Questões de Concurso Sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia

Foram encontradas 58.634 questões

Q3551429 Pedagogia
Recepcionar o aluno com deficiência na sala de aula não significa somente inclusão, há necessidade do preparo do docente para conhecer o tipo de deficiência e o histórico de vida do aluno, sua relação com seus familiares e vice-versa, e o relacionamento entre os colegas de sala. Sobre o tema, analise os itens a seguir:
I. É necessário conscientizar as demais crianças sobre a importância do respeito, da empatia e do acolhimento.
II. É necessário incentivar a participação de todos os alunos nas atividades escolares e sociais.
III. É preciso ter um trabalho em equipe entre professores, especialistas em educação inclusiva e outros profissionais para proporcionar um ambiente de apoio.

Mediante a análise dos itens acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3551428 Pedagogia
Grande parte da nossa comunicação não é verbal e, seu tom de voz, comunica mais do que suas palavras. A expressão em nosso rosto informa o que sentimos, mas a voz e a comunicação educam. Ao falar com as crianças, o seu tom de voz é o mais importante, pois é o canal que serve para educar, orientar, validar e se conectar com elas. Sobre o assunto, tom de voz e modos de fala com a criança, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3551414 Pedagogia
A educação à saúde vem sendo implantada no início da fase de aprendizagem, visando à promoção, à manutenção e à recuperação da saúde, pois é na idade pré-escolar que há maior assimilação de informações. As ações educativas e preventivas devem ser incorporadas aos hábitos das crianças de modo que elas sejam aptas para repassar o conhecimento (SANCHEZ, 2010). Por meio das brincadeiras, a criança vai construindo sua identidade e autonomia quanto à higiene e aos cuidados com o seu corpinho. Sobre o tema higiene, o agente de apoio ao desenvolvimento escolar especial, enquanto estiver na sala de aula com seus estudantes, deve orientar as crianças
Alternativas
Q3551181 Pedagogia
Sobre o Projeto Político-Pedagógico, analise as afirmativas a seguir.
I- O Projeto Político-Pedagógico busca superar conflitos e rejeitar relações competitivas, corporativas e autoritárias, promovendo uma mudança na rotina interna da instituição.
II- O Projeto Político-Pedagógico se relaciona com a organização da escola como um todo e com a organização da sala de aula, objetivando uma visão abrangente e integrada da educação.
III- O Projeto Político-Pedagógico e o currículo escolar são documentos que devem estar em consonância, influenciando as relações escolares e refletindo os valores e ações dos agentes educacionais.
IV- O Projeto Político-Pedagógico é um documento de curto prazo, rígido em sua formulação, que não permite revisões ou mudanças ao longo do tempo, refletindo apenas as decisões políticas da instituição.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3551102 Pedagogia
A seguir, apresenta-se um dilema que norteia a semana na sala de aula da estudante Maria.
Na classe de Maria, os estudantes têm diferentes encargos que se alternam semanalmente. Uma semana têm de apagar o quadro de giz ou distribuir merenda ou regar as plantas. Essa semana, cabe a Maria dar de comer aos animais do viveiro. Na quinta-feira, a professora se dá conta de que a maioria dos animais está morta e pergunta o que foi que aconteceu. Maria sabe que os animais estão mortos porque ela se esqueceu de lhes dar comida. Quando a professora lhe pergunta, não sabe se fala ou não. a) O que você acha que Maria deve fazer? b) Que motivos pode ter para não falar? c) Por que motivos deverá falar?
Referente à tipologia do conteúdo, esse dilema apresentado no texto, refere-se a: 
Alternativas
Q3551101 Pedagogia
“É fundamental considerar as diferenças e a partir delas pensar e planejar uma intervenção pedagógica que contemple as funções daquilo que, institucionalmente, é a competência da Escola enquanto espaço da Educação (Vianna; Silva, 2014, p. 09). Sobre a inclusão escolar, observe a imagem a seguir:
Fonte: VIANA, C. R; SILVA, R. A. F. Uma sociedade que exclui e uma escola... Pacto Nacional pela Alfabetização na idade certa. Educação inclusiva. 1 Ed. Brasília. MEC/SEB, 2014.
Imagem associada para resolução da questão Disponível em: Santos, Camila Marafigo dos, Machado, Mércia Freire Rocha Cordeiro. “Educação inclusiva: do que estamos falando?”. Curitiba: Instituto Federal do Paraná, 2021. Acesso em: 25 jun. 2024.
Ao analisar a imagem e fazer a leitura da citação de Vianna e Silva (2014), considere as assertivas abaixo sobre o que uma educação inclusiva contempla:
I- Possibilitar a entrada do aluno com deficiência e aceitá-lo no espaço educativo.
II- Prover meios para sua permanência, ou seja, é proporcionar a igualdade de acesso e condições de estudo e conclusão.
III- Respeitar as características individuais, oferecendo estratégias didáticas compatíveis com suas necessidades, de forma que todos possam aproveitar o processo de forma equitativa.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3551100 Pedagogia
Ao longo da história, utilizaram-se vários termos para se referir à pessoa com deficiência. As terminologias foram se modificando e cada uma a seu tempo expressava o que se pensava a respeito desses indivíduos. Nesse interim, a terminologia atual utilizada é:
Alternativas
Q3551090 Pedagogia
O Planejamento é a principal ferramenta de trabalho do professor. É o fio condutor da ação educativa. Do conjunto de relações interativas necessárias para facilitar a aprendizagem, deduz-se uma série de funções dos professores, que tem como ponto de partida o próprio planejamento. Diante da importância do planejamento, indique dentre as assertivas a seguir qual a alternativa CORRETA que se refere à função dos docentes:
Fonte: Zabala, Antoni.A prática educativa: como ensinar / Antoni Zabala; trad. Ernãni E da F. Rosa - Porto Alegre: ArtM ed, 1998.
Alternativas
Q3551088 Pedagogia

