Questões de Concurso Público Prefeitura de Diadema - SP 2026 para Professor de Educação Básica II - Educação Física
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
“Agora ou nunca”. Poucas expressões resumem melhor uma experiência humana universal: a sensação de que existe um instante preciso para agir e que, se o deixarmos escapar, talvez não volte. Muitas vezes, só compreendemos a importância desses momentos quando eles já passaram. E então vêm os lamentos: “Se eu tivesse dito alguma coisa naquele momento!”. Ou as recriminações: “Quando vou aprender a não abrir a boca?”. Mas também as comemorações: “Ainda bem que tive coragem”. Ou a satisfação de descobrir, depois, que uma decisão tomada no último minuto foi mesmo a correta. Os gregos antigos fizeram mais do que apenas perceber o valor desses sopros fugazes: eles deram a isso uma palavra, kairós, e criaram um conceito. Ao contrário de cronos, o tempo que avança, o do calendário e do relógio, kairós era algo mais fugidio: a ocasião oportuna que se abre e se fecha, o instante em que algo, uma palavra, uma decisão, uma ação, pode acontecer com toda a sua força ou se perder para sempre.
Assim, enquanto cronos expressava a concepção quantitativa do tempo, a duração, a idade, a velocidade, observou o filósofo John E. Smith, da Universidade Yale, kairós simbolizava seu caráter qualitativo: a posição especial que um acontecimento ocupa em uma sequência, o momento que marca uma oportunidade que talvez não volte. Em essência, nem todo instante é igual: alguns têm peso, e esse peso não é medido em horas. Para o mundo grego, esse peso era tão importante que merecia mais do que uma palavra. Por isso, foi personificada em um deus.
Por volta do século 4 a.C., o escultor Lísipo, um dos três grandes escultores da Grécia clássica, criou uma estátua de Kairós que se tornou famosa. Ainda que a obra em si tenha se perdido, ela permaneceu na memória graças a textos como os do poeta Posídipo de Pela (c. 310-240 a.C.), que compôs um diálogo imaginário com a estátua. Por meio dele sabemos que esse Kairós corria na ponta dos pés, pois estava sempre em movimento, com asas nos pés, como se fosse levado pelo vento. Na mão, tinha uma navalha. Seu fio, segundo a interpretação mais difundida, representava a natureza escorregadia do kairós: aquele instante crítico em que uma ação pode mudar tudo. Um segundo antes pode ser cedo demais; um segundo depois, tarde demais.
E há um detalhe inesquecível: Kairós tinha cabelos longos e abundantes na parte da frente, caindo sobre o rosto. Mas, na parte de trás, era completamente calvo. O poeta pergunta: “Por que seus cabelos caem para a frente?”. “Para que quem me encontrar de frente possa me segurar”, responde a estátua. “Por Zeus!”, exclama o poeta, antes de perguntar: “E por que a parte de trás da cabeça é calva?”. “Para que ninguém, depois que eu tiver passado correndo com meus pés alados, possa me agarrar por trás”. O fato de ser calvo atrás não era um capricho estético, mas um aviso. É possível agarrar o momento oportuno quando ele vem em sua direção, quando ainda está de frente. Depois que passa, não há como segurá-lo.
Kairós não exige que você faça menos coisas. Ele pede que esteja presente quando as faz. Não se trata de ficar ansioso e tentar transformar cada segundo em uma oportunidade épica. Isso seria distorcer o conceito — e, além disso, seria exaustivo. Os gregos não pregavam uma urgência permanente: estavam descrevendo uma textura do tempo que inclui tanto os longos períodos do cronos comum quanto os instantes de kairós que o pontuam. Isócrates não dizia que seus alunos deveriam criar os momentos oportunos. Dizia que deveriam reconhecê-los quando surgissem.
E reconhecê-los é, em parte, uma questão de atenção: uma escuta um pouco mais apurada, uma presença um pouco mais completa, que permite perceber, por exemplo, quando uma pessoa querida precisa ouvir “Vamos, eu sei que você consegue sozinho!” e quando precisa ouvir “Não se preocupe, eu ajudo você”. Também não significa viver esperando que as condições sejam perfeitas porque, paradoxalmente, essa seria outra forma de perder o momento. A arte está em reconhecer quando algo está pronto para ser dito, feito, iniciado ou concluído.
