Questões de Concurso Comentadas sobre terapia ocupacional
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I. Ressignificar o cotidiano através do fazer humano, no sentido de que as pessoas voltem a se engajar em suas ocupações é uma das principais metas da Terapia Ocupacional;
II. Idosos engajados em atividades físicas apresentam maior habilidade para resolução de problemas e superação de dificuldades em situação de pós estresse, minimizando o bem-estar psicológico;
III. O processo de trabalho de terapeutas ocupacionais na atenção à infância e à juventude no contexto pandêmico, considerando cotidiano familiar em isolamento social englobam ferramentas específicas, como proposição de atividades significativas e o mapeamento de relações familiares;
IV.O impacto no bem-estar físico e mental de sujeitos e famílias decorrentes da Covid/19 enfatizou o papel dos terapeutas ocupacionais, criando-se novas modalidades de cuidados, entre elas, a regulamentação da teleconsulta, do telemonitoramento e da teleconsultoria.
I. Os terapeutas ocupacionais têm um papel central em relação à gestão de comunicação, envolvendo a capacidade de paciente em enviar, receber e interpretar uma informação, usando variados equipamentos como, telefones, tablets, pranchas de comunicação, escrita em braile, entre outros;
II. A escolha do sistema de símbolos, recurso, forma de acesso e estratégias de implementação da comunicação alternativa compreende a avaliação das habilidades do usuário (de apontar, visual, escrita, auditiva), aspectos cognitivos, atividades de desempenho e aderência do recurso às atividades;
III. Quanto às atribuições no âmbito da comunicação alternativa, os terapeutas ocupacionais selecionam, projetam, consertam e confeccionam recursos, auxiliam na aquisição dos mesmos, determinam a melhor forma de acesso ao recurso, coordenam serviços com outros terapeutas ocupacionais, treinam o cliente e os cuidadores no uso do recurso.
A partir de seus conhecimentos sobre o assunto e numa perspectiva de elaboração de plano terapêutico ocupacional, pode-se inferir:
I. proibição, sob qualquer forma de transmissão de conhecimento, do ensino de procedimentos próprios da Terapia Ocupacional visando à formação profissional de outrem, inclusive acadêmicos e profissionais de Terapia Ocupacional;
II. crítica a teorias, métodos ou técnicas seja de forma impessoal, não visando o autor, mas o tema e seu conteúdo;
III. primar pelo respeito à legislação atinente aos estágios, denunciando ao Conselho Regional de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional qualquer fato que caracterize o exercício ilegal da profissão pelo acadêmico ou sujeição do acadêmico a situações que garantam a qualificação técnico-científica do mesmo;
IV. não instigar ou induzir alunos sob sua supervisão contra órgãos ou entidades de classe, estimulando a livre construção do pensamento crítico.
“Para a reabilitação psicossocial e mais especificamente para a terapia ocupacional, o desafio da inserção social de pessoas vulneráveis e o desenvolvimento de formas de convívio com a diferença exigem transformações profundas nos modos de conceber o cuidado e organizar os serviços em confronto com as concepções e estratégias tradicionais o que implica na definição de novos perfis profissionais”
(Mângia, Muramoto, 2006, p.116).
I. A terapia ocupacional em saúde mental tem se respaldado no discurso da reabilitação psicossocial para consolidar sua ação e inserção nos novos equipamentos da rede de serviços substitutivos, mudando paradigmas, ressignificando atividades, ampliando setting terapêutico e desenvolvendo ações no próprio espaço de vida dos sujeitos;
II. Historicamente, a assistência psiquiátrica no Brasil se organizou por meio de um modelo de atenção caracterizado por práticas assistenciais que enfatizavam a sintomatologia e se efetivavam por intermédio de longas internações em hospitais psiquiátricos, negligência e maus-tratos. Entretanto, essa realidade vem sendo transformada gradativamente, sendo a mudança iniciada com o movimento de reforma psiquiátrica, no final da década de 1980;
III. O processo de trabalho, o raciocínio clínico e o ato terapêutico ocupacional se realizam no sentido da produção de seu objeto de trabalho, o que, no âmbito mais geral, corresponde à promoção, tratamento e recuperação da saúde humana e, num âmbito mais específico e disciplinar, do fazer humano relativo ao trabalho, lazer e atividades domésticas.
I. Descreve os domínios de preocupação da Terapia Ocupacional e do seu conteúdo, baseado em três áreas (atividades de vida diária, trabalho e atividades produtivas e atividades recreativas e de lazer) e componentes de desempenho (sensórios-motores, cognitivos, psicológicos e psicossociais) e dois contextos de desempenho (temporal e ambiental);
II. Utiliza em seu tratamento dispositivos adaptados para marcha, órteses para o membro superior, modificações ambientais e na cadeira de rodas; procedimentos adaptados e educação de segurança, treino de AVD's;
III. No tratamento recorre-se quando se prescrevem, desenham, fabricam e se procede ao treino de órteses, na análise biomecânica, quando se modificam tarefas para atingir um fim terapêutico, nas adaptações efetuadas com a finalidade de compensar funções perdidas ou diminuídas;
IV. Tem por base teórica as neurociências baseando-se em princípios neurofisiológicos e nos princípios do desenvolvimento, visando a normalização e integração dos processos biológicos;
V. Tem como base teórica a psicologia e as ciências neuropsiquiátricas. Segundo este modelo, a aprendizagem ocorre através da interação de um contexto segurizante e reforçante;
VI. As atividades desenvolvidas podem ser colagem, desenho livre, da figura humana, da árvore, do animal com história. Estas atividades são importantes, pois dão espaço à projeção de sentimentos, emoções e medos que se sente e que seriam muito difíceis de expressar falando;
VII. Considera o indivíduo como um sistema aberto que evolui e sofre diferentes formas de crescimento, desenvolvimento e mudança através da interação progressiva com o ambiente externo.
( ) Modelo de Ocupação Humana ( ) Modelo Psicodinâmico ( ) Modelo Cognitivo Comportamental ( ) Modelo de Neurodesenvolvimento ( ) Modelo Biomecânico ( ) Modelo de Reabilitação ( ) Modelo de Desempenho Ocupacional
I. Para alcançar sucesso nos procedimentos clínicos e de reabilitação, o terapeuta ocupacional necessita inicialmente coletar dados significativos e confiáveis através de um processo avaliativo fundamentado e consistente.
II. As avaliações e reavaliações realizadas pelo Terapeuta Ocupacional devem considerar os aspectos socioculturais, os dados clínicos e de desempenho ocupacional do público envolvido, bem como, os aspectos da vida cotidiana, grau de satisfação, motivação, qualidade de vida dentre outras questões.
III. Inseridas ao processo de avaliação realizado pelo terapeuta ocupacional estão a análise da realização de atividades significativas de desempenho e as condições ambientais que o cliente/paciente vive.