogar futebol pode ser completamente diferente hoje do que era há anos, como a aparência dos aparelhos de barbear de hoje não tem nada a ver com a da época em que o Mr. Gillette inventou sua prática lâmina, mas a ideia fundamental permanece inalterada, e inalterável. E, no entanto, todos os anos os fabricantes de aparelho de barbear precisam apresentar um produto novo. Todos os anos os departamentos de marketing pedem aos departamentos de pesquisa que reinventem o aparelho de barbear, para ter o que anunciar. Duas lâminas, três lâminas, lâminas flutuantes, lâminas convergentes, lâminas divergentes, lâminas musicais – qualquer coisa para que o aparelho do ano passado fique obsoleto e a novidade fique irresistível. Da mesma forma, todo técnico, quando assume um novo time, deve trazer a sugestão implícita de que vai reinventar o futebol.
    
        As razões dadas para trocar de técnico são muitas. O técnico que sai perdeu o ambiente, perdeu a confiança, perdeu a razão – e é sempre mais fácil trocar um técnico do que um time inteiro. Mas a razão verdadeira é o desejo secreto de que o novo técnico reúna os jogadores no meio do campo, abra sua sacola e tire de lá de dentro – tará! – um outro jogo. Um futebol inédito. Um futebol que ninguém mais tem e, portanto, invencível. O milagre ainda não aconteceu, mas todo técnico de futebol é uma promessa do futebol reinventado. Por isso eles levam vidas de homens santos, perambulando pelo país entre guaridas temporárias, sabendo que é pouco o tempo entre a adulação e o apedrejamento, a adoração e o desmascaramento. Ou ele é um salvador ou é um charlatão. Não tem recurso do meio-termo.

(Luis Fernando Verissimo. Ironias do tempo. 2018. Adaptado)
O problema dos técnicos de futebol é igual ____________ dos fabricantes de aparelhos de barbear. É difícil haver mudanças em suas atividades. Estes, por exemplo, esperam que as equipes de pesquisas estejam sempre aptas _________ reinvenção do aparelho de barbear.
Alternativas
Q4258725 Português
Leia o texto para responder à questão.

Técnicos e lâminas

        Os técnicos de futebol entendem os fabricantes de aparelhos de barbear. O problema deles é igual. O futebol também é, basicamente, o mesmo desde que foi inventado. Não há muito que fazer para mudá-lo, fora detalhes. O modo de jogar futebol pode ser completamente diferente hoje do que era há anos, como a aparência dos aparelhos de barbear de hoje não tem nada a ver com a da época em que o Mr. Gillette inventou sua prática lâmina, mas a ideia fundamental permanece inalterada, e inalterável. E, no entanto, todos os anos os fabricantes de aparelho de barbear precisam apresentar um produto novo. Todos os anos os departamentos de marketing pedem aos departamentos de pesquisa que reinventem o aparelho de barbear, para ter o que anunciar. Duas lâminas, três lâminas, lâminas flutuantes, lâminas convergentes, lâminas divergentes, lâminas musicais – qualquer coisa para que o aparelho do ano passado fique obsoleto e a novidade fique irresistível. Da mesma forma, todo técnico, quando assume um novo time, deve trazer a sugestão implícita de que vai reinventar o futebol.
    
        As razões dadas para trocar de técnico são muitas. O técnico que sai perdeu o ambiente, perdeu a confiança, perdeu a razão – e é sempre mais fácil trocar um técnico do que um time inteiro. Mas a razão verdadeira é o desejo secreto de que o novo técnico reúna os jogadores no meio do campo, abra sua sacola e tire de lá de dentro – tará! – um outro jogo. Um futebol inédito. Um futebol que ninguém mais tem e, portanto, invencível. O milagre ainda não aconteceu, mas todo técnico de futebol é uma promessa do futebol reinventado. Por isso eles levam vidas de homens santos, perambulando pelo país entre guaridas temporárias, sabendo que é pouco o tempo entre a adulação e o apedrejamento, a adoração e o desmascaramento. Ou ele é um salvador ou é um charlatão. Não tem recurso do meio-termo.

(Luis Fernando Verissimo. Ironias do tempo. 2018. Adaptado)
O uso do acento indicativo da crase está de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q4258483 Português

Analise a imagem abaixo:



Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: https://tirasdidaticas.wordpress.com/2019/12/09/ onde-e-aonde-2/. Acesso em: 25 jun. 2026.



Assinale a alternativa que apresenta o uso correto das palavras correspondentes aos quadrinhos em branco na sequência do diálogo.

Alternativas
Q4258440 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout já existia na Idade Média: o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar


O estresse e o esgotamento mental não são problemas exclusivos da vida moderna. Na Idade Média, também eram comuns, e parte da sabedoria medieval sobre como enfrentar o burnout, considerado um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde, continua surpreendentemente atual.

Os sintomas, observou João Cassiano, um dos primeiros pensadores cristãos do século quinto a exercer o papel de sacerdote-terapeuta, eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança, vontade de estar em qualquer lugar, menos no trabalho, e uma espécie de névoa mental, descrita como uma confusão da mente sem explicação, que fazia seus colegas se sentirem improdutivos, inúteis e buscarem consolo no sono.

Quem já enfrentou burnout, esgotamento ou depressão reconhecerá parte dessas sensações. É comum supor que esses problemas sejam consequência das pressões do século vinte e um. Cassiano, porém, escreveu sobre isso no século quinto depois de Cristo, para cristãos dos primeiros séculos exaustos pelas exigências da vida espiritual.

Será que relatos como esse podem ajudar a compreender o mal-estar contemporâneo e apontar caminhos para enfrentá-lo?

Essa é a tese do livro do historiador Peter Jones, Autoajuda na Idade Média: uma viagem pela mente medieval, que apresenta as formas como os chamados padres-terapeutas orientavam os fiéis a superar a angústia espiritual.

A pesquisa de Jones revela como o esgotamento foi recorrente ao longo da história, constatação que pode confortar quem atravessa um período de profunda angústia. Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média. Depois de tantos livros dedicados às lições dos antigos estoicos, talvez seja o momento de recorrer também aos manuscritos medievais.

Jones conta que a ideia do livro surgiu após enfrentar a própria crise, descrita por ele como "o inverno mais frio da minha vida".

Em 2015, por razões que ainda diz ter dificuldade para explicar, aceitou o cargo de professor titular de História na Universidade de Tyumen, na Sibéria. As temperaturas eram tão baixas que, depois de apenas vinte minutos ao ar livre, ele perdia completamente a sensibilidade nas pernas.

Também enfrentava dificuldades com o idioma e sentia muita falta da família, que havia ficado em Dublin, na Irlanda. Ele conta que deveria pesquisar, preparar aulas e seguir com a vida, mas simplesmente não conseguia fazer nada.

Enquanto preparava um curso sobre os Sete Pecados Capitais, Jones começou a reconhecer nos relatos medievais ecos da própria infelicidade. Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes às atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.

Jones explica que os sete pecados capitais não aparecem na Bíblia. Foram formulados por pensadores cristãos dos primeiros séculos, como João Cassiano, e sistematizados mais tarde pelo papa São Gregório Magno, que os considerava uma ferramenta para compreender os problemas da mente.

Esse esquema de organização dos pensamentos incluía soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.

Entre os sete pecados, a preguiça foi a que mais refletiu o estado de espírito de Jones na Sibéria. Hoje, costuma ser associada à indolência ou à falta de vontade de agir. Os autores medievais, porém, identificavam por trás dela um vazio emocional mais profundo.

Conhecida na época como acídia, a condição abrangia uma ausência de amor, uma paralisia do cuidado e um vazio espiritual, escreve Jones. Era o estado em que tudo o que antes iluminava os dias passava a despertar apenas indiferença. 

Jones conta que se identificou especialmente com um texto do século treze, conhecido como MS 306 e preservado em Dublin. Nele, a acídia é descrita como estar parado no meio de um rio caudaloso, diante de uma correnteza que bate contra as pernas, mas sem forças para seguir em frente. A imagem reproduzia a sensação de paralisia que ele experimentou durante o inverno na Sibéria.

Jones não é o único historiador a identificar paralelos entre os males medievais e os da vida contemporânea.

No livro Exaustos, a historiadora cultural Anna Katharina Schaffner estabelece uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual. Entre os sintomas estão a busca de conforto na comida e o recurso a distrações sem propósito, em vez da dedicação a atividades significativas.

