Questões de Concurso Sobre pedagogia
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A partir de 1964, com a implantação da Ditadura Militar, primouse por estabelecer um governo com base no fortalecimento centralizador do Poder Executivo, pautando as ações administrativas pelo primado do econômico sobre os aspectos políticos e sociais. No tocante à questão educacional, defendiase, como pressuposto básico, a aplicação da teoria do capital humano como fundamentação teórico-metodológica instrumental para o aumento da produtividade econômica da sociedade.
FERREIRA JÚNIOR; BITTAR, 2008.
Nesse contexto, o que tomou vulto no âmbito do Estado brasileiro e na educação foi a ideologia
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Não deixa de ser elucidativo perceber [o documento] como elemento de coesão de uma frente de educadores que, a despeito de suas diferenças, articulava-se em torno de alguns objetivos comuns, como a laicidade, a gratuidade e a obrigatoriedade da educação. Mas não foi apenas isso. O documento também foi representante de um grupo de intelectuais que abraçava um mesmo projeto de nação, ainda que com divergências internas. O expediente da organização de frentes, aliás, foi comum no final dos anos 1920 e no início da década de 1930, constituindo-se na estratégia utilizada para a conjugação de forças em torno de um ideal comum.
VIDAL, Diana Gonçalves. […]. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 39, n. 3, jul./set. 2013, p. 584.
A qual documento o texto se refere?
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[…] tende a recusar o modelo de teoria pedagógica inspirado pelo pensamento metafísico, e em particular metafísicoreligioso que – todavia – não desaparece, mas perde terreno, perde a unicidade como modelo para dar espaço também a outros itinerários de teorização. Estes se ligam mais estritamente ao empirismo, ao tempo histórico, às necessidades da sociedade, às ideologias que a percorrem, ativando assim um feixe e tipos, de modelos, de saber pedagógico […].
CAMBI, Franco. História da Pedagogia. São Paulo: FEU, 1999, p. 212.
Essa teoria pedagógica atravessa o período da
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[…] formação do homem através do contato orgânico com a cultura, organizada em curso de estudos, com o centro dedicado aos studia humanitatis, que amadurece por intermédio da reflexão estética e filosófica e encontra na pedagogia – na teorização da educação subtraída à influência única do costuma – seu próprio guia. Todo o mundo grego e helenístico, de Platão a Plotino, até Juliano, o Apóstata, e, no âmbito cristão, até Orígenes, elaborará com constância e segundo diversos modelos este ideal de formação humana, que virá a constituir […] o produto mais alto e complexo, mais típico da elaboração cultural grega e um dos legados mais ricos da cultura ocidental por parte do mundo antigo.
CAMBI, Franco. História da Pedagogia. São Paulo: FEU, 1999, p. 49.
Esse ideal de formação humana trata-se
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Em diferentes momentos da história da disciplina escolar de História, vemos travados embates entre, por um lado, aquelas/es que defendiam (e defendem) a premência das discussões em torno dos objetivos formativos (por que e para que ensinar História) e, por outro, aquelas/es que desviavam o foco para a questão das maneiras de ensinar (o como ensinar História). Ao observarmos as propostas curriculares para a disciplina elaboradas entre o final da década de 1980 até o ano de 2018, percebemos a forte centralidade que o como ensinar adquiriu, subordinando as discussões em torno do porquê e para que a ponto de possibilitar seu total apagamento, como é possível notar na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (BRASIL, 2018) [...].
SANTOS, Maria Aparecida Lima dos. O ensino de História em perspectiva neotecnicista: sentidos de atitude historiadora nas políticas curriculares hodiernas. In: PINTO JUNIOR, Arnaldo; SILVA, Felipe Dias de Oliveira; CUNHA, André Victor Cavalcanti Seal da (Orgs). A BNCC de História: entre prescrições e práticas. Recife: EDUPE, 2022, p. 155.
A autora crítica a BNCC de História por privilegiar o ensino pautado
[...] a docência em História, quando a relação com a comunidade se estreita, é informada pelos saberes orgânicos construídos e apreendidos na relação com as coletividades e com os movimentos sociais. Educadores em História aprendem saberes no território da comunidade, aprendem a conhecer realidades de lutas distintas que ampliam os seus horizontes de conhecimento e buscam a promoção do bem viver (Krenak, 2019).
MEINERZ, C. B.; SILVA, P. S. da. Educação Escolar Quilombola e Ensino de História nos caminhos abertos pela Lei nº 10.639/03. Revista História Hoje, 12(25), 2023, p. 101.
A concepção de ensino de História contida na citação corresponde a uma educação escolar alinhada à perspectiva
O ensino de Geografia, de forma geral, é realizado mediante aulas expositivas ou leitura dos textos do livro didático. Entretanto, é possível trabalhar com esse campo do conhecimento de forma mais dinâmica e instigante para os alunos, por meio de situações que problematizem os diferentes espaços geográficos materializados em paisagens, lugares, regiões e territórios; que disparem relações entre o presente e o passado, o específico e o geral, as ações individuais e as coletivas; e que promovam o domínio de procedimentos que permitam aos alunos ler e explicar as paisagens e os lugares.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Geografia, o professor pode planejar essas situações considerando a
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Vygotsky (1984) enfatizou a importância das interações sociais e culturais no desenvolvimento cognitivo. No contexto da geografia, isso implica em atividades colaborativas e discussões em grupo que ajudam os alunos a construir conhecimento de forma coletiva.
O texto apresentado está relacionado à qual teoria de aprendizagem no ensino de geografia?
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O ensino de ciências deve ser problematizador não só das condições materiais que estão postas à sua efetivação, mas também da própria estrutura lógica interna do conhecimento científico. A/o educadora/o deve ter acesso à dinâmica de produção do conhecimento de modo a mediá-lo com maior clareza conceitual e entendimento da ciência não só como produto, mas como processo. Essas questões devem ser levadas para a sala de aula, a fim de estabelecer um esclarecimento epistemológico acerca desse saber, revelando a ciência como um conhecimento humanamente construído e não como algo distante, independente e transcendente.
PINHEIRO, B. C. S. et al. A reforma do “novo Ensino Médio”: uma interpretação para o ensino de ciências com base na pedagogia históricocrítica. Debates em Educação, [S.L.], v. 12, n. 26, p. 242-260, 6 abr. 2020.
O fragmento textual exposto sustenta a ideia de que o ensino de ciências
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A escola parece ainda não ter conseguido se adaptar às exigências do mundo moderno, no que se refere ao tratamento dado à literatura. Esta ainda é trabalhada, de modo geral, como objeto autônomo, distante das interferências criativas dos alunos-leitores, visto que são priorizadas análises tradicionais que desmotivam a leitura por prazer e enfatizam a leitura como uma forma de obrigação, sempre atrelada aos exercícios escolares.
MARTINS, Ivanda. A literatura no ensino médio. In.: BUNZEN, Clecio; MENDONÇA, Márcia. Português no ensino médio e formação de professor. São Paulo: Parábola Editorial, 2006, p. 101.
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O período de fim do Império e início da República assistiu a uma relativa urbanização do nosso país, e os grupos que estiveram junto com os militares na idealização e construção do novo regime vieram de setores sociais urbanos que privilegiavam, de certo modo, as carreiras de trabalho mais dependentes da posse de certa escolarização, as carreiras menos afeitas ao trabalho braçal. Associado a isso e ao clima de inovação política, surgiu então a motivação para que nossos intelectuais – de todos os níveis e projeções – viessem a discutir a necessidade de abertura de escolas.
GUIRALDELLI JUNIOR, Paulo. História da Educação Brasileira. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2008, p. 32. [Adaptado].
Nesse contexto, durante a Primeira República, surgiram dois grandes movimentos de ideias a respeito da necessidade de abertura e aperfeiçoamento de escolas. São eles: