Questões de Concurso
Sobre educação, sociedade e prática escolar em pedagogia
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Leia com atenção:
I- É necessário que tenhamos uma visão crítica em relação às propostas que proliferam nos meios políticos de forma que possamos fazer de nossa cidadania uma arma eficiente de cobrança em favor de nossos direitos;
II- O princípio de que a educação é dever do Estado, implica no imobilismo da população e de cada indivíduo;
III- A educação é também dever de todos, pais, alunos, comunidade.
Dos itens acima:
O cenário mundial do trabalho apresenta mudanças e propostas arrojadas para a profissionalização da sociedade brasileira e, por isso, convoca todas as instituições e instituintes para o desafio de promover uma educação profissional de qualidade.
Currículo em Movimento da Educação Básica – Educação Profissional. SEEDF. 2014. p. 7 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.
A educação profissional deve ter como eixos transversais
educação para a diversidade, cidadania e educação em e
para os direitos humanos e educação para a
sustentabilidade, com vistas ao desenvolvimento
humano voltado para a transformação social.
A escola tem que se preocupar com a formação plena dos educandos, sobretudo aquelas infâncias e adolescências que a sociedade trata de maneira tão injusta, tão dura, tão cruel, aqueles a quem se nega a sua possibilidade de ser criança, de ser adolescente.
Miguel Arroyo. Educação & Participação. 2015.
A partir do texto acima, julgue o item seguinte.
O ingresso em escola pública e de qualidade é a garantia
de uma educação para o exercício da cidadania.
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o seguinte item.
O trabalho pedagógico compreende que a
transformação da prática social se inicia a partir do
reconhecimento dos educandos no processo educativo.
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item.
A educação baseada na cidadania é um avanço
importante para a inclusão de minorias nas políticas
sociais e, por isso, garante a convivência igualitária entre
grupos considerados como maiorias e minorias.
Leia o texto abaixo.
No estudo “Medo da Violência e o Apoio ao Autoritarismo no Brasil” (2018), os pesquisadores do Fórum Nacional de Segurança Pública (FNSP) demonstraram uma correlação positiva entre escolaridade e posições mais democráticas: quanto maior o tempo de estudo, maior a aversão ao autoritarismo. Os autores apontam que o País precisa olhar a violência sob a perspectiva da prevenção, apostando em iniciativas combinadas com áreas como a Educação, para não cairmos em soluções artificiais e autoritárias em resposta à insegurança. Mas o que violência, democracia e Educação têm a ver umas com as outras? Tudo! A maneira como enxergamos o problema da violência em nossas casas, escolas, ruas e até mesmo a violência empregada pelo Estado tem tudo a ver com democracia. A Educação entra nessa equação como uma ferramenta preventiva. Nesse sentido, precisamos de uma escola que não apenas valorize o diálogo, como também prepare o aluno. Uma Educação que ensine as crianças desde pequenas a dialogar, ao mesmo tempo que lhes garanta a aprendizagem.
Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com/todos-pela-educacao/post/ sociedade-que-queremos-comeca-nas-escolas-voce-nao-acha.html (adaptação)
Do texto acima, pode-se depreender que a Educação
necessária para os tempos atuais é uma Educação:
As contribuições da Sociolinguística, da Sociologia e da Antropologia para a compreensão do que acontece na escola e na sala de aula, intensificaram-se a partir da década de 1960, quando pesquisadores dessas áreas passaram a colaborar com as suas análises para a reflexão sobre o fracasso escolar de crianças pertencentes a classes sociais menos favorecidas.
O sociólogo W. Hutmacher usou a expressão “familiaridade que provoca cegueira” para designar tudo o que acontece de maneira naturalizada na escola, tudo o que faz parte do funcionamento ‘normal’, do ‘sempre foi assim’, para se referir:
Julgue o próximo item, relativo à teoria e à prática de ações educativas em contextos culturais.
Uma noção ampla de território fomenta o papel
problematizador da educação, porque indica a maneira como
os bens culturais são distribuídos entre os agentes culturais e
sociais.

O discurso publicitário difunde a necessidade da constante diferenciação individual, o gosto se torna estilo. O quê e como se consome assumem relevância na qualificação do indivíduo. Neste contexto, cabe às instituições educacionais:
Quando se contrapõe a discriminação subjacente aos fatos mencionados com o princípio de igualdade que teoricamente rege o sistema educativo, chega-se à conclusão de que se educa para a crença na igualdade de direitos e pratica-se a discriminação. As práticas sociais que regulam as ações e as que sistematizam as crenças não somente são distintas, mas se sustentam em princípios éticos opostos. Essa divergência dificulta enormemente a socialização de alunos e alunas. A força do costume faz com que se aceite com naturalidade que os textos escolares situem os homens e os meninos em um status social superior ao das mulheres e das meninas; faz com que os meninos sejam representados realizando atividades socialmente valorizadas enquanto se relegam às meninas atividades consideradas de segunda ordem. Também a força do costume faz com que os rapazes sejam estimulados a se identificar com modelos de comportamento agressivo que dificultam sua entrada no mundo das relações interpessoais e dos vínculos afetivos; isso acaba condenando-os a resolver os problemas por caminhos violentos. Existe, portanto, uma importante discriminação por razões de gênero. MORENO, Montserrat et al. Realidades silenciadas. In: Falemos de sentimentos: a afetividade como um tema transversal. São Paulo: Moderna, 1999. p. 17-25.
De acordo com o excerto, o gênero (masculino e feminino) é definido fundamentalmente por aspectos