(VENTURA, Dalla. Por que o deus grego Kairós segue importante em momentos-chave da vida. Jornal BBC News Brasil, 06.08.2026. Adaptado).
Leia o texto abaixo para responder à questão.
“Agora ou nunca”. Poucas expressões resumem melhor uma experiência humana universal: a sensação de que existe um instante preciso para agir e que, se o deixarmos escapar, talvez não volte. Muitas vezes, só compreendemos a importância desses momentos quando eles já passaram. E então vêm os lamentos: “Se eu tivesse dito alguma coisa naquele momento!”. Ou as recriminações: “Quando vou aprender a não abrir a boca?”. Mas também as comemorações: “Ainda bem que tive coragem”. Ou a satisfação de descobrir, depois, que uma decisão tomada no último minuto foi mesmo a correta. Os gregos antigos fizeram mais do que apenas perceber o valor desses sopros fugazes: eles deram a isso uma palavra, kairós, e criaram um conceito. Ao contrário de cronos, o tempo que avança, o do calendário e do relógio, kairós era algo mais fugidio: a ocasião oportuna que se abre e se fecha, o instante em que algo, uma palavra, uma decisão, uma ação, pode acontecer com toda a sua força ou se perder para sempre.
Assim, enquanto cronos expressava a concepção quantitativa do tempo, a duração, a idade, a velocidade, observou o filósofo John E. Smith, da Universidade Yale, kairós simbolizava seu caráter qualitativo: a posição especial que um acontecimento ocupa em uma sequência, o momento que marca uma oportunidade que talvez não volte. Em essência, nem todo instante é igual: alguns têm peso, e esse peso não é medido em horas. Para o mundo grego, esse peso era tão importante que merecia mais do que uma palavra. Por isso, foi personificada em um deus.
Por volta do século 4 a.C., o escultor Lísipo, um dos três grandes escultores da Grécia clássica, criou uma estátua de Kairós que se tornou famosa. Ainda que a obra em si tenha se perdido, ela permaneceu na memória graças a textos como os do poeta Posídipo de Pela (c. 310-240 a.C.), que compôs um diálogo imaginário com a estátua. Por meio dele sabemos que esse Kairós corria na ponta dos pés, pois estava sempre em movimento, com asas nos pés, como se fosse levado pelo vento. Na mão, tinha uma navalha. Seu fio, segundo a interpretação mais difundida, representava a natureza escorregadia do kairós: aquele instante crítico em que uma ação pode mudar tudo. Um segundo antes pode ser cedo demais; um segundo depois, tarde demais.
E há um detalhe inesquecível: Kairós tinha cabelos longos e abundantes na parte da frente, caindo sobre o rosto. Mas, na parte de trás, era completamente calvo. O poeta pergunta: “Por que seus cabelos caem para a frente?”. “Para que quem me encontrar de frente possa me segurar”, responde a estátua. “Por Zeus!”, exclama o poeta, antes de perguntar: “E por que a parte de trás da cabeça é calva?”. “Para que ninguém, depois que eu tiver passado correndo com meus pés alados, possa me agarrar por trás”. O fato de ser calvo atrás não era um capricho estético, mas um aviso. É possível agarrar o momento oportuno quando ele vem em sua direção, quando ainda está de frente. Depois que passa, não há como segurá-lo.
Kairós não exige que você faça menos coisas. Ele pede que esteja presente quando as faz. Não se trata de ficar ansioso e tentar transformar cada segundo em uma oportunidade épica. Isso seria distorcer o conceito — e, além disso, seria exaustivo. Os gregos não pregavam uma urgência permanente: estavam descrevendo uma textura do tempo que inclui tanto os longos períodos do cronos comum quanto os instantes de kairós que o pontuam. Isócrates não dizia que seus alunos deveriam criar os momentos oportunos. Dizia que deveriam reconhecê-los quando surgissem.
E reconhecê-los é, em parte, uma questão de atenção: uma escuta um pouco mais apurada, uma presença um pouco mais completa, que permite perceber, por exemplo, quando uma pessoa querida precisa ouvir “Vamos, eu sei que você consegue sozinho!” e quando precisa ouvir “Não se preocupe, eu ajudo você”. Também não significa viver esperando que as condições sejam perfeitas porque, paradoxalmente, essa seria outra forma de perder o momento. A arte está em reconhecer quando algo está pronto para ser dito, feito, iniciado ou concluído.
(VENTURA, Dalla. Por que o deus grego Kairós segue importante em momentos-chave da vida. Jornal BBC News Brasil, 06.08.2026. Adaptado).
Leia o texto abaixo para responder à questão.
“Agora ou nunca”. Poucas expressões resumem melhor uma experiência humana universal: a sensação de que existe um instante preciso para agir e que, se o deixarmos escapar, talvez não volte. Muitas vezes, só compreendemos a importância desses momentos quando eles já passaram. E então vêm os lamentos: “Se eu tivesse dito alguma coisa naquele momento!”. Ou as recriminações: “Quando vou aprender a não abrir a boca?”. Mas também as comemorações: “Ainda bem que tive coragem”. Ou a satisfação de descobrir, depois, que uma decisão tomada no último minuto foi mesmo a correta. Os gregos antigos fizeram mais do que apenas perceber o valor desses sopros fugazes: eles deram a isso uma palavra, kairós, e criaram um conceito. Ao contrário de cronos, o tempo que avança, o do calendário e do relógio, kairós era algo mais fugidio: a ocasião oportuna que se abre e se fecha, o instante em que algo, uma palavra, uma decisão, uma ação, pode acontecer com toda a sua força ou se perder para sempre.
Assim, enquanto cronos expressava a concepção quantitativa do tempo, a duração, a idade, a velocidade, observou o filósofo John E. Smith, da Universidade Yale, kairós simbolizava seu caráter qualitativo: a posição especial que um acontecimento ocupa em uma sequência, o momento que marca uma oportunidade que talvez não volte. Em essência, nem todo instante é igual: alguns têm peso, e esse peso não é medido em horas. Para o mundo grego, esse peso era tão importante que merecia mais do que uma palavra. Por isso, foi personificada em um deus.
Por volta do século 4 a.C., o escultor Lísipo, um dos três grandes escultores da Grécia clássica, criou uma estátua de Kairós que se tornou famosa. Ainda que a obra em si tenha se perdido, ela permaneceu na memória graças a textos como os do poeta Posídipo de Pela (c. 310-240 a.C.), que compôs um diálogo imaginário com a estátua. Por meio dele sabemos que esse Kairós corria na ponta dos pés, pois estava sempre em movimento, com asas nos pés, como se fosse levado pelo vento. Na mão, tinha uma navalha. Seu fio, segundo a interpretação mais difundida, representava a natureza escorregadia do kairós: aquele instante crítico em que uma ação pode mudar tudo. Um segundo antes pode ser cedo demais; um segundo depois, tarde demais.
E há um detalhe inesquecível: Kairós tinha cabelos longos e abundantes na parte da frente, caindo sobre o rosto. Mas, na parte de trás, era completamente calvo. O poeta pergunta: “Por que seus cabelos caem para a frente?”. “Para que quem me encontrar de frente possa me segurar”, responde a estátua. “Por Zeus!”, exclama o poeta, antes de perguntar: “E por que a parte de trás da cabeça é calva?”. “Para que ninguém, depois que eu tiver passado correndo com meus pés alados, possa me agarrar por trás”. O fato de ser calvo atrás não era um capricho estético, mas um aviso. É possível agarrar o momento oportuno quando ele vem em sua direção, quando ainda está de frente. Depois que passa, não há como segurá-lo.
Kairós não exige que você faça menos coisas. Ele pede que esteja presente quando as faz. Não se trata de ficar ansioso e tentar transformar cada segundo em uma oportunidade épica. Isso seria distorcer o conceito — e, além disso, seria exaustivo. Os gregos não pregavam uma urgência permanente: estavam descrevendo uma textura do tempo que inclui tanto os longos períodos do cronos comum quanto os instantes de kairós que o pontuam. Isócrates não dizia que seus alunos deveriam criar os momentos oportunos. Dizia que deveriam reconhecê-los quando surgissem.
E reconhecê-los é, em parte, uma questão de atenção: uma escuta um pouco mais apurada, uma presença um pouco mais completa, que permite perceber, por exemplo, quando uma pessoa querida precisa ouvir “Vamos, eu sei que você consegue sozinho!” e quando precisa ouvir “Não se preocupe, eu ajudo você”. Também não significa viver esperando que as condições sejam perfeitas porque, paradoxalmente, essa seria outra forma de perder o momento. A arte está em reconhecer quando algo está pronto para ser dito, feito, iniciado ou concluído.
(VENTURA, Dalla. Por que o deus grego Kairós segue importante em momentos-chave da vida. Jornal BBC News Brasil, 06.08.2026. Adaptado).
Leia o texto abaixo para responder à questão.
“Agora ou nunca”. Poucas expressões resumem melhor uma experiência humana universal: a sensação de que existe um instante preciso para agir e que, se o deixarmos escapar, talvez não volte. Muitas vezes, só compreendemos a importância desses momentos quando eles já passaram. E então vêm os lamentos: “Se eu tivesse dito alguma coisa naquele momento!”. Ou as recriminações: “Quando vou aprender a não abrir a boca?”. Mas também as comemorações: “Ainda bem que tive coragem”. Ou a satisfação de descobrir, depois, que uma decisão tomada no último minuto foi mesmo a correta. Os gregos antigos fizeram mais do que apenas perceber o valor desses sopros fugazes: eles deram a isso uma palavra, kairós, e criaram um conceito. Ao contrário de cronos, o tempo que avança, o do calendário e do relógio, kairós era algo mais fugidio: a ocasião oportuna que se abre e se fecha, o instante em que algo, uma palavra, uma decisão, uma ação, pode acontecer com toda a sua força ou se perder para sempre.
Assim, enquanto cronos expressava a concepção quantitativa do tempo, a duração, a idade, a velocidade, observou o filósofo John E. Smith, da Universidade Yale, kairós simbolizava seu caráter qualitativo: a posição especial que um acontecimento ocupa em uma sequência, o momento que marca uma oportunidade que talvez não volte. Em essência, nem todo instante é igual: alguns têm peso, e esse peso não é medido em horas. Para o mundo grego, esse peso era tão importante que merecia mais do que uma palavra. Por isso, foi personificada em um deus.
Por volta do século 4 a.C., o escultor Lísipo, um dos três grandes escultores da Grécia clássica, criou uma estátua de Kairós que se tornou famosa. Ainda que a obra em si tenha se perdido, ela permaneceu na memória graças a textos como os do poeta Posídipo de Pela (c. 310-240 a.C.), que compôs um diálogo imaginário com a estátua. Por meio dele sabemos que esse Kairós corria na ponta dos pés, pois estava sempre em movimento, com asas nos pés, como se fosse levado pelo vento. Na mão, tinha uma navalha. Seu fio, segundo a interpretação mais difundida, representava a natureza escorregadia do kairós: aquele instante crítico em que uma ação pode mudar tudo. Um segundo antes pode ser cedo demais; um segundo depois, tarde demais.
E há um detalhe inesquecível: Kairós tinha cabelos longos e abundantes na parte da frente, caindo sobre o rosto. Mas, na parte de trás, era completamente calvo. O poeta pergunta: “Por que seus cabelos caem para a frente?”. “Para que quem me encontrar de frente possa me segurar”, responde a estátua. “Por Zeus!”, exclama o poeta, antes de perguntar: “E por que a parte de trás da cabeça é calva?”. “Para que ninguém, depois que eu tiver passado correndo com meus pés alados, possa me agarrar por trás”. O fato de ser calvo atrás não era um capricho estético, mas um aviso. É possível agarrar o momento oportuno quando ele vem em sua direção, quando ainda está de frente. Depois que passa, não há como segurá-lo.
Kairós não exige que você faça menos coisas. Ele pede que esteja presente quando as faz. Não se trata de ficar ansioso e tentar transformar cada segundo em uma oportunidade épica. Isso seria distorcer o conceito — e, além disso, seria exaustivo. Os gregos não pregavam uma urgência permanente: estavam descrevendo uma textura do tempo que inclui tanto os longos períodos do cronos comum quanto os instantes de kairós que o pontuam. Isócrates não dizia que seus alunos deveriam criar os momentos oportunos. Dizia que deveriam reconhecê-los quando surgissem.
E reconhecê-los é, em parte, uma questão de atenção: uma escuta um pouco mais apurada, uma presença um pouco mais completa, que permite perceber, por exemplo, quando uma pessoa querida precisa ouvir “Vamos, eu sei que você consegue sozinho!” e quando precisa ouvir “Não se preocupe, eu ajudo você”. Também não significa viver esperando que as condições sejam perfeitas porque, paradoxalmente, essa seria outra forma de perder o momento. A arte está em reconhecer quando algo está pronto para ser dito, feito, iniciado ou concluído.
