Questões de Concurso
Sobre esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes em psiquiatria
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Fonte: Nicastro, N., & Picard, F. (2016). doi:10.1016/j.yebeh.2015.12.043
Em consonância com a nosologia psiquiátrica contemporânea, e em conformidade com o raciocínio clínico elaborado na referência supracitada, a história acima é melhor explicada pela seguinte condição clínica:
Sobre a psicopatologia do pensamento, avalie as afirmativas a seguir.
I. Fuga de ideias é uma alteração de conteúdo de pensamento relacionada a episódios maníacos.
II. Juízo é a articulação entre dois ou mais conceitos ou termos.
III. Na desintegração dos conceitos, o sujeito pode passar a utilizar as palavras de forma totalmente pessoal e idiossincrática que, no plano da linguagem, é chamado neologismo patológico.
IV. Desagregação do pensamento é a profunda e radical perda dos enlaces associativos, com perda da coerência do pensamento, observada na esquizofrenia avançada.
Das afirmativas acima, estão corretas apenas:
O provável diagnóstico de Cíntia é
Leia o caso a seguir.
Paciente de 28 anos com diagnóstico recente de esquizofrenia, utilizando Risperidona 6mg ao dia (3mg de 12/12h), chega à emergência, trazido por familiares, com quadro de rigidez musculoesquelético intensa, cefaleia, febre alta, hiperidrose e náusea. Ao exame físico: temperatura axilar= 39,5 graus Celsius, PA= 95x 55, FC= 157bpm.
A dosagem de CK total foi de 1100 UI/L. A conduta imediata a ser tomada é a
Mulher de 19 anos, solteira, desempregada e evangélica, é levada pelos pais à consulta. No momento, a paciente nega queixas psiquiátricas ou história familiar de transtorno psiquiátrico. Durante a entrevista, refere que, há cerca de 2 anos, começou a ouvir vozes chamando pelo seu nome, e que corria para fora de casa para checar se havia alguém no portão, voltando assustada e se trancando no quarto. Essas vozes ocorriam em diferentes momentos do dia, praticamente todos os dias, mas eram mais frequentes à noite. Negava alterações de humor ou uso de drogas. Passou a ficar muito tensa dentro de casa e a não dormir, com medo das vozes. Não sabia explicar o que era, mas estava certa de que ouvia de fato alguém a chamando, embora achasse estranho nunca ter confirmado isso. Ficava, porém, várias semanas sem ter esses sintomas, que retornavam sem motivo aparente em alguns momentos. Há seis meses, teve queda no funcionamento acadêmico, pois vinha fazendo curso pré-vestibular e disse que “não conseguia mais estudar”. Também ficou mais quieta e trancada no quarto, estranhamente lendo mais a Bíblia do que fazia antes, e parou de procurar amigos, pois não achava que tinham mais interesses em comum. No entanto nega sentir-se triste ou ter pensamentos de cunho pessimista.
A respeito do quadro clínico relatado, é correto afirmar que
Um rapaz de 20 anos chega para avaliação em um ambulatório de esquizofrenia. Aos 18 anos, ele começou a cursar engenharia, porém, ao iniciar o segundo ano da faculdade, começou a ficar mais retraído do que de costume e a ter dificuldade em acompanhar as disciplinas. Após dois meses, passou a desconfiar que os colegas estavam tramando uma “armadilha” contra ele. Achava que estavam querendo prejudicar suas notas e conta que chegou a ouvi-los, através do receptor da internet de sua casa, conversando sobre um plano para mudar sua prova por outra. Chegou a ficar agitado dentro de casa e contou aos pais que precisava mudar de faculdade. Foi levado a um pronto-socorro, onde fez exames laboratoriais e de neuroimagem que vieram sem alterações. Foi, então, prescrita a risperidona, e ele foi encaminhado para tratamento ambulatorial, em que a dose foi aumentada até 6 mg/dia e tomado dessa forma durante dois meses. No entanto, após esse período, ainda continuava afirmando que os colegas mantinham o mesmo plano contra ele. Já não conseguia estudar e precisou interromper a faculdade. Ficava o dia inteiro no quarto, mal saindo até para tomar banho. Passou em consulta com outro profissional, que substituiu a risperidona pela olanzapina, chegando até a dose de 20 mg/dia. Fez uso da medicação durante quatro meses e percebeu que vinha dormindo e se alimentando melhor e já não tinha mais os tremores, além de sentir mais disposição. No entanto não conseguia voltar a estudar e continuava o tempo inteiro dentro de casa com medo dos amigos.
Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta a ser realizada para esse caso.
Um homem de 25 anos é levado ao setor de emergência depois de exibir um comportamento estranho e perigoso. Há pelo menos um ano, ele apresenta ideias de ser perseguido por entidades governamentais internacionais e ouve vozes comentando seu comportamento e lhe dando ordens. Esses sintomas o levaram a ter um progressivo isolamento social. Nega uso atual de drogas ou problemas clínicos. É observada negligência no cuidado com a aparência e na higiene, e seu afeto é embotado. Parece um pouco nervoso no ambiente e caminha em torno da sala de exame. Sua fala tem velocidade, ritmo e tom normais. Não tem tratamento prévio.
Quais aspectos adicionais do exame do estado mental são mais prováveis de serem encontrados nesse paciente considerando o quadro descrito?
Sobre o diagnóstico, considerando o conceito de espectro da esquizofrenia, segundo o DSM-5, assinale a alternativa correta:
Um homem de 30 anos é levado a um psiquiatra por seus pais porque eles estão preocupados com a sua falta de ambição. Ele mora no porão da casa dos pais, nunca tendo morado sozinho. Não tem amigos ou contatos sociais. Ele trabalha em casa como programador de computador para a mesma empresa desde que se formou na faculdade online. Quando perguntado, ele dá de ombros e diz que está feliz e não precisa de mais nada na vida.
Entre as possibilidades diagnósticas abaixo, qual seria a mais provável?
Qual é a conduta mais apropriada para o caso?
Sobre TAS é correto afirmar:
É correto afirmar: