A execução da atividade administrativa, assim como qualquer...

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Q4273022 Direito Administrativo
A execução da atividade administrativa, assim como qualquer outra, pode acabar gerando danos a terceiros. Nesse sentido, acerca da Responsabilidade do Estado, analise as alternativas abaixo e assinale a opção CORRETA:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A Constituição Federal de 1988, art. 37, § 6º, dispõe: “§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.” No caso, esse dispositivo fornece a matriz da responsabilização da pessoa jurídica e do regresso condicionado a dolo ou culpa; considerada a regra geral do risco administrativo invocada pela alternativa, o gabarito é D.

Tema central: Responsabilidade estatal pelo risco administrativo
Análise das alternativas
A
Errada
A afirmação de que se aplica sempre o risco integral contraria a regra geral do risco administrativo, reconhecida pelo STF. A responsabilidade objetiva estatal não é absoluta: admite excludentes de responsabilidade e continua dependente de dano e nexo causal.
B
Errada
Contraria o Tema 940 do STF, firmado no RE 1.027.633/SP: a ação da vítima deve ser proposta contra o Estado ou a pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público, sendo o agente que atuou nessa qualidade parte ilegítima para essa ação. Também erra ao dispensar dolo ou culpa do servidor, pois esses são requisitos de sua responsabilização regressiva.
C
Errada
Nega direito expressamente previsto no art. 37, § 6º, da Constituição Federal: “assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.” Portanto, o Estado pode buscar o ressarcimento contra o agente responsável quando demonstrado dolo ou culpa.
D
Certa
A alternativa D identifica o risco administrativo como fundamento da regra geral de responsabilidade estatal, conforme o entendimento do STF reproduzido no Informativo 570. A vítima não precisa demonstrar culpa do agente para responsabilizar a pessoa jurídica, mas continuam necessários o dano e o nexo causal, admitindo-se exclusão ou abrandamento da responsabilidade. Há uma imprecisão terminológica: “excludentes de ilicitude” não equivale tecnicamente a excludentes de responsabilidade. O gabarito se sustenta pela leitura contextual de que a alternativa se refere a estas últimas, especialmente à ruptura do nexo causal. A licitude da atuação estatal, isoladamente, não afasta o dever de indenizar.
Pegadinha da questão
Confundir responsabilidade objetiva com responsabilidade absoluta e transferir ao agente a responsabilidade objetiva da pessoa jurídica. Há ainda uma imprecisão real na alternativa D: excludentes de ilicitude não se confundem com excludentes de responsabilidade; o gabarito pressupõe a leitura contextual desta última expressão.
Dica para questões semelhantes
  • Na regra geral, verifique se a alternativa combina risco administrativo, responsabilidade objetiva e possibilidade de excludentes, sem dispensar dano e nexo causal.
  • Separe as relações: a pessoa jurídica responde perante a vítima; o agente responde regressivamente mediante dolo ou culpa.
  • Para identificar o réu da ação da vítima, aplique o Tema 940 do STF: a demanda é dirigida à pessoa jurídica, não ao agente que atuou nessa qualidade.
  • Não trate a licitude da conduta estatal como causa automática de exclusão do dever de indenizar.

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Comentários

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Gabarito: D.

A regra no Brasil é a Teoria do Risco Administrativo, prevista no art. 37, § 6º, da Constituição Federal.

Isso significa que o Estado responde objetivamente pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros. Portanto, a vítima não precisa provar dolo ou culpa do agente, bastando demonstrar o dano e o nexo causal com a atuação estatal.

A Teoria do Risco Administrativo admite excludentes ou atenuantes do nexo causal, como culpa exclusiva da vítima, caso fortuito/força maior, conforme o caso.

  • A — INCORRETA.
  • A Teoria do Risco Integral é excepcional, não sendo a regra. Nela, não se admitem as excludentes tradicionais.
  • B — INCORRETA.
  • A vítima deve direcionar a ação contra o Estado, e não contra o agente público. A responsabilidade do agente perante o Estado depende de dolo ou culpa.
  • C — INCORRETA.
  • O Estado pode ajuizar ação regressiva contra o agente quando este tiver agido com dolo ou culpa.
  • D — CORRETA.
  • É exatamente a regra do art. 37, § 6º, da CF: responsabilidade estatal objetiva, sob a Teoria do Risco Administrativo.

