Questões de Concurso Sobre organização e estrutura dos sistemas de ensino no brasil em pedagogia

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Q4340539 Pedagogia
O ordenamento educacional brasileiro assegura aos estudantes um patamar comum de formação a ser alcançado em cada fase da escolaridade básica. Considerando esse princípio, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4340518 Pedagogia
A Secretaria Municipal de Educação de determinado município elabora projeto para abrir turmas de ensino médio em duas escolas da rede municipal, custeadas com recursos integrantes do percentual mínimo constitucional vinculado à manutenção e ao desenvolvimento do ensino. No mesmo período, o levantamento da própria Secretaria registra lista de espera nos anos finais do ensino fundamental e turmas funcionando acima da lotação recomendada. A assessoria técnica é consultada sobre a viabilidade jurídica da proposta. Conforme a Lei Federal nº 9.394/1996, assinale a alternativa CORRETA acerca da atuação do Município na etapa pretendida.
Alternativas
Q4339671 Pedagogia
O documento que expressa a identidade e as intenções educativas de uma escola, construído coletivamente pela comunidade escolar, é o _______. Já a instância que articula, em regime de colaboração, as redes federal, estaduais e municipais compõe o _______ nacional. Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas, na ordem em que aparecem:
Alternativas
Q4339103 Pedagogia
O texto I abaixo serve de base de análise para a questão.

