Questões de Concurso
Sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia
Foram encontradas 60.334 questões
Leia a situação hipotética abaixo.
Durante uma manhã chuvosa na turma do Infantil II, 4 e 5 anos, a professora percebe que as crianças estão agitadas, disputando brinquedos no canto da casinha. Uma criança nova chora, enquanto outra, sensível ao barulho, se afasta tapando os ouvidos. Diante disso, a professora reorganiza o espaço criando cantinhos simultâneos, um mais tranquilo com livros e outro voltado à dramatização. Propõe combinados visuais sobre o uso dos brinquedos e, ao final, realiza uma roda breve para conversar sobre o que vivenciaram, registrando as falas das crianças no mural. Nesse contexto e considerando os princípios didáticos que orientam a prática pedagógica, a conduta da professora evidencia uma:
Analise as afirmações sobre o Projeto Político-Pedagógico (PPP) na Educação Infantil.
I. O PPP deve ser elaborado e revisitado coletivamente, incorporando a escuta das crianças por meio de documentação, assembleias e outros dispositivos de participação adequados à infância, em perspectiva dialógica e democrática.
II. Um PPP que pretenda sustentar gestão democrática demanda tempos/espaços institucionais de formação-ação e participação colegiada; a mudança organizacional não se dá por decreto, mas por processos formativos em contexto, com mediação e acompanhamento contínuos.
III. Para garantir uniformidade e previsibilidade entre unidades, o roteiro de elaboração deve ser seguido de modo estritamente padronizado, pois a flexibilização local tende a burocratizar o processo e a fragilizar a comparabilidade entre escolas.
IV. Embora a obrigatoriedade legal já assegure a existência do PPP, mantê-lo como registro de princípios e calendário, sem aprofundar a articulação com currículo, avaliação e proteção de direitos, pode ser suficiente para garantir a coerência institucional e a autonomia da escola.
Está CORRETO o que se afirma em:
Leia a situação hipotética abaixo.
Durante o planejamento semanal, a professora Ana, que atua com crianças de 4 a 5 anos, observa que o grupo manifesta diferentes formas de envolvimento: algumas crianças se interessam mais por atividades construtivas, enquanto outras preferem brincadeiras simbólicas. Diante dessa diversidade, Ana reorganiza espaços e tempos pedagógicos, alternando momentos de exploração livre com propostas intencionais que partem de suas observações e registros reflexivos. Nesse contexto e considerando os fundamentos contemporâneos da Didática e da Prática de Ensino na Educação Infantil, assinale a alternativa que apresenta um arranjo didático consistente quanto à intencionalidade, ludicidade, organização do tempo/espaço e avaliação.
MODERNA. Coleção 360 – Ways: Ensino Médio. São Paulo: Moderna, 2021 (adaptado).
The prompt “O que você pode fazer para melhorar sua aprendizagem?”, from a textbook page, asks students to reflect on their own learning process. From a formative assessment perspective, what justifies the pedagogical purpose of this activity?
Considering the teacher’s practice, identify the linguistic phenomena addressed as well as the pedagogical approach employed
TROUILLOT, M.-R. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Curitiba: Huya, 2016.
A Revolução do Haiti (1791-1804) é considerada a primeira rebelião vitoriosa de pessoas escravizadas nas Américas, culminando na emancipação do país e na extinção da escravidão. Sob a liderança de Toussaint Louverture, o movimento destacou-se pela atuação central dos africanos e afrodescendentes na formação de um Estado soberano. O historiador Michel-Rolph Trouillot investiga como as narrativas históricas eurocêntricas e coloniais frequentemente invisibilizam esse movimento, seus agentes e suas contribuições para a trajetória global. Em uma aula, o professor propôs um debate sobre a Revolução do Haiti. Com base no texto, ele solicitou aos estudantes uma reflexão sobre o teor das narrativas. Essa proposta didática objetivou
BONETE JR., W.; MANKE, L. S.; SZLACHTA JR., A. M. Ensino de história:
disputas de narrativas, negacionismos e consciência histórica.
Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História,
Memória & Cultura, n. 32, 2025 (adaptado).
Um professor de História, ao ministrar uma aula sobre a Segunda Guerra Mundial, foi interpelado por alguns estudantes sobre uma informação de um perfil de uma rede social que nega os dados históricos acerca do holocausto judaico. Diante do negacionismo, dialogando com os desafios e dilemas do ensino e da pesquisa em História do tempo presente, apontados no texto, o professor precisa
TEXTO 1

TEIXEIRA, V. In: ANTUNES. R. (Org.). Riqueza e miséria do
trabalho no Brasil IV: trabalho digital, autogestão e expropriação da vida.
São Paulo: Boitempo, 2019.
TEXTO 2
A crise da sociedade salarial surge com o declínio da hegemonia taylor-fordista, com a reestruturação produtiva, fundada na flexibilização das relações de trabalho, no contexto de globalização da economia, levando à desestruturação dos arranjos sociais anteriores. As reformas que surgem visam diminuir os custos do trabalho, fragilizando a condição salarial, alastrando a precariedade do emprego, como contrato por tempo determinado, tempo parcial, trabalho temporário e subcontratos. O trabalho perde seu poder de integrar socialmente e garantir as proteções sociais. Observe-se que, se essa “propriedade social” não chegou a se consolidar satisfatoriamente no Brasil, pelo menos os trabalhadores já tiveram seus direitos mais protegidos que no momento atual, em que a reforma trabalhista vem coroar o desmonte progressivo da legislação trabalhista, guiado pelo ideário ultraliberal. A reestruturação do capitalismo global desemboca em uma nova morfologia do trabalho da qual emerge, entre outros fenômenos, o proletariado submetido à hegemonia das tecnologias digitais, principalmente na área de serviços, onde a figura do “trabalhador uberizado” toma a frente da cena. Seus efeitos são a degradação das relações de trabalho, já precedida pela série de precarizações, como a terceirização, a desregulamentação das relações de trabalho, ancoradas no discurso enganoso do empreendedorismo, no assédio crescente, no adoecimento, na ausência de proteção sindical ou de formas de organização solidária entre eles.
ARAÚJO, J. N. G. Neoliberalismo e horizontes da precarização do trabalho.
Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, n. 1, 2020 (adaptado).
Após a discussão da obra, a professora elaborou um plano de aula que tinha como proposta investigar temas suscitados pelo livro, como os movimentos políticos e os personagens envolvidos na narrativa. A organização da sequência didática, com utilização de obra literária, teve como finalidade
TEXTO 1

Ramsés II oferecendo tecidos ao deus hieracocéfalo Montu. Representação de uma
das salas do tesouro (sul) do Templo Grande, em Abu Simbel.
SALES, J. C. Poder e iconografia no antigo Egipto.
Lisboa: Livros Horizonte, 2008.
TEXTO 2
Na tradição do Egito Antigo, o mundo foi criado a partir de um caos primordial, habitado por deuses que continham o potencial de gerar ordem. Mesmo após a criação, esse caos continuava existindo fora dos limites do Egito, como uma ameaça à estabilidade e à vida. Diante disso, cabia ao faraó a missão essencial de manter essas forças afastadas, garantindo a ordem cósmica. O culto egípcio era sempre oficial: os templos integravam o Estado, os sacerdotes atuavam como funcionários, e apenas o faraó era considerado o verdadeiro oficiante, representando toda a humanidade nas oferendas e rituais que asseguravam o equilíbrio do mundo.
CARDOSO, C. F. Deuses, múmias e ziggurats: uma comparação das religiões antigas do Egito e da Mesopotâmia.
Porto Alegre: EdiPUCRS, 1999 (adaptado).
Ao elaborar um plano de aula sobre o Egito Antigo que incentive a autonomia e a construção do pensamento crítico pelos estudantes de uma turma do Ensino Fundamental, o professor deve
TEXTO 1

FEDERICI, S. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva.
São Paulo: Elefante, 2017.
TEXTO 2
Nas cidades medievais, as mulheres trabalhavam como ferreiras, açougueiras, padeiras, candeleiras, chapeleiras, cervejeiras, cardadeiras de lã e comerciantes. Em Frankfurt, havia aproximadamente duzentas ocupações nas quais participavam entre 1 300 e 1 500 mulheres. Na Inglaterra, 72 das 85 guildas incluíam mulheres entre seus membros. Algumas guildas, incluindo a da indústria da seda, eram controladas por elas; em outras, a porcentagem de trabalho de mulheres era tão alta quanto a dos homens. No século XIV, as mulheres também estavam tornando-se professoras escolares, bem como médicas e cirurgiãs, e começavam a competir com homens formados em universidades, obtendo em certas ocasiões uma alta reputação.
FEDERICI, S. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva.
São Paulo: Elefante, 2017.
Em uma aula para a Educação Básica, um professor constatou a percepção, entre os estudantes, de que o trabalho na esfera pública nas cidades medievais era realizado, quase que exclusivamente, por homens, enquanto as mulheres ficariam restritas a tarefas domésticas na esfera privada. Ao utilizar ambos os recursos didáticos — a fonte imagética e o texto acadêmico —, a metodologia adotada pelo professor, para abordar o espaço urbano medieval, foi a
OESTERHELD, H. G. O eternauta. São Paulo: Martins Fontes, 2011.
Uma professora de História dos Anos Finais do Ensino Fundamental decidiu utilizar trechos da história em quadrinhos O eternauta, produzida na Argentina, como ponto de partida para discutir o exílio e os movimentos de resistência às ditaduras militares no Cone Sul, que articularam verdadeiras redes de solidariedade internacional. Com base nessa atividade, é adequado propor que os estudantes