Anota aí no seu caderno do Mickey:

Estado = responde objetivamente.

Agente = responde subjetivamente (dolo ou culpa).

Estado paga → pode cobrar do agente em regresso.

RESPONSABILIDADE DO ESTADO

O art. 37, § 6º, da Constituição Federal estabelece que o Estado responde objetivamente pelos danos causados por seus agentes a terceiros. Porém, quando se trata do direito de regresso contra o agente responsável, a Constituição exige a comprovação de dolo ou culpa.

Resumo para prova:

  • Responsabilidade do Estado: objetiva → não é necessário provar dolo ou culpa do agente.
  • Ação regressiva contra o agente: subjetiva → exige dolo ou culpa.

Artigo 37, § 6º, da CF/88: "§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa."

Tema 130 do STF (RE 591.874): "I - A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e não-usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6º, da Constituição Federal."

Conduta Comissiva (Ação do Estado): Responsabilidade Objetiva (não precisa provar culpa).

Omissão Específica (Estado tinha o dever individual e direto de custódia/proteção): Responsabilidade Objetiva (ex: preso morto dentro da cela sob custódia estatal e aluno de escola pública sob responsabilidade do Estado).

O que a vítima/família precisa provar:

  1. O dano (ex: o falecimento do preso ou a lesão do aluno).
  2. O nexo causal (provar que a omissão do Estado em seu dever de guarda/proteção foi o que permitiu o resultado).

IMPORTANTE:

O fato de o indivíduo estar sob a custódia do Estado não gera uma responsabilidade irrestrita ou absoluta (o Brasil adotou a teoria do Risco Administrativo, e não a do Risco Integral).

Se o Estado conseguir demonstrar que o dano ocorreu por uma causa totalmente externa e imprevisível, sem que tenha havido qualquer falha na sua obrigação de proteção, o nexo de causalidade é quebrado e o dever de indenizar é afastado.

Omissão Genérica (Estado descumpre um dever geral de fiscalização/segurança): Responsabilidade Subjetiva (é obrigatório provar a falha do serviço: o serviço não funcionou, funcionou mal ou funcionou atrasado).

RESPONSABILIDADE DO ESTADO

O art. 37, § 6º, da Constituição Federal estabelece que o Estado responde objetivamente pelos danos causados por seus agentes a terceiros. Porém, quando se trata do direito de regresso contra o agente responsável, a Constituição exige a comprovação de dolo ou culpa.

Resumo para prova:

  • Responsabilidade do Estado: objetiva → não é necessário provar dolo ou culpa do agente.
  • Ação regressiva contra o agente: subjetiva → exige dolo ou culpa.

Artigo 37, § 6º, da CF/88: "§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa."

Tema 130 do STF (RE 591.874): "I - A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e não-usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6º, da Constituição Federal."

Conduta Comissiva (Ação do Estado): Responsabilidade Objetiva (não precisa provar culpa).

Omissão Específica (Estado tinha o dever individual e direto de custódia/proteção): Responsabilidade Objetiva (ex: preso morto dentro da cela sob custódia estatal e aluno de escola pública sob responsabilidade do Estado).

O que a vítima/família precisa provar:

  1. O dano (ex: o falecimento do preso ou a lesão do aluno).
  2. O nexo causal (provar que a omissão do Estado em seu dever de guarda/proteção foi o que permitiu o resultado).

IMPORTANTE:

O fato de o indivíduo estar sob a custódia do Estado não gera uma responsabilidade irrestrita ou absoluta (o Brasil adotou a teoria do Risco Administrativo, e não a do Risco Integral).

Se o Estado conseguir demonstrar que o dano ocorreu por uma causa totalmente externa e imprevisível, sem que tenha havido qualquer falha na sua obrigação de proteção, o nexo de causalidade é quebrado e o dever de indenizar é afastado.

Omissão Genérica (Estado descumpre um dever geral de fiscalização/segurança): Responsabilidade Subjetiva (é obrigatório provar a falha do serviço: o serviço não funcionou, funcionou mal ou funcionou atrasado).

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