(VENTURA, Dalla. Por que o deus grego Kairós segue importante em momentos-chave da vida. Jornal BBC News Brasil, 06.08.2026. Adaptado).
Leia o texto abaixo para responder à questão.
“Agora ou nunca”. Poucas expressões resumem melhor uma experiência humana universal: a sensação de que existe um instante preciso para agir e que, se o deixarmos escapar, talvez não volte. Muitas vezes, só compreendemos a importância desses momentos quando eles já passaram. E então vêm os lamentos: “Se eu tivesse dito alguma coisa naquele momento!”. Ou as recriminações: “Quando vou aprender a não abrir a boca?”. Mas também as comemorações: “Ainda bem que tive coragem”. Ou a satisfação de descobrir, depois, que uma decisão tomada no último minuto foi mesmo a correta. Os gregos antigos fizeram mais do que apenas perceber o valor desses sopros fugazes: eles deram a isso uma palavra, kairós, e criaram um conceito. Ao contrário de cronos, o tempo que avança, o do calendário e do relógio, kairós era algo mais fugidio: a ocasião oportuna que se abre e se fecha, o instante em que algo, uma palavra, uma decisão, uma ação, pode acontecer com toda a sua força ou se perder para sempre.
Assim, enquanto cronos expressava a concepção quantitativa do tempo, a duração, a idade, a velocidade, observou o filósofo John E. Smith, da Universidade Yale, kairós simbolizava seu caráter qualitativo: a posição especial que um acontecimento ocupa em uma sequência, o momento que marca uma oportunidade que talvez não volte. Em essência, nem todo instante é igual: alguns têm peso, e esse peso não é medido em horas. Para o mundo grego, esse peso era tão importante que merecia mais do que uma palavra. Por isso, foi personificada em um deus.
Por volta do século 4 a.C., o escultor Lísipo, um dos três grandes escultores da Grécia clássica, criou uma estátua de Kairós que se tornou famosa. Ainda que a obra em si tenha se perdido, ela permaneceu na memória graças a textos como os do poeta Posídipo de Pela (c. 310-240 a.C.), que compôs um diálogo imaginário com a estátua. Por meio dele sabemos que esse Kairós corria na ponta dos pés, pois estava sempre em movimento, com asas nos pés, como se fosse levado pelo vento. Na mão, tinha uma navalha. Seu fio, segundo a interpretação mais difundida, representava a natureza escorregadia do kairós: aquele instante crítico em que uma ação pode mudar tudo. Um segundo antes pode ser cedo demais; um segundo depois, tarde demais.
E há um detalhe inesquecível: Kairós tinha cabelos longos e abundantes na parte da frente, caindo sobre o rosto. Mas, na parte de trás, era completamente calvo. O poeta pergunta: “Por que seus cabelos caem para a frente?”. “Para que quem me encontrar de frente possa me segurar”, responde a estátua. “Por Zeus!”, exclama o poeta, antes de perguntar: “E por que a parte de trás da cabeça é calva?”. “Para que ninguém, depois que eu tiver passado correndo com meus pés alados, possa me agarrar por trás”. O fato de ser calvo atrás não era um capricho estético, mas um aviso. É possível agarrar o momento oportuno quando ele vem em sua direção, quando ainda está de frente. Depois que passa, não há como segurá-lo.
Kairós não exige que você faça menos coisas. Ele pede que esteja presente quando as faz. Não se trata de ficar ansioso e tentar transformar cada segundo em uma oportunidade épica. Isso seria distorcer o conceito — e, além disso, seria exaustivo. Os gregos não pregavam uma urgência permanente: estavam descrevendo uma textura do tempo que inclui tanto os longos períodos do cronos comum quanto os instantes de kairós que o pontuam. Isócrates não dizia que seus alunos deveriam criar os momentos oportunos. Dizia que deveriam reconhecê-los quando surgissem.
E reconhecê-los é, em parte, uma questão de atenção: uma escuta um pouco mais apurada, uma presença um pouco mais completa, que permite perceber, por exemplo, quando uma pessoa querida precisa ouvir “Vamos, eu sei que você consegue sozinho!” e quando precisa ouvir “Não se preocupe, eu ajudo você”. Também não significa viver esperando que as condições sejam perfeitas porque, paradoxalmente, essa seria outra forma de perder o momento. A arte está em reconhecer quando algo está pronto para ser dito, feito, iniciado ou concluído.
