Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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Excerto 1 “O professor não pode confundir objetos com objetivos. [...] O interesse do aluno não deve ser atraído pelo objeto material em si. [...] Um bom jogo [...] representa uma variedade de exercício que apresenta motivação por si mesmo.” e “que o aluno possa jogar e perceber a relação entre essa atividade e as noções básicas do conteúdo que estuda”. (SELBACH, S. Matemática e didática.2 ed. Petrópolis, Rj: Vozes, 2015. p.103)
Excerto 2 “Não se aprende, por exemplo, História, Geografia e Ciências para se guardar esses saberes, mas principalmente para deles fazer um instrumento para se viver melhor. [...] (SELBACH, S. Matemática e didática.2 ed. Petrópolis, Rj: Vozes, 2015. p.114)
Excerto 3 “Existe um ponto inicial, um ônibus com quatro passageiros. Vai sair desse ponto e parar em outros quatro, onde descerão e subirão passageiros e eu direi quantos. Chegando ao quarto ponto, vou escolher alguns alunos que deverão me dizer quantos passageiros ficaram no ônibus. Vamos lá: No primeiro ponto subiram três e desceram dois, no segundo ponto subiram dois e não desceu nenhum, no terceiro ponto desceram dois e subiram três passageiros e, finalmente, no quarto ponto subiram dois e desceram três passageiros Quantos ficaram no ônibus”. (SELBACH, S. Matemática e didática.2 ed. Petrópolis, Rj: Vozes, 2015. p.107)
Aprofundando estudos, Sophia percebeu:
I. É dever da Educação Física escolar formar indivíduos capazes de ter uma visão crítica e autônoma, no âmbito da cultura corporal de movimento.
II. Os elementos curriculares da Educação Física: esportes, jogos, lutas, danças, ginástica e exercícios físicos têm uma ligação constante com a sociedade, por meio de várias manifestações, sejam elas pela objetificação em produtos de consumo, sejam informações na mídia sejam em relação à promoção à saúde. Por esse motivo, tais manifestações devem ser tratadas criticamente, em momento e lugar adequado.
III. Os IFs entendem a Educação Física escolar como momento e lugar para ampliar a percepção, sentidos e significados das diversas manifestações da cultura de movimento.
IV. A Educação Física objetiva construir uma autonomia crítica, gerando a possibilidade ao discente de vivenciar novas experiências, a mobilização de seus desejos e potencialidades e a compreensão de seus vínculos socioculturais.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Após fazer uma leitura crítica em relação aos trechos da BNCC alocados acima, tendo por base os pressupostos da Educação do Campo, leia as assertivas abaixo:
I. Ao avançar a barreira dos “parâmetros”, a exemplo dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a BNCC, revestida de caráter normativo e estrutura rígida (apesar de se rotular como flexível), com pormenores e designações esmiuçadas ao longo do documento, torna infactível a construção coletiva dos saberes e conteúdos formativos da Educação do Campo.
II. O que se anuncia com a BNCC, como é pregado pelos arautos do capital, não é somente uma alteração metodológica; mas sim um projeto apropriação e controle da formação docente pelo capital, tornando-o um mero repetidor do que está posto no documento sob os auspícios das “competências gerais” e suas habilidades, valores, atitudes, entre outros, que solapam a autonomia do professor do campo e, consequentemente, do sujeito do campo.
III. A BNCC, apesar de seu caráter normativo, traz espaços dentro da lei que permitem a autonomia do saber docente, bem como a construção curricular coletiva. Dessa forma, está condizente com a proposta da Educação do Campo e da formação de seus educadores.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
“As políticas e práticas curriculares devem se alicerçar no reconhecimento e na afirmação da diversidade sociocultural, contribuindo com uma formação pautada na convivência das diferenças e na participação do conjunto de seus sujeitos, grupos e populações nos rumos de um projeto amazônico de educação e de desenvolvimento territorial inclusivo, sustentável e solidário.” HAGE, Salomão Mufarrej. Por uma escola do campo de qualidade social: transgredindo o paradigma (multi)seriado de ensino. Brasília, v. 24, n. 85, p. 97-113, abr/ 2011, p. 109.
A partir dos textos acima, é perceptível a íntima relação entre Educação do Campo, Currículo (ou política curricular) e Política Cultural. Na mesma consonância, é correto dizer que:
I. Quando se pensa em política curricular tendendo a se transformar em uma política cultural, deve-se levar em consideração que não é uma mera questão de adequação ou adaptação de uma cultura à outra no currículo, mas sim de explicitar, demarcar e reconhecer o valor das distinções socioculturais e identitárias.
II. Os processos culturais constituidores da política curricular emergem do conflito de forças econômicas antes mesmo do cultural, não havendo relação entre dominação cultural e dominação econômica; por isso mesmo, a Educação do Campo, devido ao teor marxista de seus princípios, tangencia a política curricular como política cultural.
III. A hegemonia cultural imposta pelo modelo da Ciência Moderna refletiu diretamente na escola do século XX; entretanto, à medida que a denominada “Educação 4.0” foi absorvida pela Educação do Campo no início deste século, a política cultural se sobrepôs à política curricular excludente.
Após ler as assertivas acima, é correta afirmar que:
Para evitar “conteúdos fragmentados, ideias soltas, sem relação entre si e muito menos com a vida concreta”, conforme aponta Caldart no texto acima, a Educação do Campo se relaciona intrinsecamente com Currículo integrado e interdisciplinaridade. Sobre isso, podemos dizer:
I. A relação intrínseca entre Educação do Campo, Currículo Integrado e Interdisciplinaridade ganha respaldo na indispensabilidade de um currículo que rompa com os modelos de disciplinas herméticos e subordinados entre si.
II. A relação intrínseca entre Educação do Campo, Currículo Integrado e Interdisciplinaridade ganha respaldo na indispensabilidade de um currículo que integre saberes e vivências advindas da realidade concreta dos sujeitos, respeitando suas especificidades sociais e culturais.
III. A relação intrínseca entre Educação do Campo, Currículo Integrado e Interdisciplinaridade ganha respaldo na indispensabilidade de um currículo que proporcione a construção dialógica dos saberes pelos sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem a partir de vivências educacionais relevantes e emancipatórias.
Após ler as assertivas acima, é correta afirmar que:
Após a leitura crítica do texto da autora, leia e análise as assertivas abaixo:
I. O projeto de Educação do Campo está contido na legislação da educação brasileira, porém o artigo 5º das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo de 2002 expressa a concepção das propostas pedagógicas das escolas do campo, as quais “contemplarão a diversidade do campo em todos os seus aspectos: sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia”.
II. A BNC formação de professores (2019) e a BNC formação continuada docente (2021) estão alinhadas com a BNCC da educação básica, tendo como objetivo favorecer a padronização de um currículo nacional prescrito, o qual centraliza a formação e a avaliação e descentraliza as responsabilidades pedagógica dos gestores e professores, a partir do padrão de qualidade do capital internacional (CURADO, 2018).
III. A BNCC (2017) atende às demandas da reestruturação produtiva em nível global, portanto a uma agenda global dos organismos internacionais e multilaterais, interferindo no perfil de homem /mulher e de sociedade, a partir de um perfil de competência para o século XXI que atende aos interesses do capital (CURADO, 2018).
IV. A Educação do Campo se configura em um projeto antagônico ao projeto da BNCC, pois segundo Katia Curado (2018) esses projetos estão em disputa na educação brasileira.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
I. O currículo como política cultural é composto por diversidades e se coloca no contexto da discussão sobre a desigualdade e marginalização daqueles que, historicamente, foram excluídos da educação e/ou da sociedade (DUARTE, 2008).
II. O currículo como política cultural considera a diversidade como reconhecimento histórico, cultural e sociopolítico das diferenças e rechaça as tentativas de homogeneização de ideias e sujeitos. Nesse sentido, a educação do campo se coloca na perspectiva de direito à vida e à cidadania plena (DUARTE, 2008).
