Questões de Concurso Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa  em pedagogia

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Q4148772 Pedagogia
No processo de alfabetização sob a ótica da análise linguística e semiótica proposta pela BNCC, a transição da consciência fonológica para a apropriação do sistema ortográfico exige que o estudante compreenda a natureza não biunívoca da língua portuguesa. Diante de uma situação em que um aluno, em fase de consolidação da escrita, grafa a palavra EXCEÇÃO como ECEÇÃO e a palavra CASA como CAZA, assinale a alternativa que apresenta a correta avaliação pedagógica sobre a lógica fonológica e ortográfica aplicada pelo discente.
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Q4148768 Pedagogia
Durante a leitura de um texto literário do século XIX, estudantes do Ensino Médio questionam determinadas construções linguísticas e formas de tratamento distintas das empregadas na contemporaneidade. Considerando o trabalho com variação diacrônica no ensino de língua materna, assinale a alternativa que apresenta abordagem pedagógica coerente com os estudos linguísticos atuais.
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Q4148767 Pedagogia
Em uma aula de Língua Portuguesa do Ensino Médio, ao analisar letras de canções regionais brasileiras, um docente propõe a reflexão sobre o conceito de adequação linguística em diferentes práticas sociais de comunicação. Considerando os pressupostos da sociolinguística no ensino de língua materna, assinale a alternativa que apresenta encaminhamento metodológico compatível com o desenvolvimento da competência comunicativa dos estudantes. 
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Q4148759 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular e os Novos Paradigmas do Ensino de Língua Portuguesa


    A implementação da Base Nacional Comum Curricular estabeleceu um marco regulatório essencial para a reestruturação do ensino de Língua Portuguesa nas instituições escolares brasileiras. O documento propõe uma organização curricular fundamentada na centralidade do texto como unidade de trabalho, orientando as práticas pedagógicas para o desenvolvimento de competências que transcendem a mera decodificação linguística. Nesse cenário, o ensino da língua deixa de focar exclusivamente em nomenclaturas gramaticais isoladas para priorizar o uso da linguagem em situações sociais reais, reconhecendo a diversidade de práticas de linguagem que constituem a vida contemporânea.


    No contexto da BNCC, a concepção de ensino está pautada no multiletramento, o que exige a inclusão de produções que circulam tanto em meios impressos quanto em plataformas digitais. A proposta curricular organiza o componente de Língua Portuguesa em campos de atuação social, como o campo artístico literário, o campo das práticas de estudo e pesquisa e o campo jornalístico midiático. Essa estruturação visa garantir que o estudante desenvolva habilidades integradas de leitura, escrita, oralidade e análise linguística, permitindo uma compreensão crítica dos discursos que circulam na sociedade.


    O trabalho com gêneros e tipos textuais assume papel preponderante na produção de texto, uma vez que a escrita é compreendida como um processo dialógico e situado. Em vez de exercícios de redação puramente escolares e descontextualizados, o foco recai sobre a produção de gêneros que possuem finalidades comunicativas claras, como o artigo de opinião, o ensaio e a reportagem multimídia. A distinção entre tipos textuais, como a narração e a argumentação, e os gêneros textuais propriamente ditos é fundamental para que os alunos dominem as regularidades linguísticas e estruturais necessárias para cada esfera de comunicação.


    No âmbito da leitura e compreensão de textos, o papel do professor consiste em mediar a construção de sentidos por meio de estratégias de ensino diversificadas. A leitura não é vista como um ato passivo de recepção, mas como uma atividade cognitiva complexa que envolve a mobilização de conhecimentos prévios, a realização de inferências e a análise de marcas ideológicas presentes nos textos. Para alcançar esses objetivos, o docente deve fomentar práticas que possibilitem ao estudante identificar diferentes vozes sociais e reconhecer a intertextualidade como recurso de ampliação da percepção crítica.


    As estratégias de ensino voltadas para a compreensão textual devem contemplar o desenvolvimento de procedimentos que auxiliem o aluno na localização de informações explícitas e implícitas. Isso inclui o ensino explícito de técnicas de sumarização, a identificação da tese central em textos argumentativos e a análise dos recursos persuasivos utilizados pelo autor. Tais habilidades são fundamentais para que o educando consiga interpretar não apenas o que está dito na superfície do texto, mas também os pressupostos e subentendidos que orientam a intenção comunicativa.


    Paralelamente, a produção de texto na perspectiva da Base Nacional exige que o estudante seja capaz de planejar, escrever, revisar e reescrever suas próprias produções com autonomia. O processo de revisão deixa de ser uma tarefa punitiva realizada pelo professor e passa a ser uma etapa constituinte da escrita profissional e acadêmica, focada no aprimoramento da coesão, da coerência e da adequação ao gênero proposto. Dessa forma, o aluno aprende que a clareza e a eficácia de um texto dependem da reflexão constante sobre as escolhas linguísticas realizadas durante o ato de escrever.


    Portanto, a articulação entre as diretrizes da BNCC e as práticas de sala de aula requer uma mudança de postura metodológica que valorize a ação reflexiva do sujeito sobre a linguagem. Somente por meio de um ensino que integre leitura e produção de texto de forma contextualizada será possível formar cidadãos capazes de atuar de maneira ética e protagonista nas diversas instâncias sociais. O fortalecimento dessas competências linguísticas é, em última análise, o pilar que sustenta a democratização do conhecimento e o exercício pleno da cidadania nas sociedades democráticas contemporâneas.


BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018/ ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003/ MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção de texto, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
Ao discutir a produção textual no ambiente escolar, o autor problematiza práticas pedagógicas tradicionalmente associadas ao ensino da redação. Nesse contexto, assinale a alternativa que traduz adequadamente a perspectiva defendida pelo texto. 
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Q4145754 Pedagogia

O trabalho com gêneros textuais orais e escritos contribui para o desenvolvimento das práticas de linguagem na educação básica, favorecendo a participação dos estudantes em diferentes situações comunicativas. Considerando os pressupostos relacionados aos gêneros textuais, analise as assertivas.



I.Os gêneros textuais relacionam-se às diferentes práticas sociais de comunicação presentes na sociedade.


II.O trabalho pedagógico com gêneros textuais pode favorecer o desenvolvimento da leitura, da oralidade e da produção escrita.


III.Os textos utilizados em sala de aula devem apresentar estruturas padronizadas independentemente das finalidades comunicativas envolvidas.


IV.O ensino dos gêneros textuais pode considerar contexto de circulação, interlocutores e objetivos comunicativos dos textos.


V.As práticas de oralidade desenvolvidas na escola podem envolver diferentes gêneros presentes nas interações sociais cotidianas.



É CORRETO o que se afirma em:

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Q4145750 Pedagogia

Uma professora observou que os estudantes demonstravam dificuldades para interpretar textos, argumentar oralmente e produzir registros escritos coerentes em diferentes situações de aprendizagem. Durante o planejamento coletivo, a equipe pedagógica discutiu estratégias voltadas à ampliação das práticas de linguagem desenvolvidas no cotidiano escolar.


Diante da situação apresentada, qual encaminhamento pedagógico é correto? 

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Q4145744 Pedagogia

Após reestruturação do planejamento pedagógico em uma turma de 2º ano do ensino fundamental, foram incluídas atividades com listas, convites, bilhetes, histórias em quadrinhos e pequenos anúncios presentes no cotidiano das crianças.