O trabalho docente, sendo uma atividade intencional e planejada, requer estruturação e organização, a fim de que sejam atingidos os objetivos do ensino. A indicação de etapas do desenvolvimento das aulas não significa que todas as aulas devem seguir um esquema rígido. É importante assinalar que a estruturação da aula é um processo que implica criatividade e flexibilidade do professor. Observe e analise a imagem a seguir.


Imagem associada para resolução da questão

Fonte: Adaptação de esquema desenvolvido por L. Klingber, 1978). (Libaneo 2013)


Conforme Libaneo (2013), os passos didáticos são: preparação e introdução da matéria, tratamento didático da matéria nova; consolidação e aprimoramento dos conhecimentos e habilidades; aplicação; avaliação e controle. Tendo como pressuposto as etapas de desenvolvimento das aulas, é CORRETO afirmar que: Fonte: Libâneo. José Carlos – Didática (Capítulo 8: A aula como forma de organização do ensino) – 2. Ed. São Paulo: Cortez, 2013. 

Alternativas
Q3551054 Pedagogia
Vincent Tinto é um distinto professor universitário de sociologia na Escola de Educação da Universidade de Syracuse. Ele é um teórico notável no campo do ensino superior, particularmente no que diz respeito à retenção de alunos e às comunidades de aprendizagem (Wikipedia, 2024).
Em seus estudos, Tinto desenvolveu alguns modelos teóricos que buscam identificar os fatores que potencializam a permanência de estudantes no ensino superior, mitigando os riscos de evasão. No Modelo de Sala de Aula, Aprendizagem e Permanência, as experiências institucionais vivenciadas pelos estudantes ocorrem em dois sistemas:
Alternativas
Q3551052 Pedagogia
A aprendizagem colaborativa tem sido frequentemente defendida no meio acadêmico, pois se reconhece, nessa metodologia, o potencial de promover uma aprendizagem mais ativa. Em relação à aprendizagem colaborativa, analise as afirmações a seguir.

I. É reconhecida no ambiente universitário como um pilar para o desenvolvimento do estudante, porque os alunos relacionam o novo conhecimento com o que já sabem, criando conexões.
II. Nessa metodologia, defende-se que o conhecimento é construído socialmente, na interação entre pessoas, e não simplesmente pela transferência de informações do professor para o aluno.
III. Alguns pressupostos teóricos foram apresentados pelos psicólogos Jean Piaget e Lev Vygotsky, precursores do Construtivismo e do Sociointeracionismo.
IV. É uma estrutura de interação projetada para facilitar a realização de um objetivo ou produto final, sendo um processo mais direcionado e controlado pelo professor.

