Questões de Concurso Sobre pedagogia

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711530 Pedagogia
De acordo com a historiadora Beatriz Nascimento, intelectual negra e uma das primeiras pesquisadoras dos estudos quilombolas, o conceito de quilombo como resistência tem um significado importante, pois, ao longo da história, os quilombos sempre representaram uma resistência étnica e política. É importante entender os quilombos como espaços onde negros e outros povos marginalizados podiam viver e manter seus modos de vida, preservando suas culturas e tradições, o que permite compreender o quilombo em seu sentido ideológico, político e cultural: agregação, resistência e preservação dos símbolos culturais do povo negro. Esse fenômeno de resistência continua vivo em diferentes espaços sociais criados por afro-brasileiros, como as escolas de samba, os terreiros de candomblé e as comunidades nas favelas e nas áreas rurais. Se “cada cabeça é um quilombo”, aquilombar-se é o movimento de buscar o quilombo, formar o quilombo, tornar-se quilombo.

Em cumprimento à Lei n. 10 639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, as professoras de História, Sociologia e Geografia elaboraram um projeto sobre educação antirracista. Qual alternativa apresenta, respectivamente, o trabalho com práticas educativas interdisciplinares e o conceito de quilombo?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711529 Pedagogia
Para abordar as relações raciais na perspectiva da interseccionalidade e da interdisciplinaridade, uma professora organizou uma sequência didática, no Ensino Médio, que articulava Literatura, História, Música e Arte. Escolheu a obra Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, que narra a história romanceada de Luisa Mahin, ou Kehinde, figura simbólica da luta negra no Brasil, e sua busca incansável por seu filho. Sua vida perpassa importantes eventos históricos, como a Independência, a Revolta dos Malês e a luta abolicionista. A história do povo negro ocupa o centro dessa narrativa por meio do relato de Kehinde, desde a sua infância em Savalu – Daomé (atual Benin) –, passando por seu sequestro, onde foi escravizada na Bahia e no Rio de Janeiro, até seu retorno à África e sua volta ao Brasil no fim da vida. A escravização é problematizada com profunda reflexão sobre as marcas deixadas por essa experiência.

Após a discussão da obra, a professora elaborou um plano de aula que tinha como proposta investigar temas suscitados pelo livro, como os movimentos políticos e os personagens envolvidos na narrativa. A organização da sequência didática, com utilização de obra literária, teve como finalidade
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711526 Pedagogia

TEXTO 1


Imagem associada para resolução da questão


 Ramsés II oferecendo tecidos ao deus hieracocéfalo Montu. Representação de uma


das salas do tesouro (sul) do Templo Grande, em Abu Simbel.


SALES, J. C. Poder e iconografia no antigo Egipto.


Lisboa: Livros Horizonte, 2008.



TEXTO 2


Na tradição do Egito Antigo, o mundo foi criado a partir de um caos primordial, habitado por deuses que continham o potencial de gerar ordem. Mesmo após a criação, esse caos continuava existindo fora dos limites do Egito, como uma ameaça à estabilidade e à vida. Diante disso, cabia ao faraó a missão essencial de manter essas forças afastadas, garantindo a ordem cósmica. O culto egípcio era sempre oficial: os templos integravam o Estado, os sacerdotes atuavam como funcionários, e apenas o faraó era considerado o verdadeiro oficiante, representando toda a humanidade nas oferendas e rituais que asseguravam o equilíbrio do mundo.


CARDOSO, C. F. Deuses, múmias e ziggurats: uma comparação das religiões antigas do Egito e da Mesopotâmia.


Porto Alegre: EdiPUCRS, 1999 (adaptado).



Ao elaborar um plano de aula sobre o Egito Antigo que incentive a autonomia e a construção do pensamento crítico pelos estudantes de uma turma do Ensino Fundamental, o professor deve

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711523 Pedagogia
A arte Kusiwa, expressão gráfica e corporal do povo Wajãpi, no Amapá, foi oficialmente reconhecida, em 2002, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil por sua relevância simbólica, estética e identitária. O processo foi instruído com ampla documentação, incluindo um catálogo e um vídeo educativo, que detalham a riqueza visual e cosmológica dessa tradição indígena. A arte Kusiwa — termo com o qual nomeiam sua tradição gráfica — transcende a mera decoração. Ela integra pintura corporal, cerâmica, cestaria e outros objetos, sempre com padrões reconhecíveis que carregam significados míticos e cosmológicos. A origem dos padrões remonta à tradição oral, segundo a qual, no tempo dos ancestrais, não havia distinção entre seres. Foi mediante uma grande festa, narrada nos mitos, que o demiurgo Janejar separou humanos e animais, e os padrões visuais passaram a expressar essas diferenças. A arte, portanto, é um sistema de conhecimento que articula estética, espiritualidade, natureza, memória e saberes práticos.