Segundo Schaffner, trata-se de um círculo vicioso: quem sofre de acídia se torna cada vez menos capaz de meditar e refletir sobre questões espirituais, enquanto as estratégias inadequadas usadas para recuperar as energias agravam o problema. Nesse sentido, os indivíduos medievais eram semelhantes às pessoas do século vinte e um, exaustas e inclinadas a evitar o que realmente importa por meio de atividades improdutivas.

Mas quais eram as soluções?

O autor do manuscrito MS 306 responde com uma referência indireta à Bíblia, segundo a qual os jebuseus vivem dentro das fronteiras de cada pessoa. É possível subjugá-los, mas não exterminá-los.

Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de lutar constantemente contra eles.

Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. Ainda assim, observa que elas lembram abordagens contemporâneas para tratar o burnout e outros problemas emocionais.

Jones também cita os escritos de Bernardo de Claraval, do século doze, um dos fundadores da Ordem dos Cavaleiros Templários. Segundo o historiador, Bernardo comparou uma boa vida a correr em um terreno acidentado, no qual qualquer pessoa, depois de percorrer uma distância suficiente, acabará tropeçando ou caindo. Todos passam por momentos em que se sentem completamente sem rumo.

Para Jones, há grande conforto em reconhecer que ninguém sofre sozinho. Seja qual for a aflição, outras pessoas já experimentaram sentimentos semelhantes ao longo de milhares de anos. É reconfortante sentir a companhia daqueles que vieram antes de nós.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr7jx1dj12o.adaptado. 
Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes "às" atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.

Considerando o uso do acento indicativo de crase e a estrutura do período, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I.No trecho, o acento indicativo de crase em "às atuais" existe, pois ocorre a fusão da preposição "a", solicitada pelo termo "semelhantes", com o artigo definido "as" que precede o substantivo "experiências" subentendido.
PORQUE
II.Em construções comparativas com o adjetivo "semelhante", o termo subsequente solicita a preposição "a", e o artigo definido "as" é facultativo antes do pronome demonstrativo "atuais", razão pela qual a crase pode ser facultativa no contexto.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4258398 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas, mas tiveram resultados brilhantes


Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo extremista transformou aviões comerciais em armas contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo buscou informações na internet, que na época ainda não suportava um volume tão grande de acessos e praticamente parou.

Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava hospedado em um servidor com capacidade limitada. Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia atender a todos, mesmo que outros servidores estivessem ociosos. A questão era como alocar servidores de maneira eficiente para acompanhar um tráfego em constante mudança.

Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey, especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas abelhas.

Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de milhões de flores que prosperam em épocas e horários diferentes, disputando recursos com outras espécies. Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da Universidade de Cornell.

Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois engenheiros para entender como as abelhas resolvem esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar para observar seu comportamento. O segredo para marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura corporal.

O estudo ajudou a compreender o comportamento das abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores, que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone de carregamento.

Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras que resultaram em grande impacto social. A premiação foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava gastos públicos com ciência.

Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra que descobertas científicas levam tempo e que pesquisas consideradas tolas podem ter impacto duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se a pesquisa orientada por missão, mas é preciso equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem diminuindo em vários países.

Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial, cujas bases vieram da neurociência, não da computação. Na década de 1970, cientistas modelaram redes neurais para compreender a cognição humana. Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas James McClelland e David Rumelhart começaram movidos pela simples curiosidade de entender os processos cognitivos do cérebro.

Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia surgiu porque dois cientistas queriam entender por que certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por pura curiosidade.

Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era essencial na medicina, na genética e na ciência forense. O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares, gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock e Freeze, o Ganso de Ouro.

O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe estudavam como campos elétricos afetavam bactérias quando algo inesperado aconteceu: as bactérias pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de platina liberavam compostos que impediam a multiplicação celular. Essa observação, quase descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de 10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não buscavam a cura do câncer. Queriam apenas compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
Como viajava com frequência "a" Atlanta, onde a mulher trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças "à" sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da Universidade de Cornell.
Analise as proposições a seguir sobre o emprego da crase nos trechos destacados.

