Durante fiscalização, o agente ...

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Q3878854 Direito Administrativo
Durante fiscalização, o agente do INCRA impõe restrições a particular e determina obrigações adicionais não previstas no ato normativo aplicável, adotando medidas desproporcionais e excedendo limites legais. O administrado questiona a conduta, alegando que a atuação extrapolou o poder de polícia e comprometeu direitos. O setor competente analisa se houve exercício legítimo do poder ou abuso. Considerando poder de polícia e uso e abuso do poder, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O poder de polícia não é ilimitado e somente é regular quando exercido pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e sem abuso ou desvio de poder (CTN, art. 78, parágrafo único). Além disso, a Administração deve observar a legalidade, a finalidade, a motivação, a razoabilidade e a proporcionalidade, sendo vedada a imposição de obrigações e restrições em medida superior à estritamente necessária ao interesse público (Lei nº 9.784/1999, art. 2º, caput e parágrafo único, I e VI). Como o enunciado relata a imposição de restrições e obrigações adicionais não previstas e medidas desproporcionais, houve extrapolação dos limites legais, caracterizando abuso de poder por excesso.

Tema central: Limites do poder de polícia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque ato praticado no exercício do poder de polícia não fica imune a controle judicial. A base afirma que há controle de legalidade quanto à observância da lei, dos limites da competência, da finalidade, da motivação e da proporcionalidade. Portanto, o fato de haver discricionariedade não afasta o controle de abuso ou ilegalidade.
B
Errada
Está errada porque o abuso de poder, na hipótese de excesso, não depende como requisito geral de prova de dolo específico. A própria extrapolação objetiva dos limites legais já basta para caracterizar excesso de poder. A alegação genérica de finalidade pública não convalida imposição de restrições sem base normativa.
C
Errada
Está errada porque discricionariedade não significa liberdade ilimitada. A base é expressa ao afirmar que o poder de polícia deve respeitar legalidade, razoabilidade, proporcionalidade e, quando exigível, motivação. A Lei nº 9.784/1999 veda restrições em medida superior à estritamente necessária, e o CTN exige atuação nos limites da lei aplicável e sem abuso.
D
Certa
A alternativa D está correta porque descreve exatamente a consequência jurídica do fato narrado: o agente foi além do que a norma permitia e ainda adotou medidas desproporcionais. O CTN, art. 78, parágrafo único, considera regular o poder de polícia apenas quando exercido nos limites da lei aplicável e sem abuso de poder. A Lei nº 9.784/1999, art. 2º, caput, impõe legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade e proporcionalidade, e o art. 2º, parágrafo único, VI, veda a imposição de obrigações e restrições em medida superior à estritamente necessária ao interesse público. Logo, a extrapolação dos limites legais configura abuso de poder na modalidade excesso de poder, sujeito a controle.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre discricionariedade e atuação ilimitada no poder de polícia, como se a invocação do interesse público afastasse controle e permitisse restrições além da lei.
Dica para questões semelhantes
  • No poder de polícia, verifique sempre se a atuação ficou nos limites da lei aplicável; se ultrapassou, há excesso de poder.
  • Discricionariedade não exclui controle de legalidade, proporcionalidade, motivação e finalidade.
  • Se o enunciado mencionar restrições ou obrigações além do necessário ou sem previsão normativa, a tendência é reconhecer abuso de poder.
  • Diferencie exercício regular do poder de polícia de abuso: o regular exige competência, limites legais, devido processo e ausência de abuso ou desvio.

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Comentários

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GAB: letra D.

A alternativa correta é a D.

✔️ Fundamentação

Quando o agente público ultrapassa os limites legais de sua competência, ocorre abuso de poder na modalidade excesso de poder.

No caso descrito:

o agente impôs obrigações não previstas em norma;

adotou medidas desproporcionais;

extrapolou limites legais.

➡️ Isso caracteriza atuação ilegal, e não mero exercício discricionário do poder de polícia.

Logo, o ato pode ser anulado e controlado administrativamente ou judicialmente.

O caso narrado é típico de excesso de poder.

❌ Por que as outras estão erradas

A) Errada — atos administrativos, inclusive de polícia, são sempre passíveis de controle judicial quanto à legalidade.

B) Errada — abuso de poder não exige dolo específico; basta a ilegalidade ou desvio.

C) Errada — discricionariedade não é liberdade ilimitada; sempre deve respeitar:

legalidade

proporcionalidade

razoabilidade

motivação.

✅ Regra de ouro para concurso:

Discricionariedade ≠ arbitrariedade

Ultrapassou limite legal → abuso → ato inválido.

GAB.D

PODER DE POLÍCIA:

  • Restringe algum tipo de atividade
  • Restringir direitos individuais em benefício da sociedade
  • Ex.: funcionamento de bares

FDP / CEP

--> vício na finalidade do ato: FDPFinalidade = desvio de poder

--> vício na competência do ato: CEPCompetência = excesso de poder

OTIMOS ESTUDOS!

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