Questões de Concurso Sobre teorias e práticas para o ensino de literatura em pedagogia

Foram encontradas 101 questões

Q4137368 Pedagogia
A formação escolar do leitor passa pelo crivo da cultura em que este se enquadra. Se a escola não efetua o vínculo entre a cultura grupal ou de classe e o texto a ser lido, o aluno não se reconhece na obra. Costuma-se atribuir a falha do ensino tradicional de literatura a desconexão entre a cultura do aluno e o texto escolar. Para superar essa falha e promover a formação do leitor como um sujeito capaz de agir e intervir na sociedade, o professor de língua portuguesa deve adotar uma postura metodológica para o trabalho com a literatura que
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Q4137359 Pedagogia
Leia o Texto 5 para responder à questão.

Texto 5

Rildo Cosson (2020), em "Paradigmas do ensino da Literatura", apresenta seis modelos que marcaram o ensino literário no Brasil, como o Moral-Gramatical e o Histórico-Nacional. No entanto, o autor destaca o paradigma mais contemporâneo, que exige do professor a capacidade de trabalhar com projetos, aprendizagem colaborativa e estratégias de ensino baseadas na interação e na ação. Essa abordagem busca distinguir a literatura da leitura comum ao abordar as suas especificidades e se alinha à valorização dos gêneros do discurso presentes nos documentos oficiais de Língua Portuguesa.

FERREIRA, Isabella Bacha; SILVA, Maurício. Resenha. Eccos - Revista Cientifica, São Paulo, n. 59, p. 1-4, jul./set., 2021. Resenha. COSSON, Rildo. Paradigmas do ensino da literatura. São Paulo: Contexto, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.5585/eccos.n59.21062. Acesso em: 28 nov. 2025.
O paradigma do ensino de literatura acolhido pelos documentos que normatizam o ensino da língua portuguesa visa superar as abordagens tradicionais do ensino de literatura. Assim, o paradigma que concebe a literatura como um processo que se inicia antes da escola e continua após ela, instrumentalizando o aluno para a vida social, é
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Q4098149 Pedagogia
No texto Literatura infantil e Educação Infantil: Um grande encontro, Gladis Kaercher enfatiza que “precisamos levar a sério a tarefa  de trabalhar com a Literatura Infantil, entender que sua presença no cotidiano deve visar à formação de leitores literários” (Kaercher, 2011, p. 135).
Fonte: KAERCHER, Gladis. Literatura infantil e Educação Infantil: Um grande encontro.  Caderno de formação: didática dos conteúdos formação de professores. São Paulo: Cultura Acadêmica; Universidade Virtual do Estado de São Paulo, 2011.

Pensando sobre encaminhamentos e ações para a efetivação deste objetivo nas escolas de Educação Infantil, analise as seguintes assertivas.
I- Os docentes devem ser responsáveis por organizar a biblioteca e equipar as salas com estantes adequadas, livros e tapetes.
II- Deve-se continuar a exploração da literatura na Educação Infantil, especificamente nas atividades relativas às datas comemorativas, quando são pensados jograis e declamações.
III- É preciso que os educadores promovam contações de história, com recursos diversificados, como sessões de leitura em voz alta, debates com as crianças, discussões sobre as histórias, imersões no universo literário.
IV- As famílias também devem ter ações voltadas para este fim, devendo cobrar projetos nessa linha. Também se deve possibilitar que as crianças vivenciem situações e ambiências leitoras, como feiras, livrarias e bibliotecas públicas.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Q4095939 Pedagogia
Na organização dos espaços e rotinas da Educação Infantil, o uso do acervo literário e do lúdico é essencial. Diante disso, como o Auxiliar Escolar deve mediar o contato da criança com os livros antes de ela ser capaz de ler de forma convencional?
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Q4080798 Pedagogia
A respeito do ensino de língua, João Wanderley Geraldi propõe que esse ensino deixe de ser "de reconhecimento de reprodução passando a um ensino de conhecimento e produção, em que o exercício sistemático só lhe conferiria maiores condições de formar sua identidade, cambiante que fosse. E o ensino de literatura passaria a ser de vivenciamento da obra literária enquanto experiência transformadora e não simplesmente como a assimilação de mecanismos codificados de escuta e apreciação" (Geraldi, 1997). Tendo essa concepção a respeito do ensino de língua, analise as sentenças a seguir:
I.O ensino de língua portuguesa deve se estruturar a partir da concepção de que o conhecimento é cumulativo e exato, tendo como objetivo didático a ordenação e a disciplinarização da aprendizagem.
II.O ensino de língua não deve se confundir com o estrito ensino de gramática porque uma coisa é dominar as habilidades de uso da língua em situações concretas de interação, entendendo e produzindo enunciados, percebendo as diferenças entre uma forma de expressão e outra. Outra coisa é saber analisar uma língua dominando conceitos e metalinguagens a partir dos quais se fala sobre a língua.
III.No processo de ensino de língua, aprender a respeito dela, tomar consciência dos mecanismos estruturais de seu sistema linguístico deve ser prioridade, sempre seguido de atividades que levem o(a) estudante à consciência da língua que ele(a) usa cotidianamente.
É correto o que se apresenta em:
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Q4078431 Pedagogia
A Fundação Biblioteca Nacional ampliou, em 2025, suas ações de mediação de leitura para além dos espaços escolares convencionais, inaugurando bibliotecas em ambiente hospitalar e preparando iniciativas para adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa. Essas ações são coordenadas com curadoria especializada e articuladas à formação de leitores desde a infância. Nesse contexto, a experiência sueca de retomada do livro impresso após período de substituição por suportes digitais é citada como evidência de que os diferentes suportes de leitura têm especificidades pedagógicas que não se anulam mutuamente. Considerando os fundamentos normativos da educação brasileira e os princípios do trabalho pedagógico com a leitura literária, analise as sentenças que tratam da mediação de leitura literária como responsabilidade institucional obrigatória da escola ao longo de toda a educação básica e assinale a alternativa correta:
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Q4071925 Pedagogia
Sobre os principais livros de literatura infantil, no que tange à obra Menina Bonita do Laço de Fita, de Ana Maria Machado, esse livro e amplamente utilizado na etapa da Educação Infantil por abordar temáticas relacionadas à diversidade e identidade. Considerando esses aspectos, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4028028 Pedagogia

Assinale a alternativa cujo conteúdo da frase corresponde à concepção da literatura como prática social.

 

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Q3921476 Pedagogia
No campo da literatura infantil brasileira, considerando a correta associação entre autor e obra, assinale a alternativa em que a correspondência está adequadamente estabelecida. 
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Pedagogia |
Q4148149 Pedagogia
Uma escola municipal que atende crianças da Educação Infantil (turmas de 4 e 5 anos) e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º e 2º anos) identificou uma crescente desmotivação dos estudantes em relação à leitura de livros impressos e uma preferência acentuada por telas e conteúdos digitais. Observou-se também um vocabulário limitado e dificuldades na interpretação de narrativas simples. Diante desse cenário, a equipe docente, em conjunto com a coordenação pedagógica, elaborou o projeto Contos que Encantam, uma proposta de intervenção focalizada na literatura infantil. Para a Educação Infantil, as ações incluíam rodas de leitura diárias, teatro de fantoches e criação de livros coletivos com desenhos das crianças. Nos Anos Iniciais, foram implementados clubes de leitura, dramatizações de histórias, produção de diários de leitura individuais e convites a autores locais para rodas de conversa. O objetivo central era fomentar o prazer pela leitura, expandir o repertório linguístico e desenvolver a capacidade de compreensão e de imaginação. Após os primeiros meses de implementação, observou-se um engajamento gradual das crianças, com algumas turmas demonstrando maior entusiasmo. Contudo, os professores relataram desafios na manutenção da frequência das atividades e na integração do projeto com outras áreas do currículo, percebendo a necessidade de aprimoramento contínuo da proposta.
Para aprimorar o letramento literário dos estudantes da escola municipal, considerando a desmotivação em relação aos livros impressos e a necessidade de expandir o repertório linguístico e a capacidade de compreensão, os professores decidiram desenvolver atividades complementares. Com base no exposto, as abordagens didático-pedagógicas com esse objetivo são o(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Pedagogia |
Q4148148 Pedagogia
Uma escola municipal que atende crianças da Educação Infantil (turmas de 4 e 5 anos) e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º e 2º anos) identificou uma crescente desmotivação dos estudantes em relação à leitura de livros impressos e uma preferência acentuada por telas e conteúdos digitais. Observou-se também um vocabulário limitado e dificuldades na interpretação de narrativas simples. Diante desse cenário, a equipe docente, em conjunto com a coordenação pedagógica, elaborou o projeto Contos que Encantam, uma proposta de intervenção focalizada na literatura infantil. Para a Educação Infantil, as ações incluíam rodas de leitura diárias, teatro de fantoches e criação de livros coletivos com desenhos das crianças. Nos Anos Iniciais, foram implementados clubes de leitura, dramatizações de histórias, produção de diários de leitura individuais e convites a autores locais para rodas de conversa. O objetivo central era fomentar o prazer pela leitura, expandir o repertório linguístico e desenvolver a capacidade de compreensão e de imaginação. Após os primeiros meses de implementação, observou-se um engajamento gradual das crianças, com algumas turmas demonstrando maior entusiasmo. Contudo, os professores relataram desafios na manutenção da frequência das atividades e na integração do projeto com outras áreas do currículo, percebendo a necessidade de aprimoramento contínuo da proposta.
As estratégias pedagógicas implementadas no projeto Contos que Encantam, conforme detalhado no texto, evidenciam uma concepção de prática educativa que se orienta para
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146733 Pedagogia
O ciclo de lobolo começou com a Ju. Foi com dinheiro e não com gado. Lobolou-se a mãe, com muito dinheiro, num lobolo- -casamento. As crianças foram legalmente reconhecidas, mas não tinham sido apresentadas aos espíritos da família. Era preciso trazê-las do teto da mãe para a sombra do patriarcal num ato de lobolo pelo filho, uma forma de legitimá-las uma vez que nasceram fora das regras de jogo de uma família polígamo. Depois fez-se lobolo da Lu e dos filhos. As nortenhas espantaram-se. Essa história de lobolo era nova para elas, mas envolve muito dinheiro. Dinheiro para os pais, elas, e os filhos. Dinheiro que faz falta para comer, para viver, para investir. Quando se trata de benesses, qualquer cultura serve. Elas esqueceram o matriarcado e disseram sim à tradição patriarcal. Passamos três meses a andar de festa em festa. Era importante que todos os lobolos fossem feitos numa rajada antes que o Tony mudasse de ideias.

CHIZIANE, P. Niketche: uma história de poligamia.
São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
A fim de fomentar reflexões, a partir de vozes de escritoras negras africanas ao currículo de Língua Portuguesa do Ensino Médio, uma rede de ensino pública decide inserir, como material didático, o romance Niketche: uma história de poligamia, da moçambicana Paulina Chiziane, representado pelo trecho em que é narrada a prática de “lobolo”, entendida como uma forma de legitimar as relações familiares por meio da entrega, por parte do noivo, de dinheiro ou bens à noiva e à sua família.
A exploração da leitura dessa obra, com base em uma perspectiva decolonial que oportuniza aos estudantes problematizações críticas por meio de uma postura investigativa, justifica-se pela concepção de literatura como espaço de
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146732 Pedagogia
O ciclo de lobolo começou com a Ju. Foi com dinheiro e não com gado. Lobolou-se a mãe, com muito dinheiro, num lobolo- -casamento. As crianças foram legalmente reconhecidas, mas não tinham sido apresentadas aos espíritos da família. Era preciso trazê-las do teto da mãe para a sombra do patriarcal num ato de lobolo pelo filho, uma forma de legitimá-las uma vez que nasceram fora das regras de jogo de uma família polígamo. Depois fez-se lobolo da Lu e dos filhos. As nortenhas espantaram-se. Essa história de lobolo era nova para elas, mas envolve muito dinheiro. Dinheiro para os pais, elas, e os filhos. Dinheiro que faz falta para comer, para viver, para investir. Quando se trata de benesses, qualquer cultura serve. Elas esqueceram o matriarcado e disseram sim à tradição patriarcal. Passamos três meses a andar de festa em festa. Era importante que todos os lobolos fossem feitos numa rajada antes que o Tony mudasse de ideias.

CHIZIANE, P. Niketche: uma história de poligamia.
São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
Ao planejar aulas com base no trecho do romance, da escritora moçambicana Paulina Chiziane, um professor do Ensino Médio pretende considerar, no processo de mediação leitora, a reflexão em torno dos estudos literários e culturais em prol do desenvolvimento da construção de conhecimentos e da autonomia discente.
Partindo desse propósito e do potencial da obra de literatura africana Niketche: uma história de poligamia, qual prática docente é coerente com uma perspectiva emancipatória?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146727 Pedagogia
TEXTO 1


Era uma vez uma princesa muito boazinha e bem-comportada. Boazinha até demais, sabe? Obedecia a tudo. Concordava com todos. Uma verdadeira maria vai com as outras.