III. O currículo como política cultural rechaça a mera transposição de propostas pedagógicas das escolas urbanas para as escolas do campo, o aligeiramento ou a superficialização do conhecimento (DUARTE, 2008).
IV. O currículo como política cultural organiza propostas pedagógicas que integram desenvolvimento humano e tecnológico, que superam a dicotomia urbano-rural, o que pressupõe uma mudança curricular e no trabalho pedagógico, prevê a diversificação dos espaços de aprendizagem e a realização da avaliação formativa e concebe teoria e prática como dimensões inseparáveis do processo pedagógico (DUARTE, 2008).
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
I. A Educação do Campo assume características de uma educação de classe em vista de seu empoderamento, tendo a pedagogia da alternância como um dos elementos metodológicos centrais, caracterizada pelo revezamento de atividades formativas no âmbito escolar e outras desenvolvidas na propriedade e/ou na comunidade de origem da criança, jovem ou adulto.
II. A pedagogia da alternância tem por objetivo possibilitar formação científica, tecnológica e humana aos jovens do campo sem que abandonem seu trabalho e ambiente de vida.
III. A pedagogia da alternância, com seu estatuto popular e integrador das diversas dimensões da vida humana, se contrapõe à pedagogia tecnicista impulsionada no Brasil durante a ditadura militar.
IV. A pedagogia da alternância, por sua vez, não só alterna metodologicamente tempo escola e tempo comunidade, mas também se constitui em uma proposta alternativa do ponto de vista político-pedagógico, incorporando aspectos das chamadas pedagogia libertadora, histórico-crítica e emancipatória, que tem como referência maior a obra de Paulo Freire.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
I. No processo de construção do currículo, o autor Miguel Arroyo (2015) parte de dois supostos: a educação do campo, indígena, quilombola não se efetivará enquanto os educadores/as não a efetivarem em sua formação, em suas práticas docentes e pedagógicas nas escolas. Esta não se efetivará enquanto não se avançar na construção de Currículos que traduzam as concepções, os conhecimentos, as culturas e valores de que são produtores e sujeitos os movimentos sociais.
II. Para o autor Gimeno Sacristan (2013), o currículo tem se convertido em um dos núcleos de significado menos denso e muito superficial para compreender a educação na diversidade de contextos sociais e culturais, bem como o currículo tem se convertido em ferramenta que não contribui com a regulação do conhecimento e bem com as práticas educativas.
III. Para Arroyo (2015), o currículo deve ser a síntese do conhecimento e da cultura, pois estes devem compor o processo de formação das escolas. Os conhecimentos, culturas, valores que vêm sendo produzidos pelos movimentos sociais do campo, indígenas, quilombolas devem ser incorporados nos currículos da educação básica.
IV. A educação do campo é um processo intencional e político em construção, bem como o currículo de formação de docentes-educadores/as e das escolas; é uma construção histórica política assumida pelos movimentos sociais e pelos intelectuais que analisam e teorizam essa nova consciência de mudança.
V. As escolas do campo devem incorporar os conteúdos culturais, para ajudar a inovar e quebrar a rigidez das “grades” em que nossa tradição curricular aprisiona os conhecimentos a serem trabalhados.
Pode(m) ser considerada(s) questão(ões) de estudo da Arte Contemporânea para uma Pedagogia Crítica:
I. A compreensão de que a arte contemporânea não é um único fenômeno, mas, sim, um conjunto de variadas manifestações, em diferentes tempos e lugares do mundo. O que implica, naturalmente, uma falta de unicidade e de um discurso único e legitimador para a entender.
II. A arte, numa perspectiva eurocêntrica, considerando a estética produzida historicamente.
III. A arte decolonial e as questões atuais que envolvem a sociedade.
IV. A arte e sua diversidade, na perspectiva inclusiva, considerando a cultura de grupos minoritários como as mulheres, negros e índios.
V. O ensino de técnicas de desenho artístico para que o(a) aluno(a) aprenda a desenhar realisticamente.
Indique a resposta cuja alternativa corresponde à Arte Contemporânea para uma Pedagogia Crítica: