Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de literatura em pedagogia
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Em uma situação hipotética, um projeto de oito encontros registrou os seguintes resultados:
• 36 participantes iniciaram o ciclo;
• 29 participaram de pelo menos seis encontros;
• no início, 21 dos 29 participantes frequentes declaravam escolher quase sempre um único gênero;
• ao final, 10 dos 29 mantinham essa escolha concentrada;
• 19 dos 29 buscaram espontaneamente ao menos um título que não estava na lista do projeto;
• 6 dos 29 relataram pouca oportunidade de falar nas conversas coletivas.
Assinale a alternativa que indica a interpretação correta desses registros:
"[...] trata-se de construir sentido a partir de interações com diversas linguagens [...]"
(Goulart; Karpinski, 2025, p. 8).
O(A) instrutor(a) de Leitura seleciona um livro ilustrado em que texto verbal e imagens estabelecem relações de complementaridade e tensão. A mediação mais coerente com o excerto é:
I.A consistência de uma interpretação deve ser avaliada pela intensidade do envolvimento do(a) leitor(a) com a obra, já que a experiência de leitura é singular e não comporta confronto com elementos exteriores a ela.
II.A resposta do(a) leitor(a) é ativa e situada, pois experiências anteriores, repertório e condições de leitura participam da apropriação da obra.
III.A pluralidade de leituras permanece vinculada a elementos textuais, visuais, formais e contextuais que permitem discutir a consistência das interpretações.
É correto o que se afirma em:
Após analisar a situação didática apresentada, pode-se afirmar que a metodologia do professor Gustavo:
No que se refere à mediação pedagógica no trabalho com Literatura Infantil, identifique a opção que descreva, corretamente, uma prática adequada.
ー Olha só, lá vai aquela garota que plantou mil árvores!
LINS E SILVA, Flavia. Diário de Pilar na Amazônia. Rio de Janeiro: Editora Pequena Zahar, 2023.
Ao utilizar esse trecho em uma atividade de produção textual com estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental, o professor pretende explorar o efeito das projeções futuras na continuidade narrativa. Para isso, a proposta de escrita deve
A concepção interdisciplinar do ensino de literatura passa pelo reconhecimento do processo de leitura como uma prática cultural de formação do leitor. Nesse processo, em que leitura e sociedade não podem ser desvinculadas, o gosto pela leitura é despertado como uma prática de reflexão social. Assim, o ensino de literatura pode ser explorado como um convite à leitura de diferentes coleções de textos que debatam temas voltados para os direitos humanos, como o fim do preconceito racial e de gênero/sexo e da violência doméstica, entre tantos outros. Nesse sentido, ao preparar uma aula ou um curso, devemos selecionar uma coleção de textos para compor nossas intertextualidades culturais, priorizando a questão dos direitos humanos e as representações identitárias com suas especificidades.
GOMES, Carlos Magno. Ensino de Literatura e Cultura.
Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 25-26.
Em relação aos sentidos do texto acerca do ensino de literatura, julgue (C ou E) o item a seguir.
A concepção interdisciplinar do ensino de literatura passa pelo reconhecimento do processo de leitura como uma prática cultural de formação do leitor. Nesse processo, em que leitura e sociedade não podem ser desvinculadas, o gosto pela leitura é despertado como uma prática de reflexão social. Assim, o ensino de literatura pode ser explorado como um convite à leitura de diferentes coleções de textos que debatam temas voltados para os direitos humanos, como o fim do preconceito racial e de gênero/sexo e da violência doméstica, entre tantos outros. Nesse sentido, ao preparar uma aula ou um curso, devemos selecionar uma coleção de textos para compor nossas intertextualidades culturais, priorizando a questão dos direitos humanos e as representações identitárias com suas especificidades.
GOMES, Carlos Magno. Ensino de Literatura e Cultura.
Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 25-26.
Em relação aos sentidos do texto acerca do ensino de literatura, julgue (C ou E) o item a seguir.
Nesse sentido, julgue os itens a seguir em relação às contribuições da literatura infanto-juvenil:
I.O contato com a literatura infanto-juvenil estimula uma maior aptidão para a aprendizagem.
II.Contribui para o desenvolvimento da autonomia e da criatividade.
III.Desenvolve as habilidades de ler, interpretar e escrever textos.
