Questões de Concurso Público IF-PA 2022 para Professor EBTT - Agronomia
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I. Atividade econômica desenvolvido para o terceiro setor.
II. Defende um lógica diferente para o desenvolvimento econômico e distribuição de renda.
III. Se apresenta como alternativa ao modo capitalista de organizar as relações sociais dos seres humanos entre si e com a natureza.
IV. Está alinhada com a ideia de que o mercado é capaz de autorregular-se e que a competição é a melhor forma de atender as demandas da sociedade por bens e serviços de forma democrática;
V. Tem como principais características: a cooperação, a autogestão e a solidariedade.
Das afirmativas acima:
I. No Brasil, o Estado do Pará vinha se destacando a partir de 1998 como líder nacional na produção de bananas, no entanto, a partir de 2002, a adoção de métodos de controle sanitários legislativos pelo Ministério da Agricultura, com o argumento de evitar a disseminação da Sigatoka Negra, prejudicaram a comercialização e, consequentemente, o estímulo à produção no Estado. Essa situação é uma das justificativas para o desenvolvimento de novas cultivares para o Estado do Pará.
II. Sobre a bananicultura no Pará, o Estado deixou a posição de maior produtor nacional para se tornar atualmente o 15º, em função da qualidade do fruto, uma vez que a banana mais produzida no Estado pertence ao grupo Cavendish, que é mais perecível, mais susceptível ao despencamento e difícil de ser comercializada.
III. A maioria das bananeiras plantadas no Pará são resistentes à Sigatoka Negra, à Sigatoka amarela e ao mal-do-Panamá, no entanto apresentam baixa produtividade. Por isso, a BRS Pacoua é uma cultiva indicada para o Estado do Pará por possuir elevada rusticidade e, consequentemente, melhor aproveitamento de nutrientes do solo, podendo alcançar, assim, produtividade média superior 100 T/ha.
Das afirmativas I, II e III acima:
I. Recomendaria o cultivo de abacaxi “Pérola” para sistema orgânico, uma vez que a preferência deve ser dada a cultivares resistentes ao complexo de pragas e doenças do abacaxizeiro presente na região.
II. Recomendaria o cultivo de abacaxi da cultivar Imperial, resistentes ao complexo de pragas e doenças do abacaxizeiro, especialmente através de sementes tratadas, por darem origem a frutos mais resistentes ao conjunto de doenças existentes na região.
III. Para evitar o aparecimento da fusariose no cultivo do abacaxi, as orientações que ofereceria seriam as de que não basta escolher cultivares tolerantes e usar mudas sadias, faz-se necessário, ainda, a integração de práticas culturais, tais como monitoramento, erradicação das plantas com sintomas e produção em época desfavorável à doença.
Das afirmativas I, II e III acima:
I. De acordo com Código Florestal (Lei 12.651 de 2012) podem ser adotados SAF com cacau para recomposição da vegetação, podendo ser uma alternativa de renda de áreas degradadas por mau uso e para algumas áreas inaptas para outros cultivos.
II. Na região Amazônica, incluindo todo o Estado do Pará, em quase sua totalidade, há riscos climáticos baixos e com aptidão ao cultivo do cacaueiro nos sistemas agroflorestais. No entanto, o zoneamento agrícola desenvolvido pelo MAPA (PORTARIA Nº 337/ 2019), identificou que algumas cidades só podem ser consideradas como áreas aptas ao cultivo de cacau no Estado do Pará desde que o cultivo adote irrigação, à exemplo das cidades como Conceição do Araguaia, Santa Maria das Barreiras e Redenção.
III. Pesquisadores observam que os SAFs, com cacau no Pará, contribuem para o impacto ambiental em fatores como desmatamento, uso de agrotóxicos e no uso de fertilizantes. Além disso, concluíram que há diferenças nos impactos ambientais entre as regiões do Estado, ou seja, a origem do SAF no território paraense afeta fortemente os impactos no meio ambiente, por mais que seja atribuído benefícios ambientais ao sistema.
Das afirmativas I, II e III acima:
I. De acordo com os pesquisadores da Embrapa, em áreas com sistemas agroflorestais, a diversidade de espécies com variados estratos florestais e sistemas radiculares promove o aumento gradativo da biomassa florestal e da matéria orgânica. Além de proteger o solo e melhorar a biodiversidade local, esse processo natural ajuda na regulação climática e conservação dos recursos hídricos, fatores que favorecem a ampliação dos estoques de carbono (CO2) nesses locais e indicam que os SAFs podem viabilizar a prestação de serviços ambientais em comunidades rurais da Amazônia.
