Questões de Concurso
Sobre principais autores em pedagogia
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Em sua obra Didática (1992), José Carlos Libâneo explicita que a apropriação do conhecimento universal, produzido durante milênios de história pelo estudante, é o objetivo máximo das instituições escolares. Entretanto, Libâneo aponta que essa apropriação não deve ser acrítica, mas o conhecimento deve ser submetido “ao crivo de seus determinantes sociais para recuperar seu núcleo de objetividade...” e, ainda, afirma que, em “outras palavras, para tornar efetivo o processo educativo, é preciso dar-lhe uma orientação, as finalidades e os meios para sua realização, conforme opções que se faça, quanto ao tipo de educação que se pretende e ao tipo de sociedade a que se aspira” (LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1992).
O docente que estabeleça sua prática com base na dimensão crítico-social dos conteúdos aplica
Paulo Freire, em seu livro Pedagogia da Autonomia (1996), afirma que a “reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/Prática sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo” (FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996).
Os estudos das teorias de aprendizagem são considerados, conforme esclarecem Neto e Costa (2017, p. 218), “[...] modelos teóricos desenvolvidos cientificamente para explicar como ocorrem os processos de ensino-aprendizagem no transcorrer da história da Psicologia do Desenvolvimento Humano e da Psicologia da Educação”.
As teorias interacionistas ou cognitivistas são de base dialética. A esse respeito, marque a alternativa que apresenta os principais teóricos da psicologia:
Desde o Século XIX, o pensamento social tem oferecido contribuições à compreensão das relações entre sociedade e Estado e os papeis destes dois coletivos para a garantia da Educação às novas gerações, tal como se pode constatar no texto a seguir:
Admitido que a Educação seja função essencialmente social, não pode o Estado desinteressar-se dela. Ao contrário, tudo o que seja educação, deve estar até certo ponto submetido à sua influência. Isto não quer dizer que o Estado deva, necessariamente, monopolizar o ensino. A questão é muito complexa para que se trate dela assim de passagem. Pode-se acreditar que o progresso escolar seja mais fácil e mais rápido onde certa margem se deixe à iniciativa privada. O indivíduo é sempre mais renovador que o Estado. Mas, do fato de dever o Estado, no interesse público, deixar abrir outras escolas que não as suas, não se segue que deva tornar-se estranho ao que nelas se venha a passar. Pelo contrário, a educação que aí se der deve estar submetida à sua fiscalização. Não é mesmo admissível que a função de educação possa ser preenchida por alguém que não apresente as garantias de que o Estado, e só ele, pode ser juiz. Os limites dentro dos quais deve permanecer essa intervenção não podem ser determinados uma vez por todas; mas o princípio de intervenção não se contesta.
A citação acima foi extraída da obra de
Considere o texto abaixo.
Na verdade, seria incompreensível se a consciência de minha presença no mundo não significasse já a impossibilidade de minha ausência na construção da própria presença. Como presença consciente no mundo não posso escapar à responsabilidade ética no meu mover-me no mundo. Se sou puro produto da determinação genética ou cultural ou de classe, sou irresponsável pelo que faço no mover-me no mundo e se careço de responsabilidade não posso falar em ética. Isto não significa negar os condicionamentos genéticos, culturais, sociais a que estamos submetidos.
O excerto acima, extraído de obra de Paulo Freire, oferece elementos para considerarmos os processos de educação escolar e não escolar dos indivíduos. A partir das formulações nele contida, os indivíduos
Levando em consideração que existem distintas formas de promover o letramento de crianças (dadas suas faixas etárias) e que tais práticas são fundamentais para inserção do indivíduo em uma cultura letrada, leia as proposições que se seguem e julgue-as conforme estabelece Batista (2010), em “Alfabetização e letramento em classes de crianças menores de sete anos”.
I – Os estudos sobre alfabetização até os anos 70 indicavam que o ensino pré-escolar se configurava como preparação para a alfabetização, treinava habilidades consideradas pré-requisitos básicos para a efetiva aprendizagem da leitura e da escrita que deveriam ocorrer imediatamente.
II – A partir dos anos 80, estudos sobre a psicogênese da língua escrita como os de Ferreiro & Teberosky (1985), demonstram uma preocupação com os processos perceptivos e observáveis voltados para o processo de aquisição da leitura e escrita, e também com os processos mentais.
III – A alfabetização consiste em aprender a ler e a escrever unicamente para reproduzir o conhecimento que outros elaboram, capacitando desta forma os sujeitos a usar de forma autônoma essas habilidades, como ferramentas construtoras de conhecimentos.
IV – No caso da Educação Infantil, o reconhecimento da complexidade inerente ao processo de apropriação da linguagem escrita explicitou os desafios que a criança enfrenta para se apropriar desse sistema de representação. Evidenciou-se que não se trata de adquirir uma técnica, mas, sim, de percorrer um longo caminho que vai desde a compreensão do que a escrita representa até a forma convencional de representar sons graficamente.
Assinale a alternativa CORRETA:
“Conhecer os limites reais da educação formal na sociedade ajudou-me a direcionar meu trabalho. Sobre esses limites, poderia dizer concretamente que, quando estou com um grupo de vinte ou quarenta alunos, discutindo algum aspecto da realidade para tentar desvendá-lo, até mesmo quando estou discutindo o próprio processo de educação, não estou pensando, quando me despeço dos alunos, que terei vinte e cinco novos revolucionários...” (Paulo Freire)
Para o educador, o importante é aumentar a curiosidade dos alunos, estimulá-los a:
Para Paulo Freire, o currículo padrão, o currículo de transferência, é uma forma mecânica e autoritária de pensar sobre como organizar um programa, o que implica na falta de confiança na criatividade dos alunos e na capacidade dos professores. Quando existe uma instituição centralizadora de onde emergem os ditames do que “deve ser feito nas escolas”, pode-se considerar que há um comando que manipula, à distância, as atividades de educadores e educandos.
A dificuldade, mesmo atualmente, de se colocar em prática uma educação dialógica ou libertadora, provém, principalmente, do fato de que:
O Programa de Iniciação Científica Júnior é um programa que visa ao desenvolvimento de projetos de educação científica para estudantes da Educação Básica. Esse programa permite aos estudantes aprenderem todos os aspectos do desenvolvimento de um projeto científico, contando com a supervisão de um professor orientador. O apoio à inserção do corpo discente se dá por meio de concessão de bolsa, por período pré-determinado (Colégio Pedro II. PPPI 2018, p. 101).
O programa de Iniciação Científica Júnior apresentado no PPPI do Colégio Pedro II relaciona-se com o trecho de Paulo Freire