Das afirmações, estão corretas
Alternativas
Q3551045 Pedagogia
A educadora Amélia Hamze de Castro, colunista do Portal Brasil Escola, esclarece que a andragogia é a arte de ensinar aos adultos, que não são aprendizes sem experiência, pois o conhecimento vem da realidade (escola da vida). O aprendizado é factível e aplicável, e o aluno adulto busca desafios e soluções de problemas que farão diferença em suas vidas. Por isso, procura, na realidade acadêmica, ter êxito tanto profissional como pessoal. Assim, aprende melhor quando o assunto é de valor imediato. Na literatura, há diversas teorias de aprendizagem de adultos, como, por exemplo, as aprendizagens
Alternativas
Q3550957 Pedagogia
Considere o Texto 05 para responder à questão.
TEXTO 05
Abaixo seguem trechos de entrevistas feitas com crianças, acerca de suas concepções de Terra, após uma atividade sobre representações do planeta com massa de modelar e desenhos.

ESTUDANTE 01 (E1)
DOCENTE: E onde que ficaria a água aqui nessa... nessa representação de Terra?
E1: A maioria do espaço aqui teria água, a maioria...
DOCENTE: Aí aonde?
E1: Aqui dentro [e bate com a ponta do dedo na bola, que está em suas mãos, indicando o interior dela].
DOCENTE: Dentro?
E1: Dentro.
DOCENTE: Ó, tem uma redonda aqui que é oca... [diz isso apanhando uma das bolas maiores, que são ocas e divididas em duas calotas que podem ̂ ser separadas]. Essa aqui não é oca [diz segurando a bola anterior, que estava nas mãos de E1]. Então você vai escolher uma das duas. Essa aqui ela é toda maciça, e essa aqui ó, dá pra abrir [e abre a bola oca].
E1: Ah! Eu prefiro essa daqui. [Diz apanhando a bola oca já aberta.] [...]Aqui ó [E1 passa a mão por dentro de uma das calotas, em volta, mais na periferia] teria água. Aqui... [E1 mostra uma região mais ou menos no centro do interior da calota], quase aqui no centro teria terra.
DOCENTE: Aqui no centrinho vai ter terra?
E1: É.
DOCENTE: E onde que a gente está vivendo: fora, dentro?
E1: Dentro.

ESTUDANTE 02 (E2)
DOCENTE: Bom, quando você desenhou a Terra e fez na massa de modelar, você fez daquela maneira. [Aponta para as representações anteriores.] É igual a essa? [Aponta para a bola de isopor.]
E2: [Faz que não com a cabeça.]
DOCENTE: Qual que é a diferença?
E2: É que ali eu fiz a Terra assim [fazendo um gesto com a mão indicando que fez uma placa sobre a mesa] e aqui está uma bola.
DOCENTE: As duas são Terra?
E2: [Faz que sim com a cabeça.]
DOCENTE: Onde você mora, nessa ou naquela?
E2: Nessa. [Diz isso apontando de maneira dúbia, mais para a bola, mas também um pouco em direção à “Terra-chão”, a entrevistadora repete:]
DOCENTE: Nessa [aponta para a bola] ou naquela [aponta para a placa de massa de modelar]?
E2: Naquela. [Diz apontando para a placa.]
DOCENTE: Naquela lá, é?
E2: [confirma com a cabeça.]
DOCENTE: São diferentes as duas?
E2: [Faz que sim com a cabeça.]
DOCENTE: Tem mais de uma Terra?
E2: [Faz que sim com a cabeça, mas de maneira hesitante...]
DOCENTE: Tem quantas Terras?
E2: Duas.
DOCENTE: Essa e aquela?
E2: [Faz que sim.]
DOCENTE: E você mora naquela? [Aponta para a placa.]
E2: É.

ESTUDANTE 03 (E3)
E3: Posso fazer a lua redonda e aquela lua... [faz em gesto, com o dedo, sobre a mesa como se estivesse traçando uma Lua em forma de foice, já que não lembra o nome].
DOCENTE: Quantas luas são?
E3: [Faz um jeito de quem pensa, conta nos dedos e começa a responder:] Tem a lua cheia... [Novamente dá a impressão que E3 quer falar um nome, mas não lembra.]
DOCENTE: As luas são diferentes?
E3: Tem uma lua redonda e outra que... [Faz um gesto no ar indicando uma lua falcada.]

Fonte: (Adaptado) BISCH, S.M. Astronomia no ensino fundamental: Natureza e Conteúdo do Conhecimento de Estudantes e Professores. Tese apresentada à Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, como requisito parcial para a obtenção do título de Doutor em Educação. 1998.
A partir da relação do Texto 05 com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), é CORRETO afirmar que a habilidade necessária a ser desenvolvida no Estudante 1 para que sua percepção sobre a Terra fique CORRETA é: 
Alternativas
Q3550944 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece relação indissociável entre componente, ano/faixa, unidade temática e habilidades específicas que discentes devem desenvolver a partir da intervenção docente no ambiente escolar.
A partir deste contexto, em relação aos anos finais do Ensino Fundamental do componente de Ciências, analise as proposições abaixo.
I- Dentro da unidade temática “Matéria e Energia”, a habilidade de classificar como homogênea ou heterogênea a mistura de materiais como água e sal, por exemplo, refere-se ao desenvolvimento da capacidade de observar, reconhecer e categorizar misturas, de diferentes materiais conhecidos por discentes, em homogêneas ou heterogêneas, já que as misturas são formadas por dois ou mais materiais. Nessa fase escolar, o que permite distinguir as homogêneas das heterogêneas é o fato dos materiais que as compõem serem ou não perceptíveis.
II- No objeto de conhecimento “Programas e indicadores de saúde pública”, da unidade temática “Vida e Evolução”, situa-se o desenvolvimento de habilidade de argumentar que também requer identificar, reconhecer e compreender os micro-organismos (como parasitas, vírus e bactérias) e os mecanismos de defesa naturais e adquiridos do organismo humano, a fim de justificar a importância da vacina para a saúde pública nas questões individuais e coletivas, evidenciando as consequências na imunidade adquirida em comparação ao seu não uso.
III- Na elaboração do planejamento para os objetos de conhecimento “Sistema Sol, Terra e Lua” e “Clima”, espera-se a proposição de atividades, tais como simulações com modelos deste sistema que oportunizem o desenvolvimento discente da capacidade de representar, a partir da compreensão, descrever e ilustrar o movimento da Terra em torno de si mesma e o seu movimento em torno do Sol, destacando a posição do eixo da Terra durante o movimento, para que possa relacionar o movimento orbital da Terra e a exposição aos raios solares com as estações do ano.
IV- Os objetos de conhecimento “Mecanismos reprodutivos” e “Sexualidade” pressupõem o desenvolvimento da habilidade de analisar e explicar as transformações que ocorrem na puberdade considerando a atuação dos hormônios sexuais e do sistema nervoso. Para tanto, será necessário reconhecer e descrever a ação dos hormônios sobre o desenvolvimento e alterações de características no organismo, compreendendo, entre eles, o ciclo menstrual, o papel do sistema nervoso e das gônadas, além de suas implicações típicas na puberdade, enfatizando, portanto, o papel primordial das questões biológicas na definição do sexo e do gênero do indivíduo.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3550770 Pedagogia

Para responder à questão, leia o texto a seguir.


  Fonte: CABRAL, Ivan. Charge sobre ética. Disponível em: wwww.ivancabral.com/2007/06/html. Acesso em: 04 de jul de 2024.

Após ler a charge, um professor de língua portuguesa dos Anos Finais do Ensino Fundamental elaborou as seguintes questões:
I- Qual a função do uso do negrito na palavra ética?
II- Qual o modo verbal da palavra “escreva”?
III- Apalavra “professora” tem qual função na oração?
IV- Se a palavra “professora” for deslocada para o início da frase, ela muda o sentido do que foi enunciado?
V- Qual sentido implica o uso do sujeito indeterminado para a forma verbal “roubaram”?
Quais questões demonstram uma abordagem reflexiva sobre o ensino das linguagens da charge? 
Alternativas
Q3550768 Pedagogia

Para responder à questão, leia o Texto II.


Texto II - Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção - Aldo Bizzocchi


    Somos um povo que adora discutir a própria língua. E quando o fazemos, um dos assuntos que invariavelmente vêm à baila é a famigerada questão do erro gramatical. Muito se tem debatido a respeito, e a suposta existência de erros em nossa fala (bem como na escrita) ensejou até o surgimento de uma nova profissão, por sinal lucrativa, a de consultor gramatical. Igualmente, peritos no assunto têm mantido com sucesso colunas em jornais, sites, programas de rádio ou televisão com o propósito de ensinar as pessoas a falar corretamente o seu próprio idioma. Isso porque, segundo o diagnóstico catastrofista desses entendidos, nunca se falou tão mal o português como agora, nossa língua caminha inelutavelmente para a ruína e a dissolução, já não se escreve mais como antigamente, e toda uma interminável cantilena de rabugices.