II. Os SAFs integram o rol de tecnologias capazes de minimizar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e de ajudar o Brasil em ações para cumprimento de metas voluntárias para mitigar os efeitos das mudanças climáticas no planeta, assumidas no Acordo de Paris, durante a edição 2021 da Conferência do Clima (COP26), realizada na Escócia.
III. Combinar espécies florestais em SAFs e diferentes culturas em uma mesma área, permitem intensificar a produção e melhoram o uso da terra. Entretanto, a atividade precisa ser planejada e a definição dos arranjos deve considerar os objetivos do produtor rural - seja com foco na produção de alimentos para consumo da família ou para fins de comercialização. A escolha adequada das espécies confere diversidade à produção e permite uma produção escalonada.
Das afirmativas I, II e III acima:
I. O uso de plantas de cobertura é uma alternativa para aumentar a sustentabilidade dos sistemas agrícolas, podendo restituir quantidades consideráveis de nutrientes aos cultivos, uma vez que essas plantas absorvem nutrientes das camadas subsuperficiais do solo e os liberam, posteriormente, na camada superficial pela decomposição dos seus resíduos.
II. Sob condições de Cerrado, as leguminosas têm desempenhado uma importante atuação como planta de cobertura, com destaque para o feijão e soja. Sua utilização se deve à resistência ao déficit hídrico, elevada produção de biomassa e menor custo das sementes.
III. No Cerrado, é recomendada a utilização plantas de cobertura com o objetivo de que a cobertura do solo promova a ciclagem de nutrientes O não-revolvimento do solo e a manutenção da palhada em superfície resultam em menor velocidade de decomposição e menor liberação de nutrientes, quando comparados ao revolvimento do solo e à incorporação da palhada.
Das afirmativas I, II e III acima:
I. O pensamento econômico - desenvolvido por Tosten Veblen e John Commons - tentou demonstrar que grande parte do comportamento humano são atualizações, refinamentos, ajustamentos institucionais ou evoluções dos comportamentos relevantes das instituições instalados previamente a partir de inflexões históricas.
II. O pensamento econômico institucionalista está mais próximo do campo analítico heterodoxo do que no mainstrean neoclássico da economia, visto que seus princípios teóricos se originaram da oposição aos fundamentos de equilíbrio, otimalidade e racionalidade substantiva.
III. Para o pensamento econômico institucionalista a adversidade, a adaptação e a seleção são elementos tidos como fundamentais para a definição de estratégias das organizações econômicas, assim como para explicar as trajetórias de crescimento econômico, sendo que as mudanças provocadas pela seleção criam expectativas de confirmação incerta impossível de ser matematizada por modelos econométricos.
Das afirmativas I, II e III acima:
I. A relevância de existir políticas voltadas à economia solidária no Brasil foi evidenciada em 2013, quando foi encerrado o II Mapeamento da Economia Solidária, no qual foram catalogados aproximadamente 20 mil Empreendimentos Econômicos Solidários, o que demonstrou um contingente que demanda por ações do Estado para se desenvolver e gerar oportunidades através dos empreendimentos.
II. Sobre as ações da Economia Solidária via Estado, é preciso considerar que há tanto limites quanto possibilidades. Sobre as possibilidades, destaca-se o papel do Governo Federal durante a pandemia da Covid-19 no Brasil, criando instrumentos de políticas públicas e aumentado os recursos para ações voltadas à economia solidária que ajudaram a conter o desemprego.
III. Como é de se esperar não há uma única concepção de política pública para a Economia Solidária (ES). Na literatura, é possível caracterizar duas vertentes principais, estabelecendo uma dialética entre posições liberais e revolucionárias: 1) ES crítica, que busca transformação social ampla, ligada à ideia de autonomia, e que ultrapassa o aspecto econômico para alcançar também as esferas política, cultural, ambiental, de gênero etc.; e, 2) ES neoliberal, que se restringe à renda e capacidade de consumo, de reprodução do capital, tendo como foco a questão econômica.
Das afirmativas I, II e III acima: