Questões de Concurso Público Prefeitura de Jari - RS 2024 para Cargos de Nível Médio
Foram encontradas 40 questões
“Ainda não se acostumou, mãe?”
Por Martha Medeiros
- Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
- eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
- ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
- de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
- de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
- conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
- capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
- de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
- antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
- ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
- lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
- Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
- alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
- Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
- são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
- vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
- as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
- a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
- A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
- menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
- Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
- através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
- Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
- queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
- terem partido.
- Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
- apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
- em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
- esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
- aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
- Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a correta ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 06, 07 e 10.
“Ainda não se acostumou, mãe?”
Por Martha Medeiros
- Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
- eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
- ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
- de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
- de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
- conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
- capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
- de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
- antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
- ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
- lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
- Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
- alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
- Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
- são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
- vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
- as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
- a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
- A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
- menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
- Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
- através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
- Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
- queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
- terem partido.
- Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
- apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
- em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
- esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
- aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
- Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a correta concordância verbal em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 03 (duas ocorrências) e 14.
“Ainda não se acostumou, mãe?”
Por Martha Medeiros
- Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
- eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
- ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
- de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
- de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
- conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
- capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
- de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
- antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
- ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
- lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
- Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
- alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
- Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
- são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
- vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
- as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
- a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
- A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
- menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
- Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
- através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
- Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
- queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
- terem partido.
- Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
- apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
- em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
- esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
- aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
- Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Enumere as assertivas a seguir, em ordem crescente, de acordo com sua ordem de abordagem no texto.
( ) É mencionada uma interação entre mãe e filha durante a despedida no aeroporto, na qual a filha faz um questionamento à mãe.
( ) A escritora menciona que visitará a filha na França.
( ) A autora pede para sua funcionária preparar uma lasanha.
( ) Martha Medeiros compartilha os preparativos para a estada da filha.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
“Ainda não se acostumou, mãe?”
Por Martha Medeiros
- Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
- eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
- ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
- de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
- de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
- conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
- capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
- de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
- antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
- ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
- lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
- Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
- alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
- Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
- são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
- vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
- as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
- a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
- A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
- menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
- Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
- através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
- Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
- queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
- terem partido.
- Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
- apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
- em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
- esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
- aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
- Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as assertivas abaixo sobre o texto:
I. É possível inferir que a autora tem duas filhas.
II. Tendo em vista o trecho “Que invenção, o avião” (l. 05) e a frase que o precede, infere-se que a escritora demonstra uma visão negativa a respeito das vantagens desse meio de transporte.
III. Pelo fragmento “Perdi a conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram” (l. 05-06) infere-se que a autora se esqueceu das outras vezes em que preparou a casa para receber a filha.
Quais estão corretas?
“Ainda não se acostumou, mãe?”
Por Martha Medeiros
- Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
- eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
- ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
- de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
- de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
- conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
- capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
- de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
- antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
- ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
- lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
- Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
- alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
- Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
- são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
- vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
- as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
- a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
- A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
- menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
- Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
- através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
- Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
- queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
- terem partido.
- Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
- apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
- em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
- esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
- aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
- Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento “Parece que foi ontem” (l. 01), infere-se predominantemente que a autora:
“Ainda não se acostumou, mãe?”
Por Martha Medeiros
- Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
- eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
- ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
- de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
- de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
- conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
- capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
- de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
- antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
- ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
- lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
- Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
- alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
- Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
- são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
- vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
- as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
- a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
- A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
- menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
- Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
- através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
- Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
- queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
- terem partido.
- Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
- apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
- em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
- esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
- aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
- Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a síntese dos parágrafos do texto, analise as assertivas a seguir:
I. No primeiro parágrafo, a autora menciona formas de diminuir a distância geográfica entre a filha e ela.
II. Por meio da leitura do segundo, terceiro e quarto parágrafos, é possível perceber que a autora respeita a decisão da filha de morar fora do Brasil.
III. No último parágrafo, a autora deixa claro que a filha mais nova a receberá em sua casa.
Quais estão corretas?
“Ainda não se acostumou, mãe?”