Considerando os pressupostos relacionados à alfabetização e ao letramento, é CORRETO afirmar que a prática desenvolvida pela professora:

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Q4138752 Pedagogia
Leia o texto a seguir.
A criminalização do abuso sexual a partir do Código Penal e do ECA

O Código Penal, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente, criminaliza diversas condutas cometidas contra a criança e adolescente. O delito de abuso está tipificado no artigo 217-A do Código Penal e diz que: – Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena — reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos, este crime qualifica Estupro de Vulnerável. Já o artigo 213 – Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Pena – reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. E o artigo 218 – Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. (BRASIL. Código Penal Brasileiro/1940).
Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-criminalizacao-do-abusosexual-a-partir-do-codigo-penal-e-do-eca/1872493559. Acesso em: 10 jan. 2026.

Do ponto de vista do discurso legal, o texto jurídico deve seguir padrões organizacionais, tais como 
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Q4137364 Pedagogia
Nos documentos curriculares atuais, a Análise Linguística (AL) é entendida como um eixo de ensino que deve ser realizado de forma reflexiva e contextualizada. Essa prática se opõe à concepção tradicional de ensino da língua que dissocia o estudo da gramática do uso real da língua, transformando-o em um fim em si mesmo. Considerando a perspectiva funcional e reflexiva da Análise Linguística (AL) nas aulas de Língua Portuguesa, o objetivo principal dessa prática pedagógica é
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Q4137363 Pedagogia
Magda Soares é uma autora brasileira que critica a concepção tradicional de alfabetização. Para a autora, essa ideia produz um ensino mecânico e ineficaz, pois a escrita é sempre uma prática social, e não uma tecnologia neutra. Nessa perspectiva, a falha do modelo tradicional de ensino do português reside em não tratar o domínio da escrita como
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Q4137358 Pedagogia
Leia os textos a seguir.
É enorme o progresso que tem sido feito nos últimos cinquenta anos e hoje sabemos muito mais sobre o que as crianças fazem quando adquirem uma língua. Temos hoje formas cada vez mais sofisticadas de testar o conhecimento linguístico e não linguístico disponível às crianças desde a mais tenra idade.
QUADROS, Ronice Müller de; FINGER, Ingrid. As teorias de aquisição da linguagem. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2013.
Costuma-se acreditar que aquisição e aprendizagem são dois processos distintos. Enquanto o primeiro seria um processo natural, espontâneo, o segundo dependeria de uma intervenção planejada, com base em métodos específicos. Assim, o professor assume o papel de um transmissor de conteúdos pré-selecionados e organizados.
SALEH, Pascoalina Bailon de Oliveira. Aquisição de linguagem e ensino de língua materna: um lugar para a subjetividade. Disponível em: Uniletras, Ponta Grossa, v. 30, n. 1, p. 157-172, jan./jun. 2008. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/uniletras/article/view/192/190. Acesso em: 28 nov. 2025.
Os documentos oficiais para o ensino de língua portuguesa estão assentados em uma perspectiva de língua/linguagem que é diametralmente oposta à concepção que coloca o professor como transmissor da língua a ser aprendida pelo aluno. Embora rechaçada pelas modernas teorias linguísticas, a perspectiva aquisicional da linguagem que ainda se faz presente nas salas de aula voltada para o ensino de língua é
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Q4137357 Pedagogia
Leia os textos a seguir.
As pesquisas em leitura, principalmente na área da psicologia e da psicolinguística, são unânimes em afirmar que, na leitura proficiente, as palavras são lidas não letra por letra ou sílaba por sílaba, mas como um todo não analisado, isto é, por reconhecimento instantâneo e não por processamento analítico-sintético.
KATO, Mary. O aprendizado da leitura. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
Leitura é uma atividade interativa altamente complexa de produção de sentidos, que se realiza com base na relação entre o conhecimento que o leitor traz armazenado na memória e as informações veiculadas no texto.
KOCH, I. V.; ELIAS, V. Escrever e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2009.
Acerca da atividade de leitura, os textos concebem que a leitura proficiente é dada pela combinação do reconhecimento holístico da palavra com a interação entre texto e leitor. Dentre as diversas estratégias a serem mobilizadas para aumentar a competência leitora dos alunos, o professor de língua portuguesa pode priorizar
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Q4137356 Pedagogia
Em oposição à perspectiva pedagógica tradicional do ensino de língua portuguesa, a qual ignora o papel dos fatores socioculturais no comportamento linguístico do falante, assim como ignora fatores de ordem histórica, o ensino produtivo da língua deve levar o aluno a compreender a realidade holística do seu idioma. Assim, mais do que ensinar a metalinguagem, é necessário que o aluno compreenda que há
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Q4137355 Pedagogia
Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4

