Há cerca de 20 anos, a produção em conhecimento do
turismo, inclusive no Brasil, aumentou significativamente,
contemplando variadas temáticas relacionadas à área. Entretanto,
como comenta Panosso Netto (2011), as pesquisas produzidas
acerca desse campo de estudo encontram-se desconectadas, o que
impossibilita um avanço expressivo do debate e,
consequentemente, afeta a construção de uma teoria do turismo
mais significativa e consistente. Destaca-se, ainda, que a construção das teorias filosóficas
das pesquisas relacionadas ao turismo não tem sido amplamente
estruturada, à medida que as publicações acadêmicas na área
utilizam quase que exclusivamente uma abordagem comercial e
mercadológica. Para Hall (2000, p. 579), “a maioria das
pesquisas nos periódicos de turismo implicitamente adota uma
filosofia empírico-positivista, [...] desta forma, a construção da
teoria é pobremente formulada”. Essa ótica comercial e mercadológica de análise do
turismo se reflete, por exemplo, no conceito formulado pelo
órgão intergovernamental de maior expressividade mundial
relacionado à área, a Organização Mundial de Turismo (OMT).
Ana Catarina Alves Coutinho e Maria Augusta Wanderley Seabra de Melo, Revista de Turismo
Contemporâneo (RTC), Natal, v. 4, edição especial, p. 135-156, abr. 2016. 138) (com adaptações).
Com base no texto apresentado e nos conhecimentos em turismo,
assinale a opção que representa a definição do conceito de
turismo segundo a OMT.