I.No trecho "Como viajava com frequência "a" Atlanta", a ausência do acento indicativo de crase decorre do fato de os nomes de cidades serem empregados, em regra, sem artigo definido.
II.No trecho "Como viajava com frequência "a" Atlanta", a ausência do acento indicativo de crase está correta, pois, no contexto, o topônimo foi empregado sem artigo definido.
III.No trecho "graças "à" sabedoria da colmeia", o emprego do acento indicativo de crase está correto, pois ocorre a fusão entre a preposição exigida pela locução "graças a" e o artigo feminino que acompanha o substantivo "sabedoria".
IV.No trecho "graças "à" sabedoria da colmeia", o acento indicativo de crase decorre da regência do verbo "agem", que exige a preposição "a" antes do substantivo "sabedoria".

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4258200 Português
O valor da cooperação na segurança pública


    A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
    Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança. Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
       No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.


LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
 O uso do acento grave deve obedecer aos preceitos de regência da norma-padrão. Indique a alternativa em que o sinal indicativo de crase está empregado corretamente. 
Alternativas
Q4257743 Português
Para responder à questão, utilizar o texto a seguir:


Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil


    Designa-se infodemia a superabundância de informações – acuradas ou não – que, em contextos de emergência sanitária, dificulta o acesso da população a fontes fidedignas e compromete a tomada de decisão em saúde. Pesquisa de abrangência nacional, vinculada ao estudo “Condições de Trabalho dos Profissionais da Saúde no Contexto da COVID-19 no Brasil”, ouviu 15.132 trabalhadores que atuaram na linha de frente em 2.200 municípios, e seus achados são eloquentes: ainda que 91% dos entrevistados reconheçam nas notícias falsas um obstáculo ao enfrentamento do Sars-CoV-2, foi sobre o cotidiano assistencial que tais boatos incidiram com mais força, porquanto 76,1% relataram ter atendido pacientes que, persuadidos por conteúdos comprovadamente falsos, resistiam às orientações técnicas.

    Não se trata de fenômeno trivial. À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato, confere-se-lhe verniz de legitimidade, de sorte que a falsidade se difunde tanto mais quanto mais se reveste das insígnias da ciência. A esse mecanismo soma-se a apropriação indevida do nome de instituições de renome, estratégia que, longe de ser ingênua, visa a usurpar a autoridade epistêmica que tais instituições representam.

     Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa informacional — agravaram-na. Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade: regime discursivo no qual a adesão emocional a uma narrativa se sobrepõe à verificação dos fatos, com repercussões diretas sobre a saúde coletiva e sobre o vínculo de confiança que sustenta a relação entre profissional e paciente.


Adaptado de FREIRE, N. P. et al. Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 10, p. 3045-3056, out. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Yc3tZVBddPswyW9J9qpKMQn/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2026.
No trecho “À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato”, verificam-se duas ocorrências de crase. Considerando a norma-padrão, a regência e o valor sintático das expressões envolvidas, assinale a alternativa que apresenta a análise correta dessas ocorrências.
Alternativas
Q4257641 Português

“Os alunos assistiram ___ aula com atenção.”



Considerando a regência do verbo “assistir” na norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a lacuna:

Alternativas
Q4257452 Português
Assinale a alternativa em que o uso da crase está CORRETO: 
Alternativas
Q4256941 Português
Considerando as normas da língua portuguesa relativas ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas:
Em um relatório institucional sobre políticas de inclusão, um servidor redigiu o seguinte trecho: "A universidade passou a oferecer apoio permanente ____ estudantes com deficiência, garantindo acesso ____ tecnologias assistivas e promovendo ações voltadas ____ melhoria das condições de aprendizagem."
Alternativas
Q4253557 Português
A PeNSE e os nossos filhos, vamos pensar?