[...]

Ainda bem que isso não durou muito, porque senão a gente não ia ter história. Ou só ia ter uma história muito chata, sem graça nenhuma.

Mas a sorte é que um dia ela disse:

— Desculpe, mas acho que não.

Todo mundo se espantou muito.

A mãe, que também era boazinha demais, quase desmaiou de susto.

O pai dela, que era todo metido a mandachuva, ficou furioso. Ele era do tipo que achava que príncipe serve para andar a cavalo, enfrentar gigantes e matar dragões, mas que princesa só serve para ficar aprendendo a ser linda e boazinha, enquanto seu príncipe não vem. Então resolveu botar a princesinha de castigo.

— Vai ficar trancada na torre! Só sai de lá quando voltar a ser boazinha.


MACHADO, A. M. A princesa que escolhia.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.


TEXTO 2

— Quer ajuda, Tetê? — ofereceu Valentina, toda dissimulada.
— Não, obrigada.
— Eu tenho uma camiseta que trago para colocar depois da aula de Educação Física. Até te emprestaria, mas certamente não cabe em você. Sou P e você deve ser GG – ela fez questão de falar para jogar na minha cara. — Na maioria das lojas eu sou M... — disse, tímida, triste, com raiva, com tudo de ruim corroendo meu peito ao mesmo tempo.
Desgraçada. Será que ia começar tudo de novo nessa escola? Será que meu pesadelo ia ter início novamente?
É... Estava tudo indo bem demais para ser verdade mesmo. [...]
“Aprendi também que a nossa história fortalece a gente. Tudo muda o tempo todo, já cantou o Lulu. E muda quando menos esperamos. Um dia, quando a menina que mora em mim, que se sentiu por muito tempo excluída, tiver coragem de mostrar em palavras o que passou e se isso ajudar alguém, nem que seja só uma pessoa, já vai ter valido a pena, como diz meu maravilhoso namorado, Dudu.”

REBOUÇAS, T. Confissões de uma garota excluída, mal-amada
e (um pouco) dramática. São Paulo: Arqueiro, 2016.
Com base nas obras de literatura infantojuvenil A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado, e Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, de Thalita Rebouças, uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental propõe a produção, em grupo, de podcasts com o objetivo de refletir sobre temas sociais relevantes à formação cidadã, como invisibilidade social, machismo, imposição de padrões de beleza e empoderamento feminino, partindo das vivências das duas personagens femininas retratadas.
A proposta didática da professora apresenta abordagem metodológica que
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146726 Pedagogia
TEXTO 1


Era uma vez uma princesa muito boazinha e bem-comportada. Boazinha até demais, sabe? Obedecia a tudo. Concordava com todos. Uma verdadeira maria vai com as outras.

[...]

Ainda bem que isso não durou muito, porque senão a gente não ia ter história. Ou só ia ter uma história muito chata, sem graça nenhuma.

Mas a sorte é que um dia ela disse:

— Desculpe, mas acho que não.

Todo mundo se espantou muito.

A mãe, que também era boazinha demais, quase desmaiou de susto.

O pai dela, que era todo metido a mandachuva, ficou furioso. Ele era do tipo que achava que príncipe serve para andar a cavalo, enfrentar gigantes e matar dragões, mas que princesa só serve para ficar aprendendo a ser linda e boazinha, enquanto seu príncipe não vem. Então resolveu botar a princesinha de castigo.

— Vai ficar trancada na torre! Só sai de lá quando voltar a ser boazinha.


MACHADO, A. M. A princesa que escolhia.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.


TEXTO 2

— Quer ajuda, Tetê? — ofereceu Valentina, toda dissimulada.
— Não, obrigada.
— Eu tenho uma camiseta que trago para colocar depois da aula de Educação Física. Até te emprestaria, mas certamente não cabe em você. Sou P e você deve ser GG – ela fez questão de falar para jogar na minha cara. — Na maioria das lojas eu sou M... — disse, tímida, triste, com raiva, com tudo de ruim corroendo meu peito ao mesmo tempo.
Desgraçada. Será que ia começar tudo de novo nessa escola? Será que meu pesadelo ia ter início novamente?
É... Estava tudo indo bem demais para ser verdade mesmo. [...]
“Aprendi também que a nossa história fortalece a gente. Tudo muda o tempo todo, já cantou o Lulu. E muda quando menos esperamos. Um dia, quando a menina que mora em mim, que se sentiu por muito tempo excluída, tiver coragem de mostrar em palavras o que passou e se isso ajudar alguém, nem que seja só uma pessoa, já vai ter valido a pena, como diz meu maravilhoso namorado, Dudu.”

REBOUÇAS, T. Confissões de uma garota excluída, mal-amada
e (um pouco) dramática. São Paulo: Arqueiro, 2016.
Com base na leitura das obras A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado, e Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, de Thalita Rebouças, uma professora solicitou aos estudantes, inicialmente, a escrita de um diário de leitura em que articulassem as narrativas lidas a vivências individuais e coletivas. Em seguida, como atividade avaliativa, demandou a escrita de uma autobiografia do leitor, para que pudessem apontar como os textos literários contribuíram para os modos de perceber a si mesmos.
Considerando o papel social da literatura infantojuvenil no processo de formação de leitor crítico, essa proposta pedagógica
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146723 Pedagogia
TEXTO 1

Por esse tempo leu a Graziella e o Raphael de Lamartine. Ficou possuído de uma grande tristeza; as lágrimas saltaram-lhe sobre as páginas do livro. Sentiu necessidade de amar por aquele processo, mergulhar na poesia, esquecer-se de tudo o que o cercava, para viver mentalmente nas praias de Nápoles, ou nas ilhas adoráveis da Sicília, cujos nomes sonoros e musicais lhe chegavam ao coração como o efeito de uma saudade, amarga e doce, de uma nostalgia inefável, profunda, sem contornos, que o atraía para outro mundo desconhecido, para uma existência, que lhe acenava de longe, a puxá-lo com todos os tentáculos de seu mistério e da sua irresistível melancolia.

AZEVEDO, A. Casa de pensão. São Paulo: Ática, 1989.

TEXTO 2

—¡Uff!... —hizo cruzando los brazos en la nuca y dando un largo y hondo bostezo— ¡Qué remedio!..., mañana iré a ver a la china ésa. Encendió la luz, ganó la cama y abrió un libro. Media hora después cerraba los ojos sobre estas palabras de Schopenhauer, su maestro predilecto: “el fastidio de la noción del tiempo, la distracción la quita; luego, si la vida es tanto más feliz cuanto menos se la siente, lo mejor sería verse uno libre de ella”.

CAMBACERES, E. Sin rumbo. Estudio preliminar y notas de Carlos Alberto Leumann. Buenos Aires: Estrada, 1949.

Após a leitura desses dois fragmentos, um professor de literatura dividiu sua turma do Ensino Médio em três grupos para realizarem uma atividade em casa. Ao primeiro grupo, solicitou que buscasse, na internet, informações sobre a obra Graziella e, ao segundo, sobre Raphael, de Lamartine, respectivamente. Ao terceiro grupo, solicitou que tentasse descobrir a qual obra de Schopenhauer pertencia o trecho citado. O objetivo era explicar e analisar, na aula seguinte, a presença da intertextualidade por citação que figura nos dois fragmentos. Considerando os procedimentos pedagógicos adotados, a atividade realizada pelo professor com a turma pode ser descrita como uma
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146717 Pedagogia
TEXTO 1


Iracema Tabajara


Sou Auritha Tabajara,
Nascida longe da praia,
Fascinada pelas rimas
E melodia da jandaia.
No Ceará foi a festa,
Meu leito foi a floresta
Nas folhas de samambaia.
A minha essência ancestral
Me encontra cordelizando,
Faz me existir resistindo,
Ao mundo eu vou contando;
Que minha forma de amar
Ninguém vai colonizar,
Da arte sempre vou me armando.
[...]
Eu não sou como Iracema
A de José de Alencar,
Sou do povo TABAJARA
Onde canta o sabiá
Minha aldeia tem imburana
Minha terra é soberana
Pelo toque do maracá.


TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.
Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento).


TEXTO 2


Pankararu

Sabem, meus filhos...
Nós somos marginais das famílias
Somos marginais das cidades
Marginais das palhoças...
E da história?

Não somos daqui
Nem de acolá
Estamos sempre ENTRE
Entre este ou aquele
Entre isto ou aquilo!

Até onde aguentaremos, meus filhos?...


POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.
Acesso em: 12 maio 2025.
Durante uma atividade de letramento literário em uma escola indígena, o professor propõe a leitura dos poemas Iracema Tabajara, de Auritha Tabajara, e Pankararu, de Eliane Potiguara. Considerando que o objetivo da atividade é promover, por meio da literatura, a afirmação das identidades indígenas a partir da reflexão sobre saberes e formas de resistência em uma perspectiva crítica e decolonial, selecione a alternativa que contém o fragmento e a reflexão que atendem ao objetivo proposto.
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146716 Pedagogia
TEXTO 1


Iracema Tabajara


Sou Auritha Tabajara,
Nascida longe da praia,
Fascinada pelas rimas
E melodia da jandaia.
No Ceará foi a festa,
Meu leito foi a floresta
Nas folhas de samambaia.
A minha essência ancestral
Me encontra cordelizando,
Faz me existir resistindo,
Ao mundo eu vou contando;
Que minha forma de amar
Ninguém vai colonizar,
Da arte sempre vou me armando.
[...]
Eu não sou como Iracema
A de José de Alencar,
Sou do povo TABAJARA
Onde canta o sabiá
Minha aldeia tem imburana
Minha terra é soberana
Pelo toque do maracá.


TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.
Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento).


TEXTO 2


Pankararu

Sabem, meus filhos...
Nós somos marginais das famílias
Somos marginais das cidades
Marginais das palhoças...
E da história?

Não somos daqui
Nem de acolá
Estamos sempre ENTRE
Entre este ou aquele
Entre isto ou aquilo!

Até onde aguentaremos, meus filhos?...


POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.
Acesso em: 12 maio 2025.
Os textos Iracema Tabajara e Pankararu, escritos respectivamente por Auritha Tabajara e Eliane Potiguara, ambas mulheres indígenas, abordam poeticamente temas relacionados à compreensão de mundo a partir de uma perspectiva decolonial. A leitura dessas obras, em uma aula de Língua Portuguesa em contexto escolar indígena, constitui uma prática pedagógica significativa, pois pode partir das vivências dos estudantes. Essa escolha metodológica se justifica por permitir que os estudantes
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145179 Pedagogia
Na perspectiva do letramento literário, não basta apenas o estudante ser um simples leitor, pois a simples leitura contribui pouco para a formação de um leitor proficiente crítico. A leitura literária, numa proposta de letramento, tem a função de ajudar o estudante a ler melhor a si mesmo, aos outros e ao mundo, por meio da relação leitor-texto. Uma leitura que fornece, como nenhuma outra, os instrumentos necessários para conhecer e interagir com competência no mundo da linguagem. Ela contribui significativamente na formação do leitor crítico e autônomo, pois os horizontes propostos pela literatura e suas interpretações são ilimitados, dada a natureza polissêmica da palavra literária.

ENES FILHO, D. B. Letramento literário na escola: a poesia na sala de aula. Curitiba: Appris, 2018 (adaptado).
Com base nos fundamentos teórico-metodológicos do letramento literário apresentados nesse texto, uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental propõe uma atividade de intervenção que propicie o desenvolvimento de processos argumentativos a partir da leitura de obras literárias. Qual atividade pedagógica está adequada à formação do leitor crítico na perspectiva do letramento literário?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145178 Pedagogia
Na perspectiva do letramento literário, não basta apenas o estudante ser um simples leitor, pois a simples leitura contribui pouco para a formação de um leitor proficiente crítico. A leitura literária, numa proposta de letramento, tem a função de ajudar o estudante a ler melhor a si mesmo, aos outros e ao mundo, por meio da relação leitor-texto. Uma leitura que fornece, como nenhuma outra, os instrumentos necessários para conhecer e interagir com competência no mundo da linguagem. Ela contribui significativamente na formação do leitor crítico e autônomo, pois os horizontes propostos pela literatura e suas interpretações são ilimitados, dada a natureza polissêmica da palavra literária.

ENES FILHO, D. B. Letramento literário na escola: a poesia na sala de aula. Curitiba: Appris, 2018 (adaptado).
Um professor de Língua Portuguesa pretende colaborar com o letramento literário desenvolvendo práticas de oralidade que favoreçam a apropriação crítica do conhecimento. Com base na perspectiva teórico-metodológica apresentada nesse texto, qual proposta didática proporciona o uso de competências investigativas e o protagonismo dos estudantes?
Alternativas
Respostas
1: D
2: B
3: C
4: C
5: C
6: C
7: A
8: A
9: B
10: A
11: C
12: C
13: A
14: A
15: A
16: D
17: C
18: A
19: B
20: B