Questões de Concurso Sobre teorias e práticas para o ensino de literatura em pedagogia

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Q4273115 Pedagogia
Com relação a literatura infantil, assinale a alternativa correta:
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Q4265192 Pedagogia
 Em relação à formação do leitor, não se pode dizer que: 
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Q4243395 Pedagogia

        A  concepção interdisciplinar do ensino de literatura passa pelo reconhecimento do processo de leitura como uma prática cultural de formação do leitor. Nesse processo, em que leitura e sociedade não podem ser desvinculadas, o gosto pela leitura é despertado como uma prática de reflexão social. Assim, o ensino de literatura pode ser explorado como um convite à leitura de diferentes coleções de textos que debatam temas voltados para os direitos humanos, como o fim do preconceito racial e de gênero/sexo e da violência doméstica, entre tantos outros. Nesse sentido, ao preparar uma aula ou um curso, devemos selecionar uma coleção de textos para compor nossas intertextualidades culturais, priorizando a questão dos direitos humanos e as representações identitárias com suas especificidades.


GOMES, Carlos Magno. Ensino de Literatura e Cultura.

Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 25-26.



Em relação aos sentidos do texto acerca do ensino de literatura, julgue (C ou E) o item a seguir.

Ao planejar o ensino de literatura, deve-se reconhecer o processo de leitura como uma prática cultural de formação do leitor, conforme Carlos Magno.
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Q4243394 Pedagogia

        A  concepção interdisciplinar do ensino de literatura passa pelo reconhecimento do processo de leitura como uma prática cultural de formação do leitor. Nesse processo, em que leitura e sociedade não podem ser desvinculadas, o gosto pela leitura é despertado como uma prática de reflexão social. Assim, o ensino de literatura pode ser explorado como um convite à leitura de diferentes coleções de textos que debatam temas voltados para os direitos humanos, como o fim do preconceito racial e de gênero/sexo e da violência doméstica, entre tantos outros. Nesse sentido, ao preparar uma aula ou um curso, devemos selecionar uma coleção de textos para compor nossas intertextualidades culturais, priorizando a questão dos direitos humanos e as representações identitárias com suas especificidades.


GOMES, Carlos Magno. Ensino de Literatura e Cultura.

Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 25-26.



Em relação aos sentidos do texto acerca do ensino de literatura, julgue (C ou E) o item a seguir.

A leitura das representações identitárias na sociedade contemporânea em textos literários do passado se contrapõe à proposta interdisciplinar do ensino de literatura.
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Q4226800 Pedagogia
No que diz respeito à presença dos textos literários nas aulas, os Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa (1998) condenam práticas em que eles sejam 
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Q4226787 Pedagogia
Em “Gramática e Literatura: desencontros e esperanças” (em Geraldi, 1997), Ligia Chiappini de Moraes Leite defende que o ensino de literatura se desenvolva a partir
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Q4208219 Pedagogia
Em conformidade com COSTA, sobre a literatura infantil, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

(_) A distinção entre os diferentes gêneros textuais, literários ou não, é atividade que dificulta o professor em sua tarefa de trabalhar com os textos, pois lhe amplia demais as escolhas, propondo de maneira inadequada seu trabalho docente.
(_) Para que a literatura cumpra seu papel no imaginário do leitor, é fundamental a mediação do professor na condução dos trabalhos em sala de aula e no exemplo que ele dá a seus alunos, lendo e demonstrando, sempre que possível, a utilidade do livro e o prazer que a leitura traz para o intelecto e a sensibilidade.
(_) O papel do professor no processo de conquistar seus alunos para a leitura é muito relevante, de tal maneira que, caso seu desempenho demonstre desconhecimento da natureza da literatura e da leitura, poderá criar em seus alunos a recusa e o afastamento dos livros.
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Q4163583 Pedagogia
Leia o texto a seguir e responda a questão subsequente.