A importância e o valor dos usos da linguagem são determinados historicamente segundo as demandas sociais de cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leitura e de escrita diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais até há bem pouco tempo e tudo indica que essa exigência tende a ser crescente. A necessidade de atender a essa demanda obriga à revisão substantiva dos métodos de ensino e à constituição de práticas que possibilitem ao aluno ampliar sua competência discursiva na interlocução. Nessa perspectiva, não é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino as que decorrem de uma análise de estratos letras/fonemas, sílabas, palavras, sintagmas, frases que, descontextualizados, são normalmente tomados como exemplos de estudo gramatical e pouco têm a ver com a competência discursiva. Dentro desse marco, a unidade básica do ensino só pode ser o texto.

BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental. Língua Portuguesa. Brasília, 1998, p. 23.
O texto 4 direciona para uma revisão metodológica do ensino da língua portuguesa, de modo que o ensino do idioma se afaste do estudo de unidades descontextualizadas em favor do texto como unidade básica de comunicação. Esse direcionamento, que possui alinhamento com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), tem como meta
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Q4137354 Pedagogia
Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4

A importância e o valor dos usos da linguagem são determinados historicamente segundo as demandas sociais de cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leitura e de escrita diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais até há bem pouco tempo e tudo indica que essa exigência tende a ser crescente. A necessidade de atender a essa demanda obriga à revisão substantiva dos métodos de ensino e à constituição de práticas que possibilitem ao aluno ampliar sua competência discursiva na interlocução. Nessa perspectiva, não é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino as que decorrem de uma análise de estratos letras/fonemas, sílabas, palavras, sintagmas, frases que, descontextualizados, são normalmente tomados como exemplos de estudo gramatical e pouco têm a ver com a competência discursiva. Dentro desse marco, a unidade básica do ensino só pode ser o texto.

BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental. Língua Portuguesa. Brasília, 1998, p. 23.
O Texto 4, ao direcionar para a ampliação da competência discursiva do aluno e para a adoção do texto como unidade básica do ensino, alinha-se à concepção sociointeracionista de linguagem. Nessa perspectiva, o instrumento pedagógico que permite ao aluno agir socialmente, dominando as condições de produção e circulação dos enunciados na interlocução, é de
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Q4137352 Pedagogia
Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3

Muitas e urgentes são as razões sociais que justificam o empenho da escola por um ensino da língua cada vez mais útil e contextualmente significativo. Sabemos quanto a incompetência atribuída à escola está ligada a conflitos com a linguagem (cf. Soares, 1987), a percepções distorcidas e míticas acerca do que seja o fenômeno linguístico (cf. Bagno, 1999, 2000). Sabemos quanto nos aflige a seletividade, a manutenção da estrutura de classes e a reprodução da força de trabalho (cf. Carraher, 1986) que, incondicionalmente, decorrem também dessa incompetência e dessas distorções. Sabemos que a educação escolar é um processo social, com nítida e incontestável função política, com desdobramentos sérios e decisivos para o desenvolvimento global das pessoas e da sociedade. Sentimos na pele que não dá mais para "tolerar" uma escola que, por vezes, nem sequer alfabetiza (principalmente os mais pobres) ou que, alfabetizando, não forma leitores nem pessoas capazes de expressar-se por escrito, coerente e relevantemente, para, assumindo a palavra, serem autores de uma nova ordem das coisas. É, pois, um ato de cidadania, de civilidade da maior pertinência, que aceitemos, ativamente e com determinação, o desafio de rever e de reorientar a nossa prática de ensino da língua.