    

    É preciso, então, definir claramente o que é o erro em matéria de língua. É evidente que, se um estrangeiro tentando falar português disser “O meu mulher ser muito bonita”, cometerá um erro, a ponto de se poder dizer que isso não é português. Da mesma forma, quando cometemos um lapsus linguae, isto é, um equívoco involuntário do qual temos consciência, estamos diante de um erro linguístico. Mas o que se costuma chamar de “erro de português” é uma expressão linguística que nada tem de acidental, já que é sistemática e, geralmente, proferida por pessoas de menor nível escolar e socioeconômico, embora possa ocorrer até nos mais altos escalões da sociedade.

    

    Para a linguística, que é a ciência da linguagem humana, esse fenômeno não pode ser chamado de erro. Se a língua é um sistema de signos que se articulam segundo leis definidas para permitir a comunicação e o pensamento humanos, toda expressão linguística, mesmo a das pessoas iletradas, cumpre esse papel com eficiência. Amaioria dos chamados erros constitui, na verdade, um uso linguístico inadequado à situação de comunicação. Para entendermos melhor essa inadequação, vamos fazer uma analogia entre a língua que falamos e a roupa que usamos. Ninguém em sã consciência vai a uma cerimônia de formatura de camiseta e bermudas, tampouco vai à praia de terno. Assim como há uma roupa adequada a cada ocasião, há uma forma de expressão linguística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso. [...] Mas e aquelas pessoas que moram na periferia ou na zona rural e dizem “pobrema”, “cardeneta” ou “puliça”, elas não estão falando errado? Do ponto de vista normativo, sim.

    

    Mas, como disse, a gramática normativa só se aplica a situações e ambientes formais. O registro deve, antes de tudo, estar adequado ao contexto social da comunicação. Pessoas que vivem num meio de baixa escolaridade e pronunciam “pobrema” estão adaptadas ao seu habitat. Se você duvida, experimente entrar numa favela do Rio vestindo roupa social e vá conversar com os traficantes usando linguagem de magistrado para ver o que lhe acontece.

Fonte: Bizzocci, Aldo. Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção. Revista Língua Portuguesa, ano 03, nº 25, novembro de 2007.

A partir da leitura do texto, pensando em atividades pedagógicas para se trabalhar o ensino da leitura e da escrita que contemplem as variações linguísticas, de maneira a priorizar o acolhimento das diferenças e a adequação linguística das situações comunicativas, analise as alternativas e marque a CORRETA. 
Alternativas
Q3550767 Pedagogia

Para responder à questão, leia o Texto II.


Texto II - Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção - Aldo Bizzocchi


    Somos um povo que adora discutir a própria língua. E quando o fazemos, um dos assuntos que invariavelmente vêm à baila é a famigerada questão do erro gramatical. Muito se tem debatido a respeito, e a suposta existência de erros em nossa fala (bem como na escrita) ensejou até o surgimento de uma nova profissão, por sinal lucrativa, a de consultor gramatical. Igualmente, peritos no assunto têm mantido com sucesso colunas em jornais, sites, programas de rádio ou televisão com o propósito de ensinar as pessoas a falar corretamente o seu próprio idioma. Isso porque, segundo o diagnóstico catastrofista desses entendidos, nunca se falou tão mal o português como agora, nossa língua caminha inelutavelmente para a ruína e a dissolução, já não se escreve mais como antigamente, e toda uma interminável cantilena de rabugices.

    

    É preciso, então, definir claramente o que é o erro em matéria de língua. É evidente que, se um estrangeiro tentando falar português disser “O meu mulher ser muito bonita”, cometerá um erro, a ponto de se poder dizer que isso não é português. Da mesma forma, quando cometemos um lapsus linguae, isto é, um equívoco involuntário do qual temos consciência, estamos diante de um erro linguístico. Mas o que se costuma chamar de “erro de português” é uma expressão linguística que nada tem de acidental, já que é sistemática e, geralmente, proferida por pessoas de menor nível escolar e socioeconômico, embora possa ocorrer até nos mais altos escalões da sociedade.

    

    Para a linguística, que é a ciência da linguagem humana, esse fenômeno não pode ser chamado de erro. Se a língua é um sistema de signos que se articulam segundo leis definidas para permitir a comunicação e o pensamento humanos, toda expressão linguística, mesmo a das pessoas iletradas, cumpre esse papel com eficiência. Amaioria dos chamados erros constitui, na verdade, um uso linguístico inadequado à situação de comunicação. Para entendermos melhor essa inadequação, vamos fazer uma analogia entre a língua que falamos e a roupa que usamos. Ninguém em sã consciência vai a uma cerimônia de formatura de camiseta e bermudas, tampouco vai à praia de terno. Assim como há uma roupa adequada a cada ocasião, há uma forma de expressão linguística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso. [...] Mas e aquelas pessoas que moram na periferia ou na zona rural e dizem “pobrema”, “cardeneta” ou “puliça”, elas não estão falando errado? Do ponto de vista normativo, sim.