(VENTURA, Dalla. Por que o deus grego Kairós segue importante em momentos-chave da vida. Jornal BBC News Brasil, 06.08.2026. Adaptado).
Analise as frases abaixo para responder à questão.
“Ainda que” a obra em si tenha se perdido, ela permaneceu na memória graças a textos como os do poeta Posídipo de Pela.
“Para que” ninguém, depois que eu tiver passado correndo com meus pés alados, possa me agarrar por trás.
Os termos destacados acima podem ser classificados, respectivamente, como de
Leia o texto abaixo para responder à questão.
“Agora ou nunca”. Poucas expressões resumem melhor uma experiência humana universal: a sensação de que existe um instante preciso para agir e que, se o deixarmos escapar, talvez não volte. Muitas vezes, só compreendemos a importância desses momentos quando eles já passaram. E então vêm os lamentos: “Se eu tivesse dito alguma coisa naquele momento!”. Ou as recriminações: “Quando vou aprender a não abrir a boca?”. Mas também as comemorações: “Ainda bem que tive coragem”. Ou a satisfação de descobrir, depois, que uma decisão tomada no último minuto foi mesmo a correta. Os gregos antigos fizeram mais do que apenas perceber o valor desses sopros fugazes: eles deram a isso uma palavra, kairós, e criaram um conceito. Ao contrário de cronos, o tempo que avança, o do calendário e do relógio, kairós era algo mais fugidio: a ocasião oportuna que se abre e se fecha, o instante em que algo, uma palavra, uma decisão, uma ação, pode acontecer com toda a sua força ou se perder para sempre.
Assim, enquanto cronos expressava a concepção quantitativa do tempo, a duração, a idade, a velocidade, observou o filósofo John E. Smith, da Universidade Yale, kairós simbolizava seu caráter qualitativo: a posição especial que um acontecimento ocupa em uma sequência, o momento que marca uma oportunidade que talvez não volte. Em essência, nem todo instante é igual: alguns têm peso, e esse peso não é medido em horas. Para o mundo grego, esse peso era tão importante que merecia mais do que uma palavra. Por isso, foi personificada em um deus.
Por volta do século 4 a.C., o escultor Lísipo, um dos três grandes escultores da Grécia clássica, criou uma estátua de Kairós que se tornou famosa. Ainda que a obra em si tenha se perdido, ela permaneceu na memória graças a textos como os do poeta Posídipo de Pela (c. 310-240 a.C.), que compôs um diálogo imaginário com a estátua. Por meio dele sabemos que esse Kairós corria na ponta dos pés, pois estava sempre em movimento, com asas nos pés, como se fosse levado pelo vento. Na mão, tinha uma navalha. Seu fio, segundo a interpretação mais difundida, representava a natureza escorregadia do kairós: aquele instante crítico em que uma ação pode mudar tudo. Um segundo antes pode ser cedo demais; um segundo depois, tarde demais.
E há um detalhe inesquecível: Kairós tinha cabelos longos e abundantes na parte da frente, caindo sobre o rosto. Mas, na parte de trás, era completamente calvo. O poeta pergunta: “Por que seus cabelos caem para a frente?”. “Para que quem me encontrar de frente possa me segurar”, responde a estátua. “Por Zeus!”, exclama o poeta, antes de perguntar: “E por que a parte de trás da cabeça é calva?”. “Para que ninguém, depois que eu tiver passado correndo com meus pés alados, possa me agarrar por trás”. O fato de ser calvo atrás não era um capricho estético, mas um aviso. É possível agarrar o momento oportuno quando ele vem em sua direção, quando ainda está de frente. Depois que passa, não há como segurá-lo.
Kairós não exige que você faça menos coisas. Ele pede que esteja presente quando as faz. Não se trata de ficar ansioso e tentar transformar cada segundo em uma oportunidade épica. Isso seria distorcer o conceito — e, além disso, seria exaustivo. Os gregos não pregavam uma urgência permanente: estavam descrevendo uma textura do tempo que inclui tanto os longos períodos do cronos comum quanto os instantes de kairós que o pontuam. Isócrates não dizia que seus alunos deveriam criar os momentos oportunos. Dizia que deveriam reconhecê-los quando surgissem.
E reconhecê-los é, em parte, uma questão de atenção: uma escuta um pouco mais apurada, uma presença um pouco mais completa, que permite perceber, por exemplo, quando uma pessoa querida precisa ouvir “Vamos, eu sei que você consegue sozinho!” e quando precisa ouvir “Não se preocupe, eu ajudo você”. Também não significa viver esperando que as condições sejam perfeitas porque, paradoxalmente, essa seria outra forma de perder o momento. A arte está em reconhecer quando algo está pronto para ser dito, feito, iniciado ou concluído.
(VENTURA, Dalla. Por que o deus grego Kairós segue importante em momentos-chave da vida. Jornal BBC News Brasil, 06.08.2026. Adaptado).
Leia o texto abaixo para responder à questão.
“Agora ou nunca”. Poucas expressões resumem melhor uma experiência humana universal: a sensação de que existe um instante preciso para agir e que, se o deixarmos escapar, talvez não volte. Muitas vezes, só compreendemos a importância desses momentos quando eles já passaram. E então vêm os lamentos: “Se eu tivesse dito alguma coisa naquele momento!”. Ou as recriminações: “Quando vou aprender a não abrir a boca?”. Mas também as comemorações: “Ainda bem que tive coragem”. Ou a satisfação de descobrir, depois, que uma decisão tomada no último minuto foi mesmo a correta. Os gregos antigos fizeram mais do que apenas perceber o valor desses sopros fugazes: eles deram a isso uma palavra, kairós, e criaram um conceito. Ao contrário de cronos, o tempo que avança, o do calendário e do relógio, kairós era algo mais fugidio: a ocasião oportuna que se abre e se fecha, o instante em que algo, uma palavra, uma decisão, uma ação, pode acontecer com toda a sua força ou se perder para sempre.
Assim, enquanto cronos expressava a concepção quantitativa do tempo, a duração, a idade, a velocidade, observou o filósofo John E. Smith, da Universidade Yale, kairós simbolizava seu caráter qualitativo: a posição especial que um acontecimento ocupa em uma sequência, o momento que marca uma oportunidade que talvez não volte. Em essência, nem todo instante é igual: alguns têm peso, e esse peso não é medido em horas. Para o mundo grego, esse peso era tão importante que merecia mais do que uma palavra. Por isso, foi personificada em um deus.
Por volta do século 4 a.C., o escultor Lísipo, um dos três grandes escultores da Grécia clássica, criou uma estátua de Kairós que se tornou famosa. Ainda que a obra em si tenha se perdido, ela permaneceu na memória graças a textos como os do poeta Posídipo de Pela (c. 310-240 a.C.), que compôs um diálogo imaginário com a estátua. Por meio dele sabemos que esse Kairós corria na ponta dos pés, pois estava sempre em movimento, com asas nos pés, como se fosse levado pelo vento. Na mão, tinha uma navalha. Seu fio, segundo a interpretação mais difundida, representava a natureza escorregadia do kairós: aquele instante crítico em que uma ação pode mudar tudo. Um segundo antes pode ser cedo demais; um segundo depois, tarde demais.
E há um detalhe inesquecível: Kairós tinha cabelos longos e abundantes na parte da frente, caindo sobre o rosto. Mas, na parte de trás, era completamente calvo. O poeta pergunta: “Por que seus cabelos caem para a frente?”. “Para que quem me encontrar de frente possa me segurar”, responde a estátua. “Por Zeus!”, exclama o poeta, antes de perguntar: “E por que a parte de trás da cabeça é calva?”. “Para que ninguém, depois que eu tiver passado correndo com meus pés alados, possa me agarrar por trás”. O fato de ser calvo atrás não era um capricho estético, mas um aviso. É possível agarrar o momento oportuno quando ele vem em sua direção, quando ainda está de frente. Depois que passa, não há como segurá-lo.
Kairós não exige que você faça menos coisas. Ele pede que esteja presente quando as faz. Não se trata de ficar ansioso e tentar transformar cada segundo em uma oportunidade épica. Isso seria distorcer o conceito — e, além disso, seria exaustivo. Os gregos não pregavam uma urgência permanente: estavam descrevendo uma textura do tempo que inclui tanto os longos períodos do cronos comum quanto os instantes de kairós que o pontuam. Isócrates não dizia que seus alunos deveriam criar os momentos oportunos. Dizia que deveriam reconhecê-los quando surgissem.
E reconhecê-los é, em parte, uma questão de atenção: uma escuta um pouco mais apurada, uma presença um pouco mais completa, que permite perceber, por exemplo, quando uma pessoa querida precisa ouvir “Vamos, eu sei que você consegue sozinho!” e quando precisa ouvir “Não se preocupe, eu ajudo você”. Também não significa viver esperando que as condições sejam perfeitas porque, paradoxalmente, essa seria outra forma de perder o momento. A arte está em reconhecer quando algo está pronto para ser dito, feito, iniciado ou concluído.
(VENTURA, Dalla. Por que o deus grego Kairós segue importante em momentos-chave da vida. Jornal BBC News Brasil, 06.08.2026. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.
Por meio dele sabemos que esse Kairós “corria” na ponta dos pés, pois estava sempre em movimento, com asas nos pés, como se “fosse” levado pelo vento.
Assinale a alternativa cuja frase utiliza os verbos no mesmo tempo e modo que os acima destacados.
Assinale a alternativa que utiliza os pronomes relativos, em conformidade com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Conforme estabelece o artigo 237, inciso III, da Lei Orgânica do Município de Diadema (com redação dada pela Emenda nº 001/2018), o dever do Município com a educação, em comum com o Estado e a União, será efetivado mediante a garantia de
Os conteúdos curriculares da educação básica, segundo o artigo 27 da LDBEN, devem levar em consideração
Considerando que a verificação do rendimento escolar, de acordo com a LDBEN, deve seguir alguns critérios, assinale a alternativa que apresenta um desses critérios.
Na questão da inclusão escolar, segundo Mantoan, as escolas devem
A LDBEN, recentemente, disciplinou a questão dos Conselhos de Escola. Segundo a lei, os Conselhos
Behrens, no livro “Novas tecnologias e mediação pedagógica”, ao abordar a era digital, evidencia que os docentes precisam
Sobre a educação em direitos humanos, de acordo com a Resolução nº 1, de 30 de maio de 2012, analise as proposições abaixo.
I. Articula-se à dimensão da formação de uma consciência cidadã capaz de se fazer presente em níveis cognitivo, social, cultural e político.
II. Incide-se sobre a moral dos sujeitos, com o objetivo de requalificá-la de acordo com os modelos estatais.
III. A educação em direitos humanos tem como objetivo central a formação para a vida e para a construção individual dos sujeitos com idiossincrasias subjetivas.
IV. Estabelece, entre seus princípios, a laicidade do Estado e a transversalidade, vivência e globalidade.
V. A inserção dos conhecimentos concernentes à educação em direitos humanos na organização dos currículos da educação básica poderá ocorrer pela transversalidade, por meio de temas relacionados aos direitos humanos e tratados interdisciplinarmente.
VI. Os direitos humanos são um conjunto de medidas constituídas com objetivo único de coibir as prisões ilegais, o abuso de autoridade e dar dignidade aos presos.
É correto o que se afirma em:
Uma escola de Diadema criou uma competição de xadrez destinada a seus alunos e comunidade. Ao término das inscrições, a assistente de direção informou ao professor de educação física, que organizaria a competição, que havia 40 participantes inscritos. Assustada, ela o questionou como seria possível fazer em apenas um dia o evento, considerando que havia sido acordado que ninguém jogaria apenas uma vez. O professor esclareceu que estava tudo certo, que utilizaria um sistema de disputa com rodadas pré-determinadas, com regras de pareamento, assegurando o equilíbrio dos participantes e que ninguém seria eliminado. De acordo com a explicação do professor, o sistema de disputa utilizado será
O professor de educação física deve estar sempre atento à sua conduta ética, pois o código de ética define uma série de sanções que podem ser aplicadas ao profissional caso ocorra algum tipo de infração. Pode, inclusive, incorrer em multa, cujo valor financeiro equivale a(ao)
Depois que a aula havia acabado, quatro crianças brincavam de pega-pega, enquanto aguardavam os pais irem buscá-las. Diante deste cenário, considerando o lazer e a recreação, é correto afirmar que elas realizavam uma atividade
Para compreender a obra “Da Cultura do Corpo”, de Jocimar Daólio (2010), é preciso se aprofundar nas bases epistemológicas que o autor utilizou para construir sua tese. Seu alicerce teórico se sustentou em Mauss e Geertz que, respectivamente, contribuíram com os conceitos
O ensino das práticas corporais na escola se justifica quando favorece crianças e adolescentes ao acesso de saberes, vivências, experiências e atitudes que os desenvolvem para atingir uma série de objetivos, EXCETO,