Questões de Concurso
Sobre principais autores em pedagogia
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Assinale a alternativa falsa acerca das tendências pedagógicas no contexto educativo.
I. Pedagogia é o campo do conhecimento que se ocupa do estudo sistemático da educação − do ato educativo, da prática educativa como componente integrante da atividade humana, como fato da vida social, inerente ao conjunto dos processos sociais;
II. Pedagogia diz respeito a uma reflexão sistemática sobre o fenômeno educativo, sobre as práticas educativas, para poder ser uma instância orientadora do trabalho educativo. Ou seja, ela não se refere apenas às práticas escolares, mas a um imenso conjunto de outras práticas;
III. A pedagogia é a teoria educacional que estuda os processos escolares, exclusivamente.
I. A educação, que inclui a instrução e a formação humana, visa, antes de tudo, desenvolver a personalidade;
II. A personalidade humana está ligada aos seus potenciais criativos;
III. A instrução e o processo de formação humana assumem a atividade pessoal por parte dos alunos. O aluno é sujeito no processo de educação;
IV. O professor guia a instrução dos alunos, que ocorre mediante a colaboração entre os participantes;
V. Os métodos mais valiosos para a instrução e a formação das pessoas são aqueles que correspondem às peculiaridades individuais e, portanto, os métodos de ensino devem ser uniformes.
Analise as assertivas sobre o desenvolvimento da consciência moral e do espírito cívico na infância, conforme Jean Piaget.
I.A moral infantil se desenvolve por meio das relações sociais e da cooperação.
II.O respeito mútuo contribui para a construção da autonomia moral.
III.A obediência cega às regras caracteriza a moral autônoma.
IV.A vivência de regras compartilhadas favorece o espírito cívico.
É CORRETO o que se afirma em:
A Pedagogia de Freinet, desenvolvida pelo educador francês Célestin Freinet é uma abordagem centrada na criança, na cooperação e no trabalho. Sobre os princípios da Pedagogia de Célestin Freinet, analise as assertivas.
I.Valoriza a expressão livre da criança por meio do texto livre e do desenho.
II.Defende a aprendizagem baseada na cooperação e no trabalho coletivo.
III.Centraliza o processo educativo na autoridade absoluta do professor.
IV.Propõe uma escola ligada à vida e à realidade das crianças.
É CORRETO o que se afirma em:
Nunes (2013) apresenta a seguinte situação: uma criança com deficiência intelectual imita uma ação que observou alguém realizando, pode ser escrevendo, falando, manipulando objetos etc.
Nesse caso, segundo a autora, a criança
Trentin (2018), baseando-se em Vygotsky, afirma: a criança com deficiência intelectual deve ser compreendida, como sujeito com capacidades para desenvolver-se, sendo que, no desenvolvimento dessa criança, torna-se essencial a compreensão das singularidades.
De acordo com essa teoria, em relação ao desenvolvimento da criança com deficiência intelectual, é correto afirmar:
Leia o excerto a seguir, adaptado de Piaget (apud La Taille, Oliveira e Dantas, 1992):
Constitui o produto mais refinado da socialização. Acontece na medida em que o “eu” renuncia a si mesmo para inserir seu ponto de vista próprio entre os outros e se curvar assim às regras da reciprocidade. Em oposição ao egocentrismo inicial, o qual consiste em tomar o ponto de vista próprio como absoluto, por falta de poder perceber seu caráter particular, consiste em tomar consciência desta relatividade da perspectiva individual e colocá-la em relação com o conjunto das outras perspectivas possíveis; é, pois, uma coordenação da individualidade com o universal.
A descrição trata do que Piaget define como
Os professores Saviani (1997) e Libâneo (1990) sobre as tendências pedagógicas, apontam que as principais tendências pedagógicas presentes na educação brasileira se dividem em duas grandes linhas de pensamento pedagógico. São elas: Tendências Liberais e Tendências Progressistas.
É CORRETO afirmar que, no âmbito das tendências progressistas, o aluno
Nas reflexões de José Carlos Libâneo sobre didática e prática pedagógica, as metodologias de ensino não podem ser compreendidas como técnicas neutras ou meros recursos operacionais. Ao contrário, expressam concepções de educação, de conhecimento e de sociedade, articulando objetivos formativos, conteúdos escolares e mediações pedagógicas. No contexto contemporâneo, marcado por demandas de democratização do conhecimento e por novas formas de produção cultural, Libâneo defende metodologias que preservem a centralidade dos conteúdos escolares, sem abrir mão da participação ativa dos estudantes e da intencionalidade docente.
A partir dessa perspectiva, é CORRETO afirmar que as metodologias educacionais contemporâneas
"O currículo não se encerra na dimensão planejada ou prescritiva. Não se limita à concretização do planejamento. Ele é diretamente afetado pelas reações e iniciativas dos alunos, o que exige por parte do professor um trabalho de improviso em sala de aula [...]. As atividades, o trabalho escolar dos alunos escapa parcialmente ao seu controle, porque, no seu percurso didático, nem tudo é escolhido de forma perfeitamente consciente e, sobretudo, porque as resistências dos alunos e as eventualidades da prática pedagógica [...] fazem com que as atividades nunca se desenrolem exatamente como previsto."
(PERRENOUD, P. Ofício de aluno e sentido do trabalho escolar. Porto: Porto Editora, 1995. Adaptado).
O texto de Perrenoud descreve a tensão dialética entre o ideal planejado e a prática cotidiana. Na teoria curricular, a dimensão descrita, que se concretiza na interação professor-aluno, representando a transposição didática do planejamento, as adaptações práticas e o fazer pedagógico efetivo em sala de aula, é denominada
A ESCOLA AFASTADA DA VIDA
Antonio Perez Esclarín
Derrubaram a velha escola e, em seu lugar, ergueram uma escola moderníssima e valiosa. Construída com ricos materiais, o luxo e a elegância brilhavam por todos os lugares. Nada lhe faltava: laboratórios, biblioteca, centros de orientação… Não obstante, os alunos definhavam de tédio e se sentiam estranhos, como em uma jaula dourada.
O diretor não podia ocultar seu desconcerto, pois estava convencido de que a antiga apatia dos alunos se devia às pobres condições da velha escola e pensava que, na nova, tudo se modificaria.
Um dia, um sábio pedagogo visitou a escola e, depois de escutar a queixa do diretor, levou-o a uma estação de trens que contava com todos os avanços tecnológicos e era uma obra-prima arquitetônica, mas tinha um único e gravíssimo problema: tinham-na construído longe dos trilhos. Por ali, não passava nenhum trem.
— Tudo muito bonito e moderno, disse o diretor, mas para que serve uma estação longe dos trens?
— E para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida? Creio que li em uma das obras de Tony de Mello a história do paraquedista que caiu na copa de uma árvore sem ter a menor ideia de onde se encontrava. Antes de poder desembaraçar-se dos ramos da árvore, passou por ali um caminhante, e o paraquedista lhe perguntou:
— O senhor poderia, por favor, dizer-me onde estou?
— O senhor se encontra em uma árvore.
— Por acaso o senhor é professor? — Como soube?
— Porque o que diz é verdade, mas não me serve de nada.
Mostra-se, também, pertinente a história de um menino realmente habilidoso que vivia sempre inventando, consertando coisas, desmontando e voltando a montar aparelhos, plantando sementes, recolhendo ninhos, fabricando carrinhos… e costumava dizer: “Agora tenho de abandonar a aprendizagem por um grande período de tempo, porque tenho de ir à escola”.
Uma das maiores fatalidades da escola atual é seu afastamento da vida. O mundo escolar construiu um mundo artificial dentro do mundo real, e a maioria das coisas que se exigem e se aprendem na escola só serve para permanecer ou continuar ascendendo em uma corrida de obstáculos que, com demasiada frequência, não leva a lugar algum. A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber, em vez de ser capacidade para viver com maior plenitude, é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido.
Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro, do povoado, da cidade, do país. O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana de sua vida. Abramos à vida os portões e as janelas das escolas. Deixemos que a realidade invada os programas. Não esqueçamos que só é possível preparar para a vida no âmbito da própria vida. Não nos queixemos da apatia dos alunos, se o ideal de nossas escolas parece ser o silêncio e a paz dos cemitérios.
ESCLARÍN, Antonio Perez. Educar valores e o valor de educar: parábolas. São Paulo: Paulus, 2002.
A necessária articulação entre teoria e prática torna-se evidente ao confrontarmos a crítica de Perez Esclarín (1998), ao questionar “para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida?”, com a definição de Libâneo (2013).
Nesse contexto, segundo o autor, compete à Didática “converter os objetivos sociopolíticos e pedagógicos em objetivos de ensino; selecionar e organizar os conteúdos curriculares” (p.25).
Para superar tal distanciamento e efetivar a Didática como mediadora entre a escola e a realidade social, o docente deve