Questões de Concurso
Sobre função social da escola e compromisso social do educador em pedagogia
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De acordo com o Volume 10 dos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997, p.19), voltados aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, “a temática da Pluralidade Cultural diz respeito ao conhecimento e à valorização das características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais que convivem no território nacional, às desigualdades socioeconômicas e à crítica às relações sociais discriminatórias e excludentes que permeiam a sociedade brasileira”. Com base nesse documento, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. É necessário, ao tratar desse assunto, entender que a diversidade cultural tem relação direta com a desigualdade social.
II. O que se objetiva ao tratar de Pluralidade Cultural nas escolas não é a divisão da sociedade em grupos culturais fechados, mas o enriquecimento propiciado a cada um e a todos pela pluralidade de formas de vida, assim como o compromisso ético de contribuir com as transformações necessárias à construção de uma sociedade mais justa.
III. Movimentos sociais, vinculados a diferentes comunidades étnicas, desenvolveram uma história de resistência. Gradativamente conquistou-se uma legislação antidiscriminatória, culminando com o estabelecimento, na Constituição Federal de 1988, da discriminação racial como crime.
IV. Do ponto de vista educacional, o que se busca é, sobretudo, a transformação dos discursos a partir da repetição de slogans educacionais. É por meio da repetição de frases das campanhas publicitárias que a sociedade civil tomará ciência da importância do tema.
V. Uma das capacidades a serem desenvolvidas na escola, a partir dos objetivos do trabalho sobre Pluralidade Cultural, é repudiar toda discriminação baseada em diferenças de raça/etnia, classe social, crença religiosa, sexo e outras características individuais ou sociais.
Para Moran (in Moran, Masseto e Behrens, 2000), o papel fundamental do professor em relação às tecnologias de informação e da comunicação na educação é o de um orientador/mediador. Ele “é um pesquisador em serviço. Aprende com a prática e a pesquisa e ensina a partir do que aprende. Realiza-se aprendendo-pesquisando-ensinando-aprendendo”. Moran entende que “o professor, com o acesso a tecnologia telemática, ao integrar, de forma equilibrada, a orientação intelectual, a emocional e a gerencial, pode se tornar um orientador/gestor setorial
Na obra A prática educativa: como ensinar (2002), Zabala discute a necessidade de instrumentos teóricos que façam com que a análise da prática seja realmente reflexiva e resume esses instrumentos na função social do ensino e no conhecimento do como se aprende. O autor faz referência a quatro fontes do currículo: a sociológica ou socioantropológica, a epistemológica, a didática e a psicológica e adverte que “nem todas elas se situam no mesmo plano.” As fontes psicológica e didática, explica Zabala, estão estreitamente inter-relacionadas, e, “nesta perspectiva integradora, o conhecimento, que provém da fonte psicológica, sobre os níveis de desenvolvimento, os estilos cognitivos, os ritmos de aprendizagem, as estratégias de aprendizagem, etc., é essencial para precisar as referências que se devem levar em conta ao
Conforme Veiga, In: Veiga e Resende (Org.), 2008, o projeto pedagógico exige profunda reflexão sobre as finalidades da escola, associada “à explicitação de seu papel social e à definição de caminhos, formas operacionais e ações a serem empreendidas por todos os envolvidos com o processo educativo.” Esse projeto reflete a realidade da escola que é parte de um contexto mais amplo que tanto a influencia como pode ser influenciado por ela. Tal projeto deve constituir-se em tarefa comum da equipe escolar e, mais especificamente dos serviços pedagógicos, aos quais cabe o papel de
Rosangela Machado, em Educação especial na escola inclusiva: políticas, paradigmas e práticas (2009), apresenta o desafio à reorganização dos serviços de educação especial de forma que seja complementar ao ensino regular e não um substitutivo. Com base na política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva, que entende a escola como uma instituição em que cada aluno tem a possibilidade de aprender, a partir de suas aptidões e capacidades, a autora comenta que a proposta inclusiva reconhece “(...) o direito incondicional à escolarização – no ensino regular – de todos os alunos. Não existem, nessa proposta, dois sistemas paralelos: o regular e o especial. Todos devem ser escolarizados nas salas comuns do ensino regular; todavia, não é por isso que deixamos de garantir o atendimento educacional especializado (…)”. A autora, na mesma obra, citando Mantoan, coloca que esse tipo de atendimento, complementar e diferente do ensino escolar, é destinado a atender às especificidades dos alunos com deficiência, abrangendo principalmente instrumentos necessários
Para Celestino Alves Silva Jr. (In: Silva Jr. e Rangel (orgs.), 2007), as escolas não existem para ser administradas ou inspecionadas. Elas existem para que as crianças aprendam. Com isso, o autor quer demonstrar sua preocupação com a
Sofia Lerche Vieira, in Ferreira e Aguiar (2004), traz reflexões para “aprofundar os nexos entre a função social da escola, a gestão e a política educacional”, contribuindo para o debate sobre essa temática. A autora, apoiada em Libâneo e Cortella,
Mazzotta, a partir das contribuições de Mello (1991), ao analisar a função da educação escolar, afirma que (...) funções de outra natureza podem ser assumidas pela instituição escolar, pela imposição de contingências históricas e sociais, mas elas devem estar subordinadas à sua tarefa fundamental, que tem como eixo da organização da escola
“[...] não é possível imaginar que a saída para a compreensão e o manejo da indisciplina resida em alguma instância alheia _________________, ou que esta permaneça sempre a reboque das determinações extra-escolares. Abstenhamo-nos, pois, de demandar uma ação mais efetiva da família, uma melhor definição social do papel escolar, ou mesmo um maior abrigo das teorias pedagógicas.” (Aquino, 1996, p. 50).
O fragmento CORRETO que completa a citação acima do autor é:
I- Redimensionar o fazer escolar, a fim de que haja uma interação efetiva entre a escola e a vida. II- Procurar novas formas de acessar o conhecimento para que possa ensinar a ler e escrever de forma crítica, contribuindo para a formação da cidadania e da ética. III- Conceber uma Escola, cuja prática pedagógica do(a) professor(a) sinaliza para um desempenho no ensino de língua, com base numa lógica transmissiva e unidirecional.
Em face do exposto é VERDADE o que se afirma apenas em:
( ) Mudar de uma gestão de sala baseada no ensino transmissivo para a de construção dos conhecimentos. ( ) Modificar a organização dos estudantes de trabalhos em grupos para agrupamentos livres. ( ) Buscar a realização de um saber e trabalho escolar restritos aos programas oficiais. ( ) Investir na definição dos objetivos mínimos, estabelecidos com a condição de individualizar os percursos. ( ) Regular e garantir os percursos, o acesso, a permanência e a progressão nas aprendizagens
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
A função da escola e do professor não é só informar, pois tal função, agora, é realizada com rapidez e certa exatidão por meio do computador e outras mídias e artefatos tecnológicos. O papel da escola e do professor na atualidade é formar
I. seres pensantes e com espírito pesquisador.
II. profissionais responsáveis pela sua formação continuada.
III. seres capazes de absorver os conteúdos a serem transmitidos.
IV. estudantes que sabem trabalhar em equipe e compartilhar conhecimentos.
V. o professor apenas para coordenar os comportamentos dos alunos.
Estão CORRETAS apenas