Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa em pedagogia
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I. As escolas desempenham um papel importante no processo de formação de leitores. Há escolas que fazem um esforço para formar leitores literários perenes, enquanto outras usam a literatura para atender esta ou aquela atividade que visa diretamente ao aprendizado escolar. II. Pela leitura, o leitor, ao entrar em contato com o mundo da literatura, com a grande variedade de temas, obras e escritores, estará experienciando o conhecer a si mesmo e o outro, com a construção de outras visões da realidade. III. O professor mediador potencializa a aquisição da prática de leitura e da formação do leitor literário na sala de aula. Para que a leitura alcance o seu potencial transformador e humanizador, faz-se necessário promover a formação de um leitor-fruidor. IV. O professor, para atuar como um mediador de leitura em sala de aula, precisa ser leitor, falar sobre sua experiência como leitor, criar e utilizar estratégias de leitura, potencializar a prática e o gosto pelo ato de ler. Se as relações do professor com os livros forem débeis, grandes serão as chances de que a sua atuação não favoreça a formação de leitores.
Fonte: DALVI, M. A.; REZENDE, N. L. de; JOVER-FALEIROS, R. Leitura de Literatura na Escola. São Paulo: Parábola, 2013. (adaptado). Fonte: SANTOS, F. dos; NETO, J. C. M.; RÖSING, T. M. K. Mediação de leitura: discussões e alternativas para a formação de leitores. São Paulo: Global, 2009.
Sobre a formação do leitor literário, assinale a alternativa CORRETA.
Coluna 1
1. Prática de ensino de gramática contextualizada. 2. Gramática descritiva. 3. Gramática internalizada. 4. Gramática normativa. 5. Prática de ensino de gramática na perspectiva analítico-reflexiva.
Coluna 2
( ) Descreve a língua num dado momento histórico em função da explicitação de formas legitimadas de uso da língua, que é considerada um sistema de códigos. Compromete-se com a descrição de regras e conceitos, resultando em um trabalho com metalinguagens. ( ) Exclui a possibilidade de aulas meramente expositivas, arraigadas de metalinguagens, desenvolve atividades que provocam os estudantes, estimulando-os rumo à descoberta de sentidos textuais a partir de análises dos elementos linguísticos, refletindo sobre a língua em usos concretos (concepção de linguagem enquanto interação). ( ) Descreve a estrutura e funcionamento da língua, de sua forma e função, sem interesses prescritivos. ( ) Usa o texto como referência para análises gramaticais convencionais, do tipo: retire os substantivos do texto; analise morfológica e sintaticamente a última frase do texto; leia o poema e sublinhe os verbos transitivos, etc. ( ) Refere-se ao conjunto das regras que o falante de fato aprendeu e das quais lança mão ao falar.
Fonte: TRAVAGLIA, L. C. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2009. (adaptado). Fonte: SILVA, W. R.; ANDRADE, A. A.; BATISTA-SANTOS, D. O. Estudo do verbo em livros didáticos: excesso permanente de metalinguagens para crianças. Periódico Horizontes – USF, Itatiba, v. 39 n. 1 (2021), p. 1-26. Disponível em: https://revistahorizontes.usf.edu.br/horizontes/article/view/1028/533. Acesso em: 12 jul. 2024. (adaptado).
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA, de cima para baixo.
I. O Eixo da Análise Linguística/Semiótica envolve os procedimentos e estratégias (meta)cognitivas de análise e avaliação consciente, durante os processos de leitura e de produção de textos (orais, escritos e multissemióticos), das materialidades dos textos, responsáveis por seus efeitos de sentido. II. O Eixo da Leitura refere-se às práticas de linguagem voltadas à interação e à autoria (individual ou coletiva) do texto escrito, oral e multissemiótico, com diferentes finalidades e projetos enunciativos. O tratamento das práticas de leitura compreende dimensões inter-relacionadas às práticas de uso e reflexão, como: dialogia e relação entre textos; construção da textualidade; aspectos notacionais e gramaticais; estratégias de produção etc. III. O Eixo da Oralidade envolve as práticas de linguagem que ocorrem em situação oral com ou sem contato face a face, como aula dialogada, webconferência, mensagem gravada, spot de campanha, jingle, seminário, debate, dentre outras. IV. O trabalho com a variedade linguística, nos anos finais do ensino fundamental, em todos os campos de atuação (artístico-literário; das práticas de estudo e pesquisa; jornalísticomidiático; de atuação na vida pública), envolve o conhecimento de algumas das variedades linguísticas do português do Brasil e suas diferenças fonológicas, prosódicas, lexicais e sintáticas, avaliando seus efeitos semânticos.
Fonte: TOCANTINS. Documento Curricular do Tocantins. Linguagens. Ensino Fundamental. Palmas: Seduc, 2019.
A respeito dessas afirmações, assinale a alternativa CORRETA.
Esses gêneros textuais estão previstos em qual campo de atuação?
I. Reconhecer a língua como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.
II. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequado à situação comunicativa, ao interlocutor e ao gênero textual.
III. Demonstrar atitude respeitosa diante de variedades linguísticas, rejeitando preconceitos linguísticos.
IV. Analisar argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.
Estão corretas as competências
Em um diagnóstico de aprendizagem, o analista curricular precisa identificar a natureza das dificuldades de uso da Língua Portuguesa.
Nesse contexto, relacione a COLUNA I à COLUNA II, associando os conceitos apresentados no texto com as suas respectivas descrições.
COLUNA I
1. Fenômeno cultural
2. Variação linguística
3. Identidade linguística
COLUNA II
A. Refere-se à compreensão da língua como uma expressão das tradições, crenças e valores de uma sociedade.
B. Reconhece a diversidade de formas de expressão dentro de uma língua, influenciada por fatores geográficos, sociais e históricos.
C. Envolve a maneira como os falantes se identificam com sua língua, refletindo sua relação pessoal e coletiva com ela.
Assinale a alternativa que associa corretamente cada conceito à sua descrição correspondente.
Conduzido por um analista curricular da Língua Portuguesa, o trabalho foi construído apresentando um elenco de três regras gramaticais acerca da regência e pedindo que cada uma delas fosse classificada.
Diante disso, analise as regras a seguir.
I. No sentido de fazer ou realizar algo, o verbo “proceder” admite dois empregos, de acordo com a norma-padrão: “proceder a busca” e “proceder à busca”, sem alteração de sentido.
II. O verbo “assistir” permite duas regências: quando se assiste ao vídeo e quando se assiste o paciente enfermo.
III. Ao assinar um determinado documento, pode-se usar o verbo “visar” em substituição ao “assinar”. Já para desejar algo, o verbo “visar” também pode ser usado desde que junto de uma preposição.
Dessa forma e de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, estão corretas as regras previstas em
“A língua ou idioma é um sistema de signos, conjunto de regras e normas formado ao longo da história de um povo, que serve justamente para que as pessoas de determinado lugar, país ou região possam se comunicar bem. A língua possui uma dimensão coletiva, social, histórica, existindo antes do nascimento de qualquer indivíduo, em razão disso não permite mudanças arbitrárias. No entanto, vale lembrar que as línguas são dinâmicas, com o passar dos anos elas vão também se modificando para melhor atender aos seus falantes. Por último, a fala é algo estritamente individual, é a maneira peculiar de cada indivíduo utilizar a própria língua. Está relacionada, intimamente, com o lugar social em que as pessoas estão inseridas.”
Considerando as informações apresentadas nesse trecho, analise as afirmativas a seguir:
I. A língua não pode sofrer modificações ao longo do tempo porque é um sistema de signos estático e imutável.
II. A fala é uma manifestação individual da língua, refletindo as particularidades de cada indivíduo.
III. A língua existe antes do nascimento de qualquer indivíduo, sendo um fenômeno coletivo e social.
IV. A língua pode ser modificada de forma arbitrária pelos indivíduos para melhor atender às suas necessidades comunicativas.
Estão corretas as afirmativas
Assinale a alternativa que apresenta corretamente aspectos relacionados aos instrumentos adotados por esse monitoramento.