     No fim de março, foram publicados os dados da 5a edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) referentes ao ano de 2024, envolvendo mais de 118 mil adolescentes de cerca de 4 mil escolas públicas e privadas do nosso país. Os resultados são como um grande checape da saúde coletiva dos jovens entre 13 e 17 anos. O levantamento apresenta um retrato complexo da realidade infantojuvenil, trazendo notícias de alívio, mas também acendendo alertas vermelhos que não podem ser ignorados, seja na rotina familiar, seja nos consultórios, seja nas emergências hospitalares.
    O dado mais celebrado nessa edição é a queda consistente no consumo de substâncias que historicamente assombram as famílias: o álcool e as drogas ilícitas. Ver a redução na experimentação de bebidas alcoólicas e o recuo no uso de drogas entre estudantes é uma vitória da prevenção e da conscientização. O desenvolvimento cerebral na adolescência é marcado por processos críticos; quanto mais adiarmos o contato com substâncias nocivas, mais protegemos a maturação do córtex pré-frontal – responsável pelas decisões e controle de impulsos – e garantimos a integridade cognitiva e emocional desses jovens.
       A pesquisa revela, entretanto, que o tabagismo mudou de face: enquanto o cigarro convencional cai em desuso, o cigarro eletrônico avançou expressivamente. Cerca de 29,6% dos estudantes já experimentaram esses dispositivos, frequentemente atraídos por aromas frutados e por uma falsa sensação de segurança amplificada pela divulgação que visa ao lucro das empresas. É preciso clareza e firmeza nesse ponto: esses aparelhos entregam doses elevadas de nicotina e substâncias tóxicas diretamente nos pulmões em formação, o que favorece a dependência química precoce sob uma roupagem tecnológica que não deixa cheiro nem pista para os pais.
      Outro ponto que exige nossa atenção imediata é o cenário da saúde mental. A pesquisa aponta que 19,8% dos estudantes relatam que a vida não vale a pena ser vivida e 23,4% apresentam sintomas de transtornos de ansiedade ou depressão. O dado é especialmente crítico entre as meninas: o percentual daquelas que sentem que a vida não vale a pena ou que experimentam tristeza profunda é quase o dobro em relação aos meninos. Esses indicadores são um alerta sobre o sofrimento psíquico enfrentado pelos jovens, reforçando a necessidade de políticas públicas e redes de apoio familiar que priorizem o bem-estar emocional nessa fase da vida.
      Para nós, mães, pais, pediatras e educadores, o desafio é transformar esses números em ação. Não basta saber que o consumo de álcool caiu e o de cigarro eletrônico subiu. Não basta lamentar a tristeza das meninas; precisamos fortalecer sua autoestima contra algoritmos predatórios. A PeNSE aponta o caminho, cabe a nós, com leveza para acolher e firmeza para orientar, caminhar ao lado deles nessa travessia tão bonita e desafiadora que é a adolescência.


(Andréa Jácomo. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 11.05.2026. Adaptado)
O desafio é transformar os números em ação favorável  ______   jovens. Não basta lamentar a tristeza das meninas; precisamos fortalecer sua autoestima e nos opormos  ______  algoritmos predatórios. Cabe a nós zelar ______  caminho deles nessa travessia tão bonita e desafiadora que é a adolescência.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com
Alternativas
Q4251464 Português

Texto para o item. 

Uso de inteligência artificial na Administração Pública já traz benefícios 

Uma entre dez prefeituras brasileiras usa inteligência artificial, e também um entre quatro órgãos públicos federais. A informação foi passada durante audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara, que tratou dos desafios e das oportunidades do uso da inteligência artificial (IA) na Administração Pública.

O presidente do Instituto Illuminante de Inovação Tecnológica e Impacto Social, Gilberto Lima Júnior, acha que o uso ainda é pequeno, mas já trouxe benefícios. Ele citou o exemplo do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que acelerou o trâmite de marcas e patentes por meio de uma ferramenta de IA: a Fel INPI.

Já o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) usa a IA para detectar fraudes no programa Bolsa Família. Uma inovação mais perceptível é o chatbot, programa de computador que simula conversas para facilitar o acesso a serviços essenciais, além de auxiliar internamente, como ocorre no Ministério da Gestão.

A IA promove redução de 30% nos custos de operação e aumento de 40% na produtividade, segundo a coordenadora‑geral do Laboratório de Inovação em Inteligência Artificial da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), Patrícia Baldez. Ela comentou também o caso de Pernambuco, que trabalha em regime no click, em que o estado entra em contato com o cidadão quando sabe que há a necessidade.

A respeito disso, Baldez citou um exemplo: quando uma criança faz aniversário, a mãe recebe uma mensagem pela internet caso a idade coincida com o calendário de vacinação. O aviso já informa o posto de saúde mais próximo.

“Até 2030, 80% dos empregos vão ser impactados por inteligência artificial. Até 2044, 50% dos empregos serão substituídos por inteligência artificial e, principalmente, os empregos que demandam mais intelecto. A questão braçal (mecânica) ainda vai demorar um pouco mais a chegar”, disse Baldez.

Internet: <www.camara.leg.br> (com adaptações).


Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.

O período “Uma inovação mais perceptível é o chatbot, programa de computador que simula conversas para facilitar o acesso a serviços essenciais, além de auxiliar internamente, como ocorre no Ministério da Gestão.” poderia ser reescrito, sem prejuízo à correção gramatical e ao sentido original do texto, da seguinte forma: O chatbot, programa de computador simulador de conversas, constitui uma inovação mais perceptível, facilitando o acesso à serviços essenciais e auxiliando internamente o Poder Executivo.
Alternativas
Q4251200 Português

Milhões ainda vivem sem água tratada no Brasil,

apesar da abundância hídrica


No Dia Mundial da Água, Funasa apresenta soluções

em escala e mais de R$ 4 bilhões em ações para

enfrentar desigualdade no acesso


    Apesar de o Brasil concentrar uma das maiores reservas de água doce do mundo, o acesso à água tratada ainda é desigual e afeta milhões de brasileiros. Dados mais recentes do IBGE mostram que, em 2024, apenas 86,3% dos domicílios tinham acesso à rede geral de abastecimento de água, enquanto cerca de 3 em cada 10 lares ainda não estavam conectados à rede de esgoto. Em áreas rurais, o cenário é ainda mais crítico: apenas cerca de um terço das residências conta com abastecimento por rede geral.  


    No Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) chama atenção para esse desafio estrutural e destaca soluções já em andamento que vêm ampliando o acesso à água segura e reduzindo desigualdades no país, principalmente nas Regiões Norte e Nordeste, que concentram os piores índices.


Soluções práticas


   Com foco em municípios de pequeno porte, áreas rurais e populações vulneráveis, a Fundação aposta em tecnologias de baixo custo e alta replicabilidade. Uma das principais iniciativas é o Salta-Z – sistema simplificado de tratamento de água desenvolvido por técnicos da Superintendência da Funasa do Pará –, que vem sendo expandido em todo o país, com previsão de cerca de 2,6 mil novas unidades para a região Amazônica apenas este ano, levando água potável a comunidades isoladas.  


   No semiárido, a estratégia passa pelo fortalecimento do programa de cisternas, com cerca de 21 mil unidades em implantação em oito estados neste ano, ampliando a segurança hídrica e reduzindo a dependência de fontes precárias. A tecnologia tem impacto direto na vida das famílias, especialmente de mulheres, que historicamente assumem a responsabilidade pelo acesso à água. 


   Outro eixo de atuação são as Melhorias Sanitárias Domiciliares (MSD), com editais lançados em 2025 para ampliar intervenções em residências, incluindo banheiros, soluções de esgotamento sanitário e acesso à água tratada – medidas essenciais para prevenir doenças e promover ambientes mais saudáveis. 


    A Funasa também vem avançando na reativação de laboratórios de análise da qualidade da água, fortalecendo a capacidade de monitoramento da potabilidade e a vigilância em saúde ambiental em articulação com o Sistema Único de Saúde (SUS). 


R$ 4 bilhões em saneamento


    No total, a Fundação mantém atualmente mais de R$ 4 bilhões em instrumentos vigentes, voltados a obras, tecnologias e ações estruturantes de saneamento e saúde ambiental em todo o país.


    Para o presidente da Funasa, o enfrentamento da desigualdade no acesso à água exige soluções adaptadas à realidade brasileira. “Saneamento é direito, não privilégio. Levar água segura às populações mais vulneráveis é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças, reduzir desigualdades e promover dignidade”, afirma. 


    Segundo ele, essas iniciativas concretas reforçam que o avanço do saneamento no Brasil passa não apenas por grandes obras, mas também por soluções simples, eficazes e escaláveis – capazes de transformar, de forma imediata, a vida de milhões de brasileiros. 


Disponível em: https://www.gov.br/funasa/pt-

br/assuntos/noticias/2026/marco/milhoes-ainda-vivem-sem-agua-

tratada-no-brasil-apesar-da-abundancia-hidrica. Acesso em: 01 jun.