IV.Acumula repertório significativo de leituras que contribuirá para a formação de argumentos e opiniões.
É CORRETO o que se afirma em:
O contato com livros deve ocorrer apenas em sala de aula, sem espaços lúdicos de exploração individual ou coletiva (1ª parte) As histórias infantis podem introduzir conceitos de diversidade, empatia e cidadania (2ª parte). O contato com diferentes gêneros literários na infância amplia o repertório cultural da criança (3ª parte).
A sentença está:
(_) A distinção entre os diferentes gêneros textuais, literários ou não, é atividade que dificulta o professor em sua tarefa de trabalhar com os textos, pois lhe amplia demais as escolhas, propondo de maneira inadequada seu trabalho docente.
(_) Para que a literatura cumpra seu papel no imaginário do leitor, é fundamental a mediação do professor na condução dos trabalhos em sala de aula e no exemplo que ele dá a seus alunos, lendo e demonstrando, sempre que possível, a utilidade do livro e o prazer que a leitura traz para o intelecto e a sensibilidade.
(_) O papel do professor no processo de conquistar seus alunos para a leitura é muito relevante, de tal maneira que, caso seu desempenho demonstre desconhecimento da natureza da literatura e da leitura, poderá criar em seus alunos a recusa e o afastamento dos livros.
É possível afastar uma série de equívocos que costumam estar presentes na escola em relação aos textos literários, ou seja, tomá-los como pretexto para o tratamento de questões outras (valores morais, tópicos gramaticais) que não aquelas que contribuem para a formação de leitores capazes de reconhecer as sutilezas, as particularidades, os sentidos, a extensão e a profundidade das construções literárias.
Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais, sobre o trabalho com textos literários, está adequada a seguinte prática:
1 de maio Deixei o leito as 4 horas. Lavei as louças e fui carregar agua. Não havia fila. Não tenho radio, não vou ouvir o desfile. (...) Hoje é o Dia do Trabalho.
2 de maio ...Ontem eu comprei açúcar e bananas. Os meus filhos comeram banana com açúcar, porque não tinha gordura para fazer comida. Pensei no senhor Tomás que suicidou-se. Mas, se os pobres do Brasil resolver suicidar-se porque estão passando fome, não ficaria nenhum vivo.
3 de maio Hoje é domingo. Eu vou passar o dia em casa. Não tenho nada para comer. Hoje eu estou nervosa, desorientada e triste. Tem um purtuguês que quer morar comigo. Mas eu não preciso de homem. Eu já lhe supliquei para não vir aborrecer-me.
JESUS, M. C. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014, p. 139.
TEXTO 2
Seu blog estava indo bem, com milhares de visitantes por mês, ela ganhava bastante para dar palestras, tinha uma bolsa de estudos em Princeton e estava com Blaine — “Você é o amor da minha vida”, havia escrito ele em seu último cartão de aniversário. No entanto, tinha cimento na alma. Estava lá havia algum tempo, numa fadiga matutina, algo sombrio e sem contornos nítidos. E trouxe consigo anseios amorfos, desejos indistintos, vislumbres breves e imaginários de outras vidas que ela poderia estar vivendo, que ao longo dos meses se transformaram numa lancinante saudade de seu país. [...] A Nigéria passou a ser o lugar onde Ifemelu deveria estar, o único lugar onde poderia fincar suas raízes sem sentir a vontade constante de arrancá-las de novo e sacudir a terra. E, é claro, também havia Obinze. O primeiro homem que ela amou, o primeiro com quem fez amor, a única pessoa para quem nunca tinha sentido necessidade de se explicar. Ele agora era casado e tinha uma filha, e os dois não se falavam havia anos, mas Ifemelu não podia fingir que ele não era parte dessa saudade do país, ou que não pensava nele com frequência, revirando o passado, procurando por presságios de algo sem nome.
ADICHIE, C. N. Americanah. Tradução de Júlia Romeu. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 12-13 (adaptado).
Considerando as obras “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, e “Americanah”, de Chimamanda Ngozi Adichie, assinale a opção que apresenta a melhor abordagem metodológica a fim de estimular uma postura investigativa e científica dos estudantes, voltada para a apropriação e construção de conhecimentos sócio e culturalmente relevantes.