Segundo Marcuschi (2001, p. 21), “a fala é uma atividade muito mais central do que a escrita no dia a dia da maioria das pessoas. Contudo, as instituições escolares dão à fala atenção quase inversa à sua centralidade na relação com a escrita”.
Sobre o ensino da oralidade nas aulas de Língua Portuguesa, julgue como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
I. Os documentos orientadores curriculares publicados pelo MEC nas últimas duas décadas preveem apenas o ensino da linguagem escrita nas aulas de Língua Portuguesa.
II. O ensino da linguagem oral não pode tomar como base o construto teórico “gêneros discursivos”, uma vez que estes só se aplicam aos discursos que circulam por escrito, como nos gêneros romance, notícia, e-mail, bula de remédio, etc.
III. A morfossintaxe da oralidade na norma culta e da escrita na norma culta é a mesma, não havendo, portanto, necessidade de trabalhar, em sala de aula, com particularidades sintagmáticas ou paradigmáticas de cada um desses registros.
A sequência CORRETA é:
Fonte: MARCUSCHI, L. A. Oralidade e ensino de língua: uma questão pouco “falada”. In: DIONÍSIO, A. P.; BEZERRA, M. A. (Orgs.). O livro didático de português: múltiplos olhares. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001. p. 19-34.
O ensino de Língua Portuguesa por meio de gêneros discursivos vem ganhando espaço em diferentes propostas curriculares para a Educação Básica no Brasil nas últimas décadas. Entre outros referenciais importantes que embasam tais propostas, destacam-se as postulações de Dolz e Schneuwly (2004, p. 7), para quem os gêneros “constituem o instrumento de mediação de toda estratégia de ensino e o material de trabalho, necessário e inesgotável, para o ensino da textualidade.”
Uma proposta de ensino de Língua Portuguesa por meio de gêneros discursivos está epistemológica e metodologicamente mais alinhada com qual concepção de linguagem?
Fonte: DOLZ, J.; SCHNEUWLY, B. Gêneros e progressão em expressão oral e escrita. Elementos para reflexões sobre uma experiência suíça (francófona). In: Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004.
Procedimentos e estratégias metacognitivas estão relacionados com a estruturação da ação para a formação de leitores e autores de seus próprios textos que sejam efetivamente proficientes nessas atividades. Alguns exemplos dessas atividades foram descritos abaixo. No entanto, uma dessas alternativas foi mal elaborada, assinale-a:
Para desenvolver o comportamento leitor, é suficiente memorizar e recitar textos literários, sem a necessidade de compreender ou interpretar as conexões entre o texto e o mundo ao redor.
Para promover a fluência leitora em sala de aula, é fundamental que o professor ensine estratégias de leitura que ajudem os alunos a compreender o contexto de produção do texto, selecionar pistas interpretativas e levantar hipóteses sobre o que vai acontecer. Além disso, deve-se analisar os resultados das avaliações de fluência leitora e planejar atividades específicas para os diferentes perfis de leitores, como o pré-leitor, o leitor iniciante e o leitor fluente, visando o avanço de toda a turma.
A exclusão da literatura do currículo escolar não impacta negativamente o desenvolvimento do comportamento leitor, visto que textos técnicos e informativos são suficientes para formar leitores críticos e proficientes.
A estratégia de leitura chamada "escaneamento", que envolve a leitura rápida de um texto para localizar informações específicas, é menos eficaz no desenvolvimento da compreensão textual em alunos do Ensino Fundamental do que a leitura detalhada e atenta de todo o texto.
A produção para aprofundamento em textos orais e escritos envolve um processo que encoraja o estudante a selecionar e explorar um gênero textual em detalhe ao longo de um período extenso, visando não apenas à familiaridade com o gênero, mas também um entendimento profundo das práticas sociais associadas a ele.
Incentivar apenas a correção gramatical e ortográfica dos textos dos alunos é suficiente para o desenvolvimento do comportamento escritor, sem necessidade de se preocupar com a exposição dos alunos a diferentes modelos de textos.
Na produção por frequentação, os alunos trabalham com gêneros discursivos que já conhecem, utilizando sua experiência prévia para escrever bilhetes, convites ou outros textos, precisando apenas de orientação básica do professor para organizar suas ideias e estruturar seus textos.