2026. 

Considerando o uso correto do acento indicativo de crase, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
(  ) Em “[...] o enfrentamento da desigualdade no acesso à água [...]”, é facultativo o uso do acento indicativo de crase no “a” destacado.
(  ) Em “[...] exige soluções adaptadas à realidade brasileira.”, o acento indicativo de crase foi empregado porque há a junção do “a” preposição, exigido pelo termo “adaptadas”, com o “a” artigo, que acompanha a expressão feminina “realidade brasileira”.
(  ) No trecho “[...] levando água potável a comunidades isoladas.”, o “a” em destaque poderia receber o acento indicativo de crase, sem prejuízo gramatical, uma vez que “comunidades isoladas” é uma expressão feminina.
Alternativas
Q4250226 Português
        O campo da administração pública tem avançado na reflexão sobre como a existência de uma maior diversidade (gênero, raça, etnia, idade e classe social) nos quadros profissionais do setor público pode contribuir para a formulação e a implementação de políticas públicas inclusivas e democráticas, incorporando os interesses de diferentes grupos sociais presentes na sociedade.

        Estudos recentes sobre burocracia representativa têm demonstrado como a representação de gênero e raça, por exemplo, pode gerar confiança e legitimidade na ação pública, contribuindo para que cidadãs e cidadãos se sintam motivados a cooperar e a coproduzir políticas públicas mais equânimes e inclusivas.

        Do ponto de vista do recorte de gênero, estudos apontam, por exemplo, que a maior presença de mulheres nas forças policiais pode acarretar o aumento de denúncias de violência doméstica sofridas por esse grupo, uma vez que há um maior compartilhamento de valores e experiências entre elas e, consequentemente, maior confiança entre a burocrata de linha de frente e a usuária. Na área educacional, outros estudos já demonstraram que a presença de mulheres professoras nas ciências exatas teve impacto positivo no desempenho de alunas, observado em notas nos testes de nivelamento avançado e em exames de faculdades.

        No que se refere ao recorte racial, por sua vez, estudos recentes sugerem que a presença de policiais negras e policiais negros aumenta a confiança das cidadãs negras e dos cidadãos negros na polícia, resultando em maior legitimidade para que essa organização estatal possa atuar dentro da comunidade e, por sua vez, em maior cooperação e cumprimento da lei. Há uma percepção de que a representação passiva é indicativa de valores e experiências compartilhadas, promovendo efeitos reais de maior confiança na cidadania. No campo educacional, alguns estudos trazem evidências de que, em escolas com maior presença de professoras negras e professores negros, alunas negras e alunos negros possuem melhor desempenho escolar, observando-se, ainda, menor punição por comportamento, melhor desempenho nas disciplinas curriculares e o desenvolvimento de altas habilidades.

        Dessa forma, uma burocracia cada vez mais representativa pode promover a colaboração com cidadãs e cidadãos, bem como a coprodução de serviços públicos, o que, além de garantir maior legitimidade à ação pública, também pode assegurar que a ação estatal seja mais responsiva e inclusiva, especialmente aos grupos vulneráveis e aos invisibilizados da sociedade.

Internet:<https://repositorio.enap.gov.br>  (com adaptações). 

Julgue o item que se segue, a respeito do texto apresentado, das ideias nele veiculadas e de seus aspectos linguísticos. 


No trecho "além de garantir maior legitimidade à ação pública" (último parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo "à" é facultativo.

Alternativas
Q4249575 Português
Árvores-Amigas


Por Adriana Antunes


Q1_10.png (694×529)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/um-pede-cedro-cmqznhwxg00c2015tlwtwlvqp.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Considerando as normas vigentes quanto ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos a seguir, retirados do texto:

•  “Três anos depois, o asfalto chegou ___ rua em que morávamos”.
•  “Aceitei, meio ___ contragosto, embora gostasse muito dos pinhões tardios que ela nos ofertava todo ano”.
•  “Mas encaro ___ tristeza como um ato político”.
Alternativas
Respostas
61: C
62: C
63: B
64: B
65: E
66: A
67: D
68: E
69: A
70: B
71: B
72: C
73: B
74: A
75: C
76: E
77: E
78: D
79: E
80: D