Questões de Concurso
Sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia
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Leia a situação hipotética abaixo.
Diante da reincidência de faltas de um estudante em situação de vulnerabilidade social, a equipe gestora precisa adotar medidas compatíveis com o direito à educação, o princípio da proteção integral e as diretrizes do Projeto Político Pedagógico. Nesse contexto, a ação institucional que demonstra coerência com os fundamentos do Estatuto da Criança e do Adolescente é:
Leia a situação hipotética abaixo.
Diante de uma criança que já tenta relacionar sons e letras, o professor precisa intervir para favorecer o avanço conceitual e o uso social da escrita. Nessa situação, a ação pedagógica que melhor articula o conflito cognitivo e a mediação intencional é:
Analise as proposições a seguir, considerando os fundamentos da pedagogia crítica, os embates entre as principais tendências pedagógicas, tradicional, escolanovista e tecnicista, e os contextos político-sociais que marcaram a educação brasileira nas décadas de 1970 e 1980.
I. O tecnicismo educacional, inspirado na psicologia comportamental e na teoria geral dos sistemas, reforçou a noção de ensino como processo de eficiência mensurável, subordinando a formação humana à lógica da produtividade e do desempenho.
II. Embora o tradicionalismo e o escolanovismo representem concepções distintas de ensino, ambos, em sua forma institucionalizada, contribuíram para a manutenção da hierarquia docente e da centralidade do professor, ainda que o discurso da Escola Nova se apoiasse na ideia de protagonismo do aluno.
III. O movimento de educação popular, fortemente reprimido no período autoritário, não foi institucionalizado como estratégia de autogestão democrática nas escolas públicas nos anos 1970.
IV. As correntes escolanovistas, ao proporem a aprendizagem pela atividade e pelo interesse, romperam radicalmente com o paradigma tradicional, eliminando a transmissão de conteúdos sistematizados e substituindo o papel do professor pela livre experimentação dos alunos.
Está CORRETO o que se afirma em:
Leia a situação hipotética abaixo.
A turma do 2º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Samuel Filho está aprendendo a multiplicação a partir da ideia de grupos iguais. Em uma das etapas, as crianças precisam organizar tampinhas coloridas para representar quatros grupos com cinco elementos cada. Observa-se que alguns ainda contam um a um, enquanto outros já formam arranjos retangulares e usam registros simbólicos próprios. Nesse contexto e considerando os princípios de Piaget sobre desequilíbrio cognitivo e os aportes de Vygotsky sobre mediação, assinale a alternativa que apresenta a condução que promove desequilíbrio produtivo e, ao mesmo tempo, suporte na Zona de Desenvolvimento Proximal para que a ação prática avance para um esquema mais estável.
Leia a situação hipotética abaixo.
Durante uma manhã chuvosa na turma do Infantil II, 4 e 5 anos, a professora percebe que as crianças estão agitadas, disputando brinquedos no canto da casinha. Uma criança nova chora, enquanto outra, sensível ao barulho, se afasta tapando os ouvidos. Diante disso, a professora reorganiza o espaço criando cantinhos simultâneos, um mais tranquilo com livros e outro voltado à dramatização. Propõe combinados visuais sobre o uso dos brinquedos e, ao final, realiza uma roda breve para conversar sobre o que vivenciaram, registrando as falas das crianças no mural. Nesse contexto e considerando os princípios didáticos que orientam a prática pedagógica, a conduta da professora evidencia uma:
Analise as afirmações sobre o Projeto Político-Pedagógico (PPP) na Educação Infantil.
I. O PPP deve ser elaborado e revisitado coletivamente, incorporando a escuta das crianças por meio de documentação, assembleias e outros dispositivos de participação adequados à infância, em perspectiva dialógica e democrática.
II. Um PPP que pretenda sustentar gestão democrática demanda tempos/espaços institucionais de formação-ação e participação colegiada; a mudança organizacional não se dá por decreto, mas por processos formativos em contexto, com mediação e acompanhamento contínuos.
III. Para garantir uniformidade e previsibilidade entre unidades, o roteiro de elaboração deve ser seguido de modo estritamente padronizado, pois a flexibilização local tende a burocratizar o processo e a fragilizar a comparabilidade entre escolas.
IV. Embora a obrigatoriedade legal já assegure a existência do PPP, mantê-lo como registro de princípios e calendário, sem aprofundar a articulação com currículo, avaliação e proteção de direitos, pode ser suficiente para garantir a coerência institucional e a autonomia da escola.
Está CORRETO o que se afirma em:
Leia a situação hipotética abaixo.
Durante o planejamento semanal, a professora Ana, que atua com crianças de 4 a 5 anos, observa que o grupo manifesta diferentes formas de envolvimento: algumas crianças se interessam mais por atividades construtivas, enquanto outras preferem brincadeiras simbólicas. Diante dessa diversidade, Ana reorganiza espaços e tempos pedagógicos, alternando momentos de exploração livre com propostas intencionais que partem de suas observações e registros reflexivos. Nesse contexto e considerando os fundamentos contemporâneos da Didática e da Prática de Ensino na Educação Infantil, assinale a alternativa que apresenta um arranjo didático consistente quanto à intencionalidade, ludicidade, organização do tempo/espaço e avaliação.
MODERNA. Coleção 360 – Ways: Ensino Médio. São Paulo: Moderna, 2021 (adaptado).
The prompt “O que você pode fazer para melhorar sua aprendizagem?”, from a textbook page, asks students to reflect on their own learning process. From a formative assessment perspective, what justifies the pedagogical purpose of this activity?
Considering the teacher’s practice, identify the linguistic phenomena addressed as well as the pedagogical approach employed
TROUILLOT, M.-R. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Curitiba: Huya, 2016.
A Revolução do Haiti (1791-1804) é considerada a primeira rebelião vitoriosa de pessoas escravizadas nas Américas, culminando na emancipação do país e na extinção da escravidão. Sob a liderança de Toussaint Louverture, o movimento destacou-se pela atuação central dos africanos e afrodescendentes na formação de um Estado soberano. O historiador Michel-Rolph Trouillot investiga como as narrativas históricas eurocêntricas e coloniais frequentemente invisibilizam esse movimento, seus agentes e suas contribuições para a trajetória global. Em uma aula, o professor propôs um debate sobre a Revolução do Haiti. Com base no texto, ele solicitou aos estudantes uma reflexão sobre o teor das narrativas. Essa proposta didática objetivou
BONETE JR., W.; MANKE, L. S.; SZLACHTA JR., A. M. Ensino de história:
disputas de narrativas, negacionismos e consciência histórica.
Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História,
Memória & Cultura, n. 32, 2025 (adaptado).
Um professor de História, ao ministrar uma aula sobre a Segunda Guerra Mundial, foi interpelado por alguns estudantes sobre uma informação de um perfil de uma rede social que nega os dados históricos acerca do holocausto judaico. Diante do negacionismo, dialogando com os desafios e dilemas do ensino e da pesquisa em História do tempo presente, apontados no texto, o professor precisa
TEXTO 1

TEIXEIRA, V. In: ANTUNES. R. (Org.). Riqueza e miséria do
trabalho no Brasil IV: trabalho digital, autogestão e expropriação da vida.
São Paulo: Boitempo, 2019.
TEXTO 2
A crise da sociedade salarial surge com o declínio da hegemonia taylor-fordista, com a reestruturação produtiva, fundada na flexibilização das relações de trabalho, no contexto de globalização da economia, levando à desestruturação dos arranjos sociais anteriores. As reformas que surgem visam diminuir os custos do trabalho, fragilizando a condição salarial, alastrando a precariedade do emprego, como contrato por tempo determinado, tempo parcial, trabalho temporário e subcontratos. O trabalho perde seu poder de integrar socialmente e garantir as proteções sociais. Observe-se que, se essa “propriedade social” não chegou a se consolidar satisfatoriamente no Brasil, pelo menos os trabalhadores já tiveram seus direitos mais protegidos que no momento atual, em que a reforma trabalhista vem coroar o desmonte progressivo da legislação trabalhista, guiado pelo ideário ultraliberal. A reestruturação do capitalismo global desemboca em uma nova morfologia do trabalho da qual emerge, entre outros fenômenos, o proletariado submetido à hegemonia das tecnologias digitais, principalmente na área de serviços, onde a figura do “trabalhador uberizado” toma a frente da cena. Seus efeitos são a degradação das relações de trabalho, já precedida pela série de precarizações, como a terceirização, a desregulamentação das relações de trabalho, ancoradas no discurso enganoso do empreendedorismo, no assédio crescente, no adoecimento, na ausência de proteção sindical ou de formas de organização solidária entre eles.
ARAÚJO, J. N. G. Neoliberalismo e horizontes da precarização do trabalho.
Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, n. 1, 2020 (adaptado).