TEXTO I

    Um certo Miguilim morava com sua mãe, seu pai e seus irmãos, longe, longe daqui, muito depois da Vereda-do-Frangod'Água e de outras veredas sem nome ou pouco conhecidas, em ponto remoto, no Mutum. No meio dos Campos Gerais, mas num covoão em trecho de matas, terra preta, pé de serra. Miguilim tinha oito anos. Quando completara sete, havia saído dali, pela primeira vez: o Tio Terêz levou-o a cavalo, à frente da sela, para ser crismado no Sucuriju, por onde o bispo passava. Da viagem, que durou dias, ele guardara aturdidas lembranças, embaraçadas em sua cabecinha. De uma, nunca pôde se esquecer: alguém, que já estivera no Mutum, tinha dito: "É um lugar bonito, entre morro e morro, com muita pedreira e muito mato, distante de qualquer parte; e lá chove sempre..."
    Mas sua mãe, que era linda e com cabelos pretos e compridos, se doía de tristeza de ter de viver ali. Queixava-se, principalmente nos demorados meses chuvosos, quando carregava o tempo, tudo tão sozinho, tão escuro, o ar ali era mais escuro; ou, mesmo na estiagem, qualquer dia, de tardinha, na hora do sol entrar. — "Oê, ah, o triste recanto..." — ela exclamava. Mesmo assim, enquanto esteve fora, só com o tio Terêz, Miguilim padeceu tanta saudade, de todos e de tudo, que às vezes nem conseguia chorar, e ficava sufocado.
    Quando voltou para casa, seu maior pensamento era que tinha a boa notícia para dar à mãe: o que o homem tinha falado — que o Mutum era lugar bonito... A mãe, quando ouvisse essa certeza, havia de se alegrar, ficava consolada. Era um presente; e a ideia de poder trazê-lo desse jeito de cor, como uma salvação, deixava-o febril até nas pernas. Tão grave, grande, que nem o quis dizer à mãe na presença dos outros, mas insofria por ter de esperar; e, assim que pôde estar com ela só, abraçou-se a seu pescoço e contou-lhe, estremecido, aquela revelação. A mãe não lhe deu valor nenhum, mas mirou triste e apontou o morro; dizia:
    — Estou sempre pensando que lá por detrás dele acontecem outras coisas, que o morro está tapando de mim, e que eu nunca hei de poder ver...
    Era a primeira vez que a mãe falava com ele um assunto todo sério. No fundo de seu coração, ele não podia, porém, concordar, por mais que gostasse dela: e achava que o moço que tinha falado aquilo era que estava com a razão. [...]
    De repente lá vinha um homem a cavalo. Eram dois. Um senhor de fora, o claro da roupa. Miguilim saudou, pedindo a bênção. O homem trouxe o cavalo cá bem junto. Ele era de óculos, corado, alto, com um chapéu diferente, mesmo.
     — Deus te abençoe, pequenino. Como é teu nome?
     — Miguilim. Eu sou irmão do Dito.
     — E seu irmão Dito é o dono daqui?
    — Não, meu senhor. O Ditinho está em glória. O homem esbarrava o avanço do cavalo, que era zelado, manteúdo, formoso como nenhum outro. Redizia:
    — Ah, não sabia, não. Deus o tenha em sua guarda... Mas, que é que há, Miguilim?
    Miguilim queria ver se o homem estava mesmo sorrindo para ele, por isso é que o encarava.
    — Por que você aperta os olhos assim? Você não é limpo de vista? Vamos até lá. Quem é que está em tua casa?
    — É Mãe, e os meninos...
    Estava Mãe, estava Tio Terêz, estavam todos. O senhor alto e claro se apeou. O outro, que vinha com ele, era um camarada.
    O senhor perguntava à Mãe muitas coisas do Miguilim. Depois perguntava a ele mesmo:
   — Miguilim, espia daí: quantos dedos da minha mão você está enxergando? E agora?
    Miguilim espremia os olhos. Drelina e a Chica riam. Tomezinho tinha ido se esconder.
    — Este nosso rapazinho tem a vista curta. Espera aí, Miguilim...
    E o senhor tirava os óculos e punha-os em Miguilim, com todo o jeito.
    — Olha, agora!
    Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava. Aqui, ali, meu Deus, tanta coisa, tudo... O senhor tinha retirado dele os óculos, e Miguilim ainda apontava, falava, contava tudo como era, como tinha visto. Mãe esteve assim assustada; mas o senhor dizia que aquilo era do modo mesmo, só que Miguilim também carecia de usar óculos, dali por diante. O senhor bebia café com eles. Era o doutor José Lourenço, do Curvelo. Tudo podia. Coração de Miguilim batia descompasso, ele careceu de ir lá dentro, contar à Rosa, à Maria Pretinha, a Mãitina. A Chica veio correndo atrás, mexeu:
    — Miguilim, você é piticego... E ele respondeu:
  — Donazinha... Quando voltou, o doutor José Lourenço já tinha ido embora. [...]
    Miguilim não sabia. Todos eram maiores do que ele, as coisas reviravam sempre dum modo tão diferente, eram grandes demais.
    — Pra onde ele foi?
    — A foi p´ra a Vereda do Tipã, onde os caçadores estão. Mas amanhã ele volta, de manhã, antes de ir s´embora para a cidade. Disse que, você querendo. Miguilim, ele junto te leva... O doutor era homem muito bom, levava o Miguilim, lá ele comprava uns óculos pequenos, entrava para a escola, depois aprendia ofício. Você mesmo quer ir?
    Miguilim não sabia. Fazia peso para não soluçar. Sua alma, até ao fundo, se esfriava. Mas Mãe disse:
     — Vai, meu filho. É a luz dos teus olhos, que só Deus teve poder para te dar. Vai. Fim do ano, a gente puder, faz a viagem também. Um dia todos se encontram...
    E Mãe foi arrumar a roupinha dele. A Rosa matava galinha, para pôr na capanga, com farofa. Miguilim ia no cavalo Diamante — depois era vendido lá na cidade, o dinheiro ficava pra ele.
    — Mãe, é o mar? Ou é para a banda do Pau-Roxo, Mãe? É muito longe?
   — Mais longe é, meu filhinho. Mas é do lado do Pau-Roxo não. É o contrário... A Mãe suspirava suave.
    — Mãe, mas por que é, então, para que é, que aconteceu tudo?!
   — Miguilim, me abraça, meu filhinho, que eu tenho tanto amor... [...] O doutor chegou. 
    — Miguilim, você está aprontado? Está animoso? Miguilim abraçava todos, um por um, dizia adeus até aos cachorros, ao Papaco-o-Paco, ao gato Sossõe que lambia as mãozinhas se asseando. Beijou a mão da mãe do Grivo.
     — Dá lembrança a seo Aristeu... Dá lembrança a seo Deográcias... Estava abraçado com Mãe. Podiam sair. Mas, então, de repente, Miguilim parou em frente do doutor. Todo tremia, quase sem coragem de dizer o que tinha vontade. Por fim, disse. Pediu. O doutor entendeu e achou graça. Tirou os óculos, pôs na cara de Miguilim. E Miguilim olhou para todos, com tanta força. Saiu lá fora. Olhou os matos escuros de cima do morro, aqui a casa, a cerca de feijão-bravo e são-caetano; o céu, o curral, o quintal; os olhos redondos e os vidros altos da manhã. Olhou, mais longe, o gado pastando perto do brejo, florido de são-josés, como um algodão. O verde dos buritis, na primeira vereda. O Mutum era bonito! Agora ele sabia. Olhou Mãitina, que gostava de o ver de óculos, batia palmas-de-mão e gritava:
   — Cena, Corinta!... Olhou o redondo de pedrinhas, debaixo do jenipapeiro. Olhava mais era para Mãe. Drelina era bonita, a Chica, Tomezinho. Sorriu para Tio Terêz:
    — Tio Terêz, o senhor parece com o Pai... Todos choravam. O doutor limpou a goela, disse:
    — Não sei, quando eu tiro esses óculos, tão fortes, até meus olhos se enchem d´água...
     Miguilim entregou a ele os óculos outra vez. Um soluçozinho veio. Sempre alegre, Miguilim... Sempre alegre, Miguilim... Nem sabia o que era alegria e tristeza. Mãe o beijava. A Rosa punhalhe doces-de-leite nas algibeiras, para a viagem. Papaco-oPaco falava, alto, falava.