ANTUNES, Irandé. Refletindo sobre a prática da aula de português. In ANTUNES, Irandé Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola, 2003.
À luz das teorias contemporâneas de ensino de língua portuguesa, a crítica que está presente no Texto 3 refere-se à predominância, em sala de aula, de uma prática pedagógica que reduz a língua à concepção de gramática
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Q4137351 Pedagogia
Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3

Muitas e urgentes são as razões sociais que justificam o empenho da escola por um ensino da língua cada vez mais útil e contextualmente significativo. Sabemos quanto a incompetência atribuída à escola está ligada a conflitos com a linguagem (cf. Soares, 1987), a percepções distorcidas e míticas acerca do que seja o fenômeno linguístico (cf. Bagno, 1999, 2000). Sabemos quanto nos aflige a seletividade, a manutenção da estrutura de classes e a reprodução da força de trabalho (cf. Carraher, 1986) que, incondicionalmente, decorrem também dessa incompetência e dessas distorções. Sabemos que a educação escolar é um processo social, com nítida e incontestável função política, com desdobramentos sérios e decisivos para o desenvolvimento global das pessoas e da sociedade. Sentimos na pele que não dá mais para "tolerar" uma escola que, por vezes, nem sequer alfabetiza (principalmente os mais pobres) ou que, alfabetizando, não forma leitores nem pessoas capazes de expressar-se por escrito, coerente e relevantemente, para, assumindo a palavra, serem autores de uma nova ordem das coisas. É, pois, um ato de cidadania, de civilidade da maior pertinência, que aceitemos, ativamente e com determinação, o desafio de rever e de reorientar a nossa prática de ensino da língua.

ANTUNES, Irandé. Refletindo sobre a prática da aula de português. In ANTUNES, Irandé Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola, 2003.
Ao defender que o ensino da língua deve formar pessoas capazes de assumir a palavra para atuarem como autores de uma nova ordem das coisas, o texto permite inferir uma crítica ao ensino tradicional de língua. Assim, para atender aos objetivos de cidadania e função política citados no texto, o trabalho do professor de língua portuguesa deve fundamentar-se na concepção de linguagem como
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Q4134502 Pedagogia
As orientações curriculares para o ensino de História no Ensino Fundamental destacam a importância da análise de diferentes experiências humanas no tempo e da compreensão das relações entre sociedade, memória e cultura. Nesse contexto, o trabalho pedagógico busca desenvolver habilidades relacionadas à interpretação crítica e ao reconhecimento da diversidade de sujeitos históricos. Considerando especificamente práticas pedagógicas coerentes com a BNCC, é correto afirmar que: 
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Q4133521 Pedagogia
Uma professora de 1.º ano do Ensino Fundamental I, ao analisar as produções escritas de seus alunos, observa que João escreve a palavra GATO como "GATU", utilizando sistematicamente uma letra para cada sílaba percebida, com correspondência sonora reconhecível. Rafael, por sua vez, já diferencia letras de sílabas e escreve "GAATO", buscando representar os sons de maneira mais precisa, mas ainda sem domínio pleno das convenções ortográficas. Com base nas hipóteses da psicogênese da língua escrita de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, a análise precisa sobre os níveis de escrita evidenciados por João e Rafael, respectivamente, é:
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Q4129772 Pedagogia
Sobre os processos de Alfabetização e Letramento, a expressão "alfabetizar letrando" significa de forma CORRETA:
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Respostas
41: B
42: A
43: B
44: C
45: B
46: B
47: B
48: A
49: D
50: B
51: C
52: A
53: D
54: B
55: D
56: D
57: C
58: A
59: B
60: C