Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de literatura em pedagogia
Foram encontradas 118 questões
ー Olha só, lá vai aquela garota que plantou mil árvores!
LINS E SILVA, Flavia. Diário de Pilar na Amazônia. Rio de Janeiro: Editora Pequena Zahar, 2023.
Ao utilizar esse trecho em uma atividade de produção textual com estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental, o professor pretende explorar o efeito das projeções futuras na continuidade narrativa. Para isso, a proposta de escrita deve
A concepção interdisciplinar do ensino de literatura passa pelo reconhecimento do processo de leitura como uma prática cultural de formação do leitor. Nesse processo, em que leitura e sociedade não podem ser desvinculadas, o gosto pela leitura é despertado como uma prática de reflexão social. Assim, o ensino de literatura pode ser explorado como um convite à leitura de diferentes coleções de textos que debatam temas voltados para os direitos humanos, como o fim do preconceito racial e de gênero/sexo e da violência doméstica, entre tantos outros. Nesse sentido, ao preparar uma aula ou um curso, devemos selecionar uma coleção de textos para compor nossas intertextualidades culturais, priorizando a questão dos direitos humanos e as representações identitárias com suas especificidades.
GOMES, Carlos Magno. Ensino de Literatura e Cultura.
Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 25-26.
Em relação aos sentidos do texto acerca do ensino de literatura, julgue (C ou E) o item a seguir.
A concepção interdisciplinar do ensino de literatura passa pelo reconhecimento do processo de leitura como uma prática cultural de formação do leitor. Nesse processo, em que leitura e sociedade não podem ser desvinculadas, o gosto pela leitura é despertado como uma prática de reflexão social. Assim, o ensino de literatura pode ser explorado como um convite à leitura de diferentes coleções de textos que debatam temas voltados para os direitos humanos, como o fim do preconceito racial e de gênero/sexo e da violência doméstica, entre tantos outros. Nesse sentido, ao preparar uma aula ou um curso, devemos selecionar uma coleção de textos para compor nossas intertextualidades culturais, priorizando a questão dos direitos humanos e as representações identitárias com suas especificidades.
GOMES, Carlos Magno. Ensino de Literatura e Cultura.
Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 25-26.
Em relação aos sentidos do texto acerca do ensino de literatura, julgue (C ou E) o item a seguir.
Nesse sentido, julgue os itens a seguir em relação às contribuições da literatura infanto-juvenil:
I.O contato com a literatura infanto-juvenil estimula uma maior aptidão para a aprendizagem.
II.Contribui para o desenvolvimento da autonomia e da criatividade.
III.Desenvolve as habilidades de ler, interpretar e escrever textos.
IV.Acumula repertório significativo de leituras que contribuirá para a formação de argumentos e opiniões.
É CORRETO o que se afirma em:
O contato com livros deve ocorrer apenas em sala de aula, sem espaços lúdicos de exploração individual ou coletiva (1ª parte) As histórias infantis podem introduzir conceitos de diversidade, empatia e cidadania (2ª parte). O contato com diferentes gêneros literários na infância amplia o repertório cultural da criança (3ª parte).
A sentença está:
(_) A distinção entre os diferentes gêneros textuais, literários ou não, é atividade que dificulta o professor em sua tarefa de trabalhar com os textos, pois lhe amplia demais as escolhas, propondo de maneira inadequada seu trabalho docente.
(_) Para que a literatura cumpra seu papel no imaginário do leitor, é fundamental a mediação do professor na condução dos trabalhos em sala de aula e no exemplo que ele dá a seus alunos, lendo e demonstrando, sempre que possível, a utilidade do livro e o prazer que a leitura traz para o intelecto e a sensibilidade.
(_) O papel do professor no processo de conquistar seus alunos para a leitura é muito relevante, de tal maneira que, caso seu desempenho demonstre desconhecimento da natureza da literatura e da leitura, poderá criar em seus alunos a recusa e o afastamento dos livros.
É possível afastar uma série de equívocos que costumam estar presentes na escola em relação aos textos literários, ou seja, tomá-los como pretexto para o tratamento de questões outras (valores morais, tópicos gramaticais) que não aquelas que contribuem para a formação de leitores capazes de reconhecer as sutilezas, as particularidades, os sentidos, a extensão e a profundidade das construções literárias.
Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais, sobre o trabalho com textos literários, está adequada a seguinte prática:
1 de maio Deixei o leito as 4 horas. Lavei as louças e fui carregar agua. Não havia fila. Não tenho radio, não vou ouvir o desfile. (...) Hoje é o Dia do Trabalho.
2 de maio ...Ontem eu comprei açúcar e bananas. Os meus filhos comeram banana com açúcar, porque não tinha gordura para fazer comida. Pensei no senhor Tomás que suicidou-se. Mas, se os pobres do Brasil resolver suicidar-se porque estão passando fome, não ficaria nenhum vivo.
3 de maio Hoje é domingo. Eu vou passar o dia em casa. Não tenho nada para comer. Hoje eu estou nervosa, desorientada e triste. Tem um purtuguês que quer morar comigo. Mas eu não preciso de homem. Eu já lhe supliquei para não vir aborrecer-me.
JESUS, M. C. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014, p. 139.
