Leia o texto a seguir para responder à questão.
“Quando falamos (ou escrevemos), tendemos a
nos adequar à situação de uso da língua em que
nos encontramos: se é uma situação formal,
tentaremos usar uma linguagem formal; se é uma
situação descontraída, uma linguagem
descontraída, e assim por diante. Essa nossa
tentativa de adequação se baseia naquilo que
consideramos ser o grau de aceitabilidade do que
estamos dizendo por parte de nosso interlocutor
ou interlocutores. [...]
É totalmente inadequado, por exemplo, fazer uma
palestra num congresso científico usando gírias,
expressões marcadamente regionais, palavrões
etc. A plateia dificilmente aceitará isso. É claro
que se o objetivo do palestrante for precisamente
chocar seus ouvintes, aquela linguagem será
muito adequada... Não é adequado que um
agrônomo se dirija a um lavrador analfabeto
usando uma terminologia altamente técnica e
especializada, a menos que queira não se fazer
entender. Como sempre, tudo vai depender de
quem diz o quê, a quem, como, quando, onde, por
que e visando que efeito.”
BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 15
ed. Loyola: São Paulo, 2002.