ROSA, Guimarães. Campo Geral. Adaptado.
Leia o texto abaixo antes de responder ao que se pede:
Transporte escolar para alunos do campo é lei
Sim, o transporte escolar para alunos do campo é uma lei no Brasil. O Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e o programa Caminho da Escola são exemplos de políticas públicas que garantem o transporte escolar para alunos da educação básica pública residentes em áreas rurais. Essas políticas visam assegurar o acesso à educação e reduzir a evasão escolar, especialmente em comunidades que possuem dificuldades de locomoção.
Fonte: www.gov.br
A partir da comparação entre os fatos expostos sobre o personagem Miguilim no texto I e a obrigatoriedade de políticas públicas voltadas para a oferta de transporte escolar rural, é correto afirmar, levando-se em consideração a História da Educação no Brasil que, no início do século XX:
Alternativas
Q4339100 Pedagogia
O texto I abaixo serve de base de análise para a questão.

TEXTO I

    Um certo Miguilim morava com sua mãe, seu pai e seus irmãos, longe, longe daqui, muito depois da Vereda-do-Frangod'Água e de outras veredas sem nome ou pouco conhecidas, em ponto remoto, no Mutum. No meio dos Campos Gerais, mas num covoão em trecho de matas, terra preta, pé de serra. Miguilim tinha oito anos. Quando completara sete, havia saído dali, pela primeira vez: o Tio Terêz levou-o a cavalo, à frente da sela, para ser crismado no Sucuriju, por onde o bispo passava. Da viagem, que durou dias, ele guardara aturdidas lembranças, embaraçadas em sua cabecinha. De uma, nunca pôde se esquecer: alguém, que já estivera no Mutum, tinha dito: "É um lugar bonito, entre morro e morro, com muita pedreira e muito mato, distante de qualquer parte; e lá chove sempre..."
    Mas sua mãe, que era linda e com cabelos pretos e compridos, se doía de tristeza de ter de viver ali. Queixava-se, principalmente nos demorados meses chuvosos, quando carregava o tempo, tudo tão sozinho, tão escuro, o ar ali era mais escuro; ou, mesmo na estiagem, qualquer dia, de tardinha, na hora do sol entrar. — "Oê, ah, o triste recanto..." — ela exclamava. Mesmo assim, enquanto esteve fora, só com o tio Terêz, Miguilim padeceu tanta saudade, de todos e de tudo, que às vezes nem conseguia chorar, e ficava sufocado.
    Quando voltou para casa, seu maior pensamento era que tinha a boa notícia para dar à mãe: o que o homem tinha falado — que o Mutum era lugar bonito... A mãe, quando ouvisse essa certeza, havia de se alegrar, ficava consolada. Era um presente; e a ideia de poder trazê-lo desse jeito de cor, como uma salvação, deixava-o febril até nas pernas. Tão grave, grande, que nem o quis dizer à mãe na presença dos outros, mas insofria por ter de esperar; e, assim que pôde estar com ela só, abraçou-se a seu pescoço e contou-lhe, estremecido, aquela revelação. A mãe não lhe deu valor nenhum, mas mirou triste e apontou o morro; dizia:
    — Estou sempre pensando que lá por detrás dele acontecem outras coisas, que o morro está tapando de mim, e que eu nunca hei de poder ver...
    Era a primeira vez que a mãe falava com ele um assunto todo sério. No fundo de seu coração, ele não podia, porém, concordar, por mais que gostasse dela: e achava que o moço que tinha falado aquilo era que estava com a razão. [...]
    De repente lá vinha um homem a cavalo. Eram dois. Um senhor de fora, o claro da roupa. Miguilim saudou, pedindo a bênção. O homem trouxe o cavalo cá bem junto. Ele era de óculos, corado, alto, com um chapéu diferente, mesmo.
     — Deus te abençoe, pequenino. Como é teu nome?
     — Miguilim. Eu sou irmão do Dito.
     — E seu irmão Dito é o dono daqui?
    — Não, meu senhor. O Ditinho está em glória. O homem esbarrava o avanço do cavalo, que era zelado, manteúdo, formoso como nenhum outro. Redizia:
    — Ah, não sabia, não. Deus o tenha em sua guarda... Mas, que é que há, Miguilim?
    Miguilim queria ver se o homem estava mesmo sorrindo para ele, por isso é que o encarava.
    — Por que você aperta os olhos assim? Você não é limpo de vista? Vamos até lá. Quem é que está em tua casa?
    — É Mãe, e os meninos...