Por Martha Medeiros
- Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
- eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
- ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
- de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
- de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
- conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
- capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
- de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
- antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
- ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
- lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
- Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
- alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
- Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
- são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
- vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
- as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
- a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
- A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
- menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
- Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
- através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
- Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
- queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
- terem partido.
- Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
- apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
- em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
- esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
- aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
- Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que poderia substituir, sem prejudicar o sentido do texto, a palavra “fraquejar” (l. 30).
“Ainda não se acostumou, mãe?”
Por Martha Medeiros
- Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
- eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
- ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
- de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
- de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
- conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
- capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
- de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
- antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
- ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
- lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
- Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
- alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
- Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
- são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
- vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
- as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
- a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
- A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
- menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
- Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
- através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
- Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
- queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
- terem partido.
- Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
- apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
- em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
- esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
- aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
- Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica a correta classe gramatical da palavra sublinhada na frase “Parece que foi ontem”.
“Ainda não se acostumou, mãe?”
Por Martha Medeiros
- Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
- eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
- ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
- de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
- de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
- conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
- capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
- de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
- antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
- ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
- lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
- Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
- alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
- Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
- são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
- vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
- as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
- a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
- A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
- menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
- Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
- através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
- Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
- queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
- terem partido.
- Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
- apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
- em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
- esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
- aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
- Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras retiradas do texto às suas respectivas classes gramaticais.
Coluna 1
1. Adjetivo.
2. Pronome.
3. Advérbio.
4. Conjunção.
Coluna 2
( ) Nossa (l. 01).
( ) Antigo (l. 07).
( ) Mas (l. 08).
( ) Infelizmente (l. 22).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
“Ainda não se acostumou, mãe?”
Por Martha Medeiros
- Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
- eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
- ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
- de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
- de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
- conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
- capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
- de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
- antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
- ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
- lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
- Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
- alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
- Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
- são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
- vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
- as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
- a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
- A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
- menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
- Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
- através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
- Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
- queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
- terem partido.
- Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
- apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
- em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
- esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
- aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
- Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
O termo “mas” (l. 14) transmite valor semântico de:
Em qual região do estado do Rio Grande do Sul está localizado o município de Jari?
Segundo o site da Prefeitura Municipal, qual é o significado de “Jari” em tupi-guarani?
Movimento que ganhou força entre os anos 1983 e 1984, que defendia a aprovação da Emenda Dante de Oliveira, que tinha como objetivo garantir a realização de eleições presidenciais diretas em 1985 e foi marcado por comícios em várias cidades, com amplo apoio popular. A qual movimento o trecho se refere?
O Poder Judiciário faz parte dos três poderes da Administração Pública. A função desse Poder é:
O Março Amarelo é uma campanha anual de conscientização sobre qual doença?
Com base na Lei Orgânica do Município de Jari, o processo legislativo compreende a elaboração de, EXCETO:
Com base na Lei Orgânica do Município de Jari, o município estabelecerá política de transporte de passageiros para organização, planejamento e execução deste serviço, que visará:
I. Melhorar a qualidade de vida da população.
II. Minimizar os níveis de interferência no meio ambiente.
III. Atender às necessidades de portadores de deficiência física.
Quais estão corretas?
O Art. 16 da Lei nº 13.694/2011, Estatuto Estadual de Igualdade Racial, prevê que o Estado deverá promover políticas que valorizem a cultura. As manifestações culturais elencadas abaixo estão previstas no Art. 16 da referida Lei, EXCETO:
Com base na Constituição Estadual, analise as assertivas abaixo:
I. O Estado manterá um sistema de bibliotecas escolares na rede pública estadual, não havendo qualquer exigência para a rede privada de ensino.
II. O Estado elaborará política para o Ensino Fundamental e Médio de orientação e formação profissional.
III. As escolas públicas estaduais poderão prever atividades de geração de renda como resultante da natureza do ensino que ministram, na forma da lei.
Quais estão corretas?
São objetivos do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), que foi instituído pelo Estatuto Nacional da Igualdade Racial, Lei nº 12.288/2010:
I. Promover a construção de moradias.
II. Centralizar as ações afirmativas de combate à desigualdade social nos governos estaduais.
III. Articular planos, ações e mecanismos voltados à promoção da igualdade étnica.
Quais estão corretas?