TEXTO 2
Seu blog estava indo bem, com milhares de visitantes por mês, ela ganhava bastante para dar palestras, tinha uma bolsa de estudos em Princeton e estava com Blaine — “Você é o amor da minha vida”, havia escrito ele em seu último cartão de aniversário. No entanto, tinha cimento na alma. Estava lá havia algum tempo, numa fadiga matutina, algo sombrio e sem contornos nítidos. E trouxe consigo anseios amorfos, desejos indistintos, vislumbres breves e imaginários de outras vidas que ela poderia estar vivendo, que ao longo dos meses se transformaram numa lancinante saudade de seu país. [...] A Nigéria passou a ser o lugar onde Ifemelu deveria estar, o único lugar onde poderia fincar suas raízes sem sentir a vontade constante de arrancá-las de novo e sacudir a terra. E, é claro, também havia Obinze. O primeiro homem que ela amou, o primeiro com quem fez amor, a única pessoa para quem nunca tinha sentido necessidade de se explicar. Ele agora era casado e tinha uma filha, e os dois não se falavam havia anos, mas Ifemelu não podia fingir que ele não era parte dessa saudade do país, ou que não pensava nele com frequência, revirando o passado, procurando por presságios de algo sem nome.
ADICHIE, C. N. Americanah. Tradução de Júlia Romeu. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 12-13 (adaptado).
Considerando as obras “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, e “Americanah”, de Chimamanda Ngozi Adichie, assinale a opção que apresenta a melhor abordagem metodológica a fim de estimular uma postura investigativa e científica dos estudantes, voltada para a apropriação e construção de conhecimentos sócio e culturalmente relevantes.
Available at: https://www.instagram.com.
Accessed on: May. 6, 2024.
TEXT 2
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Accessed on: May. 6, 2024.
Considering a reading comprehension lesson plan focused on literacy and multimodality based on Texts 1 and 2, teaching modules should
Uma ação adequada da professora para a abordagem de tais aspectos seria selecionar textos escritos por mulheres em diferentes momentos da literatura brasileira e utilizar uma metodologia
Considerando esse contexto, identifique a opção que apresenta práticas efetivas de letramento literário.
According to Collie and Slater in Cruz (2010) literature can be regarded as a rich source of ‘authentic material’ because it conveys two features in its written text: one is ‘language in use,’ that is, the employment of linguistics by those who have mastered it into a fashion intended for native speakers; the second is an aesthetic representation of the spoken language which is meant to recover or represent language within a certain cultural context. . (…) Literature as aesthetic recreation (that is, as something artificial) can be considered a much more “authentic” source and can inspire more authority in the use and enrichment of language than English textbooks or even than direct samples of language, more so if learners develop an “aesthetic reading” of the text (Langer, 1991, 1998; Many, Gerla, Wiseman, & Ellis, 1995). Through this personal and social experience students can develop a closer relationship with language, since they are reconstructing the target language on their own for their own learning process. There are some genres in literature including poetry, short fiction, drama and novel. (…) Poetry offers wonderful opportunities for reading, writing, speaking, and listening practice for English language learners. Poetry also gives students a chance to expand vocabulary knowledge, to play with language, and to work with different rhythms and rhyme patterns. (…) There are three principles to consider in material selection; 1) readability, it means that the poem is able to be read. It has to be clear to read, listen, or watch it on video. 2) suitability, the children are going to read, hear, learn the words, and words convey information and content that are appropriate to their age, maturity, and culture. 3) exploitability, it may simply be for fun and motivation, for social enjoyment within the classroom and worthy purpose. FAUZIAH. The Approaches to Teaching Literature for Young Learners. Journal of English Language Teaching and Linguistics (JELTL) e-ISSN: 2502- 6062, 2016, Vol. 1 (2) www.jeltl.org p. 145-158. Disponível em: . Acesso em: 4 mar. 2020.
Baseando-se na leitura do texto,
Considerando la situación explicitada, señala la estrategia adecuada a ser utilizada con ese grupo.
COSSON, R. Letramento Literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2006 (adaptado).
Em uma escola de Ensino Fundamental, uma professora deseja promover o letramento literário entre seus alunos. Ela percebe que muitos estudantes têm dificuldade de se envolver com a leitura de obras literárias e quer encontrar estratégias eficazes para despertar o interesse deles. A professora motiva os alunos a se envolverem com a leitura por meio de temas relevantes e interessantes e prepara os estudantes para receberem os textos, contextualizando-os e despertando a curiosidade deles. Além disso, ela organiza oficinas de leitura, nas quais os alunos exploram obras literárias de diferentes gêneros (contos, poesias, romances etc.) e de autores de diversas origens, culturas e épocas.
Considerando-se a perspectiva exposta no texto e a situação apresentada, a professora atingirá seu objetivo se levar a turma a compreender que o letramento literário
E os caras: “Não, toma essa roubada. Toma a Bíblia, toma a cruz, toma o colégio, toma a universidade, toma a estrada, toma a ferrovia, toma a mineradora, toma a porrada”. Ao que os povos responderam: “O que é isso? Que programa esquisito! Não tem outro, não?”.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras. p. 29-30.
A partir da leitura desse trecho, a docente pretende destacar como a repetição da palavra “toma” cria um efeito de insistência, utilizado pelo autor como estratégia para enfatizar a imposição da civilização sobre os povos tradicionais. Ao considerar que a civilização impôs uma única visão de progresso, ignorando outras possibilidades, a professora promoverá a interdisciplinaridade com a disciplina de História, relembrando a resistência indígena no período da colonização e a preservação das tradições culturais ao longo do tempo.
Nessa situação, é adequado que a professora, ao contrapor a literatura canônica à não canônica, explique aos alunos que a literatura não canônica de Krenak