TEXTO

Sem enfeite nenhum – Adaptado (Adélia Prado)

    A mãe era desse jeito: só ia em missa das cinco, por causa de os gatos no escuro serem pardos. Cinema, só uma vez, quando passou os Milagres do padre Antônio em Urucânia. Desde aí, falava sempre, excitada nos olhos, apressada no cacoete dela de enrolar um cacho de cabelo: se eu fosse lá, quem sabe?
    Sofria palpitação e tonteira, lembro dela caindo na beira do tanque, o vulto dobrado em arco, gente afobada em volta, cheiro de alcanfor. Quando comecei a empinar as blusas com o estufadinho dos peitos, o pai chegou pra almoçar, estudando terreno, e anunciou com a voz que fazia nessas ocasiões, meio saliente: companheiro meu tá vendendo um relogim que é uma gracinha, pulseirinha de crom', danado de bom pra do Carmo. Ela foi logo emendando: tristeza, relógio de pulso e vestido de bolér. Nem bolero ela falou direito de tanta antipatia. Foi água na fervura minha e do pai.
    Vivia repetindo que era graça de Deus se a gente fosse tudo pra um convento e várias vezes por dia era isto: meu Jesus, misericórdia! A senhora tá triste, mãe? eu falava. Não, tou só pedindo a Deus pra ter dó de nós.    
     Tinha muito medo da morte repentina e pra se livrar dela, fazia as nove primeiras sextas-feiras, emendadas. De defunto não tinha medo, só de gente viva, conforme dizia. Agora, da perdição eterna, tinha horror, pra ela e pros outros.
    Quando a Ricardina começou a morrer, no Beco atrás da nossa casa, ela me chamou com a voz alterada: vai lá, a Ricardina tá morrendo, coitada, que Deus perdoe ela, corre lá, quem sabe ainda dá tempo de chamar o padre, falava de arranco, querendo chorar, apavorada: que Deus perdoe ela, ficou falando sem coragem de aluir do lugar. 
    [...]
    Era a mulher mais difícil a mãe. Difícil, assim, de ser agradada. Gostava que eu tirasse só dez e primeiro lugar. Pra essas coisas não poupava, era pasta de primeira, caixa com doze lápis e uniforme mandado plissar. Acho mesmo que meia razão ela teve no caso do relógio, luxo bobo, pra quem só tinha um vestido de sair.
    Rodeava a gente estudar e um dia falou abrupto, por causa do esforço de vencer a vergonha: me dá seus lápis de cor. Foi falando e colorindo laranjado, uma rosa geométrica: cê põe muita força no lápis, se eu tivesse seu tempo, ninguém na escola me passava, inteligência não é estudar, por exemplo falar você em vez de cê, é tão mais bonito, é só acostumar. Quando o coração da gente dispara e a gente fala cortado, era desse jeito que tava a voz da mãe.
    Achava estudo a coisa mais fina e inteligente era mesmo, demais até, pensava com a maior rapidez. Gostava de ler de noite, em voz alta, com tia Santa, os livros da Pia Biblioteca, e de um não esqueci, pois ela insistia com gosto no titulo dele, em latim: Máguina pecatrís. Falava era antusiasmo e nunca tive coragem de corrigir, porque toda vez que tava muito alegre, feito naquela hora, desenhando, feito no dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou: coitado, até essa hora no serviço pesado.
    Não estava gostando nem um pouquinho do desenho, mas nem que eu falava. Com tanta satisfação ela passava o lápis, que eu fiquei foi aflita, como sempre que uma coisa boa acontecia.
    [...]
   Dia ruim foi quando o pai entestou de dar um par de sapato pra ela. Foi três vezes na loja e ela botando defeito, achando o modelo jeca, a cor regalada, achando aquilo uma desgraça e que o pai tinha era umas bobagens. Foi até ele enfezar e arrebentar com o trem, de tanta raiva e mágoa.
    Mas sapato é sapato, pior foi com o crucifixo. O pai, voltando de cumprir promessa em Congonhas do Campo, trouxe de presente pra ela um crucifixo torneadinho, o cordão de pendurar, com bambolim nas pontas, a maior gracinha. Ela desembrulhou e falou assim: bonito, mas eu preferia mais se fosse uma cruz simples, sem enfeite nenhum.
   Morreu sem fazer trinta e cinco anos, da morte mais agoniada, encomendando com a maior coragem: a oração dos agonizantes, reza aí pra mim, gente.
    Fiquei hipnotizada, olhando a mãe. Já no caixão, tinha a cara severa de quem sente dor forte, igualzinho no dia que o João Antônio nasceu. Entrei no quarto querendo festejar e falei sem graça: a cara da senhora, parece que tá com raiva, mãe. 

    O Senhor te abençoe e te guarde, Volva a ti o Seu Rosto e se compadeça de ti, O Senhor te dê a Paz.

