Questões de Concurso Sobre educação e filosofia em pedagogia

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Q3827104 Pedagogia
Uma pesquisadora analisa três modelos presentes na história recente do Ensino Religioso escolar no Brasil:

M1: Modelo confessional tradicional, centrado na transmissão doutrinária.
M2: Modelo interconfessional dialogal, que compara crenças a partir de categorias internas das próprias tradições religiosas.
M3: Modelo não confessional baseado nas Ciências da Religião, que estuda o fenômeno religioso como objeto de conhecimento.

Ela estabelece as seguintes premissas:
P1.Se um modelo adota categorias nativas teológicas como critério de verdade escolar, então ele não é compatível com abordagem epistemológica das Ciências da Religião.
P2.Todo modelo que não é compatível com abordagem epistemológica das Ciências da Religião ou é confessional tradicional ou hierarquiza credos como política curricular.
P3.Nenhum modelo interconfessional dialogal (M2) hierarquiza credos como política curricular, mas todos utilizam categorias internas de sentido para fins comparativos.
P4.O modelo confessional tradicional (M1) adota categorias nativas teológicas como critério de verdade escolar.

A partir das premissas, é logicamente correto concluir que: 
Alternativas
Q3825474 Pedagogia
No que se refere à educação física escolar na década de 1980, período marcado por profundas mudanças de ordem social e política no Brasil, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3819104 Pedagogia
Uma rede municipal de ensino está implementando uma revisão curricular para alinhar suas práticas aos novos referenciais teóricos adotados pelo sistema. Durante uma formação, os professores discutem como os fundamentos epistemológicos influenciam as decisões sobre princípios organizativos do currículo, seleção de conceitos essenciais, formas de tratamento didático e estratégias de avaliação. Surge um conflito: alguns docentes defendem uma abordagem centrada na transmissão linear de conteúdos, enquanto outros propõem uma organização curricular baseada em aprendizagem significativa, interdisciplinaridade e competências. A coordenação pedagógica solicita uma análise que relacione adequadamente os elementos estruturantes do currículo a concepções epistemológicas consistentes.

Com base nesse cenário, assinale a alternativa que representa uma compreensão correta e coerente entre epistemologia, organização curricular, seleção conceitual, tratamento didático e avaliação:
Alternativas
Q3817793 Pedagogia
“Concepção pedagógica em que o ensino se reduz à transmissão de conteúdos pelo professor, enquanto o aluno assume um papel passivo de recepção, memorização e reprodução do conhecimento.”
O trecho acima define que tipo de educação? 
Alternativas
Q3817501 Pedagogia
A abordagem Crítico-Emancipatória, que propõe o "ensino pelo confronto" e visa libertar o aluno das falsas ilusões e interesses sociais impostos através da "transcendência de limites", tem como seu principal expoente teórico no Brasil: 
Alternativas
Q3817120 Pedagogia
Entre os teóricos da educação, a concepção de Paulo Freire está mais diretamente associada a: 
Alternativas
Q3816879 Pedagogia
Segundo a perspectiva pedagógica de Paulo Freire, a educação deve ser compreendida como um ato: 
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Q3805207 Pedagogia
No campo da Filosofia da Educação, determinadas teorias problematizam a relação entre conhecimento, formação humana e emancipação, especialmente diante das condições históricas e sociais que moldam a escola. À luz da teoria educacional de Theodor Adorno, é correto afirmar que a educação: 
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Q3805187 Pedagogia
No campo da Filosofia da Educação, determinadas teorias problematizam a relação entre conhecimento, formação humana e emancipação, especialmente diante das condições históricas e sociais que moldam a escola. À luz da teoria educacional de Theodor Adorno, é correto afirmar que a educação: 
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Q3805127 Pedagogia
No campo da Filosofia da Educação, determinadas teorias problematizam a relação entre conhecimento, formação humana e emancipação, especialmente diante das condições históricas e sociais que moldam a escola. À luz da teoria educacional de Theodor Adorno, é correto afirmar que a educação: 
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Q3805117 Pedagogia
No campo da Filosofia da Educação, determinadas teorias problematizam a relação entre conhecimento, formação humana e emancipação, especialmente diante das condições históricas e sociais que moldam a escola. À luz da teoria educacional de Theodor Adorno, é correto afirmar que a educação: 
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Q3802534 Pedagogia
A educação, enquanto prática social, envolve a compreensão de seus vínculos com outros direitos e de seu papel na formação humana. Analise as afirmativas a seguir.

