Questões de Concurso Sobre pedagogia
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Leia a situação hipotética abaixo.
Durante uma sequência de alfabetização no 1º ano, a professora propõe a escrita de convites para uma feira da escola. No processo, observa que algumas crianças representam apenas partes das palavras, outras utilizam letras aleatórias e algumas já articulam fonemas e grafemas com mais precisão. Ao invés de corrigir, a professora incentiva que expliquem o que escreveram, compara produções e promove discussões coletivas sobre o que “as letras estão dizendo”. Nesse contexto, o encaminhamento que integra avanço conceitual sobre o sistema e uso social da escrita é:
Leia a situação hipotética abaixo.
Em uma turma do 4º ano, a professora desenvolve um projeto de cartografia em que os alunos elaboram mapas com trajetos casa–escola. Observando avanços desiguais, ela reorganiza os grupos e propõe intervenções diferenciadas, incentivando explicações coletivas sobre escala e legenda. À luz da teoria histórico cultural de Vygotsky, analise as afirmativas abaixo.
I. A linguagem, nas interações em sala, atua como instrumento de mediação entre o pensamento e a ação, possibilitando avanços do nível real para o potencial de desenvolvimento.
II. A eficácia da mediação docente depende da uniformidade de conteúdos e tarefas, garantindo igualdade de compreensão e evitando interferências do contexto social.
III. As interações cooperativas entre pares favorecem o compartilhamento de significados e ampliam a Zona de Desenvolvimento Proximal dos estudantes.
IV. O ensino baseado em exercícios reiterados e revisão constante de procedimentos favorece a internalização conceitual por mera repetição, promovendo estabilidade e domínio progressivo do conhecimento científico.
V. A aprendizagem significativa ocorre quando o aluno é capaz de reconstruir individualmente os conceitos espontâneos, sem depender de mediações sociais, pois o desenvolvimento genuíno do pensamento científico exige a interferências externas.
Está CORRETO o que se afirma em:
Leia a situação hipotética abaixo.
Durante o planejamento semanal, a professora Ana, que atua com crianças de 4 a 5 anos, observa que o grupo manifesta diferentes formas de envolvimento: algumas crianças se interessam mais por atividades construtivas, enquanto outras preferem brincadeiras simbólicas. Diante dessa diversidade, Ana reorganiza espaços e tempos pedagógicos, alternando momentos de exploração livre com propostas intencionais que partem de suas observações e registros reflexivos. Nesse contexto e considerando os fundamentos contemporâneos da Didática e da Prática de Ensino na Educação Infantil, assinale a alternativa que apresenta um arranjo didático consistente quanto à intencionalidade, ludicidade, organização do tempo/espaço e avaliação.
( ) Ao tornar obrigatória a matrícula a partir de 4 anos, a lei desloca a educação infantil para o campo do dever público imediato, vinculando acesso, acompanhamento frequência pedagógico e como dimensões indissociáveis do direito à educação básica.
( ) A partir da alteração legal, o exercício do magistério na educação infantil e nos anos iniciais passa a exigir, obrigatoriamente, graduação em Pedagogia; a formação em nível médio, modalidade normal, deixa de ser habilitação válida para docência.
( ) A norma reafirma o dever do Estado de ofertar atendimento especializado aos educacional educandos com deficiência, preferencialmente na rede regular, como serviço complementar e articulado às práticas da sala comum.
( ) A obrigação estatal de ofertar educação infantil gratuita em creches e pré-escolas para crianças de até 5 anos integra o sistema público de ensino, demandando políticas ativas de provisão de vagas e de gestão do acesso.
A sequência CORRETA de cima para baixo é:
MODERNA. Coleção 360 – Ways: Ensino Médio. São Paulo: Moderna, 2021 (adaptado).
The prompt “O que você pode fazer para melhorar sua aprendizagem?”, from a textbook page, asks students to reflect on their own learning process. From a formative assessment perspective, what justifies the pedagogical purpose of this activity?
Considering the teacher’s practice, identify the linguistic phenomena addressed as well as the pedagogical approach employed
TROUILLOT, M.-R. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Curitiba: Huya, 2016.
A Revolução do Haiti (1791-1804) é considerada a primeira rebelião vitoriosa de pessoas escravizadas nas Américas, culminando na emancipação do país e na extinção da escravidão. Sob a liderança de Toussaint Louverture, o movimento destacou-se pela atuação central dos africanos e afrodescendentes na formação de um Estado soberano. O historiador Michel-Rolph Trouillot investiga como as narrativas históricas eurocêntricas e coloniais frequentemente invisibilizam esse movimento, seus agentes e suas contribuições para a trajetória global. Em uma aula, o professor propôs um debate sobre a Revolução do Haiti. Com base no texto, ele solicitou aos estudantes uma reflexão sobre o teor das narrativas. Essa proposta didática objetivou
BONETE JR., W.; MANKE, L. S.; SZLACHTA JR., A. M. Ensino de história:
disputas de narrativas, negacionismos e consciência histórica.
Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História,
Memória & Cultura, n. 32, 2025 (adaptado).
Um professor de História, ao ministrar uma aula sobre a Segunda Guerra Mundial, foi interpelado por alguns estudantes sobre uma informação de um perfil de uma rede social que nega os dados históricos acerca do holocausto judaico. Diante do negacionismo, dialogando com os desafios e dilemas do ensino e da pesquisa em História do tempo presente, apontados no texto, o professor precisa
TEXTO 1

TEIXEIRA, V. In: ANTUNES. R. (Org.). Riqueza e miséria do
trabalho no Brasil IV: trabalho digital, autogestão e expropriação da vida.
São Paulo: Boitempo, 2019.
TEXTO 2
A crise da sociedade salarial surge com o declínio da hegemonia taylor-fordista, com a reestruturação produtiva, fundada na flexibilização das relações de trabalho, no contexto de globalização da economia, levando à desestruturação dos arranjos sociais anteriores. As reformas que surgem visam diminuir os custos do trabalho, fragilizando a condição salarial, alastrando a precariedade do emprego, como contrato por tempo determinado, tempo parcial, trabalho temporário e subcontratos. O trabalho perde seu poder de integrar socialmente e garantir as proteções sociais. Observe-se que, se essa “propriedade social” não chegou a se consolidar satisfatoriamente no Brasil, pelo menos os trabalhadores já tiveram seus direitos mais protegidos que no momento atual, em que a reforma trabalhista vem coroar o desmonte progressivo da legislação trabalhista, guiado pelo ideário ultraliberal. A reestruturação do capitalismo global desemboca em uma nova morfologia do trabalho da qual emerge, entre outros fenômenos, o proletariado submetido à hegemonia das tecnologias digitais, principalmente na área de serviços, onde a figura do “trabalhador uberizado” toma a frente da cena. Seus efeitos são a degradação das relações de trabalho, já precedida pela série de precarizações, como a terceirização, a desregulamentação das relações de trabalho, ancoradas no discurso enganoso do empreendedorismo, no assédio crescente, no adoecimento, na ausência de proteção sindical ou de formas de organização solidária entre eles.
ARAÚJO, J. N. G. Neoliberalismo e horizontes da precarização do trabalho.
Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, n. 1, 2020 (adaptado).