    Estava Mãe, estava Tio Terêz, estavam todos. O senhor alto e claro se apeou. O outro, que vinha com ele, era um camarada.
    O senhor perguntava à Mãe muitas coisas do Miguilim. Depois perguntava a ele mesmo:
   — Miguilim, espia daí: quantos dedos da minha mão você está enxergando? E agora?
    Miguilim espremia os olhos. Drelina e a Chica riam. Tomezinho tinha ido se esconder.
    — Este nosso rapazinho tem a vista curta. Espera aí, Miguilim...
    E o senhor tirava os óculos e punha-os em Miguilim, com todo o jeito.
    — Olha, agora!
    Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava. Aqui, ali, meu Deus, tanta coisa, tudo... O senhor tinha retirado dele os óculos, e Miguilim ainda apontava, falava, contava tudo como era, como tinha visto. Mãe esteve assim assustada; mas o senhor dizia que aquilo era do modo mesmo, só que Miguilim também carecia de usar óculos, dali por diante. O senhor bebia café com eles. Era o doutor José Lourenço, do Curvelo. Tudo podia. Coração de Miguilim batia descompasso, ele careceu de ir lá dentro, contar à Rosa, à Maria Pretinha, a Mãitina. A Chica veio correndo atrás, mexeu:
    — Miguilim, você é piticego... E ele respondeu:
  — Donazinha... Quando voltou, o doutor José Lourenço já tinha ido embora. [...]
    Miguilim não sabia. Todos eram maiores do que ele, as coisas reviravam sempre dum modo tão diferente, eram grandes demais.
    — Pra onde ele foi?
    — A foi p´ra a Vereda do Tipã, onde os caçadores estão. Mas amanhã ele volta, de manhã, antes de ir s´embora para a cidade. Disse que, você querendo. Miguilim, ele junto te leva... O doutor era homem muito bom, levava o Miguilim, lá ele comprava uns óculos pequenos, entrava para a escola, depois aprendia ofício. Você mesmo quer ir?
    Miguilim não sabia. Fazia peso para não soluçar. Sua alma, até ao fundo, se esfriava. Mas Mãe disse:
     — Vai, meu filho. É a luz dos teus olhos, que só Deus teve poder para te dar. Vai. Fim do ano, a gente puder, faz a viagem também. Um dia todos se encontram...
    E Mãe foi arrumar a roupinha dele. A Rosa matava galinha, para pôr na capanga, com farofa. Miguilim ia no cavalo Diamante — depois era vendido lá na cidade, o dinheiro ficava pra ele.
    — Mãe, é o mar? Ou é para a banda do Pau-Roxo, Mãe? É muito longe?
   — Mais longe é, meu filhinho. Mas é do lado do Pau-Roxo não. É o contrário... A Mãe suspirava suave.
    — Mãe, mas por que é, então, para que é, que aconteceu tudo?!
   — Miguilim, me abraça, meu filhinho, que eu tenho tanto amor... [...] O doutor chegou. 
    — Miguilim, você está aprontado? Está animoso? Miguilim abraçava todos, um por um, dizia adeus até aos cachorros, ao Papaco-o-Paco, ao gato Sossõe que lambia as mãozinhas se asseando. Beijou a mão da mãe do Grivo.
     — Dá lembrança a seo Aristeu... Dá lembrança a seo Deográcias... Estava abraçado com Mãe. Podiam sair. Mas, então, de repente, Miguilim parou em frente do doutor. Todo tremia, quase sem coragem de dizer o que tinha vontade. Por fim, disse. Pediu. O doutor entendeu e achou graça. Tirou os óculos, pôs na cara de Miguilim. E Miguilim olhou para todos, com tanta força. Saiu lá fora. Olhou os matos escuros de cima do morro, aqui a casa, a cerca de feijão-bravo e são-caetano; o céu, o curral, o quintal; os olhos redondos e os vidros altos da manhã. Olhou, mais longe, o gado pastando perto do brejo, florido de são-josés, como um algodão. O verde dos buritis, na primeira vereda. O Mutum era bonito! Agora ele sabia. Olhou Mãitina, que gostava de o ver de óculos, batia palmas-de-mão e gritava:
   — Cena, Corinta!... Olhou o redondo de pedrinhas, debaixo do jenipapeiro. Olhava mais era para Mãe. Drelina era bonita, a Chica, Tomezinho. Sorriu para Tio Terêz:
    — Tio Terêz, o senhor parece com o Pai... Todos choravam. O doutor limpou a goela, disse:
    — Não sei, quando eu tiro esses óculos, tão fortes, até meus olhos se enchem d´água...
     Miguilim entregou a ele os óculos outra vez. Um soluçozinho veio. Sempre alegre, Miguilim... Sempre alegre, Miguilim... Nem sabia o que era alegria e tristeza. Mãe o beijava. A Rosa punhalhe doces-de-leite nas algibeiras, para a viagem. Papaco-oPaco falava, alto, falava.