I – Compreender e realizar a educação, entendida como um direito individual humano e coletivo, implica considerar o seu poder de habilitar para o exercício de outros direitos, isto é, para potencializar o ser humano como cidadão pleno, de tal modo que este se torne apto para viver e conviver em determinado ambiente, em sua dimensão planetária.
II – A educação é, pois, processo e prática que se concretizam nas relações sociais que transcendem o espaço e o tempo escolares, tendo em vista os diferentes sujeitos que a demandam. Educação consiste, portanto, no processo de socialização da cultura da vida, no qual se constroem, se mantêm e se transformam saberes, conhecimentos e valores.
III – A educação é restrita ao espaço escolar, pois não se relaciona com outras dimensões sociais nem com direitos civis e políticos.

Está CORRETO o que se afirma em:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145296 Pedagogia
No antigo tempo da criação do mundo com toda sua beleza, os Munduruku viviam dispersos, sem unidade e guerreando entre si. Era uma situação muito ruim que tornava a vida mais difícil e indócil. Foi aí que ressurgiu Karú-Sakaibê, o grande Criador, que já havia realizado tantas coisas boas para este povo. Contam os velhos que foi ele quem criara as montanhas e as rochas soprando em penas fincadas ao chão. Eram também criações dele os rios, as árvores, os animais, as aves do céu e os peixes que habitam todos os rios e igarapés. Karú-Sakaibê, tendo percebido que o povo que ele criara não estava unido, decidiu voltar para unificá-lo e lembrá-lo como havia sido trazido do fundo da Terra quando ele decidiu enfeitar a Terra com gente que pudesse cuidar da obra que criara.

MUNDURUKU, D. Contos indígenas brasileiros. São Paulo: Global, 2005.

É possível afirmar que a influência ameríndia pode ser discutida em sala de aula com uma proposta filosófica e pedagógica na qual se evidencia o(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145290 Pedagogia
A reflexão sobre o ensino de filosofia na Educação Básica envolve diferentes abordagens. Franklin Leopoldo e Silva, por exemplo, questiona se a História da Filosofia deve ser o centro ou apenas um referencial do currículo: como centro, organiza o conteúdo; como referencial, submete-se às questões filosóficas. Diante disso, pode-se considerar o desdobramento de três eixos curriculares: o histórico, que segue uma certa ordem centrada na produção das obras filosóficas, mas que pode se tornar enciclopédico; o temático, que aborda temas filosóficos próximos da vivência dos estudantes; e o problemático, que organiza o ensino em torno de problemas filosóficos, que, conforme Silvio Gallo, permite integrar tanto os temas quanto a História da Filosofia e convidar o estudante ao exercício de elaboração de conceitos filosóficos.

Conforme as propostas e diretrizes mais atuais do ensino de filosofia, espera-se que os estudantes se apropriem dos conteúdos desse componente curricular. Dessa forma, como parte dos processos de ensino e de aprendizagem, um tipo de avaliação pertinente é a
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145289 Pedagogia
Segundo bell hooks, a violência de gênero, especialmente a direcionada às mulheres, está intrinsecamente ligada a um sistema patriarcal de desigualdade e dominação. A partir de uma lente interseccional, bell hooks argumenta que o machismo, a supremacia branca e as desigualdades de classe não atuam isoladamente, mas se entrelaçam e se reforçam, intensificando a violência sofrida por mulheres, em especial as mulheres negras, que se encontram na intersecção de múltiplas opressões. Esses sistemas de poder são usados para controlar e subjugar, e a violência simbólica, perpetrada pela cultura e suas representações, normaliza e agrava a desigualdade de gênero, tornando-se ainda mais perniciosa ao invisibilizar as experiências de violência de quem já enfrenta preconceitos acumulados. Em seu livro Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade (2013), enfatiza a importância da educação como um processo de transformação e de libertação, desafiando as estruturas de poder e as formas tradicionais de ensino. Para a autora, a educação deve ser uma prática política que incite a reflexão crítica, o engajamento e a busca por justiça social.

Nesse contexto, pode-se afirmar que, para bell hooks, a educação libertadora deve considerar aspectos como
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145280 Pedagogia
Texto para questão


TEXTO 1


A razão é que uma relativa intensificação das forças produtivas já não representa eo ipso um potencial excedente e com consequências emancipadoras, em virtude do qual entrem em colapso as legitimações de uma ordem de dominação vigente. Pois agora, a primeira força produtiva, a saber, o progresso técnico-científico submetido a controle, tornou-se o fundamento da legitimação. Esta nova forma de legitimação perdeu, sem dúvida, a velha forma de ideologia. A consciência tecnocrática é, por um lado, “menos ideológica” do que todas as ideologias precedentes; pois não tem o poder opaco de uma ofuscação que apenas sugere falsamente a realização dos interesses. Por outro lado, a ideologia de fundo, um tanto vítrea, hoje dominante, que faz da ciência um feitiço, e mais irresistível e de maior alcance do que as ideologias de tipo antigo, já que com a dissimulação das questões não só justifica o interesse parcial de dominação de uma determinada classe e reprime a necessidade parcial de emancipação por parte de outra classe, mas também afeta o interesse emancipador como tal do gênero humano.