    Esta é a bênção de São Francisco, que foi abrandando o rosto dela, descansando, descansando, até como ficou, quase entusiasmado.

Era raiva não. Era marca de dor.

(Texto publicado em Prosa Reunida, Editora Siciliano: São Paulo, 1999, incluído por Ítalo Moriconi no livro “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”, Editora Objetiva, RJ. Fonte: http://contobrasileiro.com.br/sem-enfeitenenhum-conto-de-adelia-prado-2/)
Leia o fragmento a seguir retirado dos Parâmetros Curriculares Nacionais, à luz do texto literário oral e escrito:
É possível afastar uma série de equívocos que costumam estar presentes na escola em relação aos textos literários, ou seja, tomá-los como pretexto para o tratamento de questões outras (valores morais, tópicos gramaticais) que não aquelas que contribuem para a formação de leitores capazes de reconhecer as sutilezas, as particularidades, os sentidos, a extensão e a profundidade das construções literárias.
Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais, sobre o trabalho com textos literários, está adequada a seguinte prática:
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Q3677860 Pedagogia
No contexto do tema Precursores e seguidores da Literatura Infantil no Brasil, associe o autor apresentado na coluna 1 com o conteúdo a ele correspondente apresentado na Coluna 2:
Coluna 1:
1. Alberto Figueiredo Pimentel
2. Monteiro Lobato
3. Mobral
Coluna 2:
A. Primeiro autor a fazer traduções e adaptações de contos europeus para o contexto brasileiro.
B. Movimento Brasileiro de Alfabetização, que tentou erradicar o analfabetismo no Brasil, mas não obteve resultados positivos.
C. Primeiro autor a produzir literatura infantil originalmente brasileira, utilizando características típicas e lendas do folclore brasileiro em suas histórias.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
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Q2426330 Pedagogia

No contexto da literatura infanto-juvenil, qual é o principal objetivo da utilização de elementos fantásticos e mágicos nas narrativas?

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Q2336966 Pedagogia

Em relação à Literatura Infantil no Brasil e aos seus precursores, analise as afirmativas a seguir.



I. O ano de 1894 é um marco da produção brasileira de livros para crianças, pois, nesse ano, Figueiredo Pimentel lançou, os Contos da Carochinha, obra que divulgou histórias de Charles Perrault, dos irmãos Grimm e de Hans C. Andersen. 


II. Na virada do século XIX para o XX, havia uma preocupação em promover uma literatura voltada para questões nacionais e com finalidade educativa, sendo Monteiro Lobato um dos difusores dessa tendência, publicando Poesias Infantis, em 1904.


III. Na década de 1920, Olavo Bilac destaca-se como escritor de histórias infantis e fundador de editoras, entendendo que a literatura para crianças não deve ser educativa, moralizadora, mas uma produção para o encantamento.



Está correto o que se afirma em 

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Q2330925 Pedagogia

TEXTO IV 






BARBOSA, Alberto Hércules dos Santos Coelho. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/17/15/oensino-de-literatura-e-o-uso-de-recursos-tecnolgicos-no-ensino-mdio. Acesso em: 18 ago. 2023. 

No tocante ao uso do computador em sala de aula, “com a finalidade de trabalhar aspectos específicos de Língua Portuguesa”, os PCNs* apresentam o seguinte aspecto positivo da utilização da internet para os alunos, nas aulas de Literatura: “a possibilidade de, estando conectado com alguma rede, poder destinar os textos produzidos a leitores reais, ou interagir com outros colegas, também via rede, ampliando as possibilidades de interlocução por meio da escrita e permitindo acesso on line ao conhecimento enciclopédico acumulado pela humanidade”. Esse traço do uso internético alude diretamente a qual trecho do TEXTO IV?
Alternativas
Q2330923 Pedagogia

TEXTO IV 






BARBOSA, Alberto Hércules dos Santos Coelho. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/17/15/oensino-de-literatura-e-o-uso-de-recursos-tecnolgicos-no-ensino-mdio. Acesso em: 18 ago. 2023. 