Disponível em: http://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 13 maio 2025 (adaptado).
Com base na leitura do texto sobre a arte Kusiwa, um grupo de estudantes propôs um mapeamento das práticas culturais de seu território para compreender os sentidos das expressões locais, como festas, artesanatos, formas de vestir, de falar e de cozinhar. A professora aproveitou essa iniciativa para realizar uma avaliação processual e orientou que o mapeamento fosse realizado por meio de entrevistas com os moradores mais velhos do bairro. Ao relacionar essa proposta com os estudos da arte Kusiwa, o objetivo da atividade e o processo de avaliação são, respectivamente,
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711522 Pedagogia
A arte Kusiwa, expressão gráfica e corporal do povo Wajãpi, no Amapá, foi oficialmente reconhecida, em 2002, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil por sua relevância simbólica, estética e identitária. O processo foi instruído com ampla documentação, incluindo um catálogo e um vídeo educativo, que detalham a riqueza visual e cosmológica dessa tradição indígena. A arte Kusiwa — termo com o qual nomeiam sua tradição gráfica — transcende a mera decoração. Ela integra pintura corporal, cerâmica, cestaria e outros objetos, sempre com padrões reconhecíveis que carregam significados míticos e cosmológicos. A origem dos padrões remonta à tradição oral, segundo a qual, no tempo dos ancestrais, não havia distinção entre seres. Foi mediante uma grande festa, narrada nos mitos, que o demiurgo Janejar separou humanos e animais, e os padrões visuais passaram a expressar essas diferenças. A arte, portanto, é um sistema de conhecimento que articula estética, espiritualidade, natureza, memória e saberes práticos.

Disponível em: http://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 13 maio 2025 (adaptado).
Durante uma aula sobre patrimônio imaterial, o professor apresentou as pinturas corporais tradicionais dos Wajãpi, destacando a importância de compreender tais práticas no contexto histórico desse grupo étnico. O uso dessas pinturas possibilita
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711521 Pedagogia
Minha cidade



CORA CORALINA. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais.

São Paulo: Global, 2006.
Fundamentada pelas teorias de Vygotsky, uma professora de História utilizou o poema de Cora Coralina, no Ensino Fundamental, com o objetivo de trabalhar os conceitos de patrimônio material e imaterial, pois
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711520 Pedagogia
Minha cidade



CORA CORALINA. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais.

São Paulo: Global, 2006.
Ao introduzir uma aula sobre patrimônio cultural brasileiro, um professor de História utilizou esse poema de Cora Coralina. Em seu planejamento, estava prevista uma avaliação diagnóstica, em que o
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711516 Pedagogia

TEXTO 1


Imagem associada para resolução da questão


 FEDERICI, S. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva.


São Paulo: Elefante, 2017.



TEXTO 2


Nas cidades medievais, as mulheres trabalhavam como ferreiras, açougueiras, padeiras, candeleiras, chapeleiras, cervejeiras, cardadeiras de lã e comerciantes. Em Frankfurt, havia aproximadamente duzentas ocupações nas quais participavam entre 1 300 e 1 500 mulheres. Na Inglaterra, 72 das 85 guildas incluíam mulheres entre seus membros. Algumas guildas, incluindo a da indústria da seda, eram controladas por elas; em outras, a porcentagem de trabalho de mulheres era tão alta quanto a dos homens. No século XIV, as mulheres também estavam tornando-se professoras escolares, bem como médicas e cirurgiãs, e começavam a competir com homens formados em universidades, obtendo em certas ocasiões uma alta reputação.


FEDERICI, S. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva.


São Paulo: Elefante, 2017.


Em uma aula para a Educação Básica, um professor constatou a percepção, entre os estudantes, de que o trabalho na esfera pública nas cidades medievais era realizado, quase que exclusivamente, por homens, enquanto as mulheres ficariam restritas a tarefas domésticas na esfera privada. Ao utilizar ambos os recursos didáticos — a fonte imagética e o texto acadêmico —, a metodologia adotada pelo professor, para abordar o espaço urbano medieval, foi a

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711515 Pedagogia
Imagem associada para resolução da questão
OESTERHELD, H. G. O eternauta. São Paulo: Martins Fontes, 2011.

Uma professora de História dos Anos Finais do Ensino Fundamental decidiu utilizar trechos da história em quadrinhos O eternauta, produzida na Argentina, como ponto de partida para discutir o exílio e os movimentos de resistência às ditaduras militares no Cone Sul, que articularam verdadeiras redes de solidariedade internacional. Com base nessa atividade, é adequado propor que os estudantes
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711513 Pedagogia
Um site publicou, em 2025, a seguinte manchete: “MP investiga 18 casos de racismo religioso”. A reportagem apresentava uma série de denúncias de violência e intolerância contra centros de religiões de matriz africana, como apedrejamentos, tentativa de interromper os rituais e a depredação de carros. Segundo o depoimento de um dos frequentadores: “a gente tem que resistir a tudo o que for possível para que a gente sobreviva, mas a nossa sobrevivência também depende das autoridades para que cumpram as leis que já existem”.

Disponível em: https://g1.globo.com (adaptado).
Uma professora usou a reportagem como ponto de partida para um debate sobre as heranças sociais e culturais da escravidão na formação da sociedade brasileira. “Mas por que a gente tem que estudar religião na aula de História?”, perguntou um aluno. “Isso aí nem é religião, é feitiçaria”, rebateu outro. De acordo com a Lei n. 10 639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas, a justificativa para a inclusão desse conteúdo no currículo escolar é
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711512 Pedagogia
Um site publicou, em 2025, a seguinte manchete: “MP investiga 18 casos de racismo religioso”. A reportagem apresentava uma série de denúncias de violência e intolerância contra centros de religiões de matriz africana, como apedrejamentos, tentativa de interromper os rituais e a depredação de carros. Segundo o depoimento de um dos frequentadores: “a gente tem que resistir a tudo o que for possível para que a gente sobreviva, mas a nossa sobrevivência também depende das autoridades para que cumpram as leis que já existem”.

Disponível em: https://g1.globo.com (adaptado).
A partir da repercussão criada após a publicação da reportagem, o professor de História dos Anos Finais do Ensino Fundamental resolveu trabalhar a temática da intolerância religiosa sob a perspectiva da História e Cultura Afro-brasileira e dos Direitos Humanos. Para que isso fosse possível, o professor
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711509 Pedagogia
“Em 1965, recebi um telefonema avisando-me de que havia uma ordem de prisão contra mim. Quando desliguei, bateram na porta, era a polícia. Abri e disse: vou me trocar. Sentaram-se na sala. No quarto, fiz um bilhete para Dona Pepe, mãe de Ivo Valença, coloquei-o numa garrafa e desci pela varanda recomendando meu filho recém-nascido. Tirei os lençóis do berço para evitar que meu bebê sufocasse. Fui mais uma vez conduzida para a Secretaria de Segurança Pública.” Assim, Mércia Albuquerque Ferreira narra a quarta de suas doze prisões. Elas estão listadas no final do seu livro Diários 1973-74. Nascida em Pernambuco em 1934, ela era recém-formada em Direito em 1964, quando viu uma cena que mudou sua vida: o líder comunista Gregório Bezerra estava sendo torturado no meio da rua, no Recife. Horrorizada, ela chegou em casa e anunciou para o marido, Octávio, que se dedicaria à defesa de presos políticos. Assim foi feito, e fragmentos expressivos dessa vivência foram registrados numa escrita íntima repleta de revolta, angústia, mas também de ternura e até, eventualmente, de humor. As páginas de Mércia intercalam descrições sobre o estado deprimente dos presos depois de sessões de torturas, conversas duras com militares e policiais e, sobretudo, momentos de atenção e carinho com mães desesperadas que batiam à sua porta, quase todos os dias, em busca dos filhos desaparecidos. Depois de confiar, num momento de aflição, seu recém-nascido a uma vizinha, ela tentou cuidar dos filhos de outras famílias como se fossem seus.

ARAGÃO, H. Uma advogada nos porões da tortura.

Folha de S. Paulo, 1 mar. 2024 (adaptado).
Um professor de História do 9º ano do Ensino Fundamental utilizou a fonte citada no texto para elaboração de um plano de aula. Considerando a especificidade da fonte, elegeu como objetivo e metodologia, respectivamente,
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711508 Pedagogia
“Em 1965, recebi um telefonema avisando-me de que havia uma ordem de prisão contra mim. Quando desliguei, bateram na porta, era a polícia. Abri e disse: vou me trocar. Sentaram-se na sala. No quarto, fiz um bilhete para Dona Pepe, mãe de Ivo Valença, coloquei-o numa garrafa e desci pela varanda recomendando meu filho recém-nascido. Tirei os lençóis do berço para evitar que meu bebê sufocasse. Fui mais uma vez conduzida para a Secretaria de Segurança Pública.” Assim, Mércia Albuquerque Ferreira narra a quarta de suas doze prisões. Elas estão listadas no final do seu livro Diários 1973-74. Nascida em Pernambuco em 1934, ela era recém-formada em Direito em 1964, quando viu uma cena que mudou sua vida: o líder comunista Gregório Bezerra estava sendo torturado no meio da rua, no Recife. Horrorizada, ela chegou em casa e anunciou para o marido, Octávio, que se dedicaria à defesa de presos políticos. Assim foi feito, e fragmentos expressivos dessa vivência foram registrados numa escrita íntima repleta de revolta, angústia, mas também de ternura e até, eventualmente, de humor. As páginas de Mércia intercalam descrições sobre o estado deprimente dos presos depois de sessões de torturas, conversas duras com militares e policiais e, sobretudo, momentos de atenção e carinho com mães desesperadas que batiam à sua porta, quase todos os dias, em busca dos filhos desaparecidos. Depois de confiar, num momento de aflição, seu recém-nascido a uma vizinha, ela tentou cuidar dos filhos de outras famílias como se fossem seus.

ARAGÃO, H. Uma advogada nos porões da tortura.

Folha de S. Paulo, 1 mar. 2024 (adaptado).
Para trabalhar pressupostos teórico-metodológicos do ensino, um professor de História elegeu a fonte citada no texto para discussão com estudantes do Ensino Médio, considerando a sua especificidade por ser
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711507 Pedagogia
A violência, independentemente de idade ou sexo, participava da rotina e só chamava a atenção quando, aplicada de modo exagerado, ocasionava invalidez ou morte. Havia alguns que requintavam a perversidade, obrigando pessoas a castigar seus entes queridos. Via-se, então, filho espancar mãe, irmão bater em irmã e assim por diante. O “tronco” era, todavia, o mais encontradiço de todos os castigos, imperando na 7ª Inspetoria. Consistia na trituração do tornozelo da vítima, colocando-a entre duas estacas enterradas juntas em ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente. Tanto sofreram os índios na peia e no “tronco” que, embora o Código Penal capitule como crime a prisão em cárcere privado, deve-se saudar a adoção desse delito como um inegável progresso no exercício da “proteção ao índio”.


Relatório do Procurador Jader Figueiredo. Brasília, 1968.

Disponível em: https://midia.mpf.mp.br

Acesso em: 22 maio 2025 (adaptado).
Um professor de História da 3ª série do Ensino Médio apresenta à turma a referida fonte, como motivação inicial para a abordagem da temática planejada, com o objetivo de
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - QUÍMICA - Licenciatura |
Q3711422 Pedagogia
Nas comunidades indígenas amazônicas, as bebidas fermentadas são utilizadas como expressão cultural em rituais e em festas, sendo preparadas, principalmente, a partir da mandioca. O Pajuarú, bebida fermentada preparada pelos indígenas da etnia Ticuna, é usado na festa da Moça Nova, que representa o ritual de passagem da menina para a adolescência. Nesse contexto, é comum o uso da saliva no preparo da bebida para acelerar o processo de fermentação. Diante disso, uma licencianda de Química, buscando elaborar uma proposta de intervenção intercultural, considerou integrar o conhecimento tradicional e o conteúdo de enzimas digestivas para a contextualização do ensino.
Considerando a proposta de intervenção intercultural dos estudantes, a professora deve
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - QUÍMICA - Licenciatura |
Q3711421 Pedagogia
Em uma sala de aula da 3ª série do Ensino Médio, a professora de Química percebeu que os estudantes estavam conversando sobre automedicação. A partir dessa observação, ela escolheu trabalhar essa temática, visando uma abordagem interdisciplinar.
Qual alternativa contempla o objetivo da professora?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - QUÍMICA - Licenciatura |
Q3711416 Pedagogia
O professor pretende articular conhecimentos teórico-práticos de compostos inorgânicos por meio da temática Chuva Ácida. Para tanto, utilizou a seguinte problematização inicial: “Por que uma flor, quando exposta à chuva ácida, muda sua coloração e seu aspecto?”. Após a problematização, os estudantes apresentaram algumas considerações, como: “Acho que isso ocorre devido ao ácido da chuva”, “Eu acho que esse ácido é formado pela poluição”, “Então, para testar, devemos jogar ácido em uma flor e pronto! Ela deve mudar de cor”, “Devemos simular uma chuva ácida”. Considerando as falas dos estudantes, o professor orientou a realização de uma pesquisa para resolver a problemática. Na sequência, com mediação do professor, os estudantes decidiram simular o processo de uma chuva ácida, montando um sistema experimental adaptado. O professor realizou a sistematização a partir das observações dos estudantes sobre o experimento, associando-a com os conhecimentos sobre o comportamento ácido-base dos compostos inorgânicos.
A sequência de atividades descrita se relaciona com qual tipo de abordagem didático-pedagógica?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - QUÍMICA - Licenciatura |
Q3711405 Pedagogia
Em uma avaliação sobre sólidos iônicos e metálicos, a professora de Química do Ensino Médio propõe a seguinte questão: relacione as figuras ao tipo de estrutura — sólidos iônicos ou metálicos — e explique tais representações com base nos conceitos de dureza/maleabilidade.

                          Imagem associada para resolução da questão ATKINS, P.; JONES, L.; LAVERMAN, L. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2018.


Durante a correção das provas, a professora percebe que os estudantes tiveram um entendimento equivocado sobre essa questão, representado pela resposta de um estudante.
“A Figura 1 representa a estrutura de um sólido metálico. Nela, os cátions dos metais (de cargas positivas), representados pelas bolinhas azuis, e os elétrons (bolinhas vermelhas — representam o mar de elétrons) se aproximam após a batida do martelo e, logo em seguida, se repelem. Isso faz com que o metal se quebre (como representado no 3º quadro da Figura 1). Já na Figura 2, temos a representação da estrutura de um sólido iônico, por exemplo, o NaCl — sal de cozinha. Nesse caso, após a batida do martelo, os íons (representados pelas bolinhas vermelhas) se reorganizam no espaço, mas não se alteram, pois já estão em pedaços extremamente pequenos”.
Frente a esse resultado, qual alternativa representa uma postura coerente da professora diante da necessidade de promoção da autonomia discente?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - QUÍMICA - Licenciatura |
Q3711404 Pedagogia
O professor de Química da 3ª série do Ensino Médio está preocupado com a preparação dos seus estudantes para o Enem e, por esse motivo, prioriza o uso de listas de exercícios e revisões voltadas para a realização do exame, sem qualquer tipo de contextualização. No final do bimestre, como principal instrumento de avaliação da disciplina, propõe um simulado com questões extraídas das provas de anos anteriores, com foco nos conceitos e na operacionalização para responder às questões objetivas.
Sobre o instrumento de avaliação utilizado pelo professor, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - QUÍMICA - Licenciatura |
Q3711401 Pedagogia

TEXTO 1


Em uma roda de conversa em sala de aula, cujo objetivo era discutir sobre os fatores que levam à mudança da matriz energética na sociedade, surgiu a pergunta de uma estudante: “O que deve ser levado em conta no desenvolvimento de carros elétricos para substituir os carros a combustão?”. Para ajudar na resposta, a professora sugeriu a análise do gráfico de Ragone.


COUTINHO, H. V.; AZEVEDO, D.; MAIA, T. A. C. Dimensionamento e arranjo

de baterias em um sistema de propulsão aeronáutica e as tendências para

o futuro. Congresso Brasileiro de Automática, n. 1, 2020 (adaptado).



TEXTO 2


Este gráfico compara dois aspectos importantes: a energia específica (Wh/kg), que apresenta quanta energia pode ser armazenada por quilo de material; e a potência específica (W/kg), que está relacionada à rapidez com que essa energia pode ser fornecida. Esses dados são importantes porque, em muitas situações, precisamos armazenar energia para usá-la quando não é possível gerá-la na hora.


                                                      

A fonte de energia mais eficiente para a substituição dos combustíveis convencionais para o uso veicular e a estratégia utilizada pela professora para promover a autonomia discente, respectivamente, são
Alternativas
Respostas
25741: D
25742: A
25743: D
25744: A
25745: B
25746: B
25747: D
25748: D
25749: C
25750: C
25751: B
25752: B
25753: B
25754: B
25755: A
25756: A
25757: A
25758: C
25759: A
25760: C