    

    Mas, como disse, a gramática normativa só se aplica a situações e ambientes formais. O registro deve, antes de tudo, estar adequado ao contexto social da comunicação. Pessoas que vivem num meio de baixa escolaridade e pronunciam “pobrema” estão adaptadas ao seu habitat. Se você duvida, experimente entrar numa favela do Rio vestindo roupa social e vá conversar com os traficantes usando linguagem de magistrado para ver o que lhe acontece.

Fonte: Bizzocci, Aldo. Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção. Revista Língua Portuguesa, ano 03, nº 25, novembro de 2007.

Levando em consideração a discussão proposta no texto sobre o ensino da língua materna nas escolas, observando-se o respeito à diversidade linguística proposto na BNCC e a concepção de língua adotada no documento legal, analise as assertivas.
I- Estudar variação linguística inclui pensar sobre as regularidades e irregularidades ortográficas do português do Brasil na escrita de textos.
II- É importante que a escola proporcione situações de aprendizagem para que o (a) estudante conheça algumas variedades linguísticas do português do Brasil e suas diferenças fonológicas, prosódicas, lexicais e sintáticas, avaliando seus efeitos semânticos.
III- O texto colabora como argumento de que é necessário discutir, no fenômeno da variação linguística, variedades prestigiadas e estigmatizadas e o preconceito linguístico que as cerca, questionando suas bases de maneira crítica.
IV- O trabalho com a variação linguística também deve contemplar reflexões sobre os fenômenos da mudança linguística e da variação linguística, inerentes a qualquer sistema linguístico.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3550765 Pedagogia

Para responder à questão, leia o Texto I.


Texto I - Tecnologia: Manuais de aparelhos devem ter linguagem multimodal - Elisandra Vilella G. Sé


    Manuais de aparelhos eletrônicos, como celulares, rádios, MP3, palms, smarphones, câmeras fotográficas, notebooks, filmadoras, televisores, aparelhos domésticos, circulam no nosso dia a dia e ajudam a concretizar o uso efetivo de determinado aparelho ou objeto pessoal. Mas o que são textos multimodais?

[...]

    

    Os textos multimodais são aqueles que empregam duas ou mais modalidades de formas linguísticas, a composição da linguagem verbal e não verbal com o objetivo de proporcionar uma melhor inserção do leitor no mundo contemporâneo. Alinguagem utilizada nos manuais é uma unidade de produção verbal coletiva e social que veicula uma mensagem linguisticamente organizada e que tende a produzir um efeito de coerência sobre seu destinatário.

    

    Assim, a facilidade da compreensão e o impacto que essa linguagem causa no leitor é que vai justificar a ação, a usabilidade, o agir com os objetos nos universos variados dos leitores e usuários. Dessa forma, a prática de leitura da mensagem escrita com a prática da decodificação das imagens e outros recursos visuais, a decodificação dessa multimodalidade nos textos é que irá facilitar o entendimento do usuário.

    

    Para as pessoas que apresentam dificuldades de leitura, déficits sensoriais e dificuldades nas instruções muito abstratas, os melhores manuais de instruções são os que apresentam essa multimodalidade. Os vários elementos e recursos visuais, pictóricos, representações diversas, cores etc. são facilitadores da compreensão.

    

    Quando lemos um texto, somos expostos a uma grande quantidade de estímulos sensoriais e visuais, aos quais se somam os nossos objetivos de leitura. Lemos os textos de modo diferente, porque são diferentes as motivações que nos conduzem a essa prática. Na condição de leitores, criamos expectativas diretamente relacionadas com o tipo de texto que será lido, no qual esperamos encontrar uma gama de recursos multimodais que nos ajudem na utilização dos objetos.

    

    Uma pesquisa realizada por Pereira e Silva (2009), em São Leopoldo/RS, sobre a linguagem dos manuais de aparelho celular, focalizando os efeitos e impactos da leitura do manual sobre os leitores e o consequente uso do aparelho, evidenciou a dificuldade enfrentada pelos usuários durante a leitura de manuais, nos procedimentos de observação e de ordem semântica. Trocando em miúdos, o propósito das mensagens desses manuais não foi atingido, as explicações para o leitor saber manusear o aparelho não estavam claras e objetivas.

    

    Assim, a observação calma e detalhada do texto, da formatação, das mensagens de capa e contracapa dos manuais, dos elementos sublinhados, a familiaridade com o vocabulário tecnológico, das partes em negrito, itálico e tamanho de fontes diferenciadas, sinalizações de setas, gráficos, entre outras imagens e componentes visuais, utilização de estratégia e ajuda de outras pessoas, é que tornam os textos mais acessíveis.

    

    É importante salientar que a própria palavra, texto verbal, constitui uma imagem, considerando, principalmente, a forma como ela é apresentada no texto, de forma diversificada, que assume importância na construção do significado nos manuais. Para atingir o objetivo instrucional dos manuais, é essencial a manipulação paralela do aparelho ou instrumento junto à leitura. Isso facilita o aprendizado da usabilidade dos equipamentos, pois nenhum sinal ou código, seja ele visual ou não, pode ser entendido ou estudado com sucesso se separado do equipamento.

    

    Todo usuário, seja qual for seu grau de escolaridade, deve encontrar num manual informações que atendam ao seu grau de dificuldade e nível de experiência para que possa usufruir satisfatoriamente do produto adquirido.

    

    A usabilidade é um conceito utilizado dentro das ciências exatas, como a Engenharia de Produção, e se refere à qualidade da interação do usuário com os produtos e os itens que o compõem, como, por exemplo, manuais do usuário e softwares com aplicativos e configuração.

Fonte: SÉ, Elisandra Vilella G. Tecnologia: manuais de aparelhos devem ter linguagem multimodal (Adaptado). Disponível em: www.vyaestelar.com.br.manuais-deaparelhos-devem-ter-linguagem-multimodal. Acesso em: 07 de jul. 2024.

Observe o trecho em destaque.
“Na condição de leitores, criamos expectativas diretamente relacionadas com o tipo de texto que será lido, no qual esperamos encontrar uma gama de recursos multimodais que nos ajudem na utilização dos objetos.”
Fazendo uma analogia do que se refere no trecho com as aulas de língua portuguesa, numa situação em que o estudante deve ser estimulado a criar expectativas, confirmando-as e confrontando-as durante a leitura, pressupõe-se que: 
Alternativas
Q3550763 Pedagogia

Para responder à questão, leia o Texto I.


Texto I - Tecnologia: Manuais de aparelhos devem ter linguagem multimodal - Elisandra Vilella G. Sé


    Manuais de aparelhos eletrônicos, como celulares, rádios, MP3, palms, smarphones, câmeras fotográficas, notebooks, filmadoras, televisores, aparelhos domésticos, circulam no nosso dia a dia e ajudam a concretizar o uso efetivo de determinado aparelho ou objeto pessoal. Mas o que são textos multimodais?

[...]

    

    Os textos multimodais são aqueles que empregam duas ou mais modalidades de formas linguísticas, a composição da linguagem verbal e não verbal com o objetivo de proporcionar uma melhor inserção do leitor no mundo contemporâneo. Alinguagem utilizada nos manuais é uma unidade de produção verbal coletiva e social que veicula uma mensagem linguisticamente organizada e que tende a produzir um efeito de coerência sobre seu destinatário.

    

    Assim, a facilidade da compreensão e o impacto que essa linguagem causa no leitor é que vai justificar a ação, a usabilidade, o agir com os objetos nos universos variados dos leitores e usuários. Dessa forma, a prática de leitura da mensagem escrita com a prática da decodificação das imagens e outros recursos visuais, a decodificação dessa multimodalidade nos textos é que irá facilitar o entendimento do usuário.

    

    Para as pessoas que apresentam dificuldades de leitura, déficits sensoriais e dificuldades nas instruções muito abstratas, os melhores manuais de instruções são os que apresentam essa multimodalidade. Os vários elementos e recursos visuais, pictóricos, representações diversas, cores etc. são facilitadores da compreensão.

    

    Quando lemos um texto, somos expostos a uma grande quantidade de estímulos sensoriais e visuais, aos quais se somam os nossos objetivos de leitura. Lemos os textos de modo diferente, porque são diferentes as motivações que nos conduzem a essa prática. Na condição de leitores, criamos expectativas diretamente relacionadas com o tipo de texto que será lido, no qual esperamos encontrar uma gama de recursos multimodais que nos ajudem na utilização dos objetos.

    

    Uma pesquisa realizada por Pereira e Silva (2009), em São Leopoldo/RS, sobre a linguagem dos manuais de aparelho celular, focalizando os efeitos e impactos da leitura do manual sobre os leitores e o consequente uso do aparelho, evidenciou a dificuldade enfrentada pelos usuários durante a leitura de manuais, nos procedimentos de observação e de ordem semântica. Trocando em miúdos, o propósito das mensagens desses manuais não foi atingido, as explicações para o leitor saber manusear o aparelho não estavam claras e objetivas.

    

    Assim, a observação calma e detalhada do texto, da formatação, das mensagens de capa e contracapa dos manuais, dos elementos sublinhados, a familiaridade com o vocabulário tecnológico, das partes em negrito, itálico e tamanho de fontes diferenciadas, sinalizações de setas, gráficos, entre outras imagens e componentes visuais, utilização de estratégia e ajuda de outras pessoas, é que tornam os textos mais acessíveis.

    

    É importante salientar que a própria palavra, texto verbal, constitui uma imagem, considerando, principalmente, a forma como ela é apresentada no texto, de forma diversificada, que assume importância na construção do significado nos manuais. Para atingir o objetivo instrucional dos manuais, é essencial a manipulação paralela do aparelho ou instrumento junto à leitura. Isso facilita o aprendizado da usabilidade dos equipamentos, pois nenhum sinal ou código, seja ele visual ou não, pode ser entendido ou estudado com sucesso se separado do equipamento.

    

    Todo usuário, seja qual for seu grau de escolaridade, deve encontrar num manual informações que atendam ao seu grau de dificuldade e nível de experiência para que possa usufruir satisfatoriamente do produto adquirido.

    

    A usabilidade é um conceito utilizado dentro das ciências exatas, como a Engenharia de Produção, e se refere à qualidade da interação do usuário com os produtos e os itens que o compõem, como, por exemplo, manuais do usuário e softwares com aplicativos e configuração.

Fonte: SÉ, Elisandra Vilella G. Tecnologia: manuais de aparelhos devem ter linguagem multimodal (Adaptado). Disponível em: www.vyaestelar.com.br.manuais-deaparelhos-devem-ter-linguagem-multimodal. Acesso em: 07 de jul. 2024.

O texto trata de aspectos importantes para a produção de manuais para aparelhos, tais como o uso da linguagem apropriada que alcance o propósito de leitura adequada ao gênero e às necessidades atuais. Nesta perspectiva, analise as proposições.
I- Os textos multissemióticos são compostos de múltiplas linguagens que exigem capacidades distintas de leitura e construção de sentidos, mas complementares para a construção de práticas de compreensão e interpretação suficientes para fazer significar como texto único.
II- O professor precisa pôr em prática novas estratégias de produção e recepção de textos na sala de aula, além da convencional escrita manual e impressa, para que os seus alunos sejam agentes livres para construir sentidos adequados aos textos multimodais.
III- O ensino por meio de multiletramentos deve ser incluído na sala de aula como forma de transformar os hábitos institucionais de ensinar e aprender as múltiplas linguagens.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3550762 Pedagogia
Observando-se as propriedades e a operacionalização pedagógica dos gêneros textuais no ensino da língua, analise as assertivas a seguir.
I- Sobre gênero textual, diz-se que, dentro de uma dada situação linguística, o falante/ouvinte produz uma estrutura comunicativa que se configura em tipos relativamente estáveis de um enunciado, pois são formas marcadas a partir de contextos sociais e históricos.
II- Devido à riqueza e à variedade dos gêneros, eles podem ser separados em dois grupos: gêneros primários – aqueles que fazem parte da esfera cotidiana da linguagem e que podem ser controlados diretamente na situação discursiva e gêneros secundários – textos geralmente mediados pela escrita, que fazem parte de um uso mais oficializado da linguagem, que não possuem o imediatismo do gênero anterior.
III- No ensino, é importante que o(a) professor(a) oriente o aluno quanto aos papéis de locutor/interlocutor do gênero esperado numa produção textual. Essa orientação é necessária para que o aluno não faça um texto apenas por fazer, para cumprir uma tarefa escolar ou receber uma nota, mas sim para que o aluno tenha clareza para si que é ele o autor do texto, bem como quem será/ia o receptor.
IV- Os gêneros textuais exercem função social específica nas situações cotidianas de comunicação, apresentando uma intenção comunicativa bem definida e inalterável.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
19201: D
19202: A
19203: A
19204: D
19205: A
19206: C
19207: D
19208: B
19209: C
19210: A
19211: A
19212: A
19213: C
19214: A
19215: A
19216: E
19217: C
19218: B
19219: D
19220: A