Em conformidade com o TEXTO IV, é CORRETO asseverar que um dos pontos positivos dos recursos tecnológicos para o ensino de Literatura é:
Alternativas
Q2330921 Pedagogia
Em razão da “especificidade do texto literário”, nos PCNs*, conclui-se que, “enraizando-se na imaginação e construindo novas hipóteses e metáforas explicativas, o texto literário é outra forma/fonte de produção/apreensão de conhecimento”. Nesse documento, afirma-se ser “possível afastar uma série de equívocos que costumam estar presentes na escola em relação aos textos literários”, entre eles:
Alternativas
Q2328675 Pedagogia

Julgue o item que se segue. 


O romance “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, apresenta como narrador-personagem o próprio Dom Casmurro, o que permite uma abordagem subjetiva da história.

Alternativas
Q2328659 Pedagogia

Julgue o item que se segue. 


A obra de maior excelência do indianismo de José de Alencar, o romance Iracema, é o retrato do amor proibido entre a índia Iracema e o português Martim.

Alternativas
Q2264050 Pedagogia
Em um contexto educacional, os níveis de leitura desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das habilidades de compreensão e interpretação de textos. Nesse sentido, considere a seguinte situação:

Em uma aula de literatura inglesa, os alunos estão discutindo um poema que aborda temas complexos, como a natureza efêmera da vida e a passagem do tempo. Os alunos estão analisando o uso de metáforas e simbolismo no poema para entender suas camadas de significado.

Qual das seguintes alternativas descreve adequadamente o nível de leitura exemplificado acima?
Alternativas
Q2203831 Pedagogia
A leitura não deveria ser encarada como uma obrigação escolar, nem deveria ser selecionada, vamos dizer, na base do que ela tem de ensinamento, do que ela tem de 'mensagem'. A leitura deveria ser posta na escola como educação artística, ela devia posta na escola como uma atividade e não como uma lição, como uma aula, como uma tarefa. O texto não devia ser usado, por exemplo, para a aula de gramática, a não ser que fosse de uma maneira muito criativa, muito viva, muito engraçada, muito interessante, porque se assim não for faz com que a leitura fique parecendo uma obrigação, fique parecendo uma tarefa e aquela velha frase de Monteiro Lobato - 'É capaz de vacinar a criança contra a leitura para sempre'.
(ROCHA, Ruth. Pra não vacinar a criança contra a leitura. Leitura: teoria & prática, v. 2, p. 3- 10, out. 1983.)
(https://novaescola.org.br/conteudo/2605/literatura-do1-ao-5-ano-ajude-os-alunos-a-ler-com-autonomia)

Considerando o conteúdo do enunciado e a visão dos teóricos educacionais da "Nova Escola" sobre a "Literatura Infantil - 1º ao 5º ano", julgue as assertivas com V(Verdadeiro) ou F(Falso):

(__)A "Literatura Infantil - 1º ao 5º ano" nos anos iniciais do Ensino Fundamental deve ser apresentada resumidamente, para que não cause espanto no aluno, evitando-se a perda do interesse enquanto leitor, iniciando seu desenvolvimento.
(__)Para que o aluno inicie a construção de sua autonomia como leitor, é importante intercalar a leitura feita pelo professor com momentos em que todos devem ler sozinhos, tanto na escola quanto na cada deles, entendendo-se a extensão da tarefa de exercitar a leitura no ambiente familiar.
(__)O início do Ensino Fundamental é essencial para os alunos desenvolverem autonomia e continuarem seu percurso para se tornar leitores, nesta etapa, o melhor é estimular a troca de livros e de opiniões sobre o que se lê.
(__)Nos anos iniciais do Ensino Fundamental é que o aluno começa a construir sua autonomia como leitor.

Marque a alternativa com a opção correta. 
Alternativas
Q2191537 Pedagogia
O papel fundamental do educador diante dos maus-tratos é amplamente discutido e reconhecido pela literatura científica. Em relação à postura do educador nessas situações, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2191394 Pedagogia
Na obra A psicogênese da língua escrita, Ferreiro e Teberosky (1999) pretendem demonstrar que a aprendizagem da leitura, entendida como questionamento a respeito da natureza, função e valor deste objeto cultural, que é a escrita, inicia-se muito antes do que a escola imagina. As autoras argumentam que a leitura e a escrita são formas variantes ou alternativas da mesma língua e, por isso,
Alternativas
Respostas
81: B
82: C
83: C
84: E
85: B
86: A
87: D
88: C
89: D
90: A
91: A
92: A
93: D
94: C
95: C
96: C
97: D
98: B
99: D
100: B