HABERMAS, J. Técnica e ciência como ideologia. Lisboa: Edições 70, 1968 (adaptado).


TEXTO 2


Há centenas de narrativas de povos que estão vivos, contam histórias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que aprendemos nessa humanidade. Nós não somos as únicas pessoas interessantes no mundo, somos parte do todo. Isso talvez tire um pouco da vaidade dessa humanidade que nós pensamos ser, além de diminuir a falta de reverência que temos o tempo todo com as outras companhias que fazem essa viagem cósmica com a gente.


KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Cia. das Letras, 2019.
A proposta de um currículo que reforça a identidade e a cosmovisão dos estudantes de escolas indígenas e quilombolas passa por projetos pedagógicos que integram o conhecimento tradicional sobre a natureza e as práticas sustentáveis com os conhecimentos científicos. Em quais aspectos podemos analisar a relação entre o mitológico e o epistemológico nos textos 1 e 2?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145277 Pedagogia
Nas sociedades de controle, que cada vez mais parecem materializar-se diante de nossos olhos, a tônica dominante é, portanto, o controle permanente sobre os fluxos de informação, sobre os padrões de comportamento dos indivíduos, gerando relações de poder mais difusas e descentradas, mas, mesmo por isso, mais abrangentes e mais eficientes no processo de regulação social.

GALLO, S.; ASPIS, R. L. Ensino de filosofia e cidadania nas “sociedades de controle”: resistência e linhas de fuga. Pró-posições, n. 1, jan.-abr. 2010.

Com base no texto, uma intervenção pedagógica no contexto de sala de aula, como forma de resistência à sociedade de controle, deve estimular o(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145276 Pedagogia
As relações interpessoais, as relações intersubjetivas e as relações grupais aparecem com a função de ocultar ou de dissimular as relações sociais enquanto sociais e as relações políticas enquanto políticas, uma vez que a marca das relações sociais e políticas é serem determinadas pelas instituições sociais e políticas, ou seja, são relações mediatas, diferentemente das relações pessoais, que são imediatas, isto é, definidas pelo relacionamento direto entre pessoas, e por isso mesmo nelas os sentimentos, as emoções, as preferências e os gostos têm papel decisivo.

CHAUÍ, M. Simulacro e poder: uma análise da mídia. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2006.

Um professor que pretende abordar criticamente o conteúdo desse texto em sala de aula escolhe a seguinte metodologia didático-pedagógica:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145274 Pedagogia
Texto para questão


Examinei todas as outras coisas que estão abaixo de vós. Por um lado, provêm de vós; por outro, não existem, pois não são aquilo que vós sois. Já vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas; não se poderiam corromper se fossem sumamente boas. De que modo criastes o céu e a terra, se não procedesses como o artífice que forma um corpo de outro corpo, impondo-lhe, segundo a concepção de sua mente, a imagem que vê com os olhos do espírito? É necessário concluir que falastes e os seres foram criados. Vemos o homem, criado à vossa imagem e semelhança, constituído em dignidade acima de todos os viventes irracionais. E assim como na sua alma há uma parte que impera por sua reflexão e outra que se submete para obedecer, assim também a mulher foi criada, quanto ao corpo, para o homem.


AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
Uma professora de filosofia, após debater com os estudantes situações de violência na escola, propõe o exame de textos filosóficos para refletir sobre o problema. Nesse contexto, conduz a leitura do texto, adequado a essa proposta didática, porque situa a violência nos termos da
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Filosofia |
Q4145271 Pedagogia
E isto porque a experiência é conhecimento dos singulares, e a ciência, dos universais; e, por outro lado, porque as operações e as gerações todas dizem respeito ao singular. Não é o Homem, com efeito, a quem o médico cura, se não por acidente, mas Cálias ou Sócrates, ou a qualquer um outro assim designado, ao qual aconteceu também ser homem. Portanto, quem possua a noção sem a experiência, e conheça o universal ignorando o particular nele contido, enganar-se-á muitas vezes no tratamento, porque o objeto da cura é, de preferência, o singular.

ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).

Esse trecho pode ser usado como modelo em sala de aula, visto que o ensino da filosofia
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Respostas
221: D
222: A
223: E
224: E
225: B
226: B
227: E
228: D
229: D
230: D
231: D
232: D
233: D
234: D
235: C
236: B
237: A
238: B
239: B
240: C