ROSA, Guimarães. Campo Geral. Adaptado.
A partir da leitura do fragmento de Campo Geral no texto I, assinale a alternativa cuja afirmação esteja alinhada com o contexto educacional da época em relação ao ideal que se tem atualmente sobre o papel da Educação na sociedade.
Alternativas
Q4338059 Pedagogia
A Lei Complementar nº 220/2025 instituiu o Sistema Nacional de Educação e estabeleceu mecanismos de cooperação entre os entes federativos. Sua configuração envolve articulação entre sistemas sem eliminar as competências decorrentes da organização federativa brasileira. Com base nessa disciplina, analise as assertivas abaixo e classifique cada uma como verdadeira (V) ou falsa (F).

(__)O SNE promove a articulação entre os sistemas de ensino e a integração de ações relacionadas às políticas educacionais.
(__)A organização do SNE determina que os sistemas municipais sejam vinculados aos respectivos sistemas estaduais para fins de articulação das políticas educacionais.
(__)O regime de colaboração constitui elemento da cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios na implementação de políticas educacionais.
(__)A articulação entre os sistemas deve ocorrer com respeito à organização federativa da educação nacional e à autonomia dos entes.
(__)A coordenação nacional do SNE permite à União estabelecer decisões administrativas vinculantes para os sistemas estaduais e municipais no exercício das competências próprias desses entes.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:  
Alternativas
Q4338056 Pedagogia
A recomposição das aprendizagens passou a integrar políticas nacionais destinadas a enfrentar defasagens verificadas na trajetória escolar. Nesse contexto, avaliações, organização curricular e intervenções pedagógicas assumem funções articuladas à garantia dos direitos de aprendizagem. Considerando os parâmetros nacionais para a recomposição das aprendizagens, analise as afirmações. 

I.A avaliação diagnóstica de caráter formativo pode fundamentar decisões de docentes e equipes gestoras sobre as necessidades de aprendizagem identificadas.
II.A recomposição das aprendizagens compreende práticas pedagógicas e ações de gestão voltadas à garantia dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento.
III.Os mapas de progressão destinam-se a uniformizar os percursos escolares, estabelecendo uma sequência comum de conteúdos para estudantes com diferentes defasagens.
IV.A promoção da equidade admite considerar desigualdades, diversidade, singularidades dos estudantes e efeitos da vulnerabilidade social.
V.O acompanhamento da aprendizagem assume caráter prioritariamente certificador, pois a recomposição depende da comprovação dos padrões atingidos em cada etapa.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4338049 Pedagogia
A diversidade presente nas redes de ensino envolve diferenças étnico-raciais, culturais, territoriais, linguísticas e condições específicas de escolarização. A formulação de políticas educacionais pode responder a essas diferenças de maneiras distintas, especialmente quando existem desigualdades nas condições de acesso, permanência e aprendizagem. Com base nessa perspectiva, analise as afirmações.

I.A promoção da equidade pode justificar medidas diferenciadas quando grupos de estudantes se encontram em condições educacionais desiguais.
II.A consideração da diversidade pode repercutir no currículo, nas formas de oferta educacional e na distribuição de recursos.
III.A garantia de parâmetros comuns de aprendizagem requer que as estratégias de atendimento sejam semelhantes entre os diferentes grupos, mesmo quando existam desigualdades nas condições de escolarização.
IV.Políticas destinadas às populações indígenas, quilombolas, à educação especial e a outros públicos específicos podem integrar ações de promoção da equidade. V.A valorização das particularidades culturais deve permanecer restrita a ações complementares, sem alterar o currículo ou as práticas pedagógicas em função das características dos diferentes grupos.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4337836 Pedagogia
O Projeto Político-Pedagógico (PPP) orienta a organização do trabalho escolar, estabelecendo diretrizes para os diferentes projetos e ações desenvolvidos pela instituição de ensino. Uma de suas características é possuir caráter global e constituir o ponto de partida para as iniciativas da escola.

Fonte: SANTANA, Maria Valquíria Barbosa. Projeto político-pedagógico: o que é, para que serve e como se faz. Salvador: Instituto Federal Baiano, 2019.

Assinale a alternativa que denomina CORRETAMENTE essa característica do PPP. 
Alternativas
Q4337658 Pedagogia

Na primeira reunião do conselho escolar do ano, discutiu-se o lugar das famílias e da comunidade na vida da instituição. Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir:



I.A educação é dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana.


II.Os estabelecimentos de ensino têm a incumbência de informar os pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica.


III.Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática assegurando a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q4336962 Pedagogia
O documento que expressa a intencionalidade educativa de uma escola e organiza o seu trabalho a partir da realidade em que ela se insere ocupa lugar central na gestão democrática. Sobre esse documento, o projeto político-pedagógico, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4336960 Pedagogia
Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I.A organização da educação nacional adota o regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.
PORQUE
II.Cada ente federado atua de forma independente na oferta do ensino, sem incumbências comuns de organização e de manutenção dos sistemas.


A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4336947 Pedagogia
A base normativa que orienta os currículos no país estabelece o conjunto de conhecimentos e habilidades que a escola precisa assegurar a quem frequenta a educação obrigatória. A respeito desses direitos de aprendizagem, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4336939 Pedagogia
Ao iniciar a revisão do projeto político-pedagógico, uma equipe escolar registra em ata a dúvida sobre a possibilidade de adotar a Base Nacional Comum Curricular como currículo da instituição, dispensando a elaboração de proposta própria. A assessoria pedagógica da rede é chamada a esclarecer a relação entre os dois instrumentos. Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I.A Base Nacional Comum Curricular não substitui os currículos das redes de ensino e das instituições escolares.
PORQUE
II.A Base Nacional Comum Curricular define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais e constitui referência obrigatória para a elaboração dos currículos, que a complementam com uma parte diversificada.


Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4336334 Pedagogia
A organização do trabalho educativo envolve diferentes formas de articulação entre a escola e o contexto social em que ela está inserida. Sobre este tema, analise as afirmativas a seguir.

I. O desenvolvimento de atividades em parceria com órgãos, entidades locais e equipamentos sociais e culturais do território pode ampliar as oportunidades educativas, desde que articulado ao projeto político-pedagógico da escola.
II. A participação da comunidade nas ações educativas deve ocorrer de forma pontual, evitando interferências nos processos de planejamento e organização da escola.
III. Ao reconhecer a comunidade e a cidade como ambientes de aprendizagem, a escola deixa de exercer seu papel formativo, transferindo essa responsabilidade para outros espaços sociais. 

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4336333 Pedagogia
A formação pessoal e social do educando envolve a compreensão do desenvolvimento humano em sua integralidade e o reconhecimento das singularidades dos sujeitos no contexto escolar. Com base nessa concepção, analise os itens a seguir.

I - A Educação Básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global, compreendendo a complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento.
II - A educação integral reconhece a importância das diferentes dimensões do desenvolvimento humano, mas pressupõe que sua organização pedagógica seja orientada apenas pelo desenvolvimento intelectual, por constituir a base para a formação das demais habilidades dos estudantes.
III - A escola deve promover o acolhimento, o reconhecimento e o desenvolvimento pleno dos estudantes, fortalecendo práticas de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e diversidades. 

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4336330 Pedagogia
A organização da educação nacional envolve a articulação entre os diferentes entes federativos e a definição de responsabilidades no âmbito dos sistemas de ensino. Analise as afirmativas abaixo e marque-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) A organização da educação nacional ocorre em regime de autonomia plena dos entes federativos, sem necessidade de colaboração entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
( ) Cabe à União a coordenação exclusiva dos sistemas estaduais e municipais de ensino, sendo vedada a autonomia organizacional dessas instâncias.
( ) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino, cabendo à União a coordenação da política nacional de educação.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4335747 Pedagogia
Durante uma reunião do conselho escolar, representantes de professores, famílias, estudantes e comunidade discutem prioridades para o próximo ano letivo. A direção apresenta dados sobre aprendizagem, frequência, infraestrutura e participação dos estudantes. Após o debate, são estabelecidas prioridades e encaminhamentos coletivos.
A situação apresentada está relacionada ao princípio da gestão democrática da educação, pois:  
Alternativas
Q4335327 Pedagogia
A gestão democrática, no contexto da escola pública, não se limita à realização de reuniões. Ela pressupõe processos de participação, escuta e tomada de decisões orientadas pelo interesse coletivo. Nesse sentido, uma prática coerente com esse princípio é: 
Alternativas
Q4335144 Pedagogia
De acordo com a legislação brasileira, a educação escolar está organizada em níveis, sendo eles, na ordem correta: 
Alternativas
Respostas
81: D
82: B
83: D
84: A
85: B
86: E
87: A
88: C
89: B
90: D
91: E
92: A
93: D
94: D
95: B
96: A